sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

LIÇÃO 8: O INÍCIO DA CIVILIZAÇÃO HUMANA


COMENTÁRIO E SUBSÍDIO I
Billy Graham (1918-2018), ao narrar o seu encontro com Albert Einstein (1879-1955), destaca o fato de ter ouvido do cientista alemão, de origem judaica, um comentário nada animador: “É mais fácil transformar o urânio do que o coração humano”. O evangelista norte-americano, com os seus milhões de almas ganhas para Cristo, certamente respondeu ao celebrado físico que o urânio, de fato, jamais transformará o homem mau num cidadão bom e exemplar. Mas o Evangelho de Cristo, sim. Somente a Mensagem da Cruz é capaz de redimir o indivíduo, salvar a civilização de si mesma e dar um novo rumo à História.
Como seres gregários, não podemos viver a par da sociedade nem fora da civilização ou à margem da História. Isso porque, desde o nascimento até à morte, estamos ligados aos nossos semelhantes; trata-se de um sistema que, embora imperfeito, mantém-nos vivos. Já ouvi muita gente queixar-se das regras e das leis, como se o Estado, por exemplo, fosse irremediavelmente mau, pernicioso e desnecessário. Não posso negar que há Estados, como o comunista e o nazista, que se encaixam nessa descrição. Todavia, os crentes que assim esbravejam contra o Estado e a sociedade, geralmente murmuram também contra a Igreja, qualificando-a de inútil, pois segundo alegam, é possível adorar a Deus apenas em casa. Se a Igreja de Cristo não fosse necessária, querido irmão, Deus não a teria estabelecido já bem antes da fundação do mundo.
Como veremos, mais adiante, a civilização é ímpia, porque o homem sem Deus é essencial e cronicamente ímpio. Isso significa que, se toda a humanidade abandonar a impiedade, poderemos ter uma civilização justa, equânime e piedosa. E, a partir daí, Céus e Terra confundir-se-ão numa só grei. Embora o Reino de Deus ainda não haja sido estabelecido entre nós, podemos constatar seus efeitos redentores, por intermédio do Evangelho, na família, na sociedade e no Estado. 
Alguns dizem que a História é o relato do fracasso da civilização humana. Mas, para mim, a História, quer sagrada quer secular, é a narrativa dos grandes atos Deus na vida do indivíduo, em particular, e da civilização, como um todo. Se não fosse Jesus Cristo, a espécie humana seria hoje tão somente pó e cinza.    
Texto extraído da obra “A Raça Humana: Origem, Queda e Redenção”, editada pela CPAD. 

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, iremos estudar sobre o início da civilização humana; veremos como Deus a partir do primeiro casal originou a todos os povos; estacaremos também, a soberania de Deus sobre as nações da terra; e por fim, pontuaremos o destino final da civilização humana.
I – DEFINIÇÕES
1.1 Civilização. De acordo com o dicionário da língua portuguesa (HOUAISS, 2001, p. 734) civilização é: “ato ou efeito de civilizar-se, conjunto de aspectos peculiares à vida intelectual, artística, moral e material de uma época, de uma região, de um país ou de uma sociedade”. De modo que a civilização é um conceito da antropologia, da sociologia e também da história. É o estágio mais avançado de determinada sociedade humana, caracterizada pela sua fixação ao solo mediante construção de cidades, daí derivar do latim: “civitas” que designa: “cidade”, e o termo: “civile” de onde vem: “civil” que é: “o habitante desta cidade”. Pode-se dizer ainda que a civilização é: “a soma das realizações espirituais, morais, sociais, materiais e econômicas, que tornam a vida humana possível num determinado lugar. Foi o que demonstraram Adão e seus descendentes logo após a Queda” (Gn 4) (ANDRADE, 2019, p. 98).
II – A ORIGEM DA CIVILIZAÇÃO HUMANA
A civilização humana teve início quando Adão recebeu Eva como esposa (Gn 2.18-25). A partir daí, não somente a família, mas a nação, o povo e o Estado tornaram-se possíveis (Gn 5; 10) (ANDRADE, 2019, p. 98). Após o pecado do primeiro homem, duas linhagens irão se desenvolver, a de Caim e a de Sete. Essas duas irão formar a primeira civilização, marcada por pessoas ímpias, como também por pessoas piedosas.
2.1 O início da civilização com Adão e seus descendentes. O início da civilização começa com o surgimento do primeiro homem, Adão, (Gn 1.26; 2.7) a partir dele toda humanidade é criada (At 17.26), pois a Bíblia relata que Adão teve filhos e filhas (Gn 5.4) e que ele viveu 930 anos. Os filhos de Adão foram gerados depois da queda, a palavra de Deus não relata uma descendência anterior a Adão, e nem, a existência de filhos antes da queda do homem, no Éden (Gn 3.28; 4.2) caso contrário, existiria uma geração que não herdaria o pecado universal e a afirmação bíblica que todos pecaram seria contraditória (Rm 3.9,12,23; Rm 5.12,18). Dessa forma, toda a descendência adâmica, logo após a expulsão do Jardim, deu origem aos primeiros povos e nações.
