quinta-feira, 29 de junho de 2017

A SAÚDE DA IGREJA E DA ESCOLA DOMINICAL

I-Sintomas de que algo não vai bem

Para falar de saúde e doença, tomemos como exemplo algumas das igrejas na Ásia descritas em Apocalipse: Éfeso (Ap 2.1-7), Pérgamo (Ap 2.12-17), Tiatira (Ap 2.18-29), Sardes (Ap 3.1-6) e Laodiceia (Ap 3.14-22). As cartas que foram endereçadas por João a essas igrejas são instrumentos divinos que nos ajudam a examinar nossas igrejas, pois, segundo Steven Lawson, "as questões e os problemas, enfrentados por essas igrejas, são os mesmos que atingem a igreja, hoje". Em que áreas essas igrejas adoeceram? Vejamos: Éfeso abandonou o primeiro amor (Ap 2.4); Pérgamo compactuou com as coisas do mundo, carnalidade (Ap 2.14,15); Tiatira foi contaminada pelo "vírus" da imoralidade (Ap 2.20,21); Sardes já estava morta (Ap 3.1); e Laodiceia, pela indiferença (Ap 3.15-17).
Uma igreja ou Escola Dominical enferma não pode produzir bons frutos, tornando-se estéril, muito menos usufruir da vida abundante que Cristo conquistou na cruz do Calvário. Jesus veio para que tivéssemos vida abundante, saudável (Jo 10.10). Em breve, Jesus virá buscar a sua Igreja, mas Ele vai arrebatar a Igreja pura, sem mancha, sem mácula, sem enfermidades (Ef 5.27).
Em geral, quando contraímos alguma doença, nosso corpo começa a apresentar alguns sinais de que algo vai mal. Por exemplo, quando estamos gripados, apresentamos uma série de sintomas: febre, dor no corpo, coriza, tosse. Esses sintomas causam incômodo, desconforto, mas, graças a eles, podemos saber que algo não vai bem. E quando a saúde da igreja e da Escola Dominical não vai bem, quais são os sintomas? Existem diversos sinais, porém em geral preferimos escondê-los em vez de tratá-los, o que somente faz piorar a situação. Temos que ser realistas e não tentar mascarar aquilo que pode nos prejudicar e levar até mesmo ao óbito. Vamos observar alguns sintomas de que a saúde da igreja e da Escola Dominical não vai bem:

• Mornidão espiritual, crentes e alunos apáticos  (Ap 3.15.16)

O que é ser morno? Ser um crente ou aluno da Escola Dominical morno é ser desprovido de calor, de vida. Mornidão nos remete a aborrecimento, a monotonia. Jesus advertiu a igreja de Laodiceia a respeito do estado em que se encontravam. Os crentes dessa igreja estavam mornos (Ap 3.15). Eles estavam vivendo um cristianismo sem vida, monótono. Atualmente muitos também se encontram dessa maneira. Ir à igreja e a Escola Dominical se tronou uma obrigação, um fardo. Alguns frequentam a igreja e a ED como uma obrigação religiosa. Esses já perderam a alegria de aprender. A igreja e a Escola Dominical deve ser um lugar cheio de vida e de alegria. Temos um Cristo que está vivo e temos a Sua Palavra. A Palavra de Deus é vida, pois procede do próprio Pai. Somos confrontados e transformados pela Palavra de Deus. Logo, percebemos a importância da pregação e do estudo sistemático das Escrituras Sagradas. Quando se dá a devida importância a Palavra de Deus as pessoas podem ver e compreender quem realmente são — imperfeitas diante de um Deus perfeito. A Palavra de Deus é remédio para a nossa alma. Uma igreja e uma ED saudáveis, comprometidas com Deus, são aquelas que pregam a Palavra de Deus com pureza (não se utilizam de artifícios para enganar) e anunciam que a salvação é somente pela fé em Cristo Jesus.
Crentes e professores mornos, são carrancudos e sem vida. Jesus, o nosso exemplo de Mestre, não era carrancudo. Suas aulas eram tão agradáveis, tão especiais que as pessoas não saiam nem para comer (Mt 14.13-21). As crianças, sempre tão autenticas, queriam estar perto de Jesus e ser abençoadas por Ele (Mc 10.13-16). Temos que resgatar a alegria e o prazer de aprender a Palavra de Deus. A Escola Dominical tem que ser um local prazeroso. Que nossos alunos ao acordarem nas manhãs de domingo, possam dizer: "Oba, hoje tem Escola Dominical!" Que eles possam ir à Casa de Deus com alegria e ali encontrem professores motivados, felizes, pois, "a alegria do Senhor é a nossa força". Os escribas, professores e intérpretes da lei se mostravam ser intolerantes, arrogantes, carrancudos, sem afeição por seus alunos. Por isso, quando as pessoas ouviam o Mestre elas ficam admiradas: "E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas" (Mc 1.22). O Mestre fazia a exegese correta. Não acrescentava ou retirava nada das Escrituras. Jesus tinha autoridade, conhecimento superior a dos doutores da Lei, mas tinha também amor e alegria. Os mestres da lei, juntamente com seus partidos, os escribas, se opunham fortemente aos ensinos de Jesus. Sabe por quê? Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe Jesus "expunha as tradições daqueles homens, bem como a falsa exegese que usavam a fim de preservar um sistema legal".
O ensino de Jesus era dinâmico e inclusivo. Ele ensinou as minorias do seu tempo, ensinou as mulheres, crianças, coxos, pobres... A Palavra de Deus é vida, todavia alguns tem tornado os momentos de estudo bíblico e reflexão em algo doloroso, amargo e enfadonho. Não é hora de reverter isso?

• Divisões, discórdias, facções (Mc 3.24; GL 5-19-21; ICo 12.25)

Esse é um dos primeiros sintomas de que algo não vai bem. Em algumas igrejas e ED há tanta confusão que mais parece uma "Torre de Babel". As pessoas falam, mas não se entendem. Somos únicos e temos opiniões diferentes. Não existe nada de mal nisso, mas quanto às doutrinas bíblicas não podemos ter divergências. Um dos benefícios de se ter um currículo de ED é favorecer a coesão doutrinária e a unidade. Jesus afirmou que um reino (ou qualquer instituição) dividido não pode subsistir (Mc 3.24). Um dos motivos das divisões está no fato de que não queremos ouvir as pessoas. Professores e líderes que acreditam que somente eles têm sempre algo importante a dizer, por isso, nunca param para ouvir seus alunos e seus liderados.
Alguns líderes, gestores e professores, gostam de falar, mas na hora de ouvir deixam a desejar. Precisamos aprender a ouvir com atenção o outro. Ouça o que os alunos e as pessoas estão tentando dizer. O primeiro passo para uma mudança significativa está no ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que você discorde do posicionamento da pessoa. Não leve nada para o lado pessoal. Para se chegar a um diagnóstico de determinada situação é preciso primeiro ouvir. Um líder, gestor ou professor que não sabe ouvir em breve verá o esvaziamento das classes e até da igreja. O esvaziamento de uma Escola Dominical e por que não dizer de uma igreja, é uma forma de comunicação. As pessoas estão sinalizando que alguma coisa não vai bem. Não dá para tapar os ouvidos e fingir que nada está acontecendo. Muitos adotam o silêncio como uma fuga. Não falam nada e não fazem nada também. Estes estão fadados ao fracasso. Precisamos seguir o exemplo de Moisés como líder e gestor do povo de Deus. O Senhor falava com seu servo face a face, mas ele não hesitou em ouvir o que seu sogro, Jetro, tinha a lhe dizer: "O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes" (Êx 18.17). Moisés era humilde e "deu ouvidos à voz de seu sogro", porém ele não somente ouviu, mas tomou a iniciativa de fazer tudo quanto Jetro dissera (Êx 18.24). Ouvir o que o outro tem a dizer é uma questão de humildade. Deixe de lado à soberba, pois ela precede à ruína. Estabeleça uma gestão participativa.

• Relacionamentos adoecidos pela falta de amor (Lc 10.27; 1Jo 2.10,11) 

        Viver é relacionar-se. Nossas vidas são marcadas positiva ou negativamente pelos relacionamentos que construímos. Jesus veio para restaurar nosso relacionamento com Deus, com o próximo e nos dar uma vida abundante (Jo 10.10). Estabelecer relacionamentos saudáveis é viver a vida abundante que Jesus conquistou para nós na cruz do Calvário. Sim, o Filho de Deus morreu e ressuscitou para nos trazer vida e vida de qualidade. Infelizmente, muitos cristãos não estão vivendo uma vida plena em Jesus Cristo. Eles vão à igreja, oram leem a Palavra de Deus, mas não sabem se relacionar de forma significativa e ser feliz. Muitos estão tristes e decepcionados com as pessoas. Alguns já desistiram de se relacionar de modo saudável. Já não acreditam mais em ninguém e afirmam com toda a convicção que não existe mais  amizade verdadeira. Estes afirmam que é o fim dos tempos e que só nos resta agora esperar a volta de Jesus. Creio na segunda vinda de Cristo, mas sinto dizer que o céu não é fuga, rota de escape para quem está cansado, desanimado, desiludido e não sabe estabelecer relacionamentos saudáveis. Alguns crentes se esquecem que no céu nossos relacionamentos serão eternos. Teremos um relacionamento para todo o sempre com o Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e com todos que lá estarão. Olha que no céu estarão homens de todas as tribos e nações. Já pensou nisso? Se seus relacionamentos não vão bem aqui na terra, como será no céu? Agora é à hora de tentar mudar, consertar o que precisa ser retificado e revisto. Aproveite a oportunidade que o Pai está dando a você. Ele o ama e deseja tratá-lo. Caso você se encontre desta maneira, saiba que Deus tem cura para você. O Senhor não quer somente curar o nosso corpo, mas também a nossa alma e os nossos relacionamentos. "Porque restaurarei a tua saúde e sararei as tuas chagas diz o Senhor [...]" (Jr 30.17).
Deus se importa com você e com a forma como você se relaciona com o próximo. Ele quer que você seja bem-sucedido em todas as áreas. João desejava que o seu amigo Gaio fosse bem em tudo, o Pai também quer isto para sua igreja: "Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma" (Jo 3). Deus deseja nos dar "saúde relacional".
Ser um cristão é estabelecer relacionamentos saudáveis com o próximo e com Deus. Os mandamentos divinos, na nova aliança, se resumem a dois: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo". Amar ao próximo e se relacionar com ele de modo saudável. O amor é à base dos relacionamentos saudáveis. Jesus enquanto homem investiu nos seus relacionamentos. Ele escolheu um grupo de doze para estar com Ele. Jesus foi à festa de casamento e jantares nas casas dos amigos. Em nenhum momento vemos o Mestre isolado ou amargurado com a vida e com as pessoas. E olha que não faltaram bons motivos para isso. Judas, um dos seus discípulos o traiu. Ele foi perseguido pelos fariseus e líderes religiosos e foi acusado de ser amigo dos publicanos e pecadores. Mas, Jesus continuou acreditando e investindo no seu relacionamento com a humanidade. Jesus investiu no relacionamento com as mulheres, com crianças, publicanos, cobradores de impostos, religiosos e descrentes. Jesus gostava de gente. Ele deve ser o nosso exemplo. E você, como um crente, tem investido em seus relacionamentos? Ou Você é daqueles que estão trancados nas "cavernas" da alma?
Atualmente os relacionamentos estão a cada dia mais distantes e superficiais. Até mesmo entre os crentes. São pais que já não mantém um relacionamento fecundo com seus filhos. Cônjuges que embora vivam debaixo do mesmo teto mal se comunicam. Patrões que não sabem dialogar com seus cooperadores. Atualmente fala-se tanto em vida saudável. Isto é bom, mas ouvimos tão pouco a respeito de relacionamentos bem-sucedidos e saudáveis.
Na atualidade estamos vivendo a era da informação, todavia parece estar faltando diálogo. Tenho observado por onde ando, ensinando e aprendendo, que as pessoas parecem investir muito nos relacionamentos virtuais. Porém será que investimos o mesmo tempo e esforço nos nossos relacionamentos reais? Não tenho nada contra as redes sociais. Eu faço parte delas. As redes podem nos aproximar, mas elas também podem nos afastar das pessoas ou pensar que os relacionamentos podem ser descartáveis. Relacionamento é algo precioso que exige investimento. Você tem investido nos seus relacionamentos.
Quando falo de relacionamento saudável estou me referindo a um misto de amizade, amor, compreensão e compromisso. Creio que todo ser humano busca este tipo de relacionamento, pois Deus nos criou para isto. A Bíblia diz que depois de criar o homem Deus viu que este ser não poderia viver sozinho (Gn 1.18). Então Deus criou uma companheira para Adão. O homem necessita se relacionar. Ninguém pode viver sozinho. Precisamos uns dos outros. Por isso, o Pai deseja tanto nos ajudar em nossos relacionamentos.
As pessoas estão "famintas" de afeto e de bons relacionamentos. Até mesmo aqueles que frequentam as igrejas. Muitos entram, saem nos templos sem falar com ninguém. Não podemos nos esquecer que Igreja é koinonia, amizade, compreensão, afeto. Um não pode viver sem o outro. Vivemos em uma sociedade individualista e egoísta onde é Deus por todos e cada um por si. Porém não podemos nos conformar com está maneira de pensar: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento [...] (Rm 12.2).
Desejo que você estabeleça relaciomentos abençoados, saudáveis e duradouros, até o dia que estaremos para sempre unidos com Cristo na sua glória, desfrutando de um relacionamento eterno com o Pai e todos aqueles que foram remidos pelo Senhor.

