quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

LIÇÃO 5: PAZ DE DEUS: ANTÍDOTO CONTRA AS INIMIZADES

 
SUBSÍDIO I

Prezado professor, na lição de número cinco estudaremos a paz, fruto do Espírito, antídoto contra as inimizades. Teremos duas palavras-chave: paz e inimizades. No hebraico, paz é shalom e significa primeiramente inteireza, pacífico. No grego a palavra é eirene e segundo o Dicionário Vine o termo serve para descrever: “(a) as relações harmoniosas, entre os homens (Mt 10.34; Rm 14.19); (b) entre as nações (Lc 14.32; At 12.20; Ap 6.4); (c) a amizade (At 15.33; 1 Co 16.11; Hb 11.31); (d) a isenção de incômodo (Lc 11.21); a ordem, no Estado (At 24.3); (f) as relações harmonizadas entre Deus e os homens, satisfeitas pelo Evangelho (At 10.36; Ef 2.17)”. Percebemos que o seu significado é bem amplo. Contudo a paz que Deus nos concede, fruto do Espírito, é impar e não é circunstancial. Ainda que estejamos vivendo em uma sociedade onde os índices de violência só aumentam, temos tranquilidade e não permitimos que a ansiedade e o medo venham nos dominar.
Quando falamos a respeito de paz, podemos destacar três aspectos importantes: a paz com Deus, de Deus e com os homens. Somos pecadores, então como podemos ter paz com o Deus Santo? A paz com Deus não é proveniente das boas obras, da religião ou do esforço humano. Só existe um meio pelo qual podemos alcançá-la: mediante a fé no Filho de Deus, o Príncipe da Paz. Quando reconhecemos os nossos pecados e entregamos, pela fé, nossas vidas a Jesus, desfrutamos da paz de Deus, pois fomos reconciliados com Ele mediante sua graça. Somente os filhos de Deus têm condições de desfrutar da sua paz; uma quietude interior colocada em nós pelo Espírito Santo (Jo 14.26,27). Segundo o pastor Antonio Gilberto, “sem a paz com Deus não pode haver a paz de Deus”.
Se alcançarmos, pela graça, a paz com Deus, temos que evidenciá-la mediante o nosso testemunho, nossas ações. Não adianta dizer que é crente e viver se metendo em contendas e confusões. A Palavra de Deus nos exorta que “se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Na Bíblia temos vários exemplos de pessoa que eram pacificadores e apregoaram a paz. Tomemos como exemplo, Isaque. Ele era um pacificador e preferiu cavar vários poços a se meter em uma confusão com seus vizinhos malvados. Isaque abriu mão do seu direito, da sua razão, em busca de paz. A sabedoria de Abigail e o seu temperamento livraram sua família da morte e a Davi de derramar sangue inocente.
Jesus, o Filho de Deus, também recebeu o título de “Príncipe da Paz” (Is 9.6). Diante dos seus algozes, Ele não abriu a sua boca, não lutou, não reivindicou nada. Jesus se deixou levar por aqueles que o foram prender e evitou naquele momento que a sua prisão se tornasse em uma revolta, o que poderia gerar várias mortes. Jesus, também declarou que Ele era o “Cordeiro de Deus”. O cordeiro é um animal manso, submisso ao seu pastor.
As inimizades e contendas são o posto da paz e do amor. De acordo com o Dicionário Vine a palavra inimizade no grego é echthra, “derivada do adjetivo echthros é encontrada em Lucas 23.12; Romanos 8.7; Gl 5.20; Ef 2.15,16; Tg 4.4. É o posto de agape, amor”. Como podemos viver em um mundo violente, mas em paz com todos, sem inimizades ou contendas? Como nos proteger dos “brigões”? A resposta é: andar, caminhar no Espírito. Precisamos entregar ao Espírito Santo o controle de nossas vidas. Se Consolador tiver o primeiro lugar, não mais viveremos segundo as concupiscências da carne.

SUGESTÃO DIDÁTICA:

Para realizar a dinâmica você vai precisar de duas bolas de encher (bexiga). Peça que os alunos formem um círculo. Diga que você jogará as duas bolas para o alto e que eles não podem deixar que elas toquem o chão. Jogue as bolas e dê uns minutinhos para ver se elas vão cair logo no chão ou se vai demorar um tempinho. Diga que assim como todos se uniram e se esforçaram para não deixar a bola tocar o chão, precisamos também nos esforçar, fazer a nossa parte (ler a Bíblia, orar e jejuar), para desenvolvermos os vários aspectos do fruto do Espírito. Conclua enfatizando que o fruto do Espírito faz de nós embaixadores da paz.

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

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Paz de Deus, antídoto contra as inimizades

O ser humano busca a paz. Todos desejam viver em paz. Sem paz a vida é difícil, angustiosa, frustrada, amargurada, traumática, violenta, impossível. A paz é uma espécie de direito natural. Em tese, todo ser humano nasceu com o direito de viver em paz. Entretanto, a paz é concomitantemente interrompida, obstaculizada e impedida pelos homens. Quem não se lembra do longo conflito entre judeus e mulçumanos?! E entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte?!
Atualmente, o conflito mais aterrador do mundo é a guerra civil na Síria. O Estado Islâmico tem dizimado famílias inteiras, religiões minoritárias e inimigos políticos, que segundo ele, não merecem viver. O conflito é tão intenso que um fenômeno na região tem chamado a atenção: o surgimento da Brigada Babilônia, uma milícia cristã armada de combate ao terror do Estado Islâmico. Aqui não é o fórum adequado para se discutir as implicações éticas desse fenômeno, mas é uma simples descrição de um fato que remonta as consequências da ausência da paz.
Entretanto, por detrás de um conflito bélico de grandes proporções, está um coração humano impaciente, angustiado e revoltado a ponto de explodir. Nosso Senhor disse que é do coração que “procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19). Logo, não é só em proporções mundiais que a ausência da paz está presente. Mas principalmente em proporções micros. Aqui, seu efeito é danoso, terrível. A ausência da paz na família é trágica. Na igreja local, desvia a motivação espiritual e nos torna carnais. No relacionamento com o colega, alimenta as rixas e as rivalidades. E uma tragédia humana! Na maioria das vezes, a busca pelo entendimento se torna ineficaz. Assim, acordos são desrespeitados e rompidos.
Todavia, a paz que a Bíblia se refere (do grego eirenè) é a que excede todo entendimento. E a paz que vem de Deus, que naturalmente não se refere a alguma suspensão frágil ou promessa superficial de trégua. Ela não depende dos acordos ou dos acontecimentos impostos pela “legislação ética” do sistema mundano contemporâneo. Essa paz depende única e exclusivamente de Deus, e para vivê-la não dependemos do estado externo das coisas que estão ao nosso redor. Filipenses 4.7 mostra que essa paz guardará o nosso coração e nosso sentimento. E isso que o Espírito Santo quer fazer na vida de nossos alunos. Boa aula!

Fonte: Revista Ensinador Cristão, Ano 18 - nº 69 – jan./fev./mar. de 2017

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

As divisões, inclusive dentro das igrejas, geram inimizades, e essas, por sua vez, é resultado de inquietações. Na aula de hoje, aprenderemos a respeito das inimizades enquanto obra da carne, e em seguida apresentaremos o antídoto, que é a paz que excede todo entendimento. Ao final mostraremos a necessidade do cultivo desse aspecto do fruto do Espírito, a fim de que possamos cada vez mais confiar em Deus, e ao mesmo tempo, não provocar dissensões na igreja, de modo a desfrutar da verdadeira paz em Cristo Jesus.

1. INQUIETAÇÕES E INIMIZADES

A palavra inimizade em grego é echthra, tendo essa a ver com a inimizade com Deus (Rm. 8.7), entre as pessoas (Lc. 23.12) e a hostilidade entre grupos (Ef. 2.14-16). Trata-se, portanto, de uma obra da carne (Gl. 5.20), de pessoas que não conseguem desfrutar da paz de Deus, e por isso, se inquietam com muitas coisas (Lc. 10.38-42). As pessoas estão demasiadamente preocupadas, a ansiedade pelas coisas deste mundo tornou-se uma prática comum. Por isso Jesus orientou seus discípulos não viverem inquietos, a aprenderem a confiar na provisão divina (Mt. 6.25). O desejo desenfreado pelas coisas deste mundo, que se manifesta por meio da cobiça, é uma demonstração de carnalidade (Tg. 4.2,3), que serve apenas para tirar a paz, e fomentar a segregação (Tg. 2.8,9). A igreja de Corinto estava tomada por esse sentimento de partidarismo, havia entre seus membros discórdias, principalmente em relação às lideranças eclesiásticas (I Co. 1.12,13). A inimizade é danosa para a vida da igreja, porque compromete sua unidade espiritual (Jo. 17.21). O termo echthra, no contexto da divisão da comunidade cristã, é expressa por Paulo na segregação entre judeus e gentios na igreja (Ef. 2.14,15). Os judaizantes do primeiro século não admitiam que a graça de Deus alcançasse também os gentios. Esse sentimento faccioso ainda impera em algumas igrejas evangélicas, sobretudo sobre os cristãos mais moralistas, que acham que são merecedores da salvação. Quando isso acontece, as igrejas se tornam adoecedoras, ao invés de trazerem cura para as vidas. Há igrejas que as pessoas não fazem outra coisa senão disputarem cargos e funções. O ambiente eclesiástico não deveria ser favorável à segregação, considerando que fomos alcançados pela graça maravilhosa de Cristo (Ef. 2.8,9).