2.2 A linhagem de Caim. Os descendentes de Caim foram os primeiros a se desenvolver em tecnologias, músicas e cidades, Caim edificou uma cidade (Gn 4.17), Jabal, foi o pai dos que habitam em tendas (Gn 4.20), Jubal este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão, e Tubalcaim foi mestre de toda obra de cobre e ferro (Gn 4.22). Porém, essa sociedade também se destacou pelo pecado; cometeram homicídios e foram polígamos (Gn 4.23). Um dos descendentes, Lameque, orgulhosamente se proclamou senhor de seu destino [...] essa alegação titânica é o ponto culminante da lista de pecados que começou com o egoísmo orgulhoso de Caim (BRUCE, 2003, p. 14). Dessa maneira, a linhagem de Caim, tanto se destaca pelos avanços em várias áreas, como também pelos diversos pecados. Isso é muito semelhante à nossa sociedade; desenvolvida, mas pecadora (1Jo 5.19).
2.3 A linhagem de Sete. É a partir de Sete, filho de Adão, que se desenvolve uma nova geração. Esta prioriza a Deus, pois um dos seus filhos, Enos foi o pioneiro da oração e da adoração pública. Já a família ímpia de Caim buscou a autossuficiência ao desenvolver e centrar sua vida em torno das artes e atividades seculares. Por outro lado, a família de Sete invoca “o nome do Senhor” afim de expressar a sua dependência dEle (STAMPS, 2018, p. 12). É dessa linhagem que surge Enoque (Gn 5.19-22), o homem que andou com Deus e que o Senhor o tomou para si (Hb 11.5). Judas nos informa que Enoque se manifestou contra a impiedade e imoralidade daquela época, além de anunciar o juízo vindouro (Jd 14,15). Semelhantemente, a Igreja do Senhor vive no mundo, mas não é desse mundo (Jo 15.19; 17.14; 1Jo 3.1; 4.5). Ela proclama o reino de Deus (Mt 28.19-20; Mt 4.17; Mc 1.15; 16.15) e convoca o mundo ao arrependimento (At 2.38; 3.19)
2.4 Os pecados da primeira civilização. O texto bíblico destaca os erros dessa civilização: (a) os filhos de Deus casaram-se com as filhas dos homens (Gn 6.2). A expressão “os filhos de Deus” embora seja uma expressão polissêmica (mais de um significado dependendo do contexto) nessa passagem referem-se à descendência de Sete, uma vez que esta expressão é utilizada também nas Escrituras, para se referirem a pessoas que servem a Deus (Dt 14.1; 32.5; Sl 73.15; Os 1.10). A Teoria de que “os filhos de Deus” são anjos caídos não tem sustentação bíblica, pois a palavra de Deus afirma que os anjos não se casam e nem se dão em casamento (Mt 22.30; Mc 12.25); e, (b) a Bíblia revela que a maldade dos homens cresceu extremamente, tanto de ordem sexual como em violência (Gn 6.4-5), de maneira que Deus declarou que o seu Espírito não “contenderia” ou “permaneceria” mais com homem (Gn 6.3 ARA), e determinou a destruição daquela geração (Gn 6.7). Tudo isso evidencia um princípio: quando o pecado de um povo ultrapassa todos os limites (Gn 15.16; Mt 23.32; 1Ts 2.16), Deus exerce o seu justo juízo (Ez 36.23; 39.21,22; 1Sm 2.25; Jn 1.1,2).
2.5 A civilização pós-dilúvio. O dilúvio foi o juízo de Deus exercido sobre a maldades dos homens (Gn 6.13-16). Após esse evento, Noé, o homem justo no meio daquela geração perversa (Gn 7.1; Hb 11.7) foi o precursor da nova civilização. Seus filhos: Sem, Cão e Javé deram origem as principais nações (Gn 10.1,32). O propósito desse capítulo é demostrar como as nações e povos tiveram origem a partir de Noé e seus filhos. Essa expansão de nações também é explicada pela confusão das línguas na torre de Babel (Gn 11.7,8).
2.6 A torre de Babel. Uma cidade e uma torre foram construídas para evitar que a população se espalhasse pela Terra, em rebelião direta à ordem de Deus (Gn 9.1). Esta torre serviu como um ponto de reunião e símbolos da fama e grandeza daquela civilização. Ao confundir as línguas, Deus estabeleceu as línguas básicas da Terra, à partir das quais se desenvolveram outras línguas e dialetos (existem hoje mais de 7.000 línguas catalogadas). O resultado dessa confusão foi a dispersão da humanidade (RYRIE, 2007, p. 17 – acréscimo nosso).
