sexta-feira, 9 de junho de 2017

LIÇÃO 11: MARIA, A MÃE DE JESUS – UMA SERVA HUMILDE


SUBSÍDIO I

Prezado(a) professor(a),
A lição desta semana apresenta Maria, a humilde serva do Senhor que apesar de ser tão jovem não recuou perante o desafio de ser a mãe do Filho de Deus. Maria é detalhada nas Escrituras Sagradas como um exemplo de humildade e submissão à vontade de Deus. Mesmo sabendo que teria de enfrentar o preconceito da sociedade (Maria era virgem no momento em que foi gerado em seu ventre o Messias) e o rigor da religiosidade judaica, ela decidiu obedecer ao chamado de Deus. Infelizmente alguns grupos religiosos distorcem a verdade bíblica a respeito de Maria e convencem as mentes incautas a praticar a reverência à Maria com ações e sacrifícios que afastam ainda mais o homem da presença de Deus.
Em sua fé, Maria era uma serva irrepreensível, e em seu caráter, um exemplo moral de pureza e santidade. Apesar de saber que o seu nome seria lembrado pelas próximas gerações, a jovem donzela não se ensoberbeceu pelo fato de gerar o Filho de Deus, mas agradeceu humildemente o privilégio de fazer parte do plano divino para salvar a humanidade da condenação eterna causada pelo pecado.
Embora saibamos por intermédio dos relatos bíblicos que em nenhum momento Maria reivindicou para si o título de “Mãe do Filho de Deus”, alguns grupos religiosos tentam, por vários anos, apresentar a imagem de Maria como a salvadora e protetora da humanidade. Tais afirmações não possuem fundamento bíblico e são facilmente contestados. Em Atos dos Apóstolos encontramos umas das declarações mais convincentes de que a salvação só pode ser alcançada por intermédio de Cristo: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Nesta verdade estão incluídos Maria e todos os discípulos de Cristo. A Palavra de Deus é clara: “em nenhum outro há salvação”, e Maria compreendia esta verdade. Mas o que significa o termo “Maria, mãe de Deus”?
“Mãe de Deus. O que querem os teólogos romanistas com esse termo? O termo ‘mãe de Deus’ foi usado em razão das controvérsias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia esclarece ser Maria mãe do Jesus homem, e nunca mãe de Deus (At 1.14).
A palavra usada para ‘mãe de Deus’ é theotokos, etimologicamente, significa ‘portadora de Deus’. O termo vem de dois vocábulos gregos: θεός (theos), ‘Deus’ e τόκος (tokos), ‘portador, que dá à luz, parturiente’. O termo foi usado no Concílio de Antioquia, em 325, com o sentido de ‘uma que deu à luz a Deus’, com propósito cristológico e não mariológico, pois pretendia-se enfatizar a realidade da encarnação do Verbo e a sua deidade absoluta, em oposição a Ário.
Aos poucos, o termo foi se tornando qualificativo de Maria, de modo que Nestório, patriarca de Constantinopla, num sermão em 429, apresentou seu protesto contra o uso do termo. Justificou que o correto seria chamá-la Christotokos, ‘portadora de Cristo’, pois ela era simplesmente uma mulher, e uma mulher não pode dar à luz a Deus, exortou seus ouvintes para não converter a Virgem em deusa.
[...] Isso significa que o Ser Eterno não tem começo. Como pode Deus ter mãe? Há contrassenso teológico nessa declaração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas ele existe por si mesmo: ‘Eu Sou o que Sou’ (Êx 3.14). Seus opositores, contudo, interpretaram o sermão da seguinte maneira: Maria não é mãe de Deus, logo Jesus não é Deus, com isso concluíram que Nestório não cria que Deus e Cristo eram um.
O concílio regional, em Roma, em 430, havia condenado o patriarca por sua crítica ao termo theotokos. Nestório era o opositor da doutrina de Ário e queria oportunidade para defender-se. Assim, os co-imperadores Teodódio II e Valentiniano convocaram o Concílio de Éfeso, realizado em 431. Segundo historiadores, muito longe de ser cristã e espiritual, a reunião estava dominada por fortes rivalidades políticas e eclesiásticas. Consideram, ainda, o Concílio de Éfeso como uma das contendas mais repugnantes da história da igreja. Antes mesmo da chegada de Nestório a Éfeso seus opositores acusaram-no de dividir Cristo em duas pessoas, pois entendiam seu ensino como se as duas naturezas de Cristo, humana e divina, fossem duas pessoas. Acusação, que até hoje, nunca pode ser provada.
O Concílio de Éfeso, por imposição de Cirilo de Alenxandria e mediante suborno, manteve o termo theotokos, mas como termo que expressa a doutrina das duas naturezas de Cristo e não com uma prerrogativa de Maria, e considerou Nestório apóstata e herege. O Concílio da Calcedônia, vinte anos mais tarde, em 451, declarou o título ‘Mãe de Deus’ como dogma da igreja, mas, o conceito de theotokos, estabelecido pelo Concílio de Éfeso, foi distorcido pela Igreja católica, pois passou de cristológico para mariológico, vindo a ser o fundamento da mariolatria.” (SOARES, Ezequias. Heresias e Modismos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 225,226).
Considere as implicações apresentadas referente à mariolatria e converse com seus alunos a respeito do assunto. Aproveite para tirar as possíveis dúvidas que seus alunos ainda tenham a respeito de Maria, como por exemplo: Maria deve receber algum tipo de reverência? Que importância Maria teve no ministério de Jesus? Abra espaço para outras perguntas. Deixe bem claro que, apesar de ser santa e obediente, Maria era também um ser humano comum que cometia falhas e carecia da salvação.
Thiago Santos
Educação Cristã.