2. A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO

O antídoto contra as inimizades na igreja é a paz de Deus que excede todo entendimento (Fp. 4.7). Essa é uma paz diferente daquela apregoada pelo mundo, é a paz que somente Jesus pode dar, com a qual é possível encontrar tranquilidade, mesmo diante das situações mais adversas (Jo. 14.27). Essa paz, cujo termo grego é eirene, diz respeito a um estado de quietude, tranquilidade, harmonia e confiança, produzida no crente pelo Espírito Santo. Aqueles que são súditos do Reino de Deus desfrutam dessa plena paz (Rm. 14.17). Essa é uma paz que também deve ser buscada, se possível com todas as pessoas (II Co. 13.11; Hb. 12.14). Por se tratar de um fruto do Espírito, é algo que deve ser desenvolvido (Tg. 3.18). A paz, enquanto virtude do fruto do Espírito, tem início na conversão, quando passamos a desfrutar da paz com Deus (Rm. 5.1,2). Isso tem a ver com o ministério da reconciliação, que aconteceu por meio de Cristo que nos levou a Deus (II Co. 5.18-20). Por causa dEle agora nos chegamos mais perto de Deus, que derrubou a parede da separação, desfazendo as divisões dentro da igreja (Ef. 2.13-17). Não podemos esquecer que fomos chamados também para a paz de Deus (Cl. 3.15). Por isso devemos construir pontes ao invés de muros, e se possível ter paz com todos os homens (Rm. 12.18). É recomendável construir mais poços, como fez Isaque quando perseguido pelos seus inimigos, do que fazer uma guerra (Gn. 26.29-22). As igrejas saudáveis, ao invés de incentivarem a discórdia, busquem guardar a unidade do Espírito, pelo vínculo dessa paz que nos faz um só corpo (Ef. 4.3,4). Mas isso somente será possível se as inquietações por causa da ganância forem desfeitas, de modo que cada um deixe de buscar propriamente o que é seu, antes atente também para o que é do outro (Fp. 2.4; I Co. 10.24).

3. A PAZ QUE GERA CONFIANÇA

O profeta Isaias afirma que Deus conservará “em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is. 26.3). A fim de cultivar a verdadeira paz, precisamos investir nos valores espirituais, e aprender a confiar cada vez mais em Deus. Desfrutamos dessa paz na medida em que depositamos no Senhor nossa confiança, e estamos cientes que Ele suprirá nossas necessidades (Fp. 4.19). Muitos crentes alimentam sentimentos facciosos porque perderam Jesus de vista, e por valorizarem mais as coisas terrenas do que as celestiais (Hb. 12.2). Somente os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre (Sl. 125.1). Devemos colocar nossa confiança na Palavra de Deus, pois Ele não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa (Nm. 23.19). Ainda que não compreendamos, sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e são chamados de acordo com seus soberanos desígnios (Rm. 8.28). Por isso, como fez o Salmista, devemos descansar à sombra do Onipotente, sabendo que Ele é nosso refúgio e fortaleza, o Deus em quem confiamos (Sl. 91.1,2). Essa paz tem a ver com a mente, por isso não devemos alimentar os pensamentos com ansiedades, coisas que nos distraiam da presença de Deus e tiram nossa tranquilidade espiritual. Paulo apresenta a seguinte orientação a esse respeito: “Não andeis cuidadosos de coisa alguma, antes em tudo sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus pela oração e pela súplica com ações de graças.
A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é venerável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, seja isso o que ocupe os vossos pensamentos” (Fp. 4.6-8).

CONCLUSÃO

Dentre as obras da carne, as inimizades se apresentam como resultado das inquietações da alma humana. Há muitas pessoas que querem se sobrepor umas sobre as outras, na maioria dos casos por causa da ostentação e da ganância. O antídoto contra essa atitude é investir na paz de Deus, relacionada à paz com Deus, que excede todo entendimento. Aqueles que desfrutam dessa paz, aprenderam a experimentar as riquezas de Cristo, por isso não se atribulam diante das águas turbulentas.

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos a paz como fruto do Espírito e a inimizade como fruto da carne. O homem guiado pela velha natureza não pode sentir a paz que Jesus Cristo nos oferece. Essa paz não depende de situações e circunstâncias. Mesmo vivendo em uma sociedade violenta, podemos ter paz, pois a serenidade que temos em nossos corações é fruto do Espírito, e não depende das circunstâncias ou dos recursos financeiros (Gl 5.22). [Comentário: Já vimos nas lições anteriores que o fruto do Espírito é a expressão da natureza e do caráter de Cristo através do crente, ou seja, é a reprodução da vida de Cristo no crente. Por si só, o homem não tem condições de produzir o fruto do Espírito. Sua inclinação natural será sempre produzir as obras da carne. Contrastando com as obras da carne, o fruto do Espírito possibilita ao autêntico cristão viver de modo íntegro diante de Deus e dos homens. É necessário que o crente submeta-se incondicionalmente ao Espírito Santo. Nesta lição contrastaremos a paz e a inimizade (gr. echthra), isto é, intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas. Observe as palavras de Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27). Paulo escrevendo aos Filipenses enfatiza: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4.7). De que paz é esta que estamos falando? Um sossego momentâneo? A ausência de conflitos pelo mundo?] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

I. A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO

1. Paz. Podemos definir paz como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas. No grego, o vocábulo paz é eirene e refere-se à unidade e harmonia. Vivemos em uma sociedade onde a violência tem feito muitas vítimas e tirado a tranquilidade das pessoas, fazendo com que as pessoas adoeçam. Ultimamente, temos visto o aumento da chamada Síndrome do Pânico, ou seja, um transtorno da ansiedade que leva a um pavor incontrolável, mesmo que não haja nenhum perigo iminente. A pessoa acometida por essa enfermidade perde a quietude. Quem está sendo acometido por esse mal precisa do acompanhamento de um psiquiatra, terapia e o carinho e a compreensão dos familiares e da igreja. [Comentário: No Antigo Testamento, o termo shalom se refere à ideia de ausência de conflito (1Cr 22.9; Pv 17.1), entretanto, por toda a Bíblia, o termo tem uma extensão de significado bem mais ampla. Pode significar bem-estar do indivíduo, de grupos, de nações, prosperidade física e material (Sl 4.8; Lm 3.17; 1Sm 20.42; Ml 2.5; Êx 18.23; Gn 15.15; Zc 8.19). No Novo Testamento, a palavra paz tem seu sentido ampliado para a ideia de satisfação da ira de Deus por meio da morte de Cristo na cruz. Cristo veio para estabelecer a paz (Lc 2.14,29; 19.42), ele ensinou a necessidade de paz (Mt 5.9; Jo 14.27), e a trouxe por meio de sua morte e ressurreição (Rm 15.33ss). Outro sentido percebido é o de paz interior que, embora não se caracterize pela ausência de lutas ou adversidades circunstanciais, mostra-se suficiente para trazer discernimento e controle emocional diante de momentos de angústia, dúvida e terror (Rm 15.13; Gl 5.22; 2Tm 2.22; Jo 16.33; Hb 12.11; 2Co 4.7ss)http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/vida-crista/cultivando-a-paz-em-nosso-coracao/. Paz é uma qualidade espiritual produzida pela reconciliação, pelo perdão dos pecados e pela conversão da alma transformada segundo a imagem de Cristo (Rm 5.1; 12.18). A queda do homem no pecado destruiu a paz com Deus, com outros homens, com o próprio ser, com a própria consciência. Foi por meio da instrumentalidade da cruz que Deus estabeleceu a paz (Cl 1.20). O crente vive no meio da violência que gera insegurança e medo nas pessoas, mas essa virtude do Espírito lhe concede tranquilidade e confiança. A paz também é um resultado natural do exercício do amor, pois “grande paz têm os que amam a tua lei” (Sl 119.165; leia também 29.11; 37.11; 85.8). Esta paz é a serenidade de coração, a porção de todos quantos, tendo sido justificados mediante a fé, aspiram ser instrumentos nas mãos de Deus para fazerem que outros também possam compartilhar desta tranquilidade. Portanto, o possuidor da paz torna-se também um promotor da paz (Mt 5.9). Aquele que está realmente consciente desta grandiosa dádiva da paz, a qual recebeu de Deus como resultado da amarga morte de Cristo na cruz, envidará todo esforço para “preservar – dentro da comunidade cristã – a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.3). Falando acerca da Síndrome do Pânico, o Pr Renato Vargens escreve: “Na minha experiência pastoral tenho ouvido coisas que mais fazem ruborizar de vergonha. A capacidade de alguns demonizarem determinadas situações é absurdamente assustadora. Há pouco fiquei sabendo de pastores afirmam com todas as letras que a Síndrome do Pânico é de origem diabólica e que todos aqueles que sofrem desta enfermidade estão debaixo de uma ação demoníaca. Para piorar a situação, os pastores em questão ensinam que a pessoa só pode ser curada se o demônio que causou o transtorno seja repreendido e expulso Leia mais em: http://renatovargens.blogspot.com.br/2014/12/pastores-que-relacionam-sindrome-do.html. Isso demonstra o despreparo teológico e conhecimento bíblico de muitos líderes. A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero e que se trata com aconselhamento bíblico, terapia e antidepressivos.]

2. Paz com Deus. Como podemos estar em paz com Deus? Só existe uma maneira para estarmos em paz com o nosso Criador: mediante a nossa justificação. A justificação ocorre quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante de Deus (Rm 5.1). Quando recebemos Jesus, a inimizade que havia entre nós e Deus é desfeita, somos reconciliados com o Pai e passamos a desfrutar de plena paz e comunhão com Ele (2Co 5.18-20). A nossa justificação, e reconciliação e a paz com Deus somente são possíveis por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo (Is 53.5; Ef 2.13-17). [Comentário: Paz” (gr. eirene), isto é, a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20). É a paz gerada pelo consolo absoluto do Espírito Santo no coração crente. Foi essa a paz que Davi evocou (Sl 4.8, NTLH) e que só pode ser sentida por aqueles que tiveram o coração transformado pela graça soberana do Senhor, pois experimentam a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Sem essa experiência vital de transformação, é impossível viver a paz genuína. A certeza da fé é que dá ao coração crente a segurança de enfrentar quaisquer situações. Esta Paz é a serenidade de consciência, a qual tem sua origem na certeza de haver Deus nos reconciliado consigo mesmo (Rm 5.1). Nossa reconciliação com Deus está subordinada a Cristo, o único Filho Bem-amado; todos nós, por natureza, éramos filhos da ira, contudo, esta graça nos foi comunicada pelo evangelho, o ministério da reconciliação. Por Ele fomos justificados. Ser justificado é tornar-se justo diante de Deus, através do sacrifício de Jesus, na cruz do calvário.]