III – A SOBERANIA DE DEUS SOBRE A CIVILIZAÇÃO HUMANA
Deus é soberano (Dt 10.17; Sl 103.19; 135.5) sobre toda sua criação, inclusive sobre as nações. É Ele que estabelece o lugar dos povos no planeta e intervém nos reinos humanos. Vejamos:
3.1 Deus tem controle sobre as nações. Deus por ser o criador dos céus e da terra (Gn 1.1; 2Cr 6.30; Sl 33.6; Sl 124.8; Sl 146.6; Is 66.1; At 7.48; At 14.15; Ap 14.7) tem domínio sobre as nações que compõe a civilização. Esse domínio é de tão grande majestade que até o local onde as nações habitam foi determinado por Deus: “Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, pôs os termos dos povos...” (Dt 32.8; ver At 17.26). Ele é quem estabelece os reis das nações e mudas os tempos. (1Sm 2.8; Dn 2.20). Todas as nações para o Senhor são como pó miúda da balança ou como uma gota d’água (Is 40.15). Por isso, o salmista afirma: “[…] Ele domina entre as nações” (Sl 22.29). Nenhuma nação está fora do controle soberano de Deus.
3.2 Deus intervém nas nações. Como Deus possui o controle tudo, é fato que o Senhor intervém nas nações: (a) destronando reis e estabelecendo reinos (Sl 75.7; Dn 2.21,44), (b) destruindo nações (Jr 51.1), como também (c) revertendo o juízo quando existe arrependimento: “No momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para arrancar, e para derribar, e para destruir se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (Jr 18.7-8). A prova bíblica mais contundente que Deus intervém nas nações é o povo de Israel; quantas nações tentaram destruí-la, mas Deus não permitiu. Sempre houve uma intervenção do Senhor no sentido de evitar a aniquilação do Estado de Israel (2 Sm 7.16).
IV – O DESTINO FINAL DA CIVILIZAÇÃO HUMANA
O destino final da civilização humana já estar revelado por Deus em sua Palavra. De acordo com as profecias bíblicas, três julgamentos ocorrerão no futuro em relação a humanidade, sendo que, em ocasiões diferentes, para propósitos distintos e para pessoas específicas. Notemos a tabela abaixo:
JULGAMENTO
TRIBUNAL DE CRISTO
JULGAMENTO DAS NAÇÕES
JUÍZO FINAL “TRONO BRANCO”
Quando será?
Após o Arrebatamento (Ap 22.12).
Após a Grande Tribulação (Mt 25.31-33).
Após a última revolta do Diabo (Ap 20.11-15).
Para quem será?
Para os salvos que serão ressuscitados e arrebatados (Rm 14.10).
Para os que sobreviverem na Grande Tribulação (Mt 25.32).
Para todos os vivos e mortos ímpios e os anjos caídos (Jd 6; Ap 20.12).
Quais os propósitos?
Galardoar os salvos (2Co 5.10).
Decidir quem entrará no Reino Milenial (Mt 25.34-46).
Condenação eterna (Ap 20.12- 15).



CONCLUSÃO
Aprendemos nesta lição que a partir de Adão e Eva a civilização humana foi originada, vimos que Deus é soberano entre as nações. E que o Senhor tem traçado um plano de redenção que envolve toda humanidade: novos céus e nova terra para os que aceitarem Jesus como Salvador, e condenação para os ímpios.
Professor Paulo Avelino. Disponível em: https://www.portalebd.org.br

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

   INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a origem da civilização humana. E, para tanto, focaremos o capítulo quatro de Gênesis, pois é justamente, aí, que encontramos a primeira cidade construída pelo homem.
Em seguida, veremos por que a civilização é marcada por tantos conflitos, dissoluções e violência. Apesar de tudo, Deus jamais deixou de intervir nos negócios humanos: além de Criador, Ele é o Senhor de todas as coisas.
Concluindo a nossa aula, mostraremos que somente o Evangelho de Cristo pode redimir a civilização atual. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
Nesta lição, o enfoque recai principalmente em Gênesis 4. Aqui fala-se principalmente sobre a história envolvendo os irmãos Caim e Abel, e nos apresenta o quão perverso o homem se tornou após o pecado; podemos ver claramente as consequências do pecado. Temos ainda, a genealogia de Caim e o nascimento de Sete após a morte de Abel. A profecia divina acerca da inimizade entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começa tomar forma nesse capítulo. Na parte final do capítulo, a descendência ímpia de Caim também é contrastada com a descendência piedosa de Sete. Neste plano de aula, finalizo afirmando que a salvação se dá inteiramente pela graça de Deus com base na redenção realizada por Jesus Cristo, no mérito do sangue derramado por ele, e não com base em méritos ou obras humanas (Jo 1.12; Ef 1.4-7; 2.8-10; lPe 1.18-19). Vamos pensar maduramente a fé cristã?
   I. A ORIGEM DA CIVILIZAÇÃO HUMANA
Neste tópico, definiremos a civilização humana, realçaremos o casamento como a base da civilização e mostraremos o trabalho como o meio de sua subsistência. A civilização é um projeto de Deus.