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

Em um país de tradição Católica, é normal que os evangélicos assumam uma posição contrária ao dogmas estabelecidos por aquela igreja. Mas é preciso que tenhamos cuidado para não exagerar na criticidade, deixando de reconhecer a humildade dessa serva do Deus Altíssimo, que foi escolhida para a ser a mãe do Salvador. Por isso, na aula de hoje, destacaremos o papel de Maria no plano da salvação, ressaltando, ao mesmo tempo, seu exemplo de humildade, como Serva do Senhor.
                                                                                                       
1. MARIA, A MÃE DE JESUS

 O nome Maria é uma versão grega do hebraico Miriam, e esse era um nome bastante comum nos tempos antigos. Essa mulher teve o privilégio de fazer parte da linha do Messias, e mais que isso, a de se tornar a mãe dEle (Mt. 1.1,15,16). Uma das maiores esperanças de uma mulher judia era a de ser a mãe do Messias, o Prometido do Senhor. E em Maria essa profecia se cumpriu, por meio dela veio Aquele que fora ansiosamente aguardado. Por isso o evangelista reconhece que ela foi agraciada, ou como se encontra no relato bíblico: “muito favorecida” (Lc. 1.28). Entre tantas mulheres judias, Maria se tornou bendita entre todas elas, pois foi alcançada pelo favor divino. É preciso ressaltar que, justamente por se tratar de um ato de graça, Maria não era perfeita, muito menos isenta de pecado. Ao mesmo tempo, destacamos que essa era uma mulher que buscava a presença de Deus, pois em um momento de oração o anjo a ela se dirigiu, afirmando que o Senhor estava com ela (Lc. 1.28). Em relação ao nascimento de Jesus, foi um episódio especial, considerando que Maria era virgem quando Esse foi concebido pelo poder do Espírito Santo (Lc. 1.26,27). Assim ocorreu porque Deus falou por meio do profeta Isaias, quase 760 anos antes de que isso viesse a acontecer (Is. 7.14). Maria teve papel fundamental no plano divino da salvação, mas faz-se necessário coloca-la no devido lugar. Por meio dela se cumpriu a profecia de Gn. 3.15, ou seja, veio aquele que pisaria na cabeça da serpente (Gn. 3.15). Mas essa não pode ser posta no papel de mediadora, considerando que há somente UM mediador entre Deus e os homens, e esse é JESUS (I Tm. 2.5).