• Predomínio das obras da carne (Gl 5.19-21)

Não podemos dar lugar à carne (Gl 5.16). Em Jesus Cristo nos tornamos novas criaturas (2 Co 5.17). Fomos gerados novamente pelo Espírito Santo e passamos a viver uma nova vida. Não vivemos mais segundo a carne, cumprindo os seus desejos malignos. Como novas criaturas, produzimos novos frutos, ou seja, novas ações, pois agora somos guiados e dirigidos pelo Senhor. Nossas atitudes são como frutos. Elas nos identificam, revelando o nosso caráter cristão (Gl 5.22). Como podemos distinguir um cristão autêntico de um falso? Pelas suas ações, atitudes. A Palavra de Deus deixa claro que uma árvore boa não pode produzir mau fruto, pois vai contra a sua natureza, sua essência. Assim também acontece conosco.

• As pessoas não têm prazer em servir ao Senhor e prestam o seu serviço como que por obrigação

Servir ao Senhor é um privilégio, por isso, fazemos com alegria. A obra de Deus não é uma obrigação, um fardo. Ensinar a Palavra de Deus, seja na igreja ou na ED, é um ato de gratidão ao Senhor. Certa vez o Mestre, desejando ensinar aos seus ajudantes a respeito do servir, tomou uma bacia com água e lavou e secou os pés dos seus discípulos. No tempo de Jesus quem lavava os pés dos convidados eram os criados (escravos). Com este gesto, Jesus mostrou que Ele estava disposto a servir. Quantos estão dispostos a servir a Deus e ao seu irmão?

• Falta de crescimento, raquitismo


Uma igreja e uma Escola Dominical saudáveis têm um crescimento qualitativo e quantitativo (At 1.15; 2.41; 4.4). A falta de ensino e a falta de organização e metas levam a estagnação. Aprenda a estabelecer metas a cada trimestre, pois na Escola Dominical a cada três meses temos um novo conteúdo e um novo material didático. A liderança da igreja também precisa estabelecer alvos e todos os crentes precisam estar conscientes das metas e saber exatamente o que se espera de cada um.
Telma Bueno
Extraído do Ensinador Cristão. Ano 18, nº 71, jul./set. 2017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

LIÇÃO 13: JESUS CRISTO, O MODELO SUPREMO DE CARÁTER

SUBSÍDIO I

O MINISTÉRIO DE JESUS

Início do Ministério na Judeia

Da Galileia, Jesus deslocou-se para a Judeia e, depois, foi a Jerusalém. Jesus chegou ali próximo à Páscoa. Chegando ao templo, Ele fez a primeira purificação do santuário, derrubando mesas de cambistas e agindo com zelo santo contra os vendilhões de animais, expulsando-os e repreendendo-os por profanarem a casa de seu Pai (Jo 2.13-22). Nicodemos, um fariseu e líder dos judeus, teve uma entrevista com Jesus quando o Mestre mostrou-lhe que era necessário “nascer de novo”, demonstrando o grande amor de Deus pela humanidade (Jo 3.1-21). Da Judeia, passando por Samaria, Jesus retornou à Galileia (Lc 4.14; Mt 4.12). Em meio ao retorno à Galileia, Jesus passou por Samaria (já fora da Judeia), onde falou com a mulher Samaritana e revelou-se como o Messias (Jo 4.25,26). Na Galileia, foi bem recebido pelos galileus, que tinham visto os sinais que Ele operara na Judeia (Jo 4.43-45).

O Grande Ministério na Galileia

Depois que João Batista fora preso, Jesus deslocou-se para a Galileia: “[...] pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.14,15; Mt 4.12,17). Esteve em Caná da Galileia, onde, na primeira vez que lá estivera, transformou água em vinho e curou um filho de um oficial do rei. Era o seu segundo milagre (Jo 4.46-54). Experiências positivas e negativas desafiaram sua natureza humana e forteleceram-no para cumprir sua missão. 

[...] 4) Os primeiros discípulos. Em seguida, caminhando pela orla do mar, Jesus viu os irmãos Pedro e André em pleno trabalho, lançando a rede ao mar, e chamou-os para serem “pescadores de homens”. O efeito daquele chamado foi tão grande que os irmãos deixaram as redes e seguiram-no. Logo após, também à beira-mar, Ele viu mais dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu, que consertavam as redes de pescaria, e esses também deixaram tudo e seguiram-no (Mt 4.18-22). Acompanhado de seus quatro primeiros discípulos, Jesus começou sua Obra Missionária de tríplice ação. Em toda a Galileia, Ele ensinava nas sinagogas, pregava o evangelho do Reino e curava “todas as enfermidades e moléstias entre o povo”. Com essa mensagem de poder jamais vista em toda a Palestina, Jesus atraiu multidões que vinham ouvi-lo não só “da Galileia”, mas também “de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém Jordão” (Mt 4.23-25). Depois, Ele completou o número do seu “colégio apostólico”, integrado por doze discípulos, a quem chamou e deu-lhes todas as instruções sobre sua grande missão (Mt 10.1; Lc 6.13; 9.1). A escolha dos discípulos não foi feita de forma aleatória. Jesus “passou a noite em oração a Deus” (Lc 6.12-16). Hoje, muitas vezes, são escolhidos obreiros por motivos humanos, preferências pessoais, amizades, sem a busca da direção de Deus. São evidentes os prejuízos à Obra do Senhor quando não são observados os critérios para a escolha de obreiros.


(Texto extraído da obra “O Caráter do Cristão: Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro”, CPAD, 2017, pp.-151-53)

 Boa aula!
Marcelo Oliveira de Oliveira
Editor responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

