sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

LIÇÃO 9: A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA


SUBSÍDIO I

Professor, estamos caminhando para os elementos finais da Doutrina das Últimas Coisas. Passamos pelo Arrebatamento, o Tribunal de Cristo, as Bodas do Cordeiro, a Grande Tribulação e agora: a Vinda de Jesus em Glória. 
 Vinda Gloriosa do Senhor é um fato pronunciado pelas Escrituras, pois há mais de 300 menções sobre isso em o Novo Testamento, por exemplo, os capítulos 24 e 25 de Mateus e o 13 de Marcos são inteiramente dedicados ao assunto. Antes de prosseguirmos é importante você rememorar o que significa a vinda de Jesus para os principais agentes da história da Igreja de Cristo no mundo. Veja o quadro abaixo:


O PROPÓSITO DA SUA VINDA
Para a Igreja
Para Israel
Para o Anticristo
Para as Nações
Secreta e repentinamente,
 nosso Senhor aparecerá à Igreja para levá-la à profunda e eterna comunhão. 
O Messias prometido ao povo de Israel, o libertará da tribulação, restaurando a promessa da sua antiga terra.
O Senhor virá objetivamente 
para destruir o Anti-Cristo e estabelecer o Milênio. Um tempo de paz e tranquilidade.
Nesta oportunidade, nosso Senhor julgará as nações e os reinos desse mundo, fazendo todos os povos sujeitos à sua autoridade e poder. 

Enquanto que para a Igreja, Jesus Cristo virá misteriosamente; para Israel, o Anticristo e as Nações Ele virá publicamente com poder e grande glória. Ninguém poderá escapar da Sua justiça. 
O ser humano moderno vive iludido, pensando que não precisa prestar contas a ninguém. Vive a vida a bel prazer, não precisando pensar no que está certo nem errado. O apóstolo Paulo diz que o dia em que o nosso Senhor vir, Deus julgará “os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Rm 2.16). Diante do Pai, não haverá quem possa dissimular ou esconder o que sempre desejou e o motivou. 
No dia em que o nosso Rei julgar os povos, todos saberão quem Ele é e contemplarão a promessa da sua vinda em pleno cumprimento. Não haverá, pois, quaisquer sentenças injustas, pois o nosso Deus é a própria justiça. 
Outro ponto importante que se deve deixar bem claro nesta aula é sobre alguns aspectos fundamentais a respeito da Vinda Gloriosa de Jesus:
1. Ela será de maneira pessoal (Jo 14.3).
2. Ela será literal (At 1.10).
3. Ela será visível (Hb 9.28).
4. Ela será gloriosa (Cl 3.4).
As Escrituras apresentam com clareza que o nosso Senhor virá em pessoa para julgar todo o mundo. Portanto, renovemos a nossa esperança nesta promessa!

Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Jan./Fev./Mar. de 2016. 

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

A vinda de Jesus acontecerá em duas etapas, a primeira para arrebatar a Sua igreja, e a segunda que acontecerá após a Tribulação, quando Cristo virá em glória para estabelecer Seu reino Milenial. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse importante evento escatológico, inicialmente trataremos sobre a diferença entre o Arrebatamento e a Vinda em Glória. Em seguida detalharemos como acontecerá a manifestação gloriosa do Senhor Jesus, e ao final, algumas implicações relevantes, associadas à Vinda de Jesus em glória.

1. ARREBATAMENTO E VINDA EM GLÓRIA

O Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo são eventos escatológicos distintos. O primeiro diz respeito à Igreja, que encontrará o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). O segundo, diz respeito a Israel, que aguarda a volta do Messias, para reinar (Mt. 23.3-14). É importante ressaltar que não existem sinais para o arrebatamento da Igreja, pois se trata de um episódio imanente, que poderá acontecer a qualquer momento (I Co. 15.51,52). O Arrebatamento da Igreja acontecerá antes da Tribulação (Ap. 3.10), enquanto que a Vinda de Cristo será depois da Tribulação. No Arrebatamento da Igreja, Jesus virá para os santos, enquanto que na Segunda Vinda Cristo virá com os santos (Zc. 14.4,5). Na interpretação desses dois eventos, faz-se necessário atentar para os textos bíblicos que fazem alusão ao Arrebatamento (I Ts. 4.13-18) e à volta de Cristo (Mt. 24; Lc. 21). Caso isso não seja feito, o interprete poderá confundir a sequência dos eventos escatológicos. No arrebatamento: todos os crentes serão transladados, os santos transformados irão para o céu, a terra não será julgada, será uma acontecimento iminente, sem sinais; não é mencionado no Antigo Testamento; envolve apenas  crentes, acontecerá antes do Dia da Ira; não há referência a Satanás; Cristo virá para os Seus; Ele virá nos ares; tomará para Si a Sua noiva; somente os Seus o verão; e começará a tribulação. Na Volta de Cristo: não há qualquer translado; os santos transformados voltarão à terra; a terra será julgada e a justiça reestabelecida; seