sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

LIÇÃO 5: O ARREBATAMENTO DA IGREJA




SUBSÍDIO I

Caro professor, a doutrina da Segunda Vinda do Senhor tem dois aspectos que precisam ser destacados: o secreto e o público. São duas as etapas que constituem a Segunda Vinda do Senhor. A primeira é visível somente para a Igreja, mas invisível ao mundo; a segunda etapa é visível a todas as pessoas, pois “todo olho verá”. Na presente lição, o aspecto tratado será o primeiro, ou seja, a doutrina do Arrebatamento da Igreja.
Ao introduzir a lição desta semana na classe, defina o termo “arrebatamento”. Mostre aos alunos que o termo se origina da palavra grega harpagêsomethaque significa “àquilo que é frequentemente chamado”. Refere-se à ideia de se encontrar com o Senhor para celebrá-lo como Ele é. A ideia de nos encontrarmos com o Senhor faz um paralelo com 1 Tessalonicenses 4.15, onde a palavra parousia aparece determinando os seguintes significados: “presença” e “vinda” do Senhor. Por isso, há algumas linhas de pensamentos distintas, em que outros irmãos em Cristo consideram que o Arrebatamento e a Vinda Gloriosa serão um só evento.
Entretanto, o contexto do Arrebatamento como um acontecimento distinto à Vinda Gloriosa está nos escritos do apóstolo Paulo. Este tinha em mente o arrebatamento quando exortava os crentes do Novo Testamento a terem esperança: “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). Textos como Colossensses 3.4; Judas 14 dão conta dos crentes voltando com Cristo para julgar os ímpios após o Arrebatamento da Igreja.

MÚLTIPLAS CORRENTES ESCATOLÓGICAS CONCERNENTES AO ARREBATAMENTO  
PRÉ-MILENISMO
     AMILENISMO
PÓS-MILENISMO
O Pré-Milenismo está dividido em Histórico Dispensasionalista. O Dispensasionalismo está dividido em:
• Pré Tribulacionista
• Meso-Tribulacionista
• Pós-Tribulacionista
O Amilenismo tem um entendimento de que na Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a arousia estarão conectadas, isto é, serão um só acontecimento, seguindo assim o Juízo Final.
Igualmente, o Pós Milenismo entende que  a Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a Parousia estarão conectadas, isto é, serão um só evento, seguindo assim o Juízo Final.

As Assembleias de Deus no Brasil adotam a corrente Pré-Milenista - Dispensacionalista -  Pré-Tribulacionista, onde o Arrebatamento da Igreja ocorrerá antes dos sete anos de Grande Tribulação.

Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Jan./Fev./Mar. de 2016. 

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

A I Epístola aos Tessalonicenses foi escrita por Paulo, quando a igreja daquela localidade tinha dificuldade para compreender a natureza do arrebatamento, e da ressurreição dos salvos. A passagem de I Ts. 4.13-18 é bastante esclarecedora, e nos ajuda a compreender a sequência e objetivo desse acontecimento. Na lição de hoje faremos uma análise desse texto, destacando seu significado e propósito, não apenas para a igreja daquela comunidade, mas também para os crentes atuais.

1. RESSURREIÇÃO DOS SALVOS

Existem alguns aspectos que envolvem o arrebatamento da igreja, o principal deles será a ressurreição dos salvos. Isso significa que os crentes que morreram em Cristo, na ocasião do arrebatamento, ressuscitarão primeiro. Essa verdade bíblica está em consonância com I Co. 15.23,24, na qual o Apóstolo discorre sobre esse evento escatológico. Essa doutrina revela que há uma unidade entre os crentes vivos e aqueles que partiram com Cristo. Esse esclarecimento se fez necessário porque os crentes de Tessalônica tinham dúvidas em relação a esse episódio. Ao que tudo indica, alguns deles estavam desesperados, pois não sabiam o que acontecia depois da morte. Paulo explica: “Nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem” (I Ts. 4.15). A palavra “preceder” em grego é phthasõmen é acompanhada de um duplo negativo, a fim de demonstrar ênfase. Em relação ao futuro, o Apóstolo também é enfático: os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (v. 16). Em relação à ressurreição, faz-se necessário esclarecer que Cristo é a primícias daqueles que haverão de ressuscitar; cujo acontecimento pleno se dará no arrebatamento da igreja. Mas existe ainda outra ressurreição, a do restante da humanidade, para juízo eterno (Dn. 12.2; Jo. 5.28,29; Ap. 20.5). Os santos que morreram em Cristo aguardam ainda a ressurreição, isso quer dizer, então, que eles esperam a glorificação do corpo, quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.51-55).

2. ARREBATAMENTO DA IGREJA

Por ocasião do arrebatamento (gr. harpazo) os crentes, tanto os vivos quanto aqueles que ressuscitarão, receberão um novo corpo glorificado. O objetivo, daqueles que vivem e dos que morreram, é será encontrar com o Senhor nos ares, e estar para sempre com Ele (I Ts. 4.17). Acontecerá, nessa oportunidade, uma transformação (allassõ), ou seja, os crentes assumirão uma nova posição. Em relação ao novo corpo, Paulo explica que terá uma mudança em conformidade com o de Cristo ressuscitado (Fp. 3.21; I Jo. 3.2). Nas limitações do corpo presente, gememos em nosso íntimo, aguardando a redenção (Rm. 8.23), o dia em que não mais passaremos por dores, as doenças e enfermidades não mais nos alcançarão. O arrebatamento tem um significado especial para os crentes, porque depois de celebrarmos nos ares as Bodas do Cordeiro, eles seguirão para a casa do Pai (Jo. 14.2,3; I Ts. 3.13). Essa também será um ato divino de livramento, considerando que os crentes arrebatados não passarão pela tribulação, serão livres da ira vindoura (I Ts. 1.9,10). Com Cristo assumiremos a cidadania do céu em Sua plenitude, por isso esperamos com ansiedade o dia no qual a trombeta soará. Com Paulo, aguardamos até que esse dia aconteça, e passemos a desfrutar das glórias que para nós foram reservadas (Tt. 2.13).

3. CONSOLO PARA OS CRENTES

A mensagem do arrebatamento não deve ter como objetivo central assustar os crentes, amedrontando-os. Antes, deve alimentar nossa esperança, na certeza de que quando a trombeta soar, estaremos voltando para casa. Jesus consolou os discípulos, justamente no momento em mais precisavam, quando o Senhor se despedia deles. Para que não se entristecessem, prometeu voltar para leva-los para junto deles, e a presença gratificante do Consolador (Jo. 14). O coração do crente não deve ficar perturbado diante das vicissitudes da vida, antes devemos descansar nos cuidados do Senhor. A presença dEle, e do Seu Espírito, nos traz consolo na situações adversas. Ao que tudo indica esse também era o problema dos crentes de Tessalônica, por causa da ignorância escatológica, ficaram angustiados, sobretudo diante da morte. Mas nós sabemos que a morte não é o fim, nem mesmo para aqueles que já partiram, pois temos a convicção, pela Palavra do Senhor, que os mortos em Cristo ressuscitarão, e os que estiverem vivos serão transformados (I Ts. 4.15,17). Diante dos momentos difíceis, não devemos ficar com o coração conturbado, pois estamos firmados em uma bendita esperança, que é o fundamento da nossa alegria (I Ts. 2.19). Paulo em enfático em sua admoestação aos crentes: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (I Ts. 4.18).