2. MARIA, UMA SERVA HUMILDE

Mesmo assim, Maria continua sendo um exemplo de serva humilde de Deus, e não podemos desconsiderar que Ela é digna de imitação. Alguns evangélicos, por desconsiderem a tradição católica, querem também desprezar o papel de Maria no contexto bíblico. Mas essa não é uma atitude apropriada, tendo em vista que ela é uma personagem destacada nas Escrituras. Não podemos dar a ela o status estabelecido pelo catolicismo, mas também não podemos desprezar seu zelo e dedicação ao Senhor. Ela foi escolhida para ser a mãe do Salvador, não necessariamente “de Deus”, como costumar assumir alguns católicos. Ela sabia que Deus a havia escolhido entre milhares, por isso a Ele se dirige com humildade. O plano da salvação é um ato exclusivamente divino, estabelecido desde a eternidade por Deus. Por isso o anjo foi enfático ao declarar: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, eis que em teu ventre conceberás e darás a luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc. 1.30,31). Maria é também um exemplo de mãe dedicada, pois desde cedo criou Jesus na religião dos seus antepassados. Nesse particular as mães devem seguir esse modelo, devemos destacar o caso de Lóide e Eunice, que influenciaram positivamente Timóteo (II Tm. 1.5-8). As mães cristãs devem ensinar seus filhos no caminho que devem andar, na esperança de que quando esses vierem a crescer não se desviem dele (Pv. 22.6). Maria, juntamente com seu esposo José, priorizaram a formação espiritual do seu filho, cumprindo todos os requisitos da religião judaica, levando-o ao oitavo dia para ser circuncidado (Lc. 2.21). É preciso que desde cedo os pais conduzam seus filhos a igreja, principalmente para a Escola Bíblica Dominical, para que esses aprendem a orientações para agradar ao Senhor. 


3. MARIA, UM EXEMPLO PARA NÓS

A humildade de Maria, e seu reconhecimento de que não passava de uma serva do Senhor, nos serve de exemplo para a vida cristã. Inicialmente, destacamos que ao contrário do que apregoa o catolicismo, Maria não pode ser colocada na posição de “quase-membro-da-trindade”. Algumas fazes comuns tais como “peça a mãe que o filho atende” não têm respaldo bíblico. Ela fez questão de assumir-se como uma escolhida do Senhor para cumprir sua missão no plano da salvação. De igual modo, devemos saber que não passamos de servos, e no sentido do termo grego, doulos, saber que estávamos a serviço do senhor, como diáconos. Ainda que o Senhor tenha chamado alguém para assumir uma alta posição eclesiástica, esse não pode se envaidecer, muito menos utilizar sua função para se impor sobre os demais. Existem casos de abuso espiritual em muitas igrejas evangélicas, alguns líderes não sabem o que significa ser servo, eles preferem ser denominados de ministros. Por causa disso, os excessos acontecem de vez em quando, e a vaidade humana se sobrepõe sobre a vontade de Deus. Como Maria, devemos fazer tudo aquilo que o Senhor quer fazer em nossas vidas, e nas vidas daqueles a quem estamos em posição de responsabilidade (Jo. 2.25). E mais, devemos também estar dispostos a sofrer por causa do evangelho, e em alguns momentos a ficar calado e guardar tudo em silêncio, esperando o tempo de Deus (Lc. 2.20). Uma demonstração bíblica da humildade de Maria é que essa, depois da morte e ressurreição de Jesus, voltou a dedicar-se a oração, e a conviver em comunhão com os demais da igreja (At. 1.14).


CONCLUSÃO

A cristandade deu a Maria, a mãe do Salvador Jesus, uma posição que as Escrituras não respaldam. Por outro lado, alguns evangélicos a descredenciam totalmente, deixando de reconhecer seu papel no plano divino da salvação. Mas precisamos aprender com Maria, sobretudo com sua humildade, que nos leva a refletir sobre nossa atuação, enquanto servos de Deus, com vistas a edificação do corpo de Cristo. Maria aprendeu com o próprio Jesus, pois habitando nEle a plenitude da divindade, assumiu a condição de servo, tendo se esvaziando da glória de outrora (Fp. 2.8,9), quando o Verbo se fez carne (Jo. 1.1, 14).
 