Nesta lição, refletiremos a respeito de Jesus, o Homem de caráter perfeito. É impossível descrever a grandeza de sua personalidade e do seu caráter com palavras meramente humanas. Sua entrada no seio da raça humana, que se achava em miséria espiritual, não somente significou Deus entre nós, o Emanuel (Mt 1.23), mas o cumprimento da promessa do Criador de redimir o homem no Éden. Ele se humanizou como "a semente da mulher" que haveria de ferir a cabeça do Diabo (Gn 3.15). [Comentário: No antigo Israel havia o costume de associar o nome ao caráter da pessoa. Podemos ver em algumas passagens Deus substituindo nomes de pessoas em razão de uma mudança de caráter: Jacó (usurpador) para Israel (príncipe de Deus); Abrão (pai exaltado) para Abraão (pai de uma multidão), entre outros. No Novo Testamento achamos Jesus aplicando a Simão (aquele que vacila) o nome de Pedro (pequena rocha). Segundo o Dr. Tim Lahaye, em seu livro “Temperamentos Transformados”, Simão era sanguíneo e, como tal, estava pronto para tudo. Por isso sempre vacilava. Você já parou para imaginar como seria o caráter de Jesus? Como seria seu temperamento? Será que nossas ações estão semelhantes às de Jesus? “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15). A Bíblia afirma que o Senhor Jesus Cristo despiu-se de sua glória e revestiu-se de toda natureza humana (Jo 1.14; Fp 2.5-8; Hb 4.15), mas sem pecado. Como homem, o Mestre foi irrepreensível (Jo 8.46; 18.38; Hb 4.15). Era submisso, manso, humilde, amoroso, entre outras qualidades (Mt 11.29; Jo 15.9; Fp 2.8). O Senhor disse certa vez que todo discípulo perfeito seria como o seu mestre (Lc 6.40 cf. Jo 13.13,14). Uma vez que somos discípulos de Cristo, e Ele, como instrui-nos o apóstolo Paulo, é o “último Adão” (Rm 5.14; 1 Co 15.45), ou seja, é o novo representante da humanidade e, por conseguinte, a nova referência de ser humano a quem, os que nEle creem, devem imitar e procurar parecer (Ef 4.13; 5.1,2), nessa lição vamos estudar um pouco acerca do seu caráter. Seu caráter é o padrão que todos os crentes devem seguir.]Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

I. JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
                                
1. Sua origem humana. Jesus se fez homem a fim de remir o homem perdido, através do mistério da encarnação. Ele, o Verbo Divino se fez carne "e habitou entre nós" (Jo 1.14). Ele nasceu como homem no tempo (gr. Kairós) de Deus. Diz Paulo: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5). [Comentário: Tão admirável como a Doutrina da Trindade é a Doutrina da Encarnação, ou seja, que Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo, eternamente, numa só Pessoa. Conforme disse o teólogo contemporâneo J. I. Packer: “Temos aqui dois mistérios pelo preço de um - a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus e a união de Deus com a humanidade, na Pessoa de Jesus Cristo... Nada na ficção é tão fantástico como o que acontece na verdade da Encarnação.” J.I. Packer, Knowing God (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1993 edition), p. 53. Deveria ser óbvio que Jesus é Deus e que Ele sempre foi Deus. Jamais houve um tempo em que Ele tenha Se tornado Deus, pois Deus é eterno. Mas Jesus nem sempre foi Homem. O fantástico milagre é que este Deus eterno Se tornou Homem, na Encarnação. Isto aconteceu há 2.000 anos. Portanto, a Encarnação é Deus Se tornando Homem. E por causa deste grande evento é que (muitos) celebram o Natal. Mas, o que exatamente queremos dizer quando informamos que Deus o Filho Se tornou Homem? Certamente não queremos dizer que Ele Se transformou num homem, no sentido de ter deixado de ser Deus, para começar a ser homem. Jesus não renunciou à Sua Divindade, quando da Encarnação, conforme foi visto nos versos anteriores. Em vez disso, conforme disse um antigo teólogo, “Permanecendo o que Ele era, Jesus Se tornou no que não era”. Cristo “não era agora Deus, com menos elementos de Sua Divindade, mas Deus, acima de tudo, ao fazer a escolha de assumir Ele mesmo a humanidade” Packer, p. 57. Desse modo, Jesus não renunciou a qualquer dos Seus atributos na Encarnação. Ele continuou possuindo todos eles, pois se precisasse desistir dos Seus atributos divinos, Ele teria deixado de ser Deus. A verdade sobre a humanidade de Jesus é tão importante como a verdade sobre a Sua Divindade. O apóstolo João fala claramente sobre qualquer pessoa que nega que Jesus é Homem, chamando-a anticristo. (1Jo 4.2-3; 2Jo 1.7). A humanidade de Jesus é mostrada no fato de que Ele nasceu como um bebê, de mãe humana (Lc 2.7; Gl 4.4); que Ele se cansava (Jo 4.6); tinha sede (Jo 19.28); teve fome (Mt 4.2) e experimentou todas as emoções humanas, tais como Se maravilhar (Mt 8.10), entristecer-Se e chorar (Jo 11.35). Ele viveu na Terra exatamente como todos nós vivemos. É essencial sabermos que Jesus não teve uma natureza pecaminosa e que Ele jamais cometeu pecado algum, mesmo tendo sido tentado de todas as maneiras (Hb 4.15); Jesus é total e perfeitamente Homem e também passou por todas as experiências humanas. Temos um Salvador que verdadeiramente pode Se identificar conosco, porque Ele é Homem e pode nos ajudar nas tentações, visto como jamais cometeu pecado algum. Esta é uma espantosa verdade que separa o Cristianismo de todas as outras religiões. Leia mais sobre este assunto acessando: http://solascriptura-tt.org/Cristologia/ComoPodeJesusSerHomemEDeus-JPiper.htm]