3. Promotor da paz. O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2Co 5.20). A paz concedida pelo Espírito não é somente para o nosso bem-estar, mas também para o bem do próximo. Não podemos nos esquecer que amar ao semelhante é um mandamento do Pai (Mt 22.39). Quem já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Mt 5.9). Ele não vive em brigas e contendas, não divide igrejas e não maltrata as pessoas. Isaque era um verdadeiro pacificador, um homem de paz. Mesmo sendo prejudicado por seus vizinhos que entulharam seus poços, não brigou, mas procurou a reconciliação (Gn 26.19-25). Os conflitos, seja na Igreja ou fora dela, são resultado da natureza adâmica, mas os que vivem segundo o Espírito já crucificaram a sua carne e, agora, procuram viver pacificamente com todos (Rm 12.18). [Comentário: Depois de tornados justos, precisamos ser sal e luz deste mundo tenebroso. O servo de Deus dá-se a si mesmo, voluntariamente, para agradar ao seu Senhor e também ao seu próximo. Para ser sal da terra e luz do mundo é preciso exercitar e controlar os impulsos, segundo a vontade de Deus. Somos livres, e como livres, não podemos procurar apenas os nossos interesses pessoais, mas, sobretudo, agradar ao nosso Senhor e aos que estão à nossa volta que precisam de ajuda. Estejam, pois, longe de nós a amargura, a falta de controle emocional, o ódio, a ansiedade, a falta de misericórdia, a falta de perdão, a avareza, a discórdia e todas as coisas prejudiciais ao nosso bom desempenho como filhos do Deus Altíssimo e salvos por Jesus Cristo, o nosso SENHOR. Se observarmos a intenção de Paulo em 2Tessalonicenses 3.16, veremos que o apóstolo estava orando em favor daqueles irmãos. O desejo de que eles vivessem em paz era um pedido de Paulo ao próprio Deus: “Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê…”. Como vimos, Deus é a origem da paz genuína. Paulo tinha essa preocupação porque ele sabia que, para viver em unidade, principalmente na igreja, um grupo tão heterogêneo, é necessário que haja o concurso da paz. Pensando nessa carência de unidade, Paulo escreveu aos colossenses: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos” (3.15). A tendência do coração humano é a guerra. O pecado é causador da guerra, e se não nos esforçarmos, dificilmente alcançaremos a paz com nossos irmãos em Cristo, na igreja, mas viveremos mordendo uns aos outros (Gl 5.15). Portanto, é necessário que busquemos a paz que vem de Deus e que excede todo entendimento http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/vida-crista/cultivando-a-paz-em-nosso-coracao/. “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9). O Deus da paz nos transforma em agentes da paz. Aqueles que têm paz com Deus e experimentam a paz de Deus tornam-se embaixadores da paz entre os homens. Em vez de serem provocadores de contendas tornam-se facilitadores da paz e reparadores de brechas. Em vez de cavar abismos de separação, constroem pontes de aproximação. Em vez de abrir feridas no coração das pessoas tornam-se terapeutas da alma. Se o pecado que mais Deus abomina é espalhar contendas entre os irmãos, a virtude que mais nos assemelha ao caráter de Deus é sermos pacificadores, pois os pacificadores serão chamados filhos de Deus. O pacificador trabalha em duas dimensões. Primeiro, como ministro da reconciliação e embaixador de Cristo, roga aos homens que se reconciliem com Deus. Não há paz entre os homens se, primeiro, não nos submetermos ao Deus da paz. Segundo, como pacificadores devemos nos esforçar para que inimizades sejam desfeitas e mágoas sejam perdoadas. Assim, a paz tem uma dimensão vertical e outra horizontal. É quando somos reconciliados com Deus que estreitamos os laços com o nosso próximo http://www.ipb.org.br/blog/21/api-view?page=26&blog=644.]

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Cristo, nossa paz, forma o novo homem
Ao sintetizar tudo o que Deus fez na salvação por intermédio de Cristo, Paulo diz que Cristo é a fonte da nossa paz (2.14-18). No contexto de Efésios, isso não quer dizer que Cristo seja a fonte da paz interior, mas que Ele é o meio de reconciliação entre judeus e gentios e entre os membros da nova comunidade e Deus. O objetivo da salvação não é apenas fazer com que os indivíduos estejam corretos diante de Deus, mas também que estejam corretos uns com os outros. À medida que Deus, por intermédio de Cristo, une judeus e gentios, a reconciliação opera de forma triangular entre os três. Judeus e gentios, quando entram na nova comunidade, não deixam de ser quem eram; todavia, agora, eles podem atuar juntos, lado a lado, como evidência do amor transformador e conciliador de Deus (1Co 7.17-24; Rm 14-15). Essa obra de reconciliação é o fundamento para a nova comunidade que Deus está edificando por intermédio de Cristo. Por isso, ao longo de Efésios 2.11-22, o termo dominante e repetido é o prefixo syn (‘juntos’). Deus formou uma nova unidade, na qual se diz que Ele de dois criou ‘um novo homem’” (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.347).
II. INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ

1. Três tipos de inimizades. No grego, a palavra inimizade é echthra. Esse vocábulo serve para identificar três tipos de inimizade. Vejamos: inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16). Em Gálatas, Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da carne (Gl 5.20). [Comentário: εχθρα - echthra - Lê-se Festrá. ECHTHRA B, ARC, ARA, Mar.: Inimizades; BJ, P, BV: ódio; BLH; as pessoas ficam inimigas; M: brigas. Outras traduções de outras ocorrências da palavra: RSV: hostil ou hostilidade (Rm 8.7; Ef 2.14, 16). M: inimizade tradicional entre famílias (Ef 2.16); W: inimizade mútua (Ef 2.16); P. elementos conflitantes (Ef 2.14). No Novo Testamento ocorre somente em duas outras passagens. Em Rm 8.7 Paulo escreve que a mente que se fixa na carne é hostil a Deus, ou, conforme diz NEB: “O ponto de vista da natureza inferior é inimizade contra Deus.” Em Ef 2.14, 16 é usada para a parede divisória de hostilidade que faz separação entre o judeu e o gentio até que ambos se tornem um só em Jesus Cristo. No mundo antigo havia três tipos de inimizade, e estas continuam sendo reproduzidas na vida humana.
1. Havia inimizade entre uma classe e outra dentro da mesma cidade do mesmo país. Platão disse que em cada cidade havia uma guerra civil entre os que possuem e os que não possuem. Pode haver em qualquer comunidade uma guerra de classes que as pessoas de disposição maligna podem facilmente fomentar visando atingir seus propósitos pessoais maldosos.
2. Havia a inimizade entre os gregos e os bárbaros. Esta, disse Platão, era uma guerra que não conhecia fim; e Isócrates implorava que Homero nunca fosse omitido do currículo educacional do jovem grego, porque Homero demonstra a separação eterna entre o grego e o bárbaro. Para os gregos, havia num sentido literal uma diferença entre os gregos e os bárbaros. “Havia,” escreve T. R. Glover, “alguma diferença natural entre os gregos e os bárbaros. Não se podia ir contra a Natureza; e a Natureza planejara dois tipos distintos do homem — o grego e o não-grego — e a diferença era fundamental” (T. R. Glover: Springs of Hellas, pág. 32). Deve ser notado quão essencialmente arrogante era esta distinção grega. Como, perguntava insistentemente Ctésias, o historiador antigo, homens que só sabiam latir chegariam a governar o mundo? Ora, este teste do idioma grego relegava nações altamente civilizadas, tais como o Egito, a Fenícia, a Pérsia, a Lídia tão próspera, à categoria de bárbaras. Aristóteles pensava que o próprio clima do mundo mantinha esta diferença. Aqueles que habitavam no noite, nos países frios, tinham bastante coragem e ânimo, mas pouca perícia e inteligência; aqueles que habitavam no sul, na Ásia Menor, conforme o nome que agora damos à região, tinham bastante perícia, inteligência e cultura, mas pouco ânimo ou coragem. Somente os gregos viviam num clima projetado pela Natureza para produzir o caráter perfeitamente equilibrado e harmonizado (Aristóteles; Política 7.7.2). Para os gregos, estes “bárbaros” eram por natureza escravos, e era perfeitamente correto para um grego superior reduzi-los à escravidão, comprá-los e vendê-los. Esta atitude para com o não-grego ressaltava-se vividamente num adjetivo que Plutarco aplica a Heródoto, o historiador antigo. Heródoto tinha uma curiosidade insaciável, e poderíamos dizer que era de alcance mundial. Para eles, grandes façanhas permaneciam grandes façanhas, quer realizadas por um grego, quer não. Era, conforme J. L. Myres escreve a respeito dele em The Oxford Classical Dictionary: “isento do preconceito e intolerância raciais”. E o resultado é que Plutarco rotula-o com a palavra philobárbaros, amigo dos bárbaros, como se a palavra fosse uma condenação (Plutarco: De Mal. Her. 857 A). É de relevância que dois dos lugares onde ocorre a palavra echthra (Ef 2.14, 16) referem-se ao relacionamento no mundo antigo entre judeus e gentios. Havia realmente uma parede de hostilidade, uma inimizade tradicional antiga, entre judeus e gentios. Era uma ojeriza que existia em ambas as partes. Os romanos podiam falar da religião judaica como sendo superstição bárbara (Cícero: Pro Flacco 28), e do povo judaico como o mais vil dos povos (Tácito: Histórias 5.8). Na mesma passagem, Tácito diz a respeito dos judeus que têm uma lealdade inabalável uns aos outros, mas um ódio hostil a todos os demais homens. Diodoro Sículo repete o ditado de que os judeus supõem que todos os judeus sejam inimigos (31.1.1.3). Apião declarou que os judeus juraram pelo Deus do céu, da terra e do mar que nunca demonstrariam boa vontade a qualquer homem de outra nação, e especialmente que nunca fariam isso com os gregos (Josefo: Contra Apião 1.34; 2.10). Por outro lado, os judeus consideravam os gentios impuros. Casar-se com um gentio era o mesmo que ter morrido. Nos seus momentos mais amargos, os judeus podiam considerar os gentios como animais imundos, odiados por Deus, e destinados a serem combustível para o fogo do inferno. O anti-semitismo não é nenhum fenômeno novo, e a exclusividade judaica faz parte da essência do judaísmo. A cortina de ferro do preconceito racial e da amargura interracial não é coisa nova. O espírito que produz os motins raciais e a segregação das cores é tão antigo quanto a civilização — e desde o seu início é condenado pela ética e fé cristãs.
3. Há a inimizade entre um homem e outro. Neste caso, é mais simples definir echthra em termos do seu antônimo. Echthra é o antônimo exato de ágape. Ágape, amor, a suprema virtude crista, é a atitude mental que nunca permitirá sentir amargura para com homem algum, e que nunca buscará outra coisa senão o sumo bem dos outros, independentemente de qual seja a atitude dos outros para com ela. Echthra é a atitude da mente e do coração que coloca as barreiras e que tira a espada; ágape é a atitude do coração e da mente que alarga o círculo, que estende a mão da amizade e que abre os braços do amor. A primeira é uma obra da carne; a outra é fruto do Espírito. FONTE: Obras da Carne e o Fruto do Espírito de William Barclay, disponível em:https://bibliotecabiblica.blogspot.com.br/2011/01/echthra-inimizade-obras-da-carne.html.]