1. Definindo a civilização. Segundo o Dicionário Houaiss, civilização é o conjunto de aspectos peculiares à vida intelectual, artística, moral e material de uma época, de uma região, de um país ou de uma sociedade. Foi o que Adão e seus descendentes demonstraram logo após a Queda (Gn cap. 4).
Se Adão não tivesse pecado, haveria civilização? Sim, pois nessa hipótese, o processo civilizacional seria muito mais brilhante e proveitoso, porque o homem cumpriria, plenamente, a vontade de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso planeta (Gn 1.26). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
O ponto culminante da criação, um ser humano vivente, foi feito a imagem de Deus para governar a criação. O mandamento de governar distinguiu o homem do restante da criação viva e definiu o seu relacionamento como sendo superior ao restante da criação (Sl 8.6-8.) Note que, ainda no Éden, Deus pronunciou uma segunda bênção (Gn 1.28) que envolvia reprodução e domínio. Logo depois de ter criado o universo, Deus criou seu representante (domínio) e sua representação (imagem e semelhança). O homem encheria a terra e cuidaria do funcionamento da mesma, com uma administração produtiva da terra e seus habitantes para produzir riquezas e cumprir os propósitos de Deus. Quanto à questão “Se Adão e Eva não pecassem, haveria descendentes?”, a resposta é: com certeza sim, pois, em Gênesis 1.28 (E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra) vemos que Deus deu havia dado a sexualidade e a capacidade de procriação a nossos primeiros pais antes da entrada do pecado.
“Se Adão e Eva nunca pecassem, o mundo de hoje não seria o mesmo que foi inicialmente – de forma alguma. Na verdade, seria radicalmente diferente, porque seria exatamente da forma que Deus pretendeu que fosse. É-nos difícil imaginar como teria sido a vida antes do pecado ter entrado no mundo. Mas quando Deus criou Adão e Eva, Ele quis que eles vivessem num mundo perfeito para sempre - um mundo sem morte ou doença ou conflito ou mal de qualquer espécie. E era assim que o mundo era! Adão e Eva viviam num mundo de perfeita paz e harmonia - harmonia com a natureza, harmonia uns com os outros, e acima de tudo harmonia com Deus” Billy Graham
2. O casamento como base da civilização. A civilização humana teve início quando Adão recebeu Eva como esposa (Gn 2.18-25). A partir daí, não somente a família, mas a nação, o povo e o Estado tornaram-se possíveis (Gn caps. 5 e 10).
Portanto, sem o casamento, cujo real modelo encontramos na Bíblia Sagrada, a civilização humana seria impossível. Aliás, até a própria Igreja de Cristo, apresentada como a sociedade perfeita, tem, no casamento bíblico, a sua base espiritual, moral e emocional (Ef 5.22-30). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
A primeira instituição humana a ser estabelecida foi o relacionamento marital, inaugurando uma união permanente ou indissolúvel, constituindo-se em "uma só carne", numa união completa de partes perfazendo um todo, assim, essa união marital era completa e integral com duas pessoas. Isso também implica a complementação sexual. Um homem e uma mulher constituem o par que reproduz. O "uma só carne" e principalmente visto no filho nascido dessa união, o perfeito resultado da união dos dois. A monogamia permanente foi e continua sendo  desígnio e a lei de Deus para o casamento.
“O casamento é uma instituição social que fornece à sociedade o próprio alicerce da civilização – a unidade familiar procriadora. Sem o casamento natural, não haveria estabilidade para as crianças. Na verdade, o casamento é a mais antiga e básica das três instituições fundamentais da civilização ocidental (as outras duas são governo e a igreja). É o mais básico dos três porque sem crianças não haveria necessidade de um governo ou de uma igreja, e nenhum governo ou igreja poderia agir como pai ou mãe. A família é e sempre foi a base fundamental da sociedade. Por isso os ataques a ela tem se tornado tão frequentes, pois ao destruí-la, todo o resto também será”. (ocaminhoapologetica)
3. A subsistência da civilização. A Bíblia Sagrada apresenta o trabalho não como um fim em si mesmo, mas como um meio à subsistência humana (Sl 128.2; 2 Ts 3.10). Quer o homem tivesse pecado, quer não, não poderia escapar ao trabalho, pois o próprio Deus é apresentado por Jesus como um exemplo nessa área (Gn 2.1-3; Jo 5.17). Além disso, Deus criou Adão para governar o mundo, uma atividade que requer atenção e esforço concentrado (Gn 1.26-28).