2. Sua entrada no mundo. Foi marcada por eventos de caráter espiritual e humano de grande significado. O anjo Gabriel foi enviado à pequena cidade de Nazaré, na Galileia, para anunciar à jovem Maria que ela seria mãe do Salvador do mundo, e que Ele seria gerado pelo Espírito Santo (Lc 1.30,31; 34,35). Ao ser concebido Jesus se fez Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus. [Comentário:Esse subtópico pode ser explicado no primeiro, então, podemos esclarecer algo aqui que muitos crentes desconhecem: o fato de que Jesus é totalmente Deus e totalmente Homem, para sempre. Para a maior parte das pessoas, é óbvio que Jesus é e continuará sendo Deus, eternamente. Mas, para alguns de nós, tem escapado que Jesus também será eternamente Homem. Ele continua sendo Homem, agora mesmo, enquanto escrevo estas linhas e o será para sempre. Ele não deixou de ser Homem na ressurreição, Ele continua Homem. A Bíblia é clara em mostrar que Jesus ressuscitou dos mortos no mesmo corpo em que morreu (Lc 24.39) e que Ele ascendeu ao céu como Homem, em Seu corpo físico (At 1.9; Lc 24.50-51). Que Cristo continua sendo um Homem, com um corpo físico, após sua ascensão, é confirmado pelo fato de que, ao regressar, Ele o fará como Homem , em Seu corpo físico. Filipenses 3.21 diz que "Ele transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso...". Este verso é claro sobre o fato de que Jesus continua com o Seu corpo físico. É um corpo de glória, que Paulo chama “o seu corpo glorioso”. E quando Jesus regressar, Ele ainda o terá, porque Ele transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu. Tanto Jesus como todos os cristãos continuarão a viver juntos, eternamente, em seus corpos. Um corpo ressurreto não pode morrer (1Co 15.42), visto como é eterno (2Co 5.1). Por que Jesus Se tornou Homem e por que Ele o será eternamente? O Livro de Hebreus diz que foi para que Cristo pudesse ser um Salvador adequado a tudo de que necessitamos. Primeiro,observem que Jesus Se tornou Homem, a fim de morrer pelos nossos pecados. Ele precisava ser Homem, a fim de pagar a penalidade dos humanos. Segundo, Hebreus 2.17 diz que pelo fato de Jesus ser humano como nós, Ele pode ser o nosso Misericordioso Sumo Sacerdote. Sua humanidade O possibilita a ter uma empatia mais perfeita e a melhor Se identificar conosco. Não posso deixar de crer que seria muito destrutivo para o nosso conforto e fé não saber que Jesus continua sendo um Homem, no Seu corpo físico. Pois, se Ele não continuasse sendo um Homem no céu, como poderíamos nos confortar, sabendo que Ele não poderia Se identificar totalmente conosco? Ele pode Se identificar e ser o nosso Fiel Sumo Sacerdote e saber o que acontece conosco, não só por ter uma vez enfrentado a morte como Homem, mas porque Ele continua sendo Homem, eternamente. Leia mais sobre isto acessandohttp://solascriptura-tt.org/Cristologia/ComoPodeJesusSerHomemEDeus-JPiper.htm]
3. Seu desenvolvimento humano e espiritual. Seu caráter singular é modelo e referência para todos os homens em todos os lugares e em todos os tempos. Em sua infância e adolescência, sua criação foi esmerada: "E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa" (Lc 2.40,41). Dos doze aos trinta anos, Jesus exerceu o ofício de carpinteiro, aguardando o momento de iniciar seu ministério terreno em prol da salvação da humanidade. Seu caráter humano refletia a sua natureza divina. Ele foi apresentado ao mundo como "O Verbo" que "era Deus", sendo Criador de todas coisas, pois "Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1.1-3). [Comentário: O comentarista discorre sobre a fase da vida de Jesus que não há registros, ele conjectura que Jesus tenha desempenhado a profissão de carpinteiro até iniciar seu ministério. Lucas 2 esclarece que ele cresceu como toda criança normal cresceria, alimentada por comida e água. Seu corpo não era sobre-humano, e não tinha características especiais, diferentes de qualquer ser humano normal. Intelectualmente, Jesus possuía um conhecimento que se destacava em relação aos outros homens. Ninguém na História Humana disse palavras tão belas, de grande profundidade e de maior alcance. Não só isso, Jesus deu claras demonstrações de um conhecimento além da capacidade humana. Sabia o que pensava os seus amigos e inimigos(Lc 6.8; 9.47). Conhecia coisas sobre o presente, pois sabia que Lázaro estava morto (11.14), o passado, uma vez que conhecia o fato da mulher samaritana ter tido cinco maridos (Jo 4.18) e o futuro das pessoas, ilustrado no fato de antemão ter avisado a Simão Pedro de sua negação (Lc 22.33). Seu conhecimento não era ilimitado: em algumas passagens vemos Jesus fazendo perguntas retóricas a fim de reforçar algum ensinamento (Mt 22.41-45), contudo há outras passagens em que Jesus pergunta sinceramente em busca de informações às quais não possuía. Um exemplo claro foi o caso do garoto acometido de um espírito de surdez e mudez, onde Jesus pergunta ao pai dele "Há quanto tempo isto lhe sucede?" (Mt 9.20,21). Há nesta passagem uma clara alusão que Jesus não tinha tal informação, e a julgava útil e necessária para promover a restauração daquele garoto. Um outro caso ainda mais explícito foi no discurso apocalíptico em Mc 13.32, quando ao ser interpelado sobre quando voltaria uma segunda vez, Jesus respondeu francamente: "Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai". Foi uma declaração clara de sua falta de conhecimento sobre essa informação É importante dizer que, quando afirmamos que Jesus é verdadeiro Homem, não queremos dizer que Ele seja parcialmente Homem, mas que Ele é totalmente Homem. Tudo que pertence à essência da verdadeira humanidade é verdadeiro nEle. Ele é tão exatamente Homem como cada um de nós. O fato de que Jesus é verdadeira e totalmente Homem está claro pelo fato de que Ele tem um corpo humano (Lc 24.39), uma mente humana (Lc 2.52) e uma alma humana (Mt 26.38). Jesus não Se assemelha a um homem, nem tem alguns aspectos do que seja essencial à humanidade, mas não outros. Ele possui completa humanidade.]