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Maria foi escolhida por Deus para protagonizar o papel mais importante que uma mulher poderia receber. Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos. Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus Cristo, o Verbo, que “[…] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Em seu ventre, ela acolheu, sob a graça do Espírito Santo, aquEle que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. [Comentário: Temos nesta lição, a oportunidade de estudar, sem silogismos e erros de raciocínio, sobre esta importante personagem para a Igreja Cristã. Nos três primeiros evangelhos, nos sinóticos, aparece 11 ocorrências da designação ‘mãe de Jesus’, somente no Evangelho de João temos 8. Está presente também na primeira comunidade (Atos 2.1). Foi descrita por Deus como “agraciada” (do grego, significando “muita graça”). Maria recebeu a Graça de Deus. Graça é “favor imerecido”, que significa que é algo que recebemos apesar do fato de que não o merecemos. Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1.47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lc 1.27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Ec 7.20; Rm 3.23; 6.23; 1Jo 1.18). Pouco se verá sobre o caráter desta serva de Deus, o comentarista se alongou mais em combater os dogmas romanos do que falar sobre a proposta do título, o caráter humilde de Maria. ] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

I. MARIA, A MÃE DE JESUS
                                
1. Quem era Maria. O nome de Maria era muito comum em seu tempo. Deriva do nome hebraico Miriã. Na septuaginta, versão grega do Antigo Testamento, o nome original é Manam. Ela era da linhagem real, descendente do rei Davi. Mateus registra a genealogia de Jesus, dizendo: "Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mt 1.1). O texto prossegue até o versículo quinze que diz: "e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar gerou a Mata, e Mata gerou a Jacó, e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo" (Mt 1.15,16). [Comentário: A Genealogia de Jesus está relatada em dois dos quatro Evangelhos, Mateus e Lucas. Estes relatos são substancialmente diferentes. A questão da genealogia de Jesus, dada por Mateus e Lucas, tem deixado perplexos muitos eruditos, desde o principio da igreja primitiva. A hipótese mais aceita é a que Lucas teria dado a genealogia de Maria, enquanto Mateus a de José. Essa explicação foi dada pela primeira vez por Ânio de Viterbo, no ano de 1490, um erudito católico-romano. Essa explicação foi aceita por Lutero, e também por muitos protestantes desde então. Porem não é muito aceita pelos eruditos atualmente Acadêmicos modernos geralmente veem as genealogias como construções teológicas. Mais especificamente, sugere-se que as genealogias foram criadas com o objetivo de justificar o nascimento de uma criança com linhagem real. https://pt.wikipedia.org/wiki/Genealogia_de_Jesus. Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério.]

2. Suas qualidades e seu caráter. Maria foi escolhida para ser mãe do Salvador, antes de tudo, por decisão divina. Mas também por suas qualidades espirituais e morais. [Comentário: Por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.]

a) Ela era virgem. O anjo Gabriel foi o enviado especial da parte de Deus à cidade de Nazaré , "a uma virgem", cujo nome era "Maria" (Lc 1.26,27). Naqueles tempos, a virgindade física de uma jovem era um valor de grande significado espiritual e moral (Is 62.5). José não teve relações com ela até que Jesus nascesse. A concepção de Jesus, portanto, foi divina, virginal e santa (Mt 1.25). Sua virgindade era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14), 760 anos antes de Cristo (Mt 1.22,23). [Comentário: O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.]

b) Ela era agraciada. Diz Lucas: "E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada [...]" (Lc 1.28a). O termo quer dizer que ela foi honrada por Deus, ou "muito favorecida", e recebeu a graça divina em sua vida, 'não apenas naquele momento, mas por toda a sua vida. [Comentário: Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29) mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão. A palavra indica que ela recebeu graça e não que ela era fonte de graça para outros.]

c) Tinha a presença do Senhor. Em sua mensagem, diretamente da parte de Deus, o anjo disse: "o Senhor é contigo" (Lc 1.28). Ao dizer que o Senhor era com ela, o anjo declarou o que talvez ela não tivesse consciência de forma tão clara: Deus estava com ela. [Comentário: Maria precisava de graça de Deus, assim como o resto de nós precisa. Maria compreendeu este fato, como declara em Lucas 1:47, “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.” Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador. A Bíblia nunca diz que Maria foi qualquer coisa além de uma mulher comum que Deus escolheu para usar de uma forma extraordinária. Sim, Maria era uma mulher correta e favorecida (agraciada) por Deus (Lucas 1:27-28). Ao mesmo tempo, Maria era também um ser humano pecador como todos os outros, que necessitava de Jesus Cristo como seu Salvador, como todas as outras pessoas (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23; 6:23; I João 1:18).]