2. Inimizade e soberba. A inimizade, em geral é resultado da soberba. Por isso, o Senhor abomina o coração altivo (Pv 6.16,17). Quando o crente começa acreditar que é superior aos outros, ele torna-se um “semeador” de inimizades e contendas. Na Igreja de Cristo, todos são servos, independente de seus dons e talentos. Paulo mostra que em Jesus Cristo todos são iguais: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). As inimizades e segregações são um “produto” da carne, de uma natureza pecaminosa. Deus proíbe a acepção de pessoas e toda a sorte de inimizades. Logo, os que promovem tais ações não podem agradar a Deus (At 10.34; Tg 2.8,9). O crente que assim age é carnal e precisa arrepender-se dos seus pecados (1Co 3.3). [Comentário: A inimizade pode ser resultado da soberba, ou desejo de ser grande, de ser maior que todos. Desejo de fama e de glória. Jesus ensinou que aquele que deseja ser grande deve ser o menor. "Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal;" (Mc 10.43). Na igreja todos devemos servir a todos, cada um com seu talento dado por Deus. Cada um deve administrar aos outros aquilo que recebeu para benefício de todos. "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1Pd 4.10). “Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26). Paulo nos diz que aqueles que buscam inimizades estão pecando, pois são carnais e não podem agradar a Deus. "Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?" (1Co 3.3). “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3). Agora considere isto: Quando alguma pessoa está fazendo algo em seu lugar você se alegra ou fica analisando cada detalhe do que ela está executando? Você participa do culto tranqüilo, sem se importar se ela está executando o serviço bem ou mal? Se ela falhar no serviço você levará palavras de ânimo e consolo ou irá se alegrar no erro cometido? Se você é do tipo de pessoa que não cede o seu lugar para ninguém ou fica incomodado quando alguém está em seu lugar ministrando, ou ainda se alegra com o erro dos outros, é porque você ainda não entendeu o que significa considerar os outros superiores a você. Jesus, sendo Deus, não teve por vaidade ser igual a Deus, mas aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se em tudo semelhante ao homem (menos no pecado) e, achado na forma de homem, humilhou-se a Si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.]

3. Inimizade e facção. As inimizades, muitas vezes, acabam gerando na igreja as facções e divisões. Muitos, não se contentam em não se relacionar bem com as pessoas e acabam fazendo com que os outros também não tenham comunhão entre si. Na igreja de Corinto, os irmãos começaram a se dividir e formar partidos em torno de Paulo, Apolo e Cefas. Uns diziam que pertenciam a Paulo, enquanto outros a Apolo (1Co 1.12). Paulo dá fim à discussão e às inimizades perguntando aos irmãos: “Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós?” (1Co 1.13). O apóstolo exorta-os para o fato de que pertencemos unicamente a Cristo. E se pertencemos a Ele não podemos aceitar as inimizades e as facções. A inimizade é obra da carne e seu alvo é destruir a unidade na Igreja do Senhor, mas o crente que tem o fruto do Espírito busca o bem de todos, procurando manter o vínculo da perfeição, estendendo as mãos para ajudar e tratando a todos com amor e respeito (Cl 3.13,14). Que você como Filho de Deus possa se revestir de entranhas de misericórdia e de benignidade como recomenda as Escrituras Sagradas (Cl 3.12). [Comentário:Em Romanos 14.13-17, Paulo falou de coisas que não eram erradas em si, mas disse que é divisor e falta de amor insistir em exercer liberdades se elas farão um irmão tropeçar. Este princípio frequentemente exige que nos abstenhamos de práticas que poderíamos considerar lícitas de modo a manter paz com nossos irmãos. Determinação egoísta em fazer o que queremos do modo que queremos, sem respeito para com as dúvidas honestas de nossos irmãos, reflete uma arrogância sem amor que inevitavelmente cria discórdia. Paulo ensina que deveremos buscar amorosamente entender nossos irmãos mais fracos e manter a paz com eles. Nenhuma carta do Novo Testamento fala mais sobre divisão do que 1 Coríntios. As facções na igreja coríntia eram o resultado de comportamentos carnais de pessoas que estavam mais preocupadas com suas próprias reputações e influências do que estavam com o povo de Deus (leia cuidadosamente 1 Coríntios 3.1-17). Quando os homens são apanhados na carnalidade de tentar mostrar que nossas igrejas são maiores do que as igrejas deles, que nossos projetos são melhores do que os projetos deles e que nossos pregadores são mais eloquentes do que os pregadores deles, as contendas são inevitáveis. Se pensarmos que somos maiores e melhores, seremos dominados pelo orgulho. Se temermos que outros estejam ganhando a corrida, seremos dominados pela inveja e o ciúme. Não importa quem está na frente; todos que estão na corrida estão errados! Vergonha para aqueles que rebaixarem a obra do Senhor ao nível de uma competição atlética. Deixem as competições e a busca de reconhecimento humano na planície de Sinear e retornem à pregação da mensagem simples da cruz de Cristo (1 Coríntios 2.1-5; veja Gênesis 11.1-9)Texto extraído de: http://www.estudosdabiblia.net/d57.htm. Observe que as pessoas que via de regra, são causadoras de problemas dentro da Igreja, estão inseridas neste contexto. São pessoas que não possuem uma vida espiritual, nada boa, quem são aqueles que promovem divisões no corpo de Cristo se não aqueles, que estão na carne. A pessoa espiritual, jamais, vai está com mentira, jogando, irmão contra irmão, com fofocas, espalhando contendas, com inveja do irmão, falando mau do pastor, da liderança da igreja, aqueles que assim agem, ainda não experimentaram um arrependimento genuíno, não nasceram de novo, são velhas criaturas, estão sendo guiados não pelo Espírito mas sim pela carne]

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A unidade ao redor da pessoa de Jesus Cristo deve ser mantida
Por que são tão prejudiciais as murmurações e as contendas, as queixas e as discussões? Se tudo o que uma pessoa conhece a respeito de uma igreja é o fato de que os seus membros discutem, reclamam e fazem intrigas constantemente, ela terá uma falsa impressão do Evangelho de Cristo. A crença em Cristo deve unir os que confiam nEle. Se as pessoas na nossa igreja estão sempre reclamando e discutindo, elas não têm o poder unificador de Jesus Cristo. Deixe de discutir com outros cristãos, ou de se queixar sobre as pessoas e as condições na igreja, e permita que o mundo veja Cristo” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.260).

III. VIVAMOS EM PAZ

1. O favor divino. Paulo exorta os gentios para que sejam sempre gratos a Deus, pois eram zambujeiros e foram enxertados na oliveira (Rm 11.17). Aos judeus, ele pede que não se esqueçam de que foram colocados por Deus no mundo para abençoar as outras nações (Gn 12.3). O apóstolo estava mostrando que, em Cristo, gentios e judeus são iguais, por isso, devem viver em paz e unidade. Vivamos em paz com todos e jamais venhamos a nos esquecer de que fomos alcançados pela graça divina, pois é esse favor divino que nos leva a amar o próximo e a viver em paz e união (Sl 133.1). [Comentário:Uma vez que Paulo defendeu a salvação dos gentios e mostrou que muitos judeus haviam rejeitado Cristo, há perigo de os gentios se acharem superiores aos judeus (Rm 11.17-36). Alguns ramos (judeus) foram quebrados, e ramos bravos (gentios) foram enxertados na mesma oliveira (v. 17). Os novos ramos não têm direito de se orgulhar, pois eles dependem da raiz, e não vice-versa (v. 18). O fato de serem enxertados não sugere algum mérito dos gentios e não os coloca acima dos judeus (v. 19). Para permanecer na oliveira, os gentios precisam manter o seu temor de Deus (v. 21). Se Deus achou lugar para os ramos bravos na oliveira, certamente está disposto a enxertar de novo os ramos naturais que se arrependerem (v. 24).]