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO
                               
Filho do Homem
De todos os seus títulos, 'Filho do Homem' é o que Jesus preferia usar a respeito de si mesmo. E os escritores dos evangelhos sinóticos usam a expressão 69 vezes. O termo 'filho do homem' tem dois possíveis significados principais. O primeiro indica simplesmente um membro da humanidade. E, neste sentido, cada um é um filho do homem. Tal significado era conhecido nos dias de Jesus e remonta (pelo menos) aos tempos do livro de Ezequiel, onde é empregada a fraseologia hebraica bem' adam, com significado quase idêntico. Essa expressão, na realidade, pode até mesmo funcionar como o pronome da primeira pessoa do singular, 'eu' (cf. Mt 16.13).
Por outro lado, a expressão é usada também a respeito da personagem profetizada em Daniel e na literatura apocalíptica judaica posterior. Essa personagem surge no fim dos tempos com uma intervenção dramática, a fim de trazer a este mundo a justiça de Deus, o seu Reino e o seu julgamento. Daniel 7.13,14 é o texto fundamental para esse conceito apocalíptico"! (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 310).

II. SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO

1. O caráter exemplar de Jesus. Em seu ministério, Jesus demonstrou aspectos do seu caráter que são referência e modelo para todos os que o aceitam como Senhor e Salvador. Suas ações revelam tanto o lado divino como o lado humano de sua personalidade marcante e singular. [Comentário: Pelos tópicos acima está claro que Jesus assumiu completamente a humanidade, sujeito a todos os reveses que o estado de humanidade poderia lhe trazer, contudo Jesus não um homem qualquer, igual a todos os homens. Um aspecto de seu caráter, que não foi explorado pelo comentarista, nos ensina muito: seu caráter religioso. Participava regularmente dos cultos na sinagoga (Lc 4.16): era de seu costume ensinar nas sinagogas e visitar e participar dos cultos no templo quando estava em Jerusalém. Humanamente mantinha um padrão de vida religioso irrepreensível quanto aos parâmetros de Deus. Mantinha uma vida de oração (Lc 6.12; 22.41,42; Jo 6.15): várias ocasiões vemos Jesus sair para orar sozinho ou em grupo. Sua dependência humana do Pai era total e a oração era uma prova disso. Em todas as coisas Jesus se mostrou plenamente humano, tanto no aspecto físico, como no mental. Não havia dúvidas para os autores do Novo Testamento que Jesus era plenamente homem.]
a) Humildade e mansidão. Para iniciar o seu ministério, foi até o rio Jordão para ser batizado por João Batista. Este sentiu-se constrangido, dizendo que Jesus é que deveria batizá-lo. Mas Jesus insistiu com João para que o balizasse, a fim de cumprir "toda a justiça" (Mt 3.13-15). Ele implantou a "escola da mansidão e da humildade", convidando a todos para aprenderem com Ele (Mt 11.28-31). Sendo Deus, Criador e Senhor, despojou-se de seus atributos divinos, tornou-se homem e servo, humilhando-se "até à morte" (Fp 2.6-8). Jesus surpreendeu os discípulos quando fez um trabalho de escravo, lavando os pés de todos eles (Jo 13.3-5). Mansidão e humildade são requisitos indispensáveis para quem quer ser discípulo de Jesus. [Comentário: No chamado hino cristológico de Filipenses 2.5-11, vemos que Jesus, mesmo sendo divino, não se apegou a sua igualdade com o Pai, mas esvaziou-se de forma voluntária e sacrifical, assumindo a condição de servo, tornando-se como nós. Depois de tornar-se como um de nós, humilhou-se e submeteu-se à morte de cruz que era uma das piores formas de execução do mundo antigo (Dt 21.22,23). Além disso, durante o tempo de sua vida terrena, como filho, foi obediente aos seus pais (Lc 2.51), como adulto, soube reconhecer o ministério de seu primo, João Batista (Mt 3.13,14), e foi igualmente responsável com questões cívicas (Mt 17.24-27; 22.15-22). O simples fato de abrir mão dos traços dos reis conquistadores do mundo antigo, apresentando-se simples, como uma pessoa do povo e sem exigir nenhum tratamento especial, foi o motivo de Jesus ser rejeitado pelo seu povo, porém, é justamente nessa sua atitude que vemos a grandeza, pois quando poderia coagir a todos para que nEle cressem, não o faz, mas oferece amor e deixa-nos livres para optar por segui-lo. Mesmo sendo perseguido e hostilizado pelo povo, pregado na cruz, sentindo dores excruciantes, Jesus orava ao Pai pedindo que Deus não lhes imputasse aquele pecado: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Não há amor maior que este (Jo 15.13; 3.16). Contudo, é justamente esse tipo de amor que Deus espera que tenhamos (1 Jo 3.16)https://sub-ebd.blogspot.com.br/2016/01/licao-4-o-carater-de-jesus.html]
b) Misericórdia e compaixão. Ele teve compaixão das multidões, que andavam desgarradas como ovelhas sem pastor (Mt 9.36). Curou muitos que sofriam com enfermidades (Mt 14.14). Ele se compadeceu das pessoas famintas (Mt 15.32). Na parábola do Bom Samaritano, Jesus pôs em evidência a insensibilidade dos religiosos que não tinham compaixão pelos caídos à beira do caminho (Lc 10.30-37). Hoje, infelizmente, muitos que se dizem cristãos têm mais preocupação com riquezas, posições e prestígio pessoal do que com as almas atacadas pelo Maligno. [Comentário: No latim, compaixão (cum + patior) significa “sofrer com”, no sentido de “suportar com”, “lutar com”, “importar-se com”. Indica o movimento de partilhar com outros em momentos de fome, nudez, solidão, dor, perdas, ou mesmo sonhos partidos. Jesus moveu-se por íntima compaixão pelas multidões (Mt 9.36, 14.14, 15.32; Mc 6.34, 8.2) por pequenos grupos (Mt 20.34), ou mesmo por uma única pessoa (Mc 1.41; Lc 7.13). Jesus ensinou a respeito de compaixão em algumas de suas mais marcantes parábolas que condenou o credor incompassivo (Mt 18.27), pôs em destaque o bom samaritano (Lc 10.33) e revelou o coração do pai do filho pródigo (Lc 15.20). Jesus estava aberto a ouvir pedido por compaixão (Mc 9.22), porque seu coração não conseguiria ser diferente disso. Em Lucas 10.25 encontramos Jesus ensinando acerca da compaixão. A parábola do Bom Samaritano destaca a verdade de que compaixão e cuidado são coisas intrínsecas à fé salvadora e à obediência a Cristo. Amar a Deus deve ser também amar ao próximo. (1) A vida e a graça que Cristo transmite aos que o aceitam produzem amor, misericórdia e compaixão pelos necessitados e aflitos. Esse amor é um dom da graça de Deus através de Cristo. O crente tem a responsabilidade de viver à altura do amor do Espírito Santo tendo, dentro dele, um coração não endurecido. (2) Quem afirma ser cristão, mas tem o coração insensível diante do sofrimento e da necessidade dos outros, demonstra cabalmente que não tem em si a vida eterna (vv. 25-28; 31-37; cf. Mt 25.41-46; 1 Jo 3.16-20).]
c) Espírito pacificador. Jesus conhecia bem a natureza humana sujeita as desavenças e desentendimentos, mesmo entre os irmãos. Por isso, Exortou: "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, vai reconciliar-te primeiro com teu Irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta" (Mt 5.23,24). De forma mais prática, ele reproduziu a mensagem do salmo 133, tão esquecida nos dias atuais. Paulo aconselha-nos a ter paz com todos, sempre que possível (Rm 12.8; Hb 12.14). [Comentário: Transcrevo a seguir um artigo de autoria do Rev Jr Vargas: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. (Rm 12.18). O texto aborda a questão da limitação humana. Na esfera humana há uma limitação que impede ao homem gerar o impossível. O que é impossível ao homem continua sendo impossível a ele. A barreira do impossível está exatamente no homem. É o ser humano o limite, o obstáculo e o impedimento. Gosto da honestidade com que a Bíblia lida com o homem regenerado. A Bíblia não afirma que o cristão é perfeito. Ele continua imperfeito e essas imperfeições dificultam seus relacionamentos. Seja seu relacionamento com Deus, com ele próprio e com o próximo. Por isso a Bíblia diz: “quanto depender de vós”. Não se afirma que o outro é tão complicado a ponto de me impedir de ter um relacionamento saudável com ele, mas sim que quem me impede sou eu, com as minhas imperfeições. É preciso perceber as suas imperfeições. Para conhecê-las, basta perguntar a quem convive mais perto com você. Elas têm mais informações a seu respeito que você possa imaginar. Contudo, elas também verão sob a ótica da imperfeição. Conhecer e tratar, este é o caminho melhor. Não basta assumir que é assim. Não adianta fingir que não é assim. Melhor é saber e buscar melhorar. Para os relacionamentos, quais são as imperfeições mais agressivas? Egoísmo, vaidade, falta de perdão, desejo de vingança? Quantas vezes estas imperfeições afloram em nossa vida e nos prejudicam tanto!” Continue a leitura emhttp://www.ipamericas.org.br/index.php/igreja-americas/single_entry/se_possivel_quanto_depender_de_vos_tende_paz_com_todos_os_homens/]
2. Na prática, Ele demonstrou o seu imenso amor pelos pecadores. Os fariseus queriam matar a mulher adúltera. Jesus a perdoou e ordenou que não pecasse mais (Jo 8.11). Aos seus discípulos, ensinou: "Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor" (Jo 15.9). Ele declarou ao doutor da lei que o maior dos mandamentos é amar a Deus acima de tudo, e o segundo, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.34-40). O amor é "a marca do cristão" (Jo 13.34,35). [Comentário: Afinal, o que Jesus via nos pecadores? Ele procurava aqueles a quem a sociedade havia rotulado como os que não tem méritos, que não podem ser amados, que fossem coletores de impostos desonestos como Levi (Lc 5.27) e Zaqueu (Lc 19.1-10), uma mulher adúltera à beira do poço (Jo 4), ou uma possessa de demônios como Maria Madalena (Lc 8.2). Jesus via potencial nas pessoas menos prováveis. Faça a si mesmo uma pergunta crítica: Como você vê os pecadores?http://www.chamada.com.br/mensagens/ainda_pecadores.html. ]
3. Seu caráter é referência para a Igreja. Ele disse: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Em seu aspecto espiritual, como corpo de Cristo, a Igreja não tem defeito. Ela é "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5.27). No aspecto humano, porém, como organização existem as "igrejas", formadas por homens mortais, falíveis e sujeitos a erros e pecados. Jesus é "o caminho, e a verdade, e a vida" (Jo 14.6). [Comentário: Não existe um pecador que tenha ido longe demais. Nenhum coração é impossível de ser alcançado. Jesus pode transformar qualquer pecador em uma nova criatura. Levi deixou a coletoria e se tornou o apóstolo Mateus, que escreveu o Evangelho Segundo Mateus. A mulher à beira do poço tornou-se uma catalisadora por apresentar muitos samaritanos a Cristo, e Maria Madalena foi a primeira pessoa a ver o Salvador ressurreto (Mc 16.9). Contudo, talvez nenhum desses improváveis convertidos seria captado em nosso visor de radar. Jesus era o modelo de como amar os pecadores. Imagine o que o Senhor pode fazer na vida do seu vizinho de coração duro, do membro pródigo da sua família, ou mesmo do seu companheiro de trabalho que usa linguagem obscena. Os pecadores que entram em um relacionamento pessoal com Cristo têm um potencial ilimitado porque o grande amor de Deus muda todas as coisas http://www.chamada.com.br/mensagens/ainda_pecadores.html.]