CONCLUSÃO

O arrebatamento, o translado dos crentes que pode acontecer a qualquer momento, é a bendita esperança da igreja. Diante de um mundo marcado pelo desespero, devemos consolar uns aos outros com as Palavras de Cristo, que ressoam no evangelho, e com a revelação dada a Paulo, a respeito desse evento escatológico. A igreja de Cristo não teme o arrebatamento, antes purifica a si mesma (I Jo. 3.3), assim como Ele é puro, e aprendeu a amar a vinda do Senhor para arrebatá-la (II Tm. 4.8), que lhe traz consolo (I Ts. 4.18).


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos a respeito de um dos acontecimentos mais gloriosos e esperados desde que o Senhor Jesus foi assunto aos céus — o arrebatamento da Igreja. Esta lição é de máxima importância para os nossos dias, já que ultimamente se ensina tão pouco a respeito da volta de Jesus. [Comentário: Por toda a história da Igreja, cristãos piedosos creram na promessa que Jesus Cristo voltará à terra com poder e glória. Há uma poderosa promessa de Cristo que disse que voltaria por nós, e nos tomaria a Si mesmo, para que onde Ele esteja, estejamos nós para sempre com Ele (Jo 14.2-3). Este evento é conhecido como o arrebatamento da igreja. O Arrebatamento da igreja é o evento no qual Deus remove todos os crentes da terra para abrir caminho para que Seu justo julgamento seja derramado sobre a terra durante o período da Tribulação. Esta doutrina é descrita principalmente em 1Ts 4.13-18 e 1Co 15.50-54. Paulo quando escreve aos Coríntios focaliza na natureza instantânea do Arrebatamento e nos corpos glorificados que receberemos. “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15.51-52). Esta é a promessa gloriosa que devemos todos esperar ansiosamente. Finalmente ficaremos livres do pecado. Estaremos para sempre na presença de Deus. Há excessivo debate a respeito do significado e magnitude do Arrebatamento. Esta não é a intenção de Deus. Mas ao invés disso, no que diz respeito ao Arrebatamento, Deus quer que “encorajemos uns aos outros com estas palavras.”] 

I. TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS

Na primeira fase de sua vinda, no arrebatamento da Igreja, Jesus não tocará na Terra. Ele estará “nos ares” ou “nas nuvens” (1Ts 4.17). [Comentário: O escritor do livro de Hebreus nos diz em Hebreus 9.28: “assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” A primeira vinda de Cristo foi humilde, em um estábulo, e foi crucificado pelos homens, mas em sua segunda vinda, virá à terra para destruir seus inimigos, para julgar aos homens e estabelecer seu reino eterno.]

1. A reunião dos salvos no encontro com Cristo. A palavra arrebatamento no grego é harpazo. Este vocábulo dá a ideia de rapto, ou de remoção repentina, de modo súbito. O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo, isto é, confessaram a Jesus como seu Salvador e permaneceram fiéis até a morte (Ap 2.10; 1Ts 5.23), e os que estiverem vivos, aguardando o glorioso evento (1Ts 4.13). [Comentário: "Porquanto o Senhor mesmo... descerá dos céus..."(1 Ts 4.16). A ressurreição/o arrebatamento será o momento em que o Senhor Jesus deixará Seu trono no céu e virá pessoalmente ao encontro da Sua Igreja a fim de levá-la para a casa do Pai. Assim como um noivo vai ao encontro da sua noiva, o Salvador virá ao encontro dos que comprou pelo Seu sangue e os conduzirá para Sua glória. O Senhor não enviará um anjo ou qualquer outro emissário para fazer isso, Ele virá pessoalmente. Então se cumprirá literalmente a promessa de João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também." Assim como Ele em pessoa nos salvou e morreu na cruz por nós, assim como Ele mesmo foi preparar-nos lugar – Ele voltará pessoalmente para buscar-nos para Si, para que estejamos onde Ele está. Em inúmeras passagens do Novo Testamento somos conclamados a esperar a volta de Jesus a qualquer momento (por exemplo, em 1 Co 11.26; 1 Ts 1.10; Hb 10.37).]

2. Quem será arrebatado? Todos os salvos que foram transformados mediante o novo nascimento. Só chegarão aos céus aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. A vida cristã não é fácil, exige renúncia. O caminho que conduz ao céu é estreito. Todo crente, em sua jornada aqui na terra, enfrenta montes e vales, alegrias e tristezas. Infelizmente, muitos não perseveram e acabam voltando atrás, se desviam e acabam vencidos pela carne, o mundo e Satanás. Seja fiel, meu irmão e minha irmã, pois há uma recompensa para os que são fiéis e igualmente para todos os infiéis. A Palavra de Deus alerta que no grande dia do Senhor os ímpios “ficarão de fora” (Ap 22.15), mas os que permaneceram no Senhor serão transformados e subirão para se encontrar com Deus. A promessa do arrebatamento e do céu é para quem vencer (Ap 3.12). Não desista! [Comentário: Quem será arrebatado? A bíblica é enfática ao afirmar que a Igreja toda, não apenas os que estiverem vivos, mas também os que já dormem (1Co 15.52; 1Ts 4.16). Em nenhum lugar a Bíblia ensina que um verdadeiro filho de Deus poderá ser deixado para trás. O Espírito Santo nos diz, através de Paulo: “todos seremos transformados.” (1Co 15.51). Não podemos pensar que o Senhor Jesus viria buscar uma Noiva incompleta, imperfeita — todos os salvos fazem parte da Igreja do Senhor, da Sua Noiva, e todos serão levados. É claro que “nem todo o que me diz 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos céus” (Mt 7.21); há muitos que dizem ser cristãos, mas não o são. Todo verdadeiro filho de Deus, porém, que já é nascido de novo, será arrebatado; ninguém será deixado, embora alguns irão ter que se envergonhar naquele dia (1Jo 2.28).]


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, enfatize que “o arrebatamento da Igreja é um dos eventos proféticos mais comoventes e empolgantes da Bíblia”. Em seguida, leia com os alunos 1 Tessalonicenses 4.15-18. Depois copie no quadro os cinco estágios do arrebatamento que 1 Tessalonicenses 4.15-18 apresenta. Discuta com os alunos cada um dos estágios do arrebatamento:

“O próprio Senhor descerá do céu com alarido e com som de trombetas;

Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;

Nós que estivermos vivos e permanecermos na Terra seremos ‘arrebatados’ (gr. harpazo) juntamente com eles nas nuvens;

Encontraremos o Senhor;

Estaremos sempre com Ele. O apóstolo Paulo também revelou o que chamou de ‘mistério’ a respeito do arrebatamento. Em 1 Coríntios 15.51-53, ele explicou que alguns crentes não dormiriam (morreriam), mas seus corpos seriam instantaneamente transformados” (Adaptado de: LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.81).