2. A cruz de Cristo. A cruz é um dos símbolos mais conhecidos do cristianismo, pois, mediante a fé no sacrifício de Jesus, somos reconciliados com Deus. Se Cristo não morresse na cruz pelos nossos pecados estaríamos para sempre separados da presença Deus; não deixaríamos de ser inimigos dEle. Jesus morreu na cruz por amor a nós e mesmo diante de uma morte tão cruel, Ele não abriu a sua boca para reclamar ou dizer palavras ofensivas aos seus algozes (Is 53.7; Jo 3.16). Jesus permaneceu quieto durante seu julgamento e castigo. Ele demonstrou ter paz e equilíbrio emocional mesmo vivendo uma situação tão terrível. Ele sabia o porquê de sua missão e que o seu sacrifício era necessário para que pudéssemos nos reconciliar com Deus. [Comentário: O Pr. Renato Vargens escreve: “A Cruz é mensagem central da nossa pregação. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos. No entanto, parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O saudoso pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.” http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/03/4-licoes-basicas-que-cruz-de-cristo.html. Quando Jesus, ao iniciar Seu ministério em Caná da Galileia, afirmou a Maria que ainda não era chegada a Sua hora (Jo 2.4), deixou claro que sempre teve consciência da natureza de Sua morte. Lucas descreveu a clareza que Jesus tinha a respeito do que as Escrituras expu­nham a Seu respeito (Lc 24.27). Jesus reconhecia que Nele se cumpriria a palavra de Isaías, de que seria contado como um malfeitor (Lc 22.37), para que todo o que Nele cresse tivesse a vida eterna (Jo 3.14-15). Sabia que os religiosos buscavam a Sua morte, assim como tinham buscado a dos profetas (Lc 4.28-29). Diversas vezes, durante o Seu ministério, Jesus fez menção ao Seu sofrimento (Mc 9.31; 8.21,32 e Lc 18.31-32), expressando que faria o ato redentor em obediência ao Pai (Jo 6.38), mas também de Sua própria vontade (Jo 10.17-18). Fazendo uma leitura cuidadosa dos evangelhos, veremos a clareza que Jesus tinha da Sua missão. Leia todo o artigo em:http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/evangelizacao/a-centralidade-da-cruz-de-cristo/]

3. A nossa missão. Jesus veio ao mundo com uma missão, morrer na cruz pelos nossos pecados. Ao ascender aos céus, Ele também nos deu uma missão (Mt 28.19,20). Para darmos cumprimento a essa missão, precisamos viver em paz com todos. Anunciemos ao mundo que somente Jesus pode nos dar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6). [Comentário: Hoje em dia, o mundo vive à procura de paz. O homem quer ter paz, vida abundante e ser feliz, mas ... dificilmente, as encontra. Alguns as procuram na religião, outros nas igrejas mas, mesmo assim, continuam com suas vidas vazias e infelizes. Só em Jesus, podemos encontrar a verdadeira paz, pois Ele, somente Ele, é o Príncipe da Paz como nos diz Isaías 9.6. Por causa do sacrifício de Cristo, somos restaurados a um relacionamento de paz com Deus (Rm 5.1). Esta é a paz profunda e duradoura entre nossos corações e nosso Criador que não pode ser tirada (Jo 10.27-28) e que é o cumprimento final da obra de Cristo como “Príncipe da Paz”. Precisamos anunciar que somente em Cristo somos reconciliados com Deus (Rm 5.11; 2Co 5.18). A misericórdia de Deus é a fonte da reconciliação. Esse anúncio visa a atitudes concretas: reatar as relações com Deus e as relações com outras pessoas. A consequência da reconciliação é a paz. Precisamos desesperadamente disso - especialmente já que Deus nos chama a viver com singeleza de propósito com outros crentes, com humildade, mansidão e paciência, “esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.1-3).]

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Salmos 133.1-3
Davi declarou que a união é agradável e preciosa. Infelizmente, a união que deveria ser encontrada na Igreja nem sempre o é. As pessoas discordam e causam divisões por causa de assuntos sem importância. Alguns sentem prazer em causar tensão, depreciando e desacreditando os outros. Mas a união é importante porque: (1) faz da igreja um exemplo para o mundo e ajuda a aproximar as pessoas do Senhor; (2) ajuda-nos a cooperar conforme a vontade de Deus, antecipando um pouco do gozo que teremos no céu; (3) renova e revigora o ministério, porque existe menos tensão para extrair a nossa energia.
Viver em união não significa que concordaremos com tudo; haverá muitas opiniões, da mesma maneira que existem muitas notas em um acorde musical. Mas devemos concordar em nosso propósito na vida: trabalhar juntos para Deus. A união reflete a nossa concordância de propósitos” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.822).

CONCLUSÃO

A paz de que tratamos nesta lição é fruto do Espírito. Mesmo em meio às adversidades, podemos ter paz, pois é uma quietude interior que vem de Deus. Que você possa ser um pregoeiro da paz de Cristo, seja na Igreja ou fora dela. [Comentário: É interessante que Jesus frequentemente nos diga para buscarmos as bênçãos que ele promete em lugares inesperados. Àqueles que queriam ser exaltados, ele disse que olhassem para baixo e lavassem os pés de seus irmãos (Jo 13.14-15). Àqueles preocupados com necessidades físicas, ele disse que buscassem as coisas espirituais (Mt 6.31-34). E àqueles que querem a paz com os homens, ele diz que busquem a sabedoria pura que vem de cima. Se começarmos a buscar a paz, é bem provável que acabemos com nada mais do que alianças impuras com pessoas infiéis. Mas se partirmos para buscar e seguir a Verdade, receberemos o benefício extra da paz com Deus e seu povo. "A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica..." (Tg 3.17). Não podemos reverter a ordem. Se pusermos a paz acima da pureza na pregação e na prática, terminaremos em desavença com Deus. Mas se nos devotarmos a proclamar e a seguir a pura mensagem de Jesus Cristo, gozaremos paz eterna com Deus e seu povo (1Co 1.10; Ef 2.11-22). "Assim, pois, seguimos as cousas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19).] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.


Francisco Barbosa

Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

LIÇÃO 4: ALEGRIA, O FRUTO DO ESPÍRITO; INVEJA, HÁBITO DA VELHA NATUREZA



SUBSÍDIO I

Prezado professor, já estudamos a respeito do que são as obras da carne e o fruto do Espírito, o propósito do fruto do Espírito e o perigo das obras da carne. A partir da lição do próximo domingo, estudaremos de modo mais específico um aspecto do fruto do Espírito em oposição as obras da carne.
Na lição do dia 22 temos duas palavras-chave: alegria e inveja. É importante que você e seus alunos conheçam a definição destes vocábulos para que tenham uma compreensão melhor da lição. No hebraico a palavra alegria é sãmah e segundo o dicionário Vine1, significa uma emoção espontânea ou felicidade extrema. No grego a palavra é euphrainõ e significa estar feliz, regozijar-se, tornar-se alegre. É importante ressaltar que esta felicidade não é uma emoção passageira, resultado de um aumento de salário, uma premiação, a compra da casa própria, a posse de bens materiais ou do uso de alguma medicação. Essa alegria é produzida pelo Espírito Santo em nosso interior e vem diretamente de Deus, pois somente Ele é a fonte e a origem do verdadeiro contentamento. Vivemos em uma sociedade materialista e consumista, onde as pessoas associam alegria e bem-estar a compra de bens. Quando não se é possível (em tempos de crise econômica) comprar ou esse ato já não proporciona “felicidade”, muitos partem para o uso (indevido) dos remédios. Na década de 80 surgiu um medicamento chamado “prozac”. Ele foi considerado a pílula da felicidade. Logo depois veio à “fluoxetina” com a promessa de ajudar as pessoas a se sentirem alegres e motivadas. Sabemos que algumas pessoas, em especial as que sofrem de depressão, até precisam fazer uso desse tipo de medicação, mas não podemos nos deixar enganar: droga alguma é capaz de nos fazer realmente felizes. Nossa alegria vem de dentro para fora e é resultado da nossa comunhão com Deus, mediante a sua infinita graça. Jesus declarou que no mundo teríamos aflições (tristezas) (Jo 16.33), mas Ele também prometeu que daria uma alegria permanente aos súditos do Reino e que essa alegria não seria circunstancial.
O texto utilizado na Leitura Bíblica em Classe da lição (Jo 16.20-24) é parte de um diálogo entre Jesus e seus discípulos. Parece que a fala do Mestre nos versículos 17 e 18 deixam os discípulos confusos. Então, Jesus explica que ao presenciar a sua morte, eles ficariam tristes e desolados enquanto o mundo (os pecadores sobre o engano de Satanás) se alegraria. Mas, a tristeza dos discípulos seria momentânea e iria durar somente até a sua ressurreição, que ocorreu no terceiro dia. Nos versículos 21 e 22 Jesus se utiliza de uma ilustração, bem conhecida de todos, a respeito de dor e alegria para que não houvesse mais dúvidas a respeito do que estava sendo ensinando. Continuando com o diálogo e ensino, nos versículos 23 e 24, o Mestre instrui a respeito do orar em seu nome ao Pai. Os discípulos ainda não tinham ouvido nada a esse respeito, e nem mesmo orado a Deus em nome do Filho. Jesus esclarece que as orações em seu nome seriam ouvidas e atendidas: “tudo o que pedirdes em meu nome”. Contudo, segundo o Comentário Bíblico Pentecostal1, ‘“tudo” não é um cheque em branco. Jesus está exortando-os a pedir o Espírito; é Ele quem trará alegria. Jesus dará o Espírito, e eles o receberão”.
Em oposição à alegria do Espírito, veremos a inveja, ou seja, a tristeza, a dor, diante do sucesso e dos bens que o próximo possui. O invejoso deseja intensamente possuir o que o outro tem. Ele também fica pesaroso diante da felicidade de outrem. Tem pessoas que até choram com a dor do outro, mas se incomodam com a felicidade alheia. Como você se sente diante das conquistas e alegria do próximo?
Atualmente, as redes sociais têm ajudado a disseminar a inveja. Uma pesquisa recente, realizada por uma empresa russa de segurança digital, comprova que as redes sociais não somente aproximam as pessoas, mas também promovem a inveja e a tristeza. Pois, nas redes sociais, todos estão sempre felizes, arrumados, bem vestidos, em lugares especiais, etc. Os “amigos” virtuais, ainda que inconscientemente, ao verem as imagens passam a acreditar que suas vidas são ruins e querem ter o que o outro tem (cobiça, inveja). É claro que ninguém vai postar fotos limpando a casa, chorando, deprimido, ou seja, suas lutas e dores, o que passa a ideia de que vidas dos outros é o que diríamos “um mar de rosas”. Também tem aqueles que gostam de ostentar, exibir seus bens, pois segundo eles gera prestigio e mais ascensão social, porém essas pessoas estão de alguma forma contribuindo para o aumento da cobiça e da inveja. Por isso, temos visto tantas pessoas emocionalmente e espiritualmente doentes.
A Palavra de Deus recomenda que sejamos cheios do Espírito Santo para que não venhamos dar lugar as obras da carne (Gl 5.16). Sabemos que a inveja procede da nossa velha natureza pecaminosa. Precisamos nos encher constantemente do Espírito Santo para que possamos ter uma vida santa e justa, livre do pecado. Deus nos chamou para uma vida de santidade e pureza, por isso cuidado com o grave pecado que não deveria jamais encontrar lugar no coração dos crentes: a inveja. A Bíblia declara que os que cometem tais coisas, se não se arrependerem, “não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21).