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO

O Ministério Terreno de Cristo
Cristo se fez Homem e Servo. Sendo rico, fez-se pobre; sendo santo, foi feito pecado (2 Co 5.21). Fez-se maldição (Gl 3.13) e foi contado com os transgressores. Sendo digno, consideraram indigno. Foi, ainda, feito menor que os anjos, que devem ter ficado espantados ao verem Deus encarnado, como servo, sendo tentado, sofrendo escárnio e crucificado. Mas, depois de tudo, viram entronizado e glorificado.
Após seu batismo, Jesus inicia seu ministério. João Batista não via necessidade de que Ele fosse batizado: sentiu-se inferior e sabia que Jesus não tinha pecado — Ele não precisaria passar por um batismo de arrependimento nem tinha de que se arrepender, mas Jesus fez questão de ser batizado, num ato de obediência e para cumprir toda a justiça, deixando-nos o exemplo (Mt 3.14,15). Seu ministério foi exercido na plenitude do Espírito. Após ter sido batizado por João, Jesus foi impelido pelo Espírito Santo, a fim de jejuar quarenta dias e quarenta noites no deserto. Nesta fase de jejum, oração e meditação num lugar solitário, preparado pelo Espírito Santo, Ele teve o seu preparo espiritual.
O ministério de Jesus durou cerca de três anos. O cálculo da duração é feito com base nas festas pascais em que Ele esteve. O início de seu ministério se deu na véspera de uma Páscoa; depois, participou de mais duas e morreu na véspera de outra. O primeiro ano foi o da obscuridade; o segundo, o do favor público e o terceiro, o da oposição" (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 142).

III. A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO

1. A morte de Cristo, exemplo supremo de amor. O significado de sua morte pode ser resumido no que Ele próprio disse a Nicodemos: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que' deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Através de sua morte, Jesus, fiel Sumo Sacerdote, propiciou a reconciliação do homem com Deus (Hb 2.17). Na cruz, Ele revelou o auge de seu caráter amoroso e perdoador. Antes do último suspiro, clamou a Deus: "E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem [...]" (Lc 23.34). [Comentário: Para muitos críticos, Jesus não passou de um mártir como foram tantos outros líderes judeus que viveram antes dEle. Todavia, a teologia lucana depõe contra essa ideia. O que se espera da morte de um mártir não pode ser encontrado na narrativa da morte de Jesus. Para Lucas, Jesus morreu vicariamente pela humanidade. A relação que Lucas faz do relato da paixão com a narrativa do Servo Sofredor de Isaías 53 mostra isso. O Servo sofredor, Jesus, justifica a muitos. O caráter universal da salvação presente em Isaías 53 aparece também em Lucas. Jesus, portanto, é o Servo Sofredor que se humilha até à morte de cruz, mas é exaltado e glorificado por Deus pela obra que realizou. A ressurreição de Jesus é a base da fé Cristã. Na carta de Paulo aos Coríntios, ele declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam" (1Co 15.14-15). "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados" (1Co 15.17). Na verdade, nenhum estudioso ou religião dos dias de hoje nega que Jesus era uma figura histórica que viveu cerca de 2000 anos atrás, um grande mestre capaz de fazer milagres, e que ele morreu na cruz pelo crime de blasfêmia. No entanto, a única disputa legítima é se ele era ou não o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos depois de sua crucificação.]
2. A ressurreição de Jesus e a sua vinda em glória. Na ressurreição, o caráter humano foi absorvido pelo caráter divino. Se para fazer-se homem despojou-se de sua glória, na ressurreição retomou a plenitude de sua grandeza divina, e venceu todas as forças do mal, resultantes da Queda do homem (1Co 15.19-26). [Comentário: A Ressurreição de Jesus é desafiada hoje em dia por motivos relativos às evidências. Portanto, para ser justo, a evidência deve ser julgada como qualquer outro evento histórico. Ao seguir regras padrões de como avaliar evidências, a declaração consistente de várias testemunhas oculares é considerada a forma mais forte de evidência disponível. Portanto, se encontrarmos tal testemunho em narrativas confiáveis do registro histórico da ressurreição de Cristo, temos vencido o maior desafio que existe sob as regras tradicionais. Na verdade, temos várias narrativas de testemunhas oculares sobre o nascimento de Jesus. Em 1 Coríntios 15:3-6, Paulo diz: "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem." Os estudos dos manuscritos indicam que esta passagem foi escrita apenas alguns anos depois da morte de Jesus Cristo. Por isso, é de grande importância perceber que Paulo termina a passagem com "dos quais a maioria sobrevive até agora." Paulo estava convidando as pessoas a verificar os fatos. Ele não teria incluído uma declaração como essa se estivesse tentando esconder algo parecido com uma conspiração, trote, mito ou lenda. A ressurreição de Jesus também foi confirmada em diversas outras narrativas, incluindo o aparecimento de Jesus à Maria Madalena (Jo 20.10-18), a outras mulheres (Mt 28.8-10), para Cléopas e seu companheiro (Lc 24.13-32), aos onze discípulos e outros (Lc 24.33-49), para os dez apóstolos e outros (excluindo Tomé) (Jo 20.19-23), para os apóstolos (incluindo Tomé) (Jo 20.26-30), a sete apóstolos (Jo 21.1-14), para os discípulos (Mt 28.16-20), e para os apóstolos no Monte das Oliveiras (Lc 24.50-52 e At 1.4-9 ). O grande teste de credibilidade destas testemunhas oculares é que muitas delas enfrentaram o martírio pelo seu testemunho. Isto é dramático! Estas testemunhas conheciam a verdade. O que poderiam ganhar ao morrer por uma mentira? As evidências falam por si mesmas; essas pessoas não eram apenas fanáticos dispostos a morrer por uma crença religiosa, mas sim seguidores de Jesus Cristo morrendo por um evento histórico - Sua ressurreição, a qual O estabeleceu como o Filho de Deus. http://www.allaboutjesuschrist.org/portuguese/ressurreicao-de-jesus.htm]

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO

A morte de Cristo foi voluntária
"Jesus não foi forçado à cruz. Nada fez contra a sua vontade. Submeteu-se à aflição espontaneamente. Humilhou-se até à morte, e morte de cruz. Deixou-se crucificar. Que graça espantosa por parte daquEle que tudo podia fazer para evitar tamanho suplício. Ele tinha o poder de entregar a sua vida e tornar a toma-la — e de fato fez isso. Sim, eterno Salvador não foi forçado ao Calvário, mas atraído para ele, por amor a Deus e à humanidade perdida.
Sua morte foi vicária e sem dúvida, o profeta Isaías tinha em mente o cordeiro pascal, oferecido em lugar dos israelitas pecadores. Sobre a cabeça do cordeiro sem mancha realizava-se uma transferência dupla. Primeiro, assegurava-se o perdão divino mediante o santo cordeiro, oferecido e morto. Segundo, o animal, sendo assado, servia de alimentação para alimentar o povo eleito. O sacrifício de Cristo foi duplo: morreu para nos salvar, e ressuscitou para nossa justificação. Cristo também é o Pão da vida, o nosso 'alimento diário'.
Sua morte foi cruel. Ele foi levado ao matadouro, esta palavra sugere brutalidade. Não é de admirar que a natureza envolvesse a cruz em um manto de trevas, cobrindo, assim, a maldade dos seres humanos.
José de Arimateia, conseguiu permissão de Pilatos para tirar o corpo da cruz. E, com Nicodemos, levando quase cem arráteis dum composto de mirra, aloés, envolveram o corpo do Senhor em lençóis com as especiarias, como era costume dos judeus. Havia no horto daquele lugar um sepulcro em que ainda ninguém havia sido posto. Ali puseram Jesus (Jo 19.38-42). Sepultar os mortos era considerado um ato de piedade. Também era comum que se sepultassem os mortos no mesmo dia de seu falecimento. O corpo de um homem executado não tinha permissão de ficar pendurado na cruz a noite inteira (Dt 21.23), pois isso, para a mente judaica, poluiria a terra. Às seis horas, começaria o sábado da semana da Páscoa, durante a qual estava proibida qualquer execução" (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 156).

CONCLUSÃO

Jesus é o maior e mais excelente personagem da História. Não é fácil descrevê-lo, não tanto por falta de dados e informações, mas por causa de sua grandeza, de sua personalidade singular e de seu caráter inigualável. Não poderia ser diferente. "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1.16-18). [Comentário: Vimos a evidência bíblica de que Jesus Cristo é Deus o Filho. Que Ele possui tanto a natureza divina como a natureza humana e que cada uma das duas naturezas é perfeita e completa, permanecendo distinta, mas que Cristo é, mesmo assim, uma só Pessoa; e que as coisas verdadeiras a uma natureza também são verdadeiras à Pessoa de Cristo. A importância destas verdades deveria existir sem palavras, pois elas calam exatamente em nosso coração a respeito do que Cristo é. Conhecer estas verdades afetará grandemente a maneira como vemos Cristo e tornam mais vívidas as narrativa de Sua vida terrena. E a compreensão destes fatos aprofunda a nossa devoção a Cristo. Ter uma compreensão melhor da Encarnação de Deus o Filho deveria fortalecer grandemente a nossa adoração. É motivo de grande admiração e alegria saber que a eterna Pessoa de Deus Se tornou Homem, para sempre. Nosso reconhecimento da Pessoa de Cristo será elevado e nossa fé nEle será fortalecida, por termos uma compreensão mais profunda de Quem realmente Ele é. A união da divindade e humanidade de Cristo numa só Pessoa faz com que todos nós tenhamos a necessidade do mesmo Salvador. Como isto é glorioso! Porque Jesus é Deus, Ele é Onipotente e jamais poderá ser derrotado. Ele é Deus, sendo, portanto, o único Salvador adequado. Porque Ele é Deus, os crentes estão seguros de que jamais perecerão. Estamos seguros porque Ele é Deus e todas as pessoas Lhe prestarão contas, quando Ele regressar para julgar o mundo. Porque Jesus é Homem, Ele experimentou as mesmas coisas que experimentamos. Porque Ele é Homem, pode vir em nosso socorro, como o nosso Fiel Sumo Sacerdote, quando chegamos ao limite de nossas fraquezas humanas. Porque Ele é Homem, podemos nos relacionar com Ele, pois Ele não está longe de nós e nem fica alheio às nossas necessidades. Porque Ele é Homem, não podemos nos queixar de que Deus não conheça os problemas pelos quais estamos passando. Ele os experimentou em primeira mão. Finalmente, devemos estar preparados para defender a verdade sobre a divindade de Jesus Cristo e a Sua humanidade,  e tornar compreensível aos outros a  união das naturezas divina e humana numa só Pessoa. Deste modo, consideremos a necessidade de memorizar os muitos versos que ensinam que Jesus é tanto Deus como Homem, a fim de podermos explicar aos outros a relação entre as duas naturezas de Cristo. Que possamos aguardar, até que Ele venha, o dia em que O veremos face a face, regozijando-nos na bendita esperança desse dia e que isto possa nos inspirar a ter uma diligência maior em servi-Lo e adorá-Lo.http://solascriptura-tt.org/Cristologia/ComoPodeJesusSerHomemEDeus-JPiper.htm] Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Judas 24-25)

Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br