II. O ARREBATAMENTO E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. A ignorância acerca dos mortos (1Ts 4.13). Ao fazermos uma leitura atenta das primeiras Epistolas aos Tessalonicenses e Coríntios, vemos que os crentes tinham muitas dúvidas acerca dos mortos em Cristo (1Co 15.12-23,35-54). Erroneamente, acreditavam que na volta de Jesus, os que já haviam morrido não tinham mais esperança de ressuscitar. Atualmente, muitos também têm dúvidas quando o assunto é acerca dos que já dormem. Porém, a Palavra de Deus assegura-nos que os mortos hão de ressuscitar: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele” (1Ts 4.14). Em outra ocasião, tratando desse mesmo assunto, Paulo ainda afirma: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1Co 15.20-23). Não precisamos nos preocupar com aqueles que já dormem com o Senhor, pois quando chegarmos aos céus os encontraremos. [Comentário: O Arrebatamento era um mistério não revelado no Antigo Testamento. Os profetas do Antigo Testamento ensinaram sobre a ressurreição, mas não ensinaram que alguns seriam arrebatados sem passar pela morte. A trasladação dos santos do Novo Testamento vai efetuar uma instantânea mudança da mortalidade para a imortalidade. Os crentes que estiverem vivos nessa hora jamais verão a morte. A trasladação dos santos da era da igreja é expressa como sendo uma fonte de conforto e encorajamento (1Co 15.58). Ora, se não acontecesse uma trasladação, antes do final dos tormentos da Grande Tribulação, ela não seria um conforto. Ressurreição significa ação de ressurgirvida novarenovação;surgir novamentevoltar à vidatornar a manifestar-seviver de novo. No Novo Testamento, as palavras gregas para ressurreição: Anastasis, ressurreição; Anazao, voltar à vida, viver de novo;Egeiro, acordar, despertar, levantar. A primeira grande ressurreição da Igreja ocorrerá no momento do arrebatamento. Todos aqueles que morreram em Jesus Cristo durante a Era da Igreja serão ressuscitados no arrebatamento. A Era da Igreja começou no Dia de Pentecostes e terminará quando Cristo voltar para levar os crentes de volta ao céu com Ele (Jo 14.1-3, 1Ts 4.16-17). O apóstolo Paulo explicou que nem todos os cristãos morrerão, mas todos serão transformados, ou seja, receberão novos corpos na ressurreição (1Co 15.50-58).]

2. A primeira e a segunda ressurreição. É a ressurreição dos salvos, daqueles que esperam a volta de Jesus. O primeiro a dar início à primeira ressurreição foi Jesus. Ninguém reviveu, vencendo a morte física, definitivamente ou para sempre, antes dEle. Cristo é “as primícias dos que dormem”, conforme disse Paulo (1Co 15.20). Contudo, na primeira ressurreição, farão também parte desse evento glorioso: “as duas testemunhas” (Ap 11.1-12); o grupo dos “mártires”, aqueles que aceitarão a Cristo na “grande tribulação” (Ap 7.9-17). A segunda ressurreição será para os ímpios, após o milênio (Ap 20.5,6). [Comentário: A primeira coisa que virá a acontecer quando da Volta de Nosso Senhor Jesus Cristo, será a ressurreição dos mortos em Cristo, isso deverá acontecer num momento antes do arrebatamento da Igreja (“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1Ts 4.15,16). “Quando Cristo retornar, nosso corpo original será levantado e transformado; nossa forma humana será mantida e também glorificada”. Uma outra grande ressurreição ocorrerá quando Cristo voltar à terra (a Sua Segunda Vinda) no final do período de tribulação. Os crentes em Jesus que morrerem durante a Tribulação serão ressuscitados na volta de Cristo e reinarão com Ele por mil anos durante o Milênio (Ap 20.4, 6). Os crentes do Antigo Testamento, como Jó, Noé, Abraão, Davi e até mesmo João Batista (o qual foi assassinado antes da Igreja começar), serão ressuscitados neste momento também. Várias passagens do Antigo Testamento mencionam esse evento (Jó 19.25-27, Is 26.19; Dn 12.1-2; Os 13.14). Ezequiel 37.1-14, usando o simbolismo de corpos mortos voltando à vida, descreve principalmente o reagrupamento da Nação de Israel. Mas, devido à linguagem utilizada na passagem, a ressurreição física dos israelenses mortos não pode ser excluída. Mais uma vez, todos os crentes em Deus (na época do Antigo Testamento) e todos os crentes em Jesus (na era do Novo Testamento) participarão da primeira ressurreição, a ressurreição para a vida (Ap 20.4, 6).]

3. A transformação dos crentes que estiverem vivos quando Jesus voltar. Os salvos que estiverem vivos na volta de Jesus serão arrebatados e transformados (1Ts 4.17). A transformação dos vivos é um mistério: “Eis aqui vos digo um mistério: [...] nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revista da imortalidade” (1Co 15.51-53). Pela transformação, o corpo se tornará espiritual e glorificado.
Diz a Bíblia “que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrrupção” (1Co 15.50). Com corpos glorificados, semelhantes ao de Jesus (Fp 3.21), os salvos poderão ir “ao encontro do Senhor nos ares”. [Comentário: todos aqueles que são crentes, já confessaram seus pecados e aceitaram a Cristo como Único e Suficiente Senhor e Salvador pessoal de suas vidas terão seus corpos transformados por meio da ressurreição. Porém nem todos serão ressuscitados, pois aqueles que estiverem aqui quando do retorno de Jesus Cristo não passarão pela morte e por isso não serão ressuscitados, mas mesmo assim terão seus corpos transformados. Na ressurreição receberemos um novo corpo, eterno e glorificado - “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2Co 5.1). Este corpo “glorificado” ou ressurreto será dado ao crente quando ocorrer o arrebatamento da Igreja - “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15.52); “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4.16). A universalidade da ressurreição é visto em 1Co 15.21,22: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. O apóstolo Paulo nos ensina que esta mudança dos vivos e a ressurreição dos mortos em Cristo, chamam-se de “redenção do nosso corpo” - “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23); “em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória” (Ef 1.13,14).]

III. ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE

1. Antes, é preciso vigilância. Como já é do seu conhecimento, todo crente deve estar preparado a cada dia, a cada instante para o arrebatamento. Ao deitar e ao levantar, o crente precisa estar preparado espiritualmente, pois, quando “a trombeta de Deus” tocar, anunciando a volta de Cristo, não haverá mais tempo, um segundo sequer, para alguém se preparar. Os pais não poderão avisar aos filhos; os esposos não poderão avisar às esposas e vice-versa. Todos esses alertas devem ser dados agora, no dia que se chama hoje. Porque, no arrebatamento, os eventos finais serão de uma rapidez surpreendente, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52). [Comentário: Note o leitor que o Arrebatamento é a ressurreição dos mortos em Cristo; é uma atração para cima e trasladação dos santos do Novo Testamento (1Ts 4.17); é a bendita esperança do crente (v 13)! É o que estamos aguardando. O Arrebatamento é um conforto (v 18). Se essa trasladação não acontecesse senão ao final dos tormentos da Grande Tribulação, não haveria conforto algum para os cristãos que estão na margem anterior à Tribulação. Os crentes que estiverem vivos nessa hora jamais verão a morte. Note, ainda, que os textos de 1Ts 1.9-10; 5.9; Rm 5.9 e Ap 3.10 promete aos crentes da era da igreja o livramento da ira de Deus. A Grande Tribulação é expressamente chamada “o dia da ira do Senhor”. Hoje, o Senhor está contendo Sua ira. Ele está assentado sobre o trono da graça; mas, logo chegará o dia em que Ele Se assentará no trono do julgamento. “O dia da ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Sl 110.5; Is 13.6-13 e Ap 6.16-17). Com respeito à Grande Tribulação, as Escrituras dizem: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lc 21.36). Desse modo, os crentes da era da igreja devem ser fisicamente removidos da Terra; caso contrário, teriam que suportar o dia da ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3.10: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Este verso não diz que Deus vai guardar os santos da era da igreja através da provação, mas livrá-los da mesma. Então, concluo que todo aquele que é nascido de novo, será levado, ninguém será deixado. Agora, os crentes devem viver em constante expectativa e prontidão para o retorno de Cristo, em contraste com a indiferença imprudente dos descrentes, que estão absolvidos nas atividades rotineiras da vida como se elas fossem permanentes.]