Após a queda, o trabalho humano tornou-se um enfado, devido à enfermidade do planeta (Gn 3.19; Jo 5.7; Rm 8.19-22). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
O trabalho é um dom de Deus para o Seu povo e será abençoado (Sl 104.1-35; 127.1-5; Ec 3.12-13; 5.18-20; Pv 14.23). O homem foi criado para o trabalho, não imaginamos quão gratificante deveria ser lá no Éden, antes da Queda e da maldição de Gn 3.17-18. Deus amaldiçoou o objeto do trabalho do homem e fê-lo relutantemente, ainda que ricamente, obter o seu alimento por meio do trabalho árduo. O significado e a natureza benéfica do trabalho são um tema retumbante na Bíblia. A origem do trabalho é descrita em Gênesis, e logo na passagem de abertura, Deus é mostrado como o trabalhador primário, ocupado com a criação do mundo (Gn 1.1-15).
“Deus criou o homem à Sua imagem, com características semelhantes a Ele (Gênesis 1:26-31). O homem foi criado para trabalhar com Ele no mundo. Deus plantou um jardim e lá colocou Adão para cultivar e mantê-lo (Gênesis 2:8,15). Além disso, Adão e Eva tinham a responsabilidade de subjugar e governar sobre a terra. O que este mandato original de trabalho significa? Cultivar significa promover o crescimento e melhorar. Manter significa preservar do fracasso ou declínio. Subjugar significa exercer controle e disciplina. Governar significa administrar, responsabilizar-se e tomar decisões. Este mandato aplica-se a todas as vocações. Os líderes da Reforma do século 15 enxergavam a ocupação como um ministério diante de Deus. Quando visto dessa forma, os trabalhos devem ser reconhecidos como ministérios, e os locais de trabalho devem ser considerados como campos missionários. A Queda do Homem descrita em Gênesis 3 gerou uma mudança na natureza do trabalho. Em resposta ao pecado de Adão, Deus pronunciou várias decisões em Gênesis 3:17-19, a mais grave das quais é a morte. No entanto, o trabalho e os resultados do trabalho são retratados no resto dos julgamentos. Deus amaldiçoou a terra. O trabalho tornou-se difícil. A palavra fadiga é usada, o que implica desafio, dificuldade, cansaço e luta. O trabalho em si ainda era bom, mas o homem deve esperar que só será realizado pelo "suor do seu rosto." Além disso, o resultado não vai ser sempre positivo. Embora o homem coma as plantas do campo, o campo também produzirá espinhos e abrolhos. O trabalho duro e esforço nem sempre serão recompensados na forma como o trabalhador espera ou deseja. Note também que o homem estaria comendo da produção do campo, não do jardim. Um jardim é um símbolo de um paraíso terrestre feito por Deus como um confinamento seguro. Jardins também simbolizam a pureza e a inocência. A terra ou o campo, por outro lado, representa um espaço desprotegido ilimitado e uma ênfase na perda de inibição e mundanidade. Portanto, o ambiente de trabalho pode ser hostil, especialmente para os cristãos (Gênesis 39:1-23; Êxodo 1:8-22; Neemias 4) [...] Embora o projeto original de Deus para o trabalho tenha sido pervertido pelo pecado, Deus um dia vai restaurar o trabalho sem os encargos que o pecado introduziu (Isaías 65:17-25, Apocalipse 15:1-4;. 22:1-11). Até o dia em que o novos Céus e Nova Terra forem estabelecidos, a atitude cristã para com o trabalho deve ser semelhante à de Jesus: "Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra" (João 4:34).” (gotquestions)
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Quando falamos de civilizaçãohumana também referimo-nos ao empreendimentohumano na história dahumanidade. Suas realizações espirituais,culturais, políticas e econômicas.A ordenança de Deus – “Frutificai” e“Multiplicai” – pode ser traduzida por“criai” famílias, igrejas, escolas, naçõesetc. Nesse sentido, ao expor o conteúdodesse tópico, é importante pontuar asseguintes questões: Trabalhos como administrarnegócios, lecionar em escolas,publicar jornais ou tocar em orquestraspodem ser considerados atividades queglorificam a Deus? Qual a vocação deDeus para a minha vida?
A partir dessas pontuações, demonstreque tanto o nosso trabalhoprofissional quanto o da igreja localsão vocações não excludentes, ou seja,que se originam do propósito inicial doGênesis: “Frutificai” e “Multiplicai”. Paraaprofundar mais esse assunto, sugerimosa obra “Panorama do PensamentoCristão”, editora CPAD, págs.223-45.
  II. CIVILIZAÇÃO E CONFLITO
Observemos, agora, como a inveja, o homicídio, a poligamia e a desordem social marcaram a civilização humana desde o início.
1. Caim e Abel. Os primeiros filhos de Adão dedicaram-se à subsistência básica da civilização humana: a agricultura e a pecuária. Caim fez-se lavrador enquanto Abel, seu irmão, dedicou-se ao pastoreio (Gn 4.2). Sem ambas as atividades, a civilização torna-se inviável (Ec 5.9; 2Cr 26.10).
Foi na convergência de ambas as atividades, que Caim, o agricultor, movido por uma inveja maligna, matou Abel, o pecuarista temente a Deus (Gn 4.8). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
“Foi na convergência de ambas as atividades, que Caim, o agricultor, movido por uma inveja maligna, matou Abel” O motivo do primeiro homicídio foi a inveja. Em vez de arrepender-se de sua desobediência deliberada, Caim foi hostil para com Deus, a quem não podia matar, e invejoso de seu irmão, a quem podia matar; Caim rejeitou a sabedoria que lhe foi transmitida pelo próprio Deus, recusou-se a fazer o bem, recusou o arrependimento e, assim, o pecado que estava a espreita o apanhou e fez dele um homicida. (1Jo 3.10-12). A violência só será vencida pela revolução do amor que começa no Deus Triúno e passa a ser vivenciada, por pura graça, entre os homens!
2. A cidade de Lameque. Enoque (não confundir com o piedoso ancestral de Noé) foi o nome da primeira cidade fundada na terra. Estabelecida por Caim, logo após este haver assassinado Abel, a cidade de Enoque foi marcada pela violência e pela banalidade quanto à vida humana. Tanto é que Lameque, um dos netos de Caim, matou dois homens por motivos fúteis e, em seguida, celebrou o seu duplo homicídio com uma poesia (Gn 4.23,24).
Desde então, a violência vem sendo celebrada em poemas, crônicas, romances e filmes. Mas virá o tempo em que os homens não mais aprenderão a se matarem (Is 2.4).[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
O nome desse descendente de Caim, Enoque, significa "iniciação". Era simbólico da nova cidade onde Caim tentaria abrandar a sua maldição. A cidade descambou em atos reprováveis até que Lameque, tomou para si duas esposas. Não e dada a razão por que Lameque tomou duas esposas, tornando-se o primeiro exemplo de bigamia. Por causa da sua violação da lei do casamento, Lameque conduziu os cananeus em rebelião aberta contra Deus. Este assassinato ocorreu em legitima defesa. Ele disse as suas esposas que não precisavam ter medo de serem alvos de algum mal resultante da morte que ele havia provocado porque, se alguém tentasse retaliar, Lameque retaliaria e mataria o agressor. Ele achava que, se Deus havia prometido vingar-se sete vezes de alguém que matasse Caim, Deus se vingaria setenta vezes sete de quem o atacasse.
3. A tecnologia. Paralelamente à sua iniquidade, a civilização caimita, instalada na cidade de Enoque, experimentou grande progresso tecnológico, econômico e artístico. Havia, ali, fabricantes de tendas, criadores de gado, metalúrgicos e músicos (Gn 4.20-22).
Do texto bíblico, inferimos que havia mais progresso entre os filhos de Caim do que entre os de Sete. Por esse motivo, estes, seduzidos pela civilização daqueles, vieram a afastar-se Deus (Gn 6.1-3). A partir daí, a iniquidade alastrou-se de tal forma na terra, que o Senhor Deus decretou o juízo de toda aquela civilização. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
Jabal inventou a tenda e a vida nômade de pastores, tão comum no Oriente Médio e em outros lugares; Jubal inventou instrumentos de corda e sopro, e Tubalcaim inventou a metalurgia. O mundo agora há duas linhagens formadas, exemplificadas em Caim e Abel. A cultura humanista sem Deus produz a partir de egoísmo e orgulho centrados no homem, enquanto que a cultura da linhagem piedosa, a partir de Sete, identifica-se pela centralidade em Deus.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“A importância de Caim foi exaurida,e a linhagem de sua posteridaderebelde é incompletamente apresentadaem forma genealógica abreviada. A esposade Caim foi, implicitamente, umairmã (cf.5.4) que partiu com ele para oexílio. Caim começou a construir umahabitação fortalecida, uma cidade (17),e orgulhosamente a chamou de Enoque,o nome de seu primeiro filho. A procurade Caim e seus filhos por segurançaestava simbolizada pela construção demuros pesados, a procriação de muitosfilhos com esposas múltiplas e o poderde perícia profissional, do armamentoe do ódio. O primeiro poema da Bíblia(23,24) serve de ilustração da amarguraferoz que envenenou o espírito desseshomens. O significado do versículo 23é: ‘Matei um homem [meramente] porme ferir e um jovem [só] por me golpeare me ferir’ (BA). Alcançaram o pico dahabilidade e realização, mas tambémse chafurdaram nas profundezas domal” (Comentário Bíblico Beacon:Gênesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro:CPAD, p.44).
  III. O DEUS QUE INTERVÉM NA CIVILIZAÇÃO
Criador e Senhor de todas as coisas, Deus tem direito de intervir tanto na biografia de cada um de nós, quanto na vida das nações e na própria civilização. Veremos, finalmente, que o Senhor Jesus é a única esperança à civilização humana.
1. A intervenção na biografia de cada homem. Deus interveio diretamente, por exemplo, nas biografias de Adão, Caim e Enoque (Gn 3.9; 4.6; 5.24). Ele assim o faz, não apenas para disciplinar e punir, como também para recompensar aos seus servos (Hb 11.6).
Indiretamente, o Todo-Poderoso intervém através das autoridades por Ele constituídas (Gn 9.6; Rm 13.1-14).
Deus não se limitou a criar o Universo, nem nos abandonou após nos haver formado. Ele continua a observar atenta, justa e amorosamente todas as coisas (Gn 11.5; Sl 50.21; Pv 15.3). E, sempre que necessário, intervém. Se o Senhor não agisse assim, a civilização humana, como a conhecemos, não mais existiria. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
A Bíblia nos mostra claramente que Deus intervém na história e faz tudo que lhe apraz (Dt 32.39; Jó 5.8-13,18; Sl 115.3; Ec 8.3; Dn 2.20-22). Ele intervém na vida de um homem ou de uma coletividade. Muitos servos de Deus tiveram experiências que provam claramente a intervenção de Deus em suas vidas, tais como: Enoque, ao ser trasladado por Deus (Gn 5.24); quando concedeu um filho a Sara de forma milagrosa, pois além de estéril estava avançada em idade (Gn 21); no momento em que Deus livrou Daniel na cova dos leões (Dn 6); e tantos outros (Jz 13.3-5; I Sm 1.19; Jó 42.10; Is 6.6-8; Jr 1; Ez 1).
2. A intervenção na história da civilização. No período da História Sagrada, abrangendo o Antigo e o Novo Testamento, Deus interveio diretamente na civilização por ocasião do Dilúvio e da Torre de Babel (Gn 6.7; 11.5). E, desde então, vem o Senhor intervindo, na História, por intermédio de reinos e impérios, a fim de impor a sua vontade soberana aos rebeldes e apóstatas (Jr 21.7; Is 45.1,13).
Vê-se, pois, que a intervenção divina na civilização jamais foi interrompida. De Adão aos nossos dias, o Senhor sempre interveio na história humana. Doutra forma, a humanidade seria inviabilizada. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
Deus também interfere na história para atuar sobre uma coletividade, como no juízo que ele trouxe sobre a terra por ocasião do dilúvio (Gn 6-8); na confusão das línguas (Gn 11.1-9); na destruição das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-28); na formação e preservação da nação de Israel (Gn 12.1-3; Êx 19.5,6); na destruição dos cananeus, como está registrado no livro de Josué; no envio do profeta Jonas a cidade de Nínive (Jn 1-4); na destruição do exército de Senaqueribe (II Rs 19.32-35); nas experiências dos servos de Deus em Babilônia, registradas no livro do profeta Daniel (Dn 3).
“Uma das teses mais pertinentes sustentadas pelos reformados é que Deus é o Senhor da história. Pensar dessa forma significa atribuir a Deus o senhorio absoluto de todas as áreas do universo, amplamente compreendidas. Esta visão é muito bem expressa na frase de Abraham Kuyper: “Não há um centímetro no universo sobre o qual Cristo não diga: é meu”. Deus não somente criou o universo, mas ele interfere diretamente nele, modificando constantemente a nossa visão das coisas para compreendermos os planos e as ações de Deus ao longo da História. O livro de Josué deixa clara esta verdade. As estratégias militares e as conquistas de guerra não servem para mostrar o poderio dos exércitos, mas para apresentar um Deus que é capaz de cumprir seus objetivos em qualquer circunstância” (ultimato)
3. Jesus Cristo, a única esperança para a civilização humana. Às vezes somos levados a pensar que o Senhor Jesus veio a este mundo apenas para salvar indivíduos. Todavia, o amor de Deus não se limita às biografias, porque Ele, amando o mundo de tal maneira, enviou o seu Unigênito para salvar a todos, inclusive a civilização e a História (Jo 3.16).
Na Grande Comissão, somos instados a evangelizar até aos confins da Terra, pois o Evangelho de Cristo redime tanto pessoas como povos e civilizações (Mt 28.18-20). Chegará o dia em que toda a Terra encher-se-á do conhecimento do Senhor (Is 11.2). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
A afirmativa do comentarista “Às vezes somos levados a pensar que o Senhor Jesus veio a este mundoapenas para salvar indivíduos.” é estranha e carece de maiores explicações. Ensinamos que nosso Senhor Jesus Cristo veio para realizar a obra de nossa redenção pelo derramamento de seu sangue e morte sacrifical na cruz e que sua morte foi voluntaria, vicária, substitutiva, propiciatória e redentora (Jo 10.15; Rm 3.24-25; 5.8; lPe 2.24), e que, com base na eficácia da morte de nosso Senhor Jesus Cristo, o pecador que crê é liberto do castigo, da pena, do poder e, um dia, da própria presença do pecado e que é declarado justo, recebe vida eterna e é adotado pela família de Deus (Rm 3.25; 5.8-9; 2Co 5.14-15; lPe 2.24; 3.18). Assim, é descabida a afirmativa, ainda mais diante da declaração do próprio Jesus: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10), o que, aliás, é o tema principal do Evangelho de Lucas (Lc 5.31-32; 15.4-7,32).