SUGESTÃO DIDÁTICA:
Faça no quadro o esquema abaixo. Utilize-o para mostrar o que é a verdadeira alegria e a sua origem. Discuta com os alunos os tópicos.
 1. Salvação
 2. Atos poderosos de Deus.
 3. Espírito Santo. 
 4. A presença de Deus.
 5. A bênção de Deus.
Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.Rio de Janeiro: 2011, pp. 33, 385
2 Comentário Bíblico Pentecostal. Vol I. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 591.
  Por Telma Bueno

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

Uma das principais buscas da humanidade é a felicidade, os gurus da contemporaneidade a vendem, em seus frascos vencidos. Na lição de hoje aprenderemos que o Senhor nos garante alegria, que não deve ser confundida com aquela, que costuma depender das circunstâncias. Veremos que no contexto da modernidade é improvável que se possa ser feliz, sobretudo porque o sentimento de inveja corrói qualquer possibilidade de satisfação. Por isso, no final da lição, ressaltaremos que somente poderemos viver alegre trilharmos o caminho do contentamento.

1. CONTRA A INVEJA CARNAL

A inveja, na teologia paulina, é uma obra da carne que caracteriza o mundo pagão, distanciado de Deus (Rm. 1.29). A palavra grega é phtonos, e esta ocorre inclusive no contexto religioso, pois não poucos os que pregam a Cristo por inveja (Fp. 1.15), a fim de tirarem proveito do evangelho. Há outra palavra grega com a mesma perspectiva, trata-se de zelos que tanto tem uma conotação positiva quanto negativa. Em relação a esse último diz respeito à inveja que destrói os relacionamentos. A esse respeito Elifaz declara a Jó que “a ira do louco o destrói, e a inveja do tolo o mata” (Jó. 5.2). Nas epístolas paulinas, de maneira negativa, está relacionado aos ciúmes carnais (I Co. 3.3). Essa mesma palavra aparece em Gl. 5.20, e pode muito bem ser traduzida na contemporaneidade por ressentimento, ou em percepção mais psicanalítica, como recalque. Isso porque o que caracteriza essa inveja é o sentimento de amargura, fundamentado na irrealização, principalmente do desejo contido (Tg. 3.14-16). Esse sentimento pode ser difundido no meio eclesiástico, quando as pessoas ressentidas prejudicam os outros, a fim de se sobressaírem. Paulo mostrou esse sentimento doentio quando se tornou cúmplice ao perseguir os cristãos (Fp. 3.6). Os judaizantes agiram do mesmo modo quando quiseram justificar suas práticas legalistas (Rm. 10.1-3). Com base nesse ciúme invejoso, o Sumo Sacerdote decidiu decretar a prisão dos apóstolos (At. 5.17-18). Essa é uma obra bastante comum em igrejas carnais, que pode ser exemplificada pela de Corinto nos tempos de Paulo (I Co. 3.3). A expectativa do Apóstolo, em II Co. 12.12, era a de não encontrar mais esse tipo de pecado na igreja. Isso somente se torna possível na medida em que cultivamos o fruto do Espírito, desenvolvendo uma vida alegre no Espírito.

2. A ALEGRIA QUE VEM DO SENHOR

A alegria, que é uma virtude do fruto do Espírito, não pode ser confundida com felicidade. Deus não nos chamou para sermos felizes, mas para viver alegres. Essa alegria não depende das circunstâncias, está fundamentada no Senhor. A palavra grega para essa alegria é chara, que está associada a charis, que é a graça de Deus. A fonte dessa alegria, portanto, é o próprio Deus, pois dEle ela procede (Fp. 4.4). Paulo se referiu várias vezes a essa chara em sua Epístola aos Filipenses, que por sinal é considerada a Carta da Alegria (Fp. 4.11,12). Essa é produzida pelo Espírito Santo na vida do crente (I Ts. 1.6), por isso é um gozo inefável e glorioso (I Pe. 1.8). Essa alegria está fundamentada na salvação que recebemos gratuitamente de Deus (Lc. 2.10,11). O simples fato de estamos na presença de Deus é fonte de alegria (Sl. 16.11), fazendo com que estejamos sempre alegres (Sl. 126.3). Mesmo diante das tribulações, não desvanecemos, pois temos esperança na redenção que se aproxima (Rm. 12.12). Nos alegramos até mesmo no fato de sermos participantes das aflições de Cristo (I Pe. 4.13). Sabemos inclusive que as aflições do tempo presente não se comparam com a glória que em nós há de ser revelada (Rm. 8.18). Mas essa alegria deve ser concretizada em ações, e uma delas é o ato de dar (At. 20.35; II Co. 9.7,10). Enquanto o mundo desanima, especialmente diante das adversidades, o crente se regozija no Senhor. Por causa dessa alegria espiritual seu rosto está sempre radiante (Pv. 15.13). Independentemente das circunstâncias, aquele cuja confiança está em Deus tem sempre um cântico nos lábios (Sl. 149.1-5). É essa alegria que dar força para o fiel seguir adiante, mesmo que as situações não sejam favoráveis (Ne. 8.10).

3. CULTIVE O CONTENTAMENTO

Os cristãos precisam fugir desse modelo mundano, que alimenta a ganância, e naturaliza a inveja. Para tanto devem saber que “é grande ganho a piedade com contentamento” (I Tm. 6.6). Por isso, devemos aprender a cultivar a satisfação, saber distinguir o que é necessário do supérfluo. De modo que, conforme instrui o autor da Epístola aos Hebreus, nossos costumes devem ser sem avareza, contentando-nos com o que temos (Hb. 13.5). Essa é uma prática que se concretiza ao longo da experiência com Deus, cultivando o fruto do Espírito, aprendendo a ser dependente, sabendo que Ele provê “o pão nosso de cada dia” (Mt. 6.11). Na escola de Cristo, aprendemos, como fez Paulo, a estar contente com o que se tem, saber estar abatido pela privação, e se for o caso, a ter em abundância (Fp. 4.11-13). Por deixarem de cultivar essa virtude do Espírito, muitos cristãos estão dobrados diante de Mamom (Mt. 6.24). Ao invés de investir neste mundo tenebroso, cuja riqueza perece e causa ansiedade (Mt. 6.19-21), busquemos primeiro o Reino de Deus, e o necessário nos será dado (Mt. 6. 33). O texto, no seu devido contexto, nos diz que “estas coisas”, isto é, alimentação e vestimenta, não “todas as coisas”, como apregoa a teologia da ganância. Tenhamos cuidado para não dar primazia ao dinheiro em nossas vidas, pois a esse respeito alertou o Apóstolo que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). Uma vida cristã sadia não está pautada na inveja, na insatisfação defendida pela sociedade, mas na alegria que vem do Senhor, reconhecendo que Ele nos dá muito mais do que merecemos. 

CONCLUSÃO

A inveja é um sentimento adoecedor, que gera rivalidades e prejudica os relacionamentos (Pv. 14.30). Existem várias pessoas enfermas, inclusive no contexto eclesiástico, que não conseguem encontrar satisfação. A fim de nos opor a esse sentimento degenerador, devemos cultivar a alegria do Senhor, que é fonte de grande contentamento. A piedade deve ser o “capital” espiritual que devemos desejar, e buscar viver mais para os outros, e menos para nós mesmos. Somente assim desfrutaremos da alegria que vem do Senhor, e nos dar força para seguir adiante (Ne. 8.10).


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. Veremos que a alegria que sentimos, e que é resultado do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias. Mesmo enfrentando dificuldades e tribulações, podemos ter alegria em nosso coração. Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento terrível que faz parte da natureza adâmica. Veremos que tal sentimento não agrada a Deus e prejudica o próximo. [Comentário: Quando vivemos a vida cristã plenamente, somos alegres e felizes a despeito das circunstâncias. A alegria é marca de uma vida santa, real, verdadeira! Fomos eleitos na santificação do Espírito (1Pe 1.2). O santo é uma pessoa normal que vive o padrão de vida do reino de Deus. Jesus deixou claro que o verdadeiro motivo da alegria não é o sucesso naquilo que fazemos, mas o fato de os nossos nomes estarem escritos nos céus (Lc 10.17-20). Davi fala da alegria da salvação (Sl 51.11). Houve grande alegria na casa do carcereiro de Filipos quando todos experimentaram a salvação pela fé no Senhor Jesus (At 16.30-34). Interessante este contraste entre a alegria que o Espírito Santo concede ao crente e a inveja. Sem Cristo estamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1). Onde há morte não pode haver alegria! Mas, pela graça, passamos da morte para a vida pela fé em Jesus (Jo 5.24; Ef 2.4-5). Quando cremos em Jesus como Salvador e nos submetemos a ele como Senhor, recebemos o dom do Espírito. Exultamos de alegria no Espírito porque não há bem maior do que a salvação. Logo, devemos entender que, no coração de um regenerado não há espaço para a inveja, algo que só é produzido por aqueles que ainda estão mortos em seus delitos e pecados (Ef 2.1).] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?


I. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO

1. A alegria do Senhor. A alegria, como fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. No texto de João 16.20-24, Jesus afirma que daria uma alegria permanente para os seus servos de maneira que nada, nesse mundo, conseguiria tirá-la, nem mesmo a morte. A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus. Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria, “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). Zacarias profetizou acerca da entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, dizendo que tal ato traria alegria (Zc 9.9); Paulo incitava os crentes a serem alegres em todo o tempo (Fp 4.4) e o salmista incentiva o povo a servir a Deus com alegria (Sl 100.2). A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará. [Comentário: A Bíblia afirma que a alegria é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Jesus não quer discípulos medíocres, mas discípulos que produzam muito fruto (Jo 15.8). Paulo ensina que, quando desfrutamos da característica desse fruto, representada no grego pela palavra “χαρά” “chara”, ou seja, gozo, passamos a sentir uma maravilhosa sensação de alegria e felicidade por todas as coisas que recebemos de Deus pela Sua infinita graça (Ef 2.8-9). Logicamente viver neste mundo não é nada fácil e não somos alienados para negarmos isso. Nestes dias toda sorte de notícias chega até nós de maneira inesperada. A surpresa provocada por tais notícias são, em muitos casos, a causa de um profundo sentimento de tristeza (Jo 16.33). A cada dia fica mais claro que estamos próximos da vinda de Jesus (Ap 22.20), porém sabemos que enquanto isto não ocorre teremos que ser sustentados pelo poder do Espírito Santo, que nos permite viver alegres em meio às tribulações. Esta alegria é incondicional, não depende de situações, ela é sobrenatural e incompreensível aos não regenerados. No contexto de Atos 13.52, eram tempos de perseguição intensa, as pessoas estavam sendo presas, Tiago já havia sido degolado por ser servo do Senhor Jesus (At 12), eles estavam perdendo tudo o que tinham, a pressão aumentando até fora das terras de Israel contra o povo de Deus e mesmo assim, os discípulos se encontravam na condição de transbordantes de alegria e do Espírito Santo. O gozo produzido pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo nos garantirá mais momentos de felicidade do que possa tentar nos entristecer Satanás, através de notícias e informações apelativas. Sigamos firmes, não olhando nem para a direita nem para a esquerda (Tg 1.2).]

2. A fonte da nossa alegria. Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). O melhor presente que o Senhor já nos concedeu foi à vinda de Jesus a este mundo e o seu sacrifício, na cruz, para perdão dos nossos pecados (Jo 3.16). Talvez você esteja enfrentando uma situação difícil e, por isso, está com o seu coração triste e pesaroso. Mas creia que o Deus que não poupou o seu próprio Filho dará a você todas as coisas que necessita para sua completa alegria no Espírito Santo (Rm 8.32). Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças para enfrentar toda a sorte de perseguição. Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25). [Comentário: O fruto da alegria é manifestado mediante a ação do Espírito no interior do crente e independe das circunstâncias. Quando Deus é o manancial de nossa alegria, nada consegue reduzi-la! É uma satisfação perene e abundante, uma vez que se origina nEle.
A seguir, consideraremos algumas fontes de alegria espiritual.
1. A salvação. No momento em que uma pessoa recebe o perdão de seus pecados, é como se o peso do mundo inteiro lhe fosse tirado dos ombros. Jesus, ao entrar em nosso coração, traz alegria inefável. Maria se alegrou ao ser escolhida como instrumento de Deus para Cristo vir ao mundo (Lc 1.46-49). O próprio nascimento do Salvador foi motivo de celebração (Lc 2.10-14). Em muitos salmos, Davi expressou alegria por sua salvação (Sl 13.5; 31.7; 32.11; 35.9).
2. Os atos poderosos de Deus. Ao longo do Antigo Testamento, observamos o Todo-Poderoso agindo em pessoas que o amavam e o serviam. Deus atuou em nosso benefício, ao preservar a nação de Israel, na qual nasceria o Messias, e ao entregar o seu único Filho como remissão por nossos pecados. Ele operou grandes maravilhas no passado e ainda hoje, pelo poder do Espírito Santo, convence o homem do pecado, leva-o ao arrependimento, honra a pregação da sua Palavra, batiza com o Espírito Santo, supre as necessidades, cura as enfermidades etc. Tudo isso alegra sobremaneira nosso coração.
3. O Espírito Santo. A alegria é produto do Espírito Santo, cuja morada é o interior do crente. Faz parte da própria natureza do Espírito! Esta virtude era característica dos crentes da igreja primitiva. Por quê? Em razão de serem cheios do Espírito. Eles poderiam sentir-se desanimados, ou amedrontados, ou solitários. No entanto, haviam aprendido que, em qualquer situação, a alegria proveniente do Espírito tornava-se em fonte de força, ajudando-os a transpor as adversidades.
4. A Presença de Deus. O próprio Deus é a fonte de toda a alegria (Lc 1.47; Fp 4.4). Na presença do Senhor encontramos esta gloriosa virtude (Sl 16.11). Em João 20.20, lemos que os discípulos alegraram-se ao verem o Senhor. Ir à casa do Senhor é motivo de alegria (Sl 122.1).
5. A bênção de Deus. A bênção de Deus resulta em alegria (Sl 126.3). Confiar em Deus traz contentamento, porque conscientizamo-nos de sua suficiência para suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). Além disso, alegramo-nos ao vermos nossos irmãos serem abençoados (1Ts 3.9). Lições Bíblicas CPAD Jovens e Adultos 1º Trimestre de 2005 Título: O Fruto do Espírito — A plenitude de Cristo na vida do crente Comentarista: Antonio Gilberto Lição 4: Alegria: O fruto da graça Data: 23 de Janeiro de 2005]

3. A bênção da alegria. Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. O crente vive por fé e não por circunstâncias. O profeta Habacuque declarou que ainda que não houvesse provisão, ele se alegraria no Senhor e o exaltaria (Hb 3.17,18). Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo. [Comentário: Os crentes cheios do Espírito Santo transbordam de alegria mesmo quando enfrentam perseguições (At 13.48-52). Cada crente deve buscar essa plenitude do Espírito; cada célula deve ser cheia do Espírito; a igreja toda deve transbordar de alegria no Espírito Santo em suas celebrações! Deus quer que a água da vida jorre do interior de cada crente e da comunhão dos crentes (Jo 4.14; 7.37-39) no corpo de Cristo para que os famintos e sedentos do mundo sejam saciados. A alegria, como fruto do Espírito, não depende das circunstâncias exteriores. Ela permanece até nas dificuldades, porque é desenvolvida no interior do crente pelo Espírito Santo. Isto foi reconhecido por Paulo ao escrever aos tessalonicenses (1Ts 1.6). Esta virtude é infinitamente melhor que a felicidade oferecida pelo mundo, é o que apóstolo Pedro chamou de “gozo inefável e glorioso” (1Pe 1.8); está à parte de todos os níveis de contentamento puramente humanos. É resultado da fé em Deus (Rm 15.13).]

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo em nós. O Espírito produz esses traços de caráter que são encontrados em Cristo, e que são o resultado do controle de Cristo — não podemos obtê-los tentando consegui-los sem a Sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir a nossa vida à dEle (veja Jo 15.4,5). Devemos conhecê-lO, amá-lO, lembrá-lO e imitá-lO. Como resultado, cumpriremos o propósito da lei — amar a Deus e aos homens. Quais dessas qualidades você quer que o Espírito produza em você?” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.41,42).

II. A INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

1. Definição. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe “a palavra grega phthonos, que designa inveja” é utilizada em todo o Novo Testamento. A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. Dor diante daquilo que é bom para o outro, por isso, Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20). [Comentário: A Enciclopédia livre Wikpédia define assim: “Inveja ou invídia, é um sentimento de angústia, ou mesmo raiva, perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser). A inveja pode ser definida como o sentimento de frustração e rancor gerado perante uma vontade não realizada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual. Além disso, pode ser considerada um sintoma em certos transtornos de personalidade, como na Síndrome de Borderline, no Transtorno de Personalidade Passivo-Agressiva e no Transtorno de Personalidade Narcisista” https://pt.wikipedia.org/wiki/Inveja. Curiosamente, Napoleão Bonaparte costumava afirmar que "a inveja é um atestado de inferioridade". Esso tipo de inveja é um pecado e não é uma característica de um Cristão – isso só mostra que ainda estamos sendo controlados pelos nossos próprios desejos (1Co 3.3). Gálatas 5.26 diz: “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”.]

2. Inveja, fruto da velha natureza. Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. Que o Senhor livre os nossos corações dessa motivação perversa. [Comentário: Tiago 3.15 diz: “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”. O cristão verdadeiro não se deixa levar pela inveja e não age com maldade. A inveja não deve ser confundida da com a cobiça. São dois sentimentos negativos, que no decorrer do tempo passaram a ser confundidos. No Antigo Testamento, a palavra traduzida na Versão Almeida Revista e Corrigida por “inveja” é a palavra “qana’” (קנא), com sua derivada “q’inah” (קנאח), cujo significado é o mesmo do português, ainda que também tenha um componente de “zelo” e de “ciúme”, um “ardor que causa ira”. No Novo Testamento, são duas as palavras traduzidas na Versão Almeida Revista e Corrigida por “inveja”. A primeira é “phthonos” (φθόνος), como se vê em Mt.27:18; Mc.15:10; Rm.1:29; Fp.1:15; Tt.3:3. A segunda é “zelos” (ζήλος), como se vê em At.5:17; 7:9; 13:45; 17:5; Rm.13:13; I Co.3:3; Tg.3:14,16. Em Mc.7:22, a palavra “inveja” é tradução do grego “poneros ophthalmos” (πονηρος όφθαλμός), que, literalmente, é “mau olhar”. Aqui, também, vemos as duas ideias presentes no vocábulo hebraico, ou seja, o de um “ciúme, um ardor que causa ira”, como também o de um “mau olhar”. A inveja pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectualhttp://auxilioebd.blogspot.com.br/2012/09/licao-11-inveja-um-grave-pecado_8003.html. No Éden, a serpente despertou em Eva o desejo de ser como Deus (Gn 3.1-5). Porém, em vez de “ter os olhos abertos”, como havia afirmado Satanás ao tentar a mulher, na verdade, o pecado fez com que a mente do ser humano fosse entenebrecida, que ele fosse cego pelo príncipe deste mundo (2Co 4.4), de tal maneira que o homem, no pecado, passou apenas a enxergar a si próprio, a querer apenas o seu imediato bem-estar, numa cegueira tal que não o fez perceber que, neste individualismo, neste egoísmo, não só não estaria levando em conta o próximo, mas, o que é mais grave ainda, estaria contribuindo para a sua própria destruição, visto que, numa ação egoística, ninguém é favorecido, nem mesmo aquele que age desta forma.]