2. Depois, viveremos felizes para sempre. Jesus, a expressão máxima do amor de Deus, voltará para buscar a sua amada Igreja (Jo 14.3). A Igreja, a “Noiva do Cordeiro”, há de se encontrar com seu “Noivo”, nas nuvens, e viverão felizes por toda a eternidade. Desde o seu início, a Igreja tem sofrido todo tipo de perseguição e infortúnio. Mas em todos os embates, ela saiu vitoriosa. Porque Jesus, o Noivo, afirmou: “[...] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Atualmente a Igreja e os crentes são perseguidos em muitos países, mas a Noiva do Senhor subirá ao encontro dEle, para encontrá-lo “nas nuvens” (1Ts 4.17). João viu o final da história dos cristãos e alegrou-se muito: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). [Comentário: “Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo {Gr. filho} do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida.” (Jo 3.29). A noiva é a Igreja, o noivo é Jesus Cristo e o amigo do noivo são os santos do Velho Testamento (todos aqueles que morreram desde Adão até o Pentecostes). O sitegotquestions.org traz o seguinte artigo: “Pergunta: "O que é a ceia das bodas do Cordeiro?" Resposta: Em sua visão em Apocalipse 19:7-10, João viu e ouviu as multidões celestiais louvando a Deus porque a festa das bodas do Cordeiro - literalmente a "ceia das bodas" - estava prestes a começar. O conceito da ceia das bodas é mais bem compreendido à luz dos costumes de casamento no tempo de Cristo. Esses costumes de casamento tinham três partes principais. Primeiro, um contrato de casamento era assinado pelos pais da noiva e do noivo, e os pais da noiva pagavam um dote ao noivo ou seus pais. Esse passo dava início ao período de noivado. José e Maria estavam nesse período quando ela engravidou do Espírito Santo (Mateus 1:18, Lucas 2:5). O segundo passo no processo geralmente ocorria um ano depois, quando o noivo, acompanhado por seus amigos, ia à casa da noiva à meia-noite, criando um desfile com tochas pelas ruas. A noiva sabia de antemão que isso ia acontecer, assim se preparando com suas servas, e todos participariam do desfile e iam à casa do noivo. Este costume é a base da parábola das dez virgens em Mateus 25:1-13. A terceira fase era a ceia das bodas em si, a qual podia durar dias, assim como ilustrada pelo casamento em Caná em João 2:1-2. O que a visão de João em Apocalipse retrata é a festa das bodas do Cordeiro (Jesus Cristo) e Sua noiva (a Igreja) em sua terceira fase. A implicação é que as duas primeiras fases já ocorreram. A primeira fase foi concluída na terra quando cada crente colocou a sua fé em Cristo como Salvador. O dote pago aos Pais do Noivo (Deus Pai) seria o sangue de Cristo derramado a favor da Noiva. A Igreja na terra hoje, então, é a "noiva" de Cristo e, como as virgens prudentes da parábola, todos os crentes devem estar observando e esperando o aparecimento do Noivo (a Segunda Vinda). A segunda fase simboliza o Arrebatamento da igreja, quando Cristo vier para reivindicar a Sua noiva e levá-la para a casa do Pai. A ceia das bodas então segue como o terceiro e último passo. Não só a Igreja vai participar da festa de casamento como a noiva de Cristo, mas outras pessoas também. Essas "outras pessoas" incluem os santos do Antigo Testamento que serão ressuscitados na Segunda Vinda, bem como os mortos martirizados da Tribulação. Assim como o anjo disse a João para escrever: "Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus" (Apocalipse 19:9). A ceia das bodas do Cordeiro é uma celebração gloriosa de todos os que estão em Cristo!” Extraído de http://www.gotquestions.org/Portugues/ceia-bodas-Cordeiro.html]

CONCLUSÃO

No grande evento (o arrebatamento da Igreja), esperado pelos salvos, dar-se-á a reunião de todos os filhos de Deus, que nEle creem, desde a fundação do mundo. Os mortos serão ressuscitados e os vivos serão arrebatados. Por isso, se você crê no arrebatamento da Igreja, tenha esperança e procure purificar-se a cada dia mais, pois em breve a Igreja do Senhor não estará mais neste mundo tenebroso (1Jo 3.3). [Comentário: Não há dúvidas de que as Escrituras são bastante claras com respeito ao fato de haver uma ressurreição, e isso, tanto para os justos como para os injustos. Baseados no que vimos por meio deste pequeno estudo sabemos que há uma enorme esperança para aqueles que já partiram com Cristo e para aqueles que um dia partirão caso o arrebatamento não venha para a nossa geração. Nosso dever é de preservar a verdadeira doutrina da ressurreição e não meras especulações como fazem aqueles que querem tirar o crédito das Escrituras Sagradas. Sejamos sóbrios e vigilantes. Assim como disse o Mensageiro Celeste ao profeta Daniel: “Sabe e entende”, devemos seguir este conselho e praticá-lo para com esta doutrina, e da mesma forma para com toda a sã doutrina da Palavra de Deus. A esperança que invade nosso coração caso não passemos pelo arrebatamento é garantida, selada e confirmada pelas Escrituras e autenticada por Aquele que conquistou por Sua vida a morte.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.
Francisco Barbosa

Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2016

LIÇÃO 4: ESTEJA ALERTA E VIGILANTE, JESUS VOLTARÁ

SUBSÍDIO I

A nação brasileira nunca esteve mergulhada num vale de corrupção como se encontra hoje. As manchetes são vastas. A corrupção está entranhada nas esferas pública e privada. E as notícias do aumento da violência?! E o confronto entre as pessoas, o desejo de fazer “justiçamento” com as próprias mãos?! De um lado, um poder público acuado, atordoado; do outro, menores e adultos, agentes do crime galgando os “louros” para suas próprias vantagens. A sensação é de total insegurança: a polícia rende, mas a justiça solta.
Há a agenda do doutrinamento do Homossexualismo na tentativa de promovê-lo à normalidade, como se a heterossexualidade fosse exceção. Igualmente, a agenda da Ideologia de Gênero empurrada à força para dentro das escolas pelos intelectuais das secretarias estaduais e municipais de Educação — e claro, sob a tutela do Ministério da Educação, o MEC.
O mundo está perplexo com a crise dos refugiados na Síria, o avanço do Estado Islâmico e os desentendimentos diplomáticos entre EUA, Rússia, Irã e Israel, as ditaduras na América Latina, as ameaças de invasão da Venezuela à Guiana e a busca do confronto com a Colômbia. Cada vez mais os acordos diplomáticos são ignorados e o respeito aos pactos internacionais são completamente ignorados. Este é o quadro nada positivo do mundo hoje. 
A Bíblia relata que nos dias de Ló e de Noé os acontecimentos estavam assim. Índices altíssimos de corrupção, a violência praticada em números desproporcionais, as ameaças contra os mais fracos e o predomínio da imoralidade daquelas sociedades. Como elemento surpresa, ambas as sociedades foram julgadas e destruídas pelos juízos de Deus. O Altíssimo é justo e o ato da sua justiça se mostra contra toda a injustiça. A primeira vinda de Jesus Cristo foi um “brado” da justiça de Deus contra a injustiça dos homens (Jo 1.4,5). Desde muito tempo, o ser humano se aprofunda em suas mazelas e pecados (Rm 1.18-32).
A condenação injusta da pessoa de Jesus de Nazaré demonstra o quanto o ser humano é mau e capaz de cometer as maiores atrocidades — principalmente em nome de Deus. Portanto, haverá um dia em que o nosso Senhor julgará grandes e pequenos, ricos e pobres (Mt 25.31-46). O Filho retribuirá cada um conforme a verdade das suas ações. A Segunda Vinda de Jesus Cristo demonstrará a sua grandiosa justiça. Embora, ninguém saiba dia e hora! 

Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Jan./Fev./Mar. de 2016.