Devemos ter cuidado ao afirmar que a missão do Unigênito é salvar a todos, isso nos leva aoUniversalismo (doutrina ou crença que afirma que todos os homens estão destinados à salvação eterna, em virtude da bondade de Deus.) ou à afirmativa de que Jesus falhou em sua missão, já que nem todos serão salvos. João 3.16 deve ser entendido à luz de toda a seção (versículos 16 ao 21) onde está especificado os que serão realmente salvos. A missão do Filho está ligada de maneira inseparável ao supremo amor de Deus pelo "mundo" perverso e pecador da humanidade (Jo 6.32,51; 12.47; Mt 5.44-45), que está em rebelião contra Deus. A expressão "de tal maneira” enfatiza a intensidade ou grandeza do amor de Deus. O Pai deu o seu único e amado Filho para morrer em favor dos homens pecadores (2Co 5.21). A vida eterna é concedida a todo aquele que crê no nome de Jesus. É muito mais do que simples aceitação intelectual das afirmações do evangelho, inclui confiança e comprometimento com Cristo como Senhor e Salvador, que resulta no recebimento de uma nova natureza, que produz mudança no coração e obediência ao Senhor.
Os discípulos foram enviados a fazer "discípulos de todas as nações". O amplo escopo do comissionamento dos discípulos é consumado por meio da autoridade ilimitada de Jesus. O tipo de evangelismo evocado nessa comissão não termina com a conversão do não crente, mas prossegue,ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.
O texto de Isaías 11.2 se refere às três pessoas da santíssima Trindade. Do mesmo modo que o Espírito do Senhor veio sobre Davi quando foi ungido rei (1Rs 16.13; Sl 15.11), ele também deverá repousar sobre o descendente de Davi, o Cristo, que governará o mundo. Os termos ‘sabedoria e entendimento... de conselho e de fortaleza... conhecimento... temor do Senhor’ são os dons espirituais compartilhados com o ungido, que capacitarão o Messias a julgar com justiça e eficiência. O texto que fala que toda a terra se encherá do conhecimento do Senhor é Habacuque 2.14, onde o profeta afirma que ao contrário da autoexaltação dos caldeus, cujos esforços serão vãos, Deus afirma que toda a terra reconhecerá a sua glória quando ele estabelecer o seu reino milenar (Nm 14.21; Sl 72.19; Is 6.3; 11.9).
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Embora esta história seja popularmenteconhecida como ‘A Históriado Dilúvio’, há poucos detalhes sobreo dilúvio em si. O foco principal estánas relações de Deus com o gênerohumano, sobretudo com aqueles comquem Ele escolhe tratar diretamente,e nas respostas que dão às afirmaçõesque Ele faz acerca deles. Noé é o personagem proeminente da história esua obediência é de importância parao ato de salvação de Deus e não apenaspara julgamento. [...] A palavra divina:O fim de toda carne é vindo perante aminha face (13), ressoou como toquede morte pela consciência de Noé. Ofato de a terra estar cheia de violêncianão podia continuar sem controle. Deustomou a decisão e estava pronto parapassar à ação. A falta de lei do povoestava desenfreada, assim a puniçãotinha de ser drástica. O gênero humanoe sua casa, a terra, seriam destruídos. Aterra foi destruída no sentido de deixarde sustentar vida no decorrer da duraçãodo dilúvio” (Comentário Bíblico Beacon:Gênesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro:CPAD, p.48).
  CONCLUSÃO
A única esperança para a civilização humana é o Evangelho de Cristo. Por essa razão, proclamemos a Palavra de Deus a tempo e a fora de tempo, para que não venhamos a ser destruídos. Além do mais, o Senhor Jesus constrange-nos a salgar e a iluminar a nossa geração através de um testemunho eficaz: somente a Igreja de Cristo tem as propriedades do sal e da luz.
Que o nome de Cristo seja exaltado. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2020. Lição 8, 23 Fevereiro, 2020]
 Diante do exposto nas Escrituras, com o pecado de desobediência cometido por Adão em oposição à vontade revelada e à Palavra de Deus, o homem perdeu a inocência, tornou-se réu da pena de morte espiritual e física, colocou-se sob a ira de Deus e ficou inerentemente corrompido, irremediavelmente perdido e incapaz de escolher ou realizar o que e aceitável a Deus sem a graça divina. A salvação dele se dá, portanto, exclusivamente com base na graça de Deus por meio da obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo (Gn 2.16-17; 3.1-19; Jo 3.36; Rm 3.23; 6.23; ICo 2.14; Ef 2.1-3; lTm 2.13-14; lJo 1.8). “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17), a única maneira de alcançar alguns para o reino de Deus é através da pregação do Evangelho (Mt 28.19-20; At 20.21). Devemos pregar o Evangelho não para que não venhamos a ser destruídos, mas por que sobre nós pesa essa responsabilidade! 1Co 9.16). A Igreja é a única maneira do mundo enxergar a Cristo, e a pregação a única maneira do pecador ser salvo.

Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br

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