3. Os efeitos da inveja. A inveja jamais trará bons resultados, pois é nociva e destruidora. Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. Tomemos como exemplo os irmãos de José. Foi por inveja que eles o venderam como escravo aos mercadores (Gn 37.28). Alguns dos conflitos existentes entre Raquel e Lia também surgiram por causa da inveja de Raquel (Gn 30.1). A inveja que Saul passou a alimentar em relação a Davi levou-o a adoecer mental e espiritualmente (1Sm 18.7,8). Fez também com que ele perseguisse e desejasse matar a Davi (1Sm 18.10,11). Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas. Em o Novo Testamento, vemos que o Filho de Deus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18). Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3). A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo. [Comentário: A Inveja se trata de um pecado que dá origem a outros pecados. Existem pecados que, por sua própria natureza, levam as pessoas a cometer outros pecados. Por isso, a inveja é tratada como um “pecado capital” ou “pecado grave”, ou seja, nunca vem sozinha, traz consigo outros pecados. É, por isso, aliás, que o salmista afirma que “um abismo chama outro abismo” (Sl 42.17). A primeira vez que as Escrituras se referem a esse sentimento quando Caim teve o seu semblante caído e se irou porque seu sacrifício não foi aceito mas, sim, o de seu irmão Abel (Gn 4.5,6). Ele se entristeceu não foi pela não aceitação por parte de Deus de sua oferta, mas foi pelo fato de que seu irmão obteve sucesso perante Deus. O sucesso de Abel despertou amarga inveja em Caim, em consequência, este matou seu irmão (Gn 4.8); nesse caso, a inveja levou à prática do homicídio. Na primeira ocorrência do termo “inveja” na Versão ARC, em Gn 30.1, quando Raquel nutriu inveja por sua irmã Leia, que engravidou e deu filhos a Jacó, enquanto ela possuía a madre estéril. Neste caso, a inveja levou Raquel a murmurar e a se revoltar contra Deus (Gn 30.2). Não obstante a murmuração e revolta, Raquel ofereceu sua serva Bila para que deitasse com Jacó e concebesse filhos, dessa forma, nasceu Dã, de quem surgiria a apostasia no meio do povo de Israel (Gn 49.16-18; Jz 8). “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos” (Pv 14.30). O “coração em paz” é o mesmo que a alma livre, tratada, curada. Nada mais saudável para o corpo do que uma alma livre de qualquer ferida. Observe o nível de enfermidade que a inveja projeta: podridão nos ossos. Ou seja, uma pessoa dominada pela inveja tem sua vida totalmente transtornada – inclusive sua saúde física. Não é a toa que a Bíblia descreve que no exato momento quando a inveja dominou a alma de Caim, o rosto dele mudou (Gn 4.5). Apenas o Espírito Santo pode exercer Sua Obra no crente. É Ele que nos convence do pecado, inclusive da inveja (Jo 16.8; 1Jo 4.4); O crente deve alimentar-se com a Palavra de Deus, deve ter seu momento devocional (Sl 119.9); Deve lembrar-se da cruz de Cristo, ela implica em abrir mão de coisas difíceis, ainda que sejam desejos, sentimentos ou ainda bens materiais que possam ocupar o lugar que pertence a Deus (Lc 9.23); Se formos adoradores fieis a Deus, firmados em seu Templo, fecharemos a porta para a infidelidade, e para diversas malignidades (At 5.1-5) http://auxilioebd.blogspot.com.br/2012/09/licao-11-inveja-um-grave-pecado_8003.html.]

SUBSÍDIO DIDÁTICO

“Cobiçar é desejar a propriedade de outras pessoas. Não devemos fixar nossos desejos em nada que pertença a outra pessoa. Não apenas esses desejos nos fariam infelizes, como também pode nos levar a cometer outros pecados, como adultério e roubo. Invejar os outros é um exercício inútil, porque Deus pode propiciar tudo o que realmente necessitamos, mesmo se não nos der sempre tudo o que queremos. Para deixar de cobiçar, precisamos praticar o contentamento com o que temos. O apóstolo Paulo enfatiza a importância do contentamento em Filipenses 4.11. É uma questão de perspectiva. Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos. Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos — a vida eterna, que só é dada por Cristo” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.462).
III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA

1. A alegria no viver. Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. Não se esqueça de que Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). Jesus deseja que tenhamos vitória sobre as aflições e tristezas. [Comentário: Quem tem a Cristo, mesmo em momentos difíceis, experimenta a alegria do Espírito Santo. A alegria do regenerado não está atrelada às coisas passageiras, aos bens materiais, entretenimento e às informações midiáticas que só tentam nos afastar do verdadeiro propósito do Senhor para nossas vidas. O intento do Criador é nos apresentar uma alegria constante e permanente, que só conhece aquele que desenvolve esta característica do fruto do Espírito (At 13,52). A principal característica humana que nos difere dos outros animais é o raciocínio. O homem foi dotado por Deus de entendimento para que pudesse adorar ao Criador de forma racional (Rm 12.2). A razão humana capacita o homem a glorificar a Deus e receber dEle aquilo que for necessário para uma vida plena. Enquanto o homem sem Deus sofre com muitas dores, o servo fiel vive cercado pelas misericórdias do Senhor (Sl 32.10). Tais misericórdias proporcionarão ao justo uma vida de gozo, isto é, alegria e louvores perpétuos ao Todo Poderoso (Sl 32.11). Louvar a Deus é reconhecer de coração as bênçãos que recebemos através de Sua infinita bondade. Logo, ser alegre é uma característica de todo aquele que vive uma vida em Cristo.]

2. Alegria no servir. Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2). Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17). [Comentário: Desde que nos tornamos cristãos, fomos também dotados por Deus de uma grande variedade de dons espirituais. Entretanto, graças a essa diversidade e por meio dela, todos podem cooperar para o bem de todos. Seja qual for a espécie de serviço que se deva prestar na igreja, que seja feito de coração com fidelidade pelos que são qualificados por Deus quer seja a profecia, o ensino, a exortação, a administração, as contribuições materiais, a visitação aos enfermos, quer a realização de qualquer outra classe do ministério. Para ilustrar suas palavras, Paulo usa a figura do corpo humano, como já fizera em 1Co 12.12-27. Cada parte do corpo tem sua função característica a desempenhar e contudo, num corpo sadio, todas as partes funcionam harmoniosa e interdependentemente para o bem do corpo todo. Assim deve ser na igreja que é o corpo de Cristohttp://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-mii-3tr11-abelezadoservicocristao.htm. O amor, sendo o único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de Deus, deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí, Paulo exortar os coríntios: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais" (14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do Espírito, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste mundo. Às vezes, ainda que inconscientemente, deixamos de servir o nosso próximo porque de alguma forma não compreendemos que o que estamos fazendo na realidade é feito para o Senhor (Mt 25.35-40). Quando estendemos a mão ao nosso próximo estamos estendendo a mão aquele a quem Deus ama, então precisamos estar dispostos a ser instrumentos de Deus na vida de quem Ele colocar em nosso caminho. Precisamos fazer isso com alegria porque temos o privilégio de ser as mãos, os pés, a boca do Senhor na vida de outra pessoa. A palavra no ensina “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Cl 3.23).]

3. Alegria no contribuir. Você tem entregue seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7). O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor. Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor. [Comentário: Na Bíblia, no livro de Gênesis, está registrada a história de dois irmãos chamados Caim e Abel, ambos fizeram uma oferta a Deus. Caim ofereceu os frutos da terra e Abel ofereceu as primícias do seu rebanho, o Senhor atentou e alegrou-se da oferta de Abel. O que podemos aprender com essa história, já que ambos tentaram servir e agradar ao Senhor? Podemos aprender que toda vez que desejamos servir ou ofertar algo ao Senhor precisamos oferecer o melhor, aquilo que é o primeiro lugar, o mais valioso. Quando procedemos assim estamos declarando com nossa vida que Ele é o primeiro e que o melhor que podemos ter já temos: Ele, o Senhor. Trabalhar para o Senhor não é dar a sobra do seu tempo e sim o melhor do seu tempo, ou seja, as primícias. Essa foi a grande diferença das ofertas de Caim e Abel; Abel ofereceu-lhe o que tinha de melhor e de mais valioso, diferentemente das frutas de Caim. Quando decidimos servi-lo devemos trabalhar com ardor, entusiasmo e alegria assim como servimos em nosso lar e aos nossos familiares. Quando estamos trabalhando para conseguir algo para nossa família nos esforçamos ao máximo e o fazemos com expectativa e alegria. Com esse mesmo ardor, vontade e alegria devemos servir a Deus. Às vezes nos preocupamos com o tipo de serviço que poderemos fazer, mas o que realmente importa é como fazermos o serviço do Senhor. Esteja pronto para servir em qualquer momento, em qualquer lugar, de coração e sem pedir nada em troca. Não existe segredo para servir ao Senhor, basta amá-lo de todo coração e, principalmente, colocar em prática esse amor http://www.ibftonline.com/site/principios-do-servico-cristao-3/.]

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

O contentamento é um dom de Deus

Você está satisfeito, a despeito das circunstâncias que enfrente? Paulo sabia como ficar contente, quer tivesse abundância ou estivesse em necessidade. O segredo era buscar a força e a resistência no poder de Deus. Você tem grandes necessidades ou está descontente porque não tem o que deseja? Aprenda a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo para ajudar você a ficar satisfeito e contente. Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância. Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe que é melhor para você. [...] Paulo estava contente e satisfeito, porque podia ver a vida do ponto de vista de Deus. Ele se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter. Paulo tinhas as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera. Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.163,164).

CONCLUSÃO

Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso. [Comentário: Vimos aqui um contraste entre a alegria cristã propiciada pelo Espírito Santo e a inveja, oriunda da velha natureza. O cristão é uma nova criatura, no entanto, ele trava em si uma guerra contínua e naturalmente, poderá haver situações onde aflorem sentimentos como a inveja. Ter inveja indica que não estamos satisfeitos com o que Deus tem nos dados. A Bíblia nos diz que devemos estar satisfeitos com o que temos, pois Deus nunca vai nos deixar ou abandonar (Hb 13.5). Para combater o sentimento de inveja, precisamos nos tornar mais como Jesus e menos como nós mesmos. Podemos fazer isso ao estabelecer um relacionamento pessoal com Deus. Podemos conhecê-lO mais através de estudos bíblicos, oração e de ir à igreja. À medida que aprendemos a servir a outras pessoas ao invés de nós mesmos, nossos corações começam a mudar. “Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.


Francisco Barbosa

Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br