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

Jesus virá em breve, essa era a frase no painel de muitas igrejas evangélicas antigas. Nos dias atuais, algumas mantêm “Jesus virá”, outras substituíram por “Jesus”. Talvez esse seja um indício da ausência de atenção que as igrejas estão dando a esse tema. Na aula de hoje enfatizaremos que o arrebatamento de Jesus acontecerá a qualquer momento, sendo, portanto, um acontecimento iminente. Por esse motivo devemos permanecer alertas, e vigilantes, cientes que Ele voltará para arrebatar Sua em igreja, em breve.

1. ELE VIRÁ

O Novo Testamento ensina que Jesus voltará (Jo. 14.3), e que aparecerá segunda vez (Hb. 9. 28). Isso quer dizer que o Senhor virá para arrebatar Sua igreja, Ele mesmo prometeu aos discípulos, antes de Sua partida (Jo. 14.1-3).  Em meio às tribulações da vida, temos o conforto espiritual, que Ele foi preparar um lugar, para que estejamos com Ele. Por esse motivo, Tiago orienta os primeiros cristãos a serem pacientes, enquanto aguardam a vinda do Senhor (Tg. 5.7-9). Paulo é o apóstolo que mais trata a respeito desse assunto, destacando que essa é nossa esperança (I Ts. 1.9,10), e que quando Ele voltar, nos livrará da ira vindoura (I Ts. 1.9). O arrebatamento é a bendita esperança daqueles que professam a fé no Senhor (Tt. 2.13). Mas enquanto aguardamos a vinda do Senhor, devemos nos manter alerta e vigilante (I Ts. 3.13). É possível, no entanto, que alguém seja pego de surpresa, se não estiver preparado (I Ts. 5.1-11). Por isso, devemos buscar uma santificação integral, e que ser irrepreensível, enquanto esperamos o arrebatamento (I Ts. 5.23). A vigilância é necessária a fim de que não sejamos envergonhados, caso venhamos a nos afastar dEle, quando vier para buscar Sua igreja (I Jo. 2.28). Por ocasião do arrebatamento, seremos semelhantes a Ele. E quem tem essa esperança, deve purificar a si mesmo, assim como Ele mesmo é puro (I Jo. 3.2,3). Esse também será um momento de júbilo para os obreiros, pois se alegrarão ao ver aqueles que conduziram a Cristo (I Ts. 2.17-19).

2. A QUALQUER MOMENTO

Em relação ao momento não sabemos quando ocorrerá, sendo inviável marcar qualquer data. Jesus disse aos Seus discípulos que não competia a eles conhecer tempos ou épocas que Deus reservou para Sua exclusiva autoridade (At. 1.7). A humanidade será pega de surpresa quando acontecer, pois virá como ladrão de noite (I Ts. 5.2,3). Como diz Paulo aos Coríntios, “num momento, num abrir e fechar de olhos... a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nos (crentes vivos) serão transformados” (I Co. 15.52). Esse é o significado da palavra iminente, isto é, a volta do Senhor, para arrebatar a igreja, está próxima (Ap. 1.3; 22.10). Por esse motivo, cada geração de crente deve permanecer alerta, e vigilante, para não está despercebida, quando Cristo voltar (Lc. 12.40). Os crentes são exortados a aguardarem ansiosamente pela volta do Senhor (Fp. 3.20; Hb. 9.28; Tt. 2.12; I Ts. 5.6). A doutrina da imanência é importante na interpretação escatológica porque ressalta que o arrebatamento acontecerá a qualquer momento. Essa premissa bíblica exige que os crentes estejam sempre preparados. É o que constatamos ao analisar os textos bíblicos que aludem ao arrebatamento, afirmando que “perto está o Senhor” (Fp. 4.5), que Ele “está às portas” (Tg. 5.9), de modo que se faz necessário que “vigiemos e sejamos sóbrios” (I Ts. 5.6).

3. ANTES DA TRIBULAÇÃO

A doutrina do arrebatamento iminente, ou seja, que pode acontecer a qualquer momento, respalda o pré-tribulacionismo. Os posicionamentos meso-tribulacionista e pós-tribulacionista precisam redefinir o conceito de iminência, para justificar seus argumentos. Isso porque caso os crentes passem pela tribulação, a expectativa de que o Senhor venha a qualquer momento perderá a razão de ser (Tt. 2.13). É por isso que os crentes devem permanecer atentos, aguardando a volta do Senhor Jesus. Os santos da tribulação, por sua vez, são exortados a atentaram para os sinais. Se os crentes tiverem que passar pela tribulação, não faz sentido a exortação bíblica para que nos consolemos pela volta do Senhor (Jo. 14.1; I Ts. 4.18). O termo maranatha, cujo significado é “vem, Senhor Jesus”, somente tem fundamento se a volta de Jesus for iminente. Uma análise acurada de várias passagens sobre a tribulação, tanto no Antigo (Dr. 4.29-30; Jr. 30.4-11; Dn. 8.24-27; 12.1,2), quanto no Novo Testamento (Mt. 13.30-50; 24.15-31; I Ts. 1.9,10; 5.4-9; II Ts. 2.1-11; Ap. 4-18) mostra que essa não se refere à igreja. A mensagem do Senhor é clara para Sua igreja: “porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap. 3.10). Na verdade, o livro do Apocalipse, dos capítulos 4 a 19, silencia em relação à igreja, pois se trata do período da “angústia para Jacó” (Jr. 30.7).

CONCLUSÃO

Jesus voltará para arrebatar Sua igreja, esse evento acontecerá a qualquer momento. Por esse motivo, devemos permanecer sóbrios e vigilantes, aguardando Sua vinda (Lc. 21.36). Isso acontecerá antes da Tribulação, pois chegará o tempo em que o Senhor levará Seus embaixadores da terra (II Co. 5.20). A partida da igreja antes da tribulação é tipificada no translado de João a subir ao céu (Ap. 4.1), sendo preservada do período da Tribulação (Ap. 4-19).

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Jesus alertou várias vezes para a natureza súbita de sua vinda. Mesmo assim, pode-se observar, sem muito esforço, que grande parte dos crentes está descuidada, envolvida com os afazeres da vida e não se prepara para aquele grande momento em que Jesus voltará. É o que veremos no estudo desta lição. Deus tem falado, não só pela sua Palavra, mas através dos sinais da vinda de Jesus, que está chegando a hora. Você está preparado? [Comentário: A presente era, em relação à verdadeira igreja, terminará com a translação da igreja à presença do Senhor. A doutrina da translação da igreja é uma das considerações mais importantes da escatologia do Novo Testamento. Este tema é uma das questões em que os estudiosos mais divergem atualmente. A escola pré-milenista está dividida em campos como o parcialista, que levanta a questão de quem participará do arrebatamento, e os pré-tribulacionistas, meso-tribulacionistas e pós-tribulacionistas, que levantam questões sobre em que ocasião se dará o arrebatamento em relação ao período tribulacional. O AuxílioaoMestre.com segue a linha pré-tribulacionista, como também o comentarista da revista e a CPAD. Os santos da igreja primitiva aguardavam a volta de Jesus ainda em seus dias; esta é a doutrina da iminência da volta de Cristo. É ensinada nas Escrituras em trechos como: Jo 14.2,3; 1Co 1.7; Fp 3.20, 21; 1Ts 1.9,10; 4.16,17; 5.5-9; Tt 2.13; Tg 5.8,9; Ap 3.10; 22.17-22. J. Dwight Pentecost citando Alexander Roberts e James Donaldson, em seu manual de Escatologia (Ed Vida), escreve: Clemente de Roma (companheiro e colaborador do apóstolo Paulo, Fp 4.3) escreveu na Primeira epístola aos coríntios: “Vocês veem como em pouco tempo o fruto das árvores chega à maturidade. Verdadeiramente, logo e de repente Sua vontade será cumprida, assim como o testemunham as Escrituras, dizendo: ‘Certamente, venho sem demora e não tardarei’, e ‘...de repente virá ao Seu templo o Senhor, a quem vós buscais’. Ainda Clemente escreve: “Se fizermos o que é justo perante os olhos de Deus, entraremos no seu Reino e receberemos as promessas que olho algum jamais viu, ou ouvido ouviu, ou jamais entrou no coração do homem. Logo, esperamos a cada hora o reino de Deus em amor e em justiça, porque não sabemos o dia em que o Senhor aparecerá”. Manual de Escatologia, Uma análise detalhada dos eventos futuros. J. Dwight Pentecost, Ed Vida, 1998. Pág 194. Essa citações de Clemente de Roma evidenciam que a exortação à vigilância dirigida à igreja era a esperança da igreja primitiva, aqueles crentes viveram na expectativa do retorno iminente de Cristo. Devemos seguir seu exemplo, e não como muitos, que de forma contraditória e incompreensível para nós, que oramos ‘Maranata!’, estão a procura de vida longa e abastada aqui. Estejamos prontos!] 

I. A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA

1. Como um relâmpago. Jesus não declarou qual seria a hora, ou o momento exato, em que a sua Igreja será arrebatada. Mas Ele afirmou: “E dir-vos-ão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Não vades, nem os sigais!” (Lc 17.23). Diante dessa advertência, só nos resta orar a Deus e vigiar, para que não fiquemos para trás na volta de Jesus e para que não sejamos confundidos, pois muitos falsos cristos vão surgir, tentando enganar os crentes e mesmo os ímpios. Precisamos ter discernimento para não ser enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde muitos estão pregando um pseudo-evangelho. [Comentário: Nós que somos pré-tribulacionistas, não devemos viver buscando sinais, ainda que estejam elencados em Mateus 28.19,20, devemos seguir o exemplo da igreja primitiva, que acreditava que o curso natural da história poderia ser interrompido pelo arrebatamento da igreja, iminentemente. Não sabemos o dia de Sua volta, mas à exemplo daqueles crentes, devemos viver aguardando para ‘hoje’ e ‘agora’ Sua volta. Como comentei no texto áureo, a vinda de Cristo será evidente, sem ambiguidade e visível a todos (Mt 24.27). Esta é a garantia que temos e a maior evidência, a fim de não sermos enganados por falsos mestre e suas falsas mensagens, mas saberemos aguardar a chegada do nosso Senhor.]

2. Como um ladrão. “Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa” (Mt 24.43). Para que sua residência não seja furtada e a sua família esteja em segurança, você mantém os portões e as portas bem fechados, principalmente durante a noite. Algumas pessoas também colocam grades de proteção nas janelas. Muitos fazem altos investimentos utilizando sistemas sofisticados de alarmes e câmeras. Tudo porque não sabemos a que horas o ladrão pode atacar nossa família e roubar nossos bens, ou até mesmo tirar nossa vida ou de um ente querido nosso. Assim como protegemos nossa casa com câmeras e alarmes contra meliantes, precisamos proteger a nossa vida espiritual contra os ataques do Inimigo. Como podemos proteger-nos espiritualmente? Lendo, meditando e obedecendo à Palavra de Deus, orando, buscando a santificação e participando da comunhão com os santos. Esteja preparado e em segurança para a vinda de Jesus, não descuide de sua “casa espiritual”. [Comentário:Em um período de indiferença e negligencia, o Senhor aparecerá repentinamente. Alguns serão levados ao seu encontro, enquanto outros não. A ideia desse acontecimento estimula a vigilância e o preparo em nós. Não defendo aqui a teoria do Arrebatamento Parcial, que argumenta que nem todos os crentes serão levados, mas apenas os que estiverem ‘vigiando’ e ‘esperando’ por esse acontecimento, que tenham atingido certo nível de espiritualidade que os torne dignos de ser incluídos. Tal interpretação se baseia numa leitura equivocada do valor da morte de Cristo para libertar o pecador da condenação e torná-lo aceitável à Deus. A salvação realizada na Cruz foi perfeita, por ela somos justificados, tornados aceitáveis à Deus, fomos colocados em Cristo posicionalmente para sermos recebidos por Deus como se fosse o próprio Filho. Não será nossa própria justiça experiencial, senão, seríamos menos que justificados, menos que perfeitos em Cristo! "E, se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça." (Rm 11.6); Se a graça é  um favor imerecido, porque deveríamos achar que vamos perdê-la se deixarmos de merecer? Pense nisso.]

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “O Reino e a Vinda do Filho do Homem (Lc 17.20-30)
O Jesus inspirado pelo Espírito fala profeticamente sobre a vinda do Reino de Deus, incluindo sua própria vinda e o julgamento final. Lucas registra dois dos maiores discursos de Jesus sobre os acontecimentos do tempo do fim (Lc 17.20-37). O Reino, o governo de Deus, é uma realidade presente. A vida e ministério de Jesus declaram de modo veemente e novo a presença do reinado régio de Deus. Mas a vinda desse Reino também é um acontecimento futuro. Jesus se refere a ambos os lados do reinado soberano de Deus aqui. Nos versículos 20 e 21, em resposta a uma pergunta feita pelos fariseus, Ele explica a natureza futura do Reino. Depois, nos versículos 22 a 37, Ele explica aos discípulos a futura vinda do Reino.
Alguns fariseus perguntaram a Jesus quando Deus vai estabelecer o seu Reino na terra. Não há que duvidar que eles ficaram impressionados com os dons proféticos de Jesus, então agora eles desejam saber o momento quando Deus começará a exercer seu governo sobre a humanidade. Eles querem um horário e presumem que sinais visíveis precederão a vinda do Reino. Jesus explica que o Reino de Deus é distinto dos reinos com os quais os fariseus estão familiarizados. Sua vinda não corresponderá com sinais visíveis para que ninguém possa predizer o tempo exato de sua chegada. As pessoas entendem mal o caráter do Reino de Deus, quando dizem ‘Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali!’. Tais predições são arrogantes e mostram-se falsas e decepcionantes a pessoas persuadidas por elas (cf. At 1.6,7)” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.432).
II. COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ

1. “Comiam e bebiam” (Lc 17.27). Comer e beber são instintos concedidos por Deus. Ninguém sobrevive sem alimento ou água. Não há nada de errado em comer e beber, porém o erro está em deixar que as coisas desse mundo tomem o primeiro lugar em nosso coração, esquecendo-se de Deus e não estando apercebidos quanto à vinda de Jesus Cristo. Ao se referir aos tempos de Noé, Jesus estava mostrando que no dia da sua vinda a vida transcorrerá normalmente, sem qualquer aviso prévio. Neste glorioso dia, as pessoas estarão realizando seus afazeres diários, trabalhando, estudando, indo à igreja, comprando, negociando, etc, quando serão surpreendidas pela volta de Jesus, assim como nos dias que antecederam o Dilúvio. Noé, durante anos, pregou que o Dilúvio viria. Ele falava de dilúvio em um tempo onde as pessoas ainda não conheciam a chuva, por isso, muitos não creram e zombaram dele, mas o dia do Dilúvio chegou. Os ímpios foram destruídos e somente Noé e sua família foram salvos das águas do Dilúvio (Gn 6.13-8.22). Façamos como Noé, apregoando a justiça e o juízo divino, pois em breve Jesus virá. [Comentário: Os crentes devem viver em constante expectativa e prontidão para o retorno de Cristo, em contraste com a indiferença imprudente dos descrentes, que estão absolvidos nas atividades rotineiras da vida como se elas fossem permanentes. Os homens nos dias de Noé, levavam uma vida normal neste mundo – note que Jesus não fala de seus pecados – e negligenciaram sua oportunidade. Noé também era pecador, mas sua diferença está no fato de ter ele atendido à advertência de Deus e assim, foi salvo. Noé certamente ‘comia e bebia’, mas não era totalmente dominado pelas coisas desta vida. Isso não significa que o crente não deve buscar uma vida melhor, dedicar-se aos estudos e ao trabalho, mas que estas coisas não devem ser a prioridade em nossa vida.]

2. “Casavam e davam-se em casamento” (Lc 17.27). Casar e formar uma família são projetos de Deus para o ser humano. Ele disse: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus deseja o bem-estar do homem e o casamento contribui para isso. Porém, muitos estão de tal maneira envolvidos com seus cônjuges e filhos que se esquecem que estamos neste mundo de passagem e que o Dia do Senhor virá. Mais uma vez Jesus está afirmando que no dia da sua vinda, as pessoas estarão realizando seus afazeres diários quando serão surpreendidas, assim como nos dias que antecederam o Dilúvio. [Comentário: Meu cônjuge e meus filhos são ovelhas que o Senhor me confiou e vou prestar contas deles ao Senhor. Devo estar envolvido com eles – aqui não entendo essa citação “Porém, muitos estão de tal maneira envolvidos com seus cônjuges e filhos que se esquecem que estamos neste mundo de passagem e que o Dia do Senhor virá” como necessária, já que a perícope fala do contraste entre o viver do justo e do ímpio. O justo come e bebe, casa e dá-se em casamento, mas ao contrário do ímpio, sabe que este mundo é passageiro e logo o seu Senhor voltará.]

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “Jesus compara o dia da sua volta com os dias de Noé e de Ló. Antes do dilúvio, as pessoas viviam a vida normalmente. Elas continuavam comendo, bebendo e casando-se. Não levaram a sério as palavras de julgamento que Noé apregoava. Quando chegou o dilúvio, elas estavam desprevenidas, e todo o mundo pereceu (Gn 7.11-23).
Algo semelhante aconteceu nos dias de Ló. As pessoas eram dedicadas a interesses terrenos. Elas comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e construíam. Estes indivíduos estavam preocupados com interesses próprios, não tendo consciência de que estavam a caminho do julgamento. Eles também estavam desprevenidos quando Deus fez chover do céu fogo e enxofre (Gn 19.23-25). A oportunidade de salvação passou por eles e o julgamento divino os colheu. Quando Cristo voltar, essa mesma indiferença e desvanecimento predominarão (Lc 17.30). As pessoas não discernirão os tempos nos quais vivem por estarem sobrecarregadas com os cuidados da vida.
Quando o julgamento vier, será rápido e decisivo. No dia da gloriosa aparição de Cristo, os seres humanos têm de se precaver contra a devoção às próprias preocupações. Um homem que esteja no telhado descansando ou se encontre no campo trabalhando, pode pensar que tem um tempo para voltar para casa e recolher suas posses. Isso será impossível.
Todos devem ser livres de ligações com as coisas terrenas e estar comprometidos de coração com o Reino de Deus. A vinda do Filho do Homem requer devoção sincera a Ele. Interesses mundanos e amor às posses materiais têm consequências fatais” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.433).

III. A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA

1. Toda a terra estava corrompida e violenta. “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6.11,12). Não havia uma cidade, na Terra, em que a maldade e a depravação não houvessem chegado. Nos dias atuais, como nos dias de Noé, a violência tem alcançado níveis assustadores. Segundo órgãos de pesquisas, o Brasil tem 10% dos homicídios no mundo; a cada ano, morrem 50.000 pessoas assassinadas, sendo a maior parte jovens de 15 a 24 anos; 45.000 morrem pela violência no trânsito. Certamente a violência e a corrupção moral são sinais da volta de Jesus. A Igreja precisa orar mais por nosso país e pelas nações (2Cr 7.14). Diante da volta iminente de Jesus, não podemos ficar parados, esperando, de braços cruzados que tudo aconteça e que as pessoas morram e sofram sem salvação. Precisamos, como cristãos, fazer a nossa parte, levando a mensagem da salvação e vivendo como “sal” e “luz” em meio ao mundo que está “agonizando”. [Comentário: Não existe outro meio de salvação que não a cruz ensanguentada. Não como pessoas que jamais ouviram o evangelho serem salvas, por isso a necessidade universal da evangelização (Rm 2.11). A lógica inescapável em que se baseia o imperativo missionário contido na Grande Comissão afirma: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?" (Rm 10.14, 15). Se os ímpios pudessem na verdade viver à altura das luzes que lhes foram dadas — isto é, as luzes da revelação natural — toda essa lógica entraria em colapso, e Romanos 10 deveria ser rejeitado como ensino falso! À luz do que acabei de apresentar, concluo que ou os ímpios estão perdidos, e sem esperança, ou a Bíblia está completamente errada, precisando ser corrigida pelos teólogos que disponham de melhor visão do que a Palavra de Deus apresenta. Todos os sinais da volta de Jesus se mostram claramente hoje, agora, basta ligar a TV e assistir os telejornais! Fome, pestes, guerras, perseguição acirrada contra o ‘povo da cruz’, avanço da ciência, aumento da violência, devassidão moral, relativização da ética... todas essas coisas deveriam nos incomodar a investimos mais tempo, mais dinheiro, mais oração em favor da obra missionária e tentar alcançar almas para o Reino. Pense nisso, e reveja a sua mordomia cristã; o nosso Senhor não tardará.]

2. O juízo de Deus sobre a corrupção geral. Deus resolveu destruir toda a humanidade através do dilúvio (Gn 6.5-7). Por sua misericórdia, Deus preservou Noé, sua família e os animais, salvando-os na Arca. Depois da volta de Jesus, haverá terrível juízo sobre os ímpios (2Ts 1.8,9). Hoje, muitos crentes não oram nem vigiam. É sinal de que o principal, na vida do crente, está sendo desprezado. Mas as Escrituras alertam: “Orai sem cessar” (1Ts 5.17; Mt 25.13; 24.42). [Comentário: As Escrituras relatam nos dias que antecederam o dilúvio, que a terra se encheu de violência, maldade e concupscência carnal, com o pecado se manifestando abertamente no ser humano. Nos dias atuais, a degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado através da depravação, da imoralidade, da incredulidade, da pornografia e da violência, que dominam a sociedade inteira (veja Rm 2.18-32). O juízo de Deus não tardará sobre a humanidade caída e afastada dEle - “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. [...] Mas se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá, não será morto”. Ezequiel 18: 4 e 21. “... E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros [...] E, se alguém não foi achado no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”. Apocalipse 20:12b e 15. A recomendação de Paulo em 1Ts 5.11: ‘exortai-vos uns aos outros’, isto é, o conhecimento destas verdades darão conforto e esperança a todos os crentes.]

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “A esposa de Ló serve de advertência contra apegar-se à busca de posses materiais. Ela quase escapou da cidade condenada de Sodoma; mas ela olhou para trás, desejando os deleites que ela estava deixando. Em consequência, ela foi pega no julgamento de Sodoma e pereceu (Gn 19.26). Hoje é o tempo de fixar nossos corações em Cristo e nos tesouros eternos. Corremos alto risco se esperamos até a última hora (cf. Lc 12.35-40). Tentar preservar a vida é perdê-la, mas perder a vida é ganhá-la. Em outras palavras, buscar a plenitude da vida em coisas terrenas tem consequências fatais. Devoção a Cristo e abnegação trazem a verdadeira felicidade e vida. Seguir a Cristo agora e perseverar na fé garantem-nos a vida no mais glorioso sentido da palavra. Na visão do mundo, estamos desperdiçando a vida, mas Deus vindicará seu povo. Na sua vinda, diz Jesus, haverá uma divisão entre os salvos e não salvos. Naquele dia, duas pessoas, o marido e a esposa, estarão na mesma cama. Uma será levada; outra ficará para trás. Novamente, duas mulheres estarão moendo grãos juntas; elas também serão separadas. Jesus não explica o que significa ‘tomado’, mas Noé foi salvo sendo levado na arca (v.27). Evidentemente as pessoas deixadas para trás são incrédulas, que enfrentarão julgamento. Cristo levará os crentes da terra, a cena de julgamento, para estarem com Ele no céu” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.434).

IV. COMO FOI NOS DIAS LÓ

1. Dias de intensa corrupção. “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam” (Lc 17.28). Ló era um homem justo (2Pe 2.7,8) que viveu em uma cidade perversa, chamada Sodoma. Em Sodoma, e nas cidades vizinhas, o homossexualismo era uma prática comum. Certa vez, a Bíblia conta que os homens da cidade atacaram a casa de Ló desejando abusar dos anjos que ali foram enviados pelo Senhor. Aqueles homens pervertidos acharam que os anjos estivessem fazendo parte de uma festa (Gn 19.15; 13.13; 18.20,21). O pecado seria castigado, mas Deus não destruiria os ímpios e os justos. O Senhor demonstrou grande paciência com Ló e sua família, ajudando-os a saírem da cidade antes da destruição. O dia do juízo de Deus veio para os habitantes de Sodoma e Gomorra em um momento que eles não esperavam. A vida seguia seu curso normal, quando Deus fez chover enxofre e fogo destruindo aquelas cidades de modo fulminante e para sempre (Gn 18.20,21; 19.24; Dt 29.23; 2Pe 2.6). A mulher de Ló, durante a fuga, resolveu olhar para trás e ficou petrificada (Gn 19.26). Jesus certa vez alertou: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). O coração da mulher de Ló estava na sua cidade, em seus bens materiais. Que nossos corações não estejam nas coisas deste mundo — casas, carros, conquistas, etc. — mas nas coisas do alto, de Deus, pois no grande Dia do Senhor não vamos levar nada desse mundo. [Comentário: Hebreus 11.7 declara que Noé foi feito herdeiro da justiça, que é segundo a fé. O Novo Testamento também declara que ele não era somente justo, como também pregador da justiça. Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser. Uma ligação desprendida com as coisas deste mundo permite a prontidão para partir desta terra e estarmos para sempre com Cristo. O destino da mulher de Ló é uma advertência contra estar ligado a possessões mundanas. Aqui abre-se um abismo entre a doutrina protestante ortodoxa e a doutrina da prosperidade neo-pentecostal – somos salvos para vivermos o Evangelho, caso queira ser rico, que estude e trabalhe com afinco, querendo Deus, Ele dará todas estas coisas, mas elas não devem nos dominar.]

2. A corrupção mundial. Os “dias de Ló” são emblemáticos e um sinal para os dias em que vivemos. Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos, uma nação onde a maioria das pessoas se diz cristã, aprovou o “casamento gay”, e igrejas ditas evangélicas, concordando com tal prática, dão total apoio a esse tipo de união considerada “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). No Brasil, o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) quer assegurar “os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo”. Isso significa que, no programa oficial, o governo considerará a prostituição uma atividade profissional. [Comentário: A realidade de nossa sociedade está recheada de crimes hediondos, massacres brutais, pedofilia, abuso sexual, estrangulamento, pornografia, homossexualismo, imoralidade, infidelidade, muitas outras coisas semelhantes a estas. Não nos enganemos, isto já foi predito nas Escrituras; Paulo descreve em 2Tm  3.1-5 a realidade dos últimos dias num catálogo de perversidades morais. E apesar de orarmos pedindo clemência, a realidade profética para o futuro é de multiplicação da decadência moral na humanidade até que Cristo se revele. É necessário que estas coisas aconteçam e que sirvam de alento para os crentes, pois sabemos a vinda do nosso Senhor está mais perto.]

3. A destruição da família. No Brasil, temos visto vários projetos cujo objetivo é dar fim ao modelo bíblico, cristão de família. Quem está por trás desses projetos é o Diabo, pois seu objetivo é destruir a família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos, como Deus instituiu: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou [....]. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 1.27; 2.24). A diabólica “ideologia de gênero”, que tem sido disseminada em nossa nação, ensina que o ser humano quando nasce não tem sexo definido, ou seja, nem é homem ou mulher. Eles dizem, erroneamente, ser “gênero neutro”. É uma prova inequívoca de que a iniquidade está se multiplicando de forma avassaladora, o que faz soar “a contagem regressiva” para o Apocalipse. [Comentário: A crise de valores e o afrouxamento da moral e bons costumes que se verifica e se intensifica a nível global nos alerta que o soar da última trombeta se aproxima. Alguns países do mundo, cinco ou sete talvez, dos mais de 200 que existem, já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo e esse número tende a aumentar como que por osmose, à medida que a humanidade vai decaindo moral e espiritualmente, degenerando de sua verdadeira condição, arranjando para isso todo o gênero de justificação. Hoje tudo é possível fazer “livre e democraticamente” contrariando princípios que antes eram considerados sagrados e deixam de o ser rapidamente porque tudo se muda facilmente. Deus quer que conheçamos a realidade de decadência social dos dias que antecedem a vinda de Cristo -: “Sabe, porém, isto...” (2Tm 3.1). Deus quer que identifiquemos o comportamento prevalecente na humanidade nos últimos dias e nos fornece uma lista detalhada dos pecados que se intensificarão (2Tm 3.2-5). Deus quer que afastemos destes pecados e de pessoas que querem nos afastar da verdadeira fé em Cristo - “Afasta-te também destes” (2Tm 3.5).]

CONCLUSÃO

 Nunca na História, a humanidade esteve tão longe de Deus. Mesmo com tantas religiões, a maioria dos sete bilhões de habitantes do mundo não apenas descreem de Deus, mas o afrontam em rebelião aberta contra sua Lei e seus princípios. A tendência não é melhorar, mas piorar, a ponto de superar em intensidade, a corrupção moral dos tempos de Noé e de Ló. Que Deus nos guarde debaixo de sua poderosa mão, preservando-nos em santidade para a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. [Comentário: O apóstolo Paulo, que nos deu as características mais descritivas dos “últimos dias”, chamou-os de “tempos difíceis” – particularmente ao descrever os costumes da humanidade durante os últimos dias da Igreja um pouco antes do retorno de Cristo (2Tm 3). Nossa esperança está firmada na propiciação da cruz ensanguentada. Seremos guardados da ‘ira futura’ que será derramada sobre os irregenerados no ‘Dia de YAWEH’ (também chamado ‘aquele dia’ e o ‘grande dia’), o período prolongado de tempo que se inicia com o retorno do Senhor na sua glória e termina com a destruição dos céus e da terra pelo fogo, preparando novo céu e nova terra (Is 65.17-19; 66.22; 2Pe 3.13; Ap 21.1). Diante de tudo o que foi exposto, o que aprendemos? Que Jesus está voltando para arrebatar Sua Igreja e isso pode acontecer a qualquer momento. As Suas palavras não poderiam ser mais oportunas: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc 21.33-36).] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.

Francisco Barbosa

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