d) Ela era bendita entre as mulheres. O anjo declarou ante o olhar de espanto de Maria: "[...] bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1.28). Com essa expressão o anjo quis enfatizar que, para Deus, ela era abençoada, ditosa, feliz. Não era para menos. No meio de tantos milhares de mulheres, em Israel, ser alcançada por tão grande deferência da parte de Deus era algo acima de qualquer pensamento humano. [Comentário: As mulheres judias esperavam por um messias. Elas ansiavam ser a mãe do Salvador. Elas tinham filhos na esperança de um messias. Por isso mesmo, as estéreis clamavam ao Senhor para ser mãe de filhos. O fato dela ser declarada ‘bendita entre as mulheres’ foi a escolha de Deus dela para mãe do Salvador.]

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
                               
Maria
A maternidade é um privilégio doloroso.  A jovem Maria, de Nazaré, teve o privilégio único de ser mãe do Filho de Deus. Maria foi o único ser humano presente no nascimento de Jesus que também testemunhou sua morte. Ela o viu chegar, como seu bebê, e o viu morrer, como seu Salvador.
Maria achou que a visita inesperada de Gabriel foi desconcertante e assustadora, a princípio, mas o que ela ouviu a seguir foi a notícia mais espantosa: filho seria o Messias, o Salvador prometido de Deus. Maria não duvidou da mensagem, mas perguntou como possível a gravidez. Gabriel lhe disse que o bebê seria Filho de Deus. A resposta de Maria foi perfeita: 'Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra' (Lc 1.38). Mais adiante, seu cântico de alegria nos mostra como ela conhecia bem a Deus, pois seus pensamentos se encheram de palavras do Antigo Testamento.
Quando Maria levou o menino Jesus, aos oito dias de idade ao Templo, para ser consagrado a Deus, encontrou duas pessoas devotas, Simeão e Ana, que reconheceram a criança como o Messias, e louvaram a Deus. Simeão dirigiu a Maria algumas palavras que ela deve ter recordado muitas vezes, nos anos que se seguiram: 'uma espada transpassará também a tua própria alma' (Lc 2.35). Uma grande parte de seu doloroso privilégio da maternidade seria ver seu filho rejeitado e crucificado pelo povo que Ele tinha vindo para salvar. Podemos imaginar que, mesmo que ela tivesse sabido tudo o que iria sofrer, como mãe de Jesus, Maria ainda teria oferecido a mesma resposta. Como Maria, você também está disponível para ser usado por Deus?" (Bíblica Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1283).

II. A ELEVADA MISSÃO DE MARIA

1. Deus a escolheu para ser a mãe do Salvador. Ao ouvir tal saudação do anjo, Maria ficou perplexa: "Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus [...] (Lc 1.30,31)”. [Comentário: Maria recebeu todas as promessas acerca do nascimento, ministério e reinado espiritual de Jesus. Mas todas aquelas informações eram espantosas para uma simples jovem como ela. No entanto, Deus a havia escolhido para ser a mãe do Salvador, aquela a quem Jesus, o Filho de Deus, obedeceria e honraria aqui na terra. Ela seria responsável pela criação e educação do Salvador da humanidade! Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres, porque lhe foi concedido ser a mãe de Jesus.]

2. O anúncio de que seria a mãe do Salvador. Admiração e espanto perturbaram sua mente ao receber a notícia de que seria a mãe do Salvador (Lc 1.34). Então, o anjo explicou que o menino nasceria pela virtude do Espírito Santo (Lc 1.35). Assim, Maria demonstrou outra qualidade que lhe era peculiar, e que muito agradara a Deus - a sua submissão à vontade do Senhor: "Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela" (Lc 1.38). [Comentário: Precisamos entender que o casamento dentro da cultura judaica era diferente do casamento da nossa cultura ocidental. O termo "desposada" era uma promessa de casamento, tipo um contrato, e funcionava como um noivado e tinha duração de um ano, mas na prática, o homem e a mulher já estavam comprometidos. No entanto, não eram unidos sexualmente. O ato sexual só viria a ser concretizado quando eles se casassem. Por esse motivo, a Palavra de Deus diz que Maria era uma virgem "desposada", isto é, em vias de se casar, mas ainda não casada e, portanto, virgem! Tanto que depois, quando o anjo lhe diz a respeito de conceber um filho, ela questiona a possibilidade do ato: "— Isso não é possível, pois eu sou virgem!" (Lc 1.34).]

3. Maria, mulher e mãe. Maria soube comportar-se como verdadeira mãe. Teve de se deslocar de Nazaré a Belém, para alistar-se com o esposo num censo decretado pelo governo (Lc 2.1-5). Um tremendo contraste! Um Rei, nascendo numa manjedoura. Com esmero, ela cuidou da infância de Jesus. Aos oito dias de nascido, levou-o para ser circuncidado (Lc 2.21); depois, levou-o para ser apresentado no Templo (Lc 2.22,23; Lv 12.4). Periodicamente o levavam para a festa da Páscoa (Lc 2.40,41). [Comentário: A benção de Maria, por ter sido escolhida, trouxe-lhe grande alegria, mas também muita dor e sofrimento, uma vez que seu Filho seria rejeitado e crucificado. Nesta vida, a chamada de Deus sempre envolve benção e sofrimento, alegria e tristeza, sucesso e desilusão" Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1501“... cumpra-se em mim segundo a tua palavra”(Lc 1:38). Para fazer a vontade de Deus há um preço a cumprir. Sempre foi assim ao longo da história da igreja àqueles que ergueram a bandeira de obediência ao Senhor Deus. Maria arriscou tremendo reveses em sua vida quando se propôs em fazer a vontade do Senhor: ser a Mãe do Salvador do mundo, o Messias.]
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Maria tem dificuldade em entender o que o anjo lhe contou. Sendo virgem, ela não tem ideia de como ela pode ter um filho. Seu casamento não fora consumado fisicamente. Gabriel diz que o nascimento de Jesus será provocado pela vinda do Espírito Santo sobre ela e pela sombra do poder de Deus. Lucas tipicamente vincula o Espírito Santo com o poder de Deus. O verbo 'descer' (eperchomai, em Lucas 1.35) também é usado para se referir à promessa do Espírito que vem sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 1.8). A sombra (episkiazo) diz respeito à presença de Deus (Êx 40.35) e nos faz lembrar da nuvem que deu sombra como sinal da presença divina na transfiguração (Lc 9.34). A presença poderosa de Deus repousará sobre Maria, de modo que a criança que ela gerar será o Filho de Deus, Concebido pelo Espírito Santo, Ele será santo como alguém especialmente ungido pelo Espírito (Lc 4.1). A linguagem de Lucas o claramente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo.
Lucas não dá indicação exata de quando Maria concebeu Jesus; esse nascimento milagroso não tem paralelo. Pessoas como Abraão e Sara e Zacarias e Isabel, que estavam em idade avançada para gerarem filhos, receberam filhos por Deus. O poder extraordinário de Deus superou a esterilidade e idade avançada desses casais. Mas o nascimento de Jesus não se ajusta a esse padrão. No seu caso, Deus não venceu a incapacidade dos pais terem filhos, mas a engravidou na ausência completa de um pai humano, O nascimento de Cristo é um acontecimento dos últimos dias e introduz uma nova era que culminará no julgamento final e na salvação dos redimidos. A glória da vinda de Deus em carne exigia um milagre como o nascimento virginal para indicar a coisa poderosa que Deus estava fazendo por nossa salvação" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Vol. 1, 4.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 322).

III. O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO

1. Maria deu à luz "a semente da mulher." Após a tragédia do pecado, por amor e misericórdia. Deus declarou, na repreensão a Satanás: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3.15). Essa declaração divina é considerada o "protoevangeIho" de Deus. Diz Paulo: "mas, vindo a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5). [Comentário: Jesus, como Filho de Deus foi preexistente à sua mãe. Ele é o Pai da eternidade (Is 9.6). Ele é o Criador do Universo(Gn 1.1; Jo 1.3). Maria é mãe da natureza humana do Verbo eterno e divino (Jo 1.1). Quando o catolicismo romano proclama Maria “mãe de Deus”, deixa de perceber a incongruência lógica e teológica dessa afirmação, haja vista que Jesus é preexistente à Maria. A simples afirmação de que Maria é mãe de Deus despoja-O de seus atributos exclusivos de eternidade e divindade, pois se Deus teve mãe, Ele teve inicio, e se teve inicio, não é eterno, e se não é eterno, não pode ser Deus.]

2. Maria não é redentora. Nos ensinos do Novo Testamento não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora, ou mediadora entre Jesus e os homens. Este posicionamento é perigoso, pois a Bíblia diz que não devemos ir além do que está escrito (1Co 4.6). O ensino de que Maria é redentora e mediadora provém do dogma, estabelecido no Concílio de Éfeso, realizado em 431 d.C. Naquele Concílio, chegaram à conclusão de que Maria era Mãe de Deus, pois Jesus era Deus. Tal conclusão fere a revelação bíblica por várias razões. Deus é eterno, o Criador. Uma criatura não pode ser sua mãe. Isso é pecado da mariolatria, o que não condiz com o caráter humilde, submisso e santo da mãe de Jesus (Lc 1.38). Na verdade, Maria era mãe do Filho de Deus encarnado, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem. [Comentário:(...) A devoção a Maria tem se alastrado como fogo em palha seca, tanto entre os cristãos do Ocidente como entre os pagãos do Oriente, onde até certos segmentos do Islamismo estão adorando “Nossa Senhora de Fátima”, confundindo-a com a filha favorita de Maomé... Sabemos pela Bíblia que só Jesus Cristo salva, através da fé e aceitação do Seu sacrifício vicário na cruz. Sua mãe realmente esteve perto da cruz, durante o Seu sacrifício, mas apenas como uma passiva expectadora, incapaz de um gesto para salvar o único Mediador legítimo daquela morte crucial, profetizada há mais de 700 anos pelos profetas do Velho Testamento… Pois, como o próprio Jesus afirmou em João 10:35: “A Escritura não pode ser anulada”.http://www.cacp.org.br/maria-e-co-redentora/. Qualquer pessoa que ler os escritos da igreja primitiva saberá que a palavra traduzida por “Mãe de Deus” é o termo grego theotokos. Literalmente, a palavra significa “portadora de Deus”. Ela se tornou um título para Maria, de forma que você frequentemente a encontrará sendo chamada de Theotokos em escritos devocionais e teológicos. Mas, de onde o termo veio? Por volta do começo do século IV, Alexandre Bispo de Alexandria, usou pela primeira vez o termo quando falando de Maria. Não é coincidência que foi o ensino de Alexandre que estimulou o “herege” mais famoso de todos os tempos – Arius, o grande negador da deidade de Cristo – a começar a propagação de sua heresia. Evidentemente, naquele tempo, e até mesmo em seus usos mais primitivos, o termo queria dizer algo sobre Jesus, e não sobre Maria. Isto é, o termo era Cristológico em força. Ele era focado em Cristo, e tinha a intenção de salvaguardar a verdade sobre Sua absoluta deidade. O termo entrou realmente no vocabulário “ortodoxo” através de seu uso nos Concílios de Eféso (431 d.C.) e, com maior importância, no de Calcedônia (451 d.C.). Podemos aprender mais sobre como este termo foi originalmente entendido tomando um tempo para entender o porque ele aparece no credo produzido em Calcedônia. Leia mais acessandohttp://www.monergismo.com/textos/catolicismo/maria_mae.htm.]

3. Maria não é mediadora. Não se pode negar a honra e os privilégios que Deus concedeu a Maria de Nazaré, para ser a mãe do Filho de Deus, encarnado em seu ventre. Mas a ela, não se deve render culto ou adoração. Jesus disse: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás" (Mt 4.10). Abaixo algumas heresias a respeito do culto a Maria.
a) Assunção de Maria. O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo Deus (de 1° de novembro de 1950) diz que Maria "... foi levada de corpo e alma para a glória do céu". Na verdade, Maria foi sepultada e, agora, aguarda a ressurreição, no arrebatamento da igreja.
b) Intercessão de Maria. Que absurdo! A Bíblia diz claramente: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1Tm 2.5). "... o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rm 8.34). Só Jesus pode interceder por nós diante de Deus, porquanto por nós Ele morreu na cruz.
c) Suprema autoridade de Maria! Um ensino como esse jamais honra Maria, a Mãe de Jesus como Homem. Só pode ser de origem maligna para confundir as mentes incautas, levando-as à mariolatria. Jesus disse que todo o poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28.18). [Comentário: Quando teólogos se reuniram em Éfeso, uma cidade conhecida por sua exaltação de uma deidade feminina (veja Atos 19:23-41), não se contentaram em estudar o que as Escrituras dizem sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. Para defender o fato que Jesus é Deus, eles argumentaram assim: "Emanuel realmente é Deus, e a santa Virgem é, portanto, Mãe de Deus" (John A. Hardon, S.J., The Catholic Catechism, 135). Superficialmente, a lógica parece válida, e assim foi oficializado o dogma de "Theotokos" (Mãe de Deus), uma doutrina que não se encontra na Bíblia. Depois dessa, vieram várias outras novas doutrinas sobre Maria. Não contentes com as afirmações bíblicas que Maria continuou virgem até o nascimento de Jesus, acrescentaram a doutrina da virgindade perpétua dela. Tentando defender a pureza de Maria enquanto negavam a inocência e pureza de todas as crianças, inventaram a noção da imaculada conceição, que se tornou dogma no século XIX. Em 1950, Pio XII tomou mais um passo, segundo a vontade de milhões de católicos, quando afirmou como dogma a crença da Assunção de Maria ao céu. Agora, no início do século XXI, o Vaticano está sendo bombardeado com petições para exaltar Maria ainda mais. Por enquanto, não foi decidido se Roma ordenará que Maria seja vista como co-redentora, ao lado de Jesus. De toda essa história, devemos aprender algumas lições importantes: Não devemos negar nada que a Bíblia afirma sobre Maria, mas também não devemos criar ou aceitar doutrinas humanas sobre a mãe de Jesus.  Quando refutamos doutrinas falsas, precisamos ter cuidado para não inventar outros ensinamentos igualmente errados.  Devemos falar de acordo com as Escrituras, sem acrescentar nada (1 Pedro 4:11; 1 Coríntios 4:6; 2 João 9) http://www.estudosdabiblia.net/bd109.htm.]

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Em Gênesis 3.15, Deus disse à serpente: A Semente da mulher te ferirá a cabeça. Compare a referência de Paulo a isto em Romanos 16.20. A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher. De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado. O versículo de Gênesis 3.15 é chamado de 'proto-evangelho', pois contém uma promessa de esperança para o casal pecador. O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte caráter neste versículo.

Em 3.14,15, vemos 'Calcanhar Ferido'. 1) O Salvador prometido era a Semente da mulher— o Deus-Homem; 2) Esta Semente Santa feriria a cabeça da serpente— conquistar o pecado; 3) A serpente feriria o calcanhar do Salvador — na cruz, ele morreu" (Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. led. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 41).

CONCLUSÃO

Maria merece todo o respeito, a honra e o reconhecimento de seu papel, no plano de Deus em relação à humanidade. Na presciência de Deus, Jesus já era "a semente da mulher" (Gn 3.15), que haveria de ferir a cabeça da serpente, que é o Diabo. Ela foi a única mulher que concebeu pelo Espírito Santo. Mas não há qualquer base bíblica para que lhe rendamos culto, adoração, ou a considerarmos mediadora entre Deus e os homens, pois esse papel é exclusivo de Jesus Cristo, Nosso Senhor. [Comentário: Ao longo da sua vida, por sua limitada humanidade, Maria não entendeu todos os aspectos do ministério do seu Filho, mas, sempre soube o seu papel e o desempenhou com discrição, jamais buscando ocupar um lugar central na vida e ministério de Jesus. Os evangelhos não denunciam nenhuma posição de destaque que coloque Maria acima de qualquer pessoa. Ela não foi, em momento algum, o centro das atenções. O realce maior que se dá a essa mulher extraordinária é a posição de serva do Senhor, tomando como destaque o único mandamento que ela deixou: “Fazei tudo o que ele vos disser”(João 2:5). Que Deus nos ajude a imitar a essa bem-aventurada mulher, e jamais colocá-la num pedestal que nunca Deus a colocou, nem ela jamais aceitaria, mas imitando seu exemplo como humilde serva de Deus. Amém! http://luloure.blogspot.com.br/2010/12/maria-mae-de-jesus-uma-mulher-digna-de.html] Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Judas 24-25).

Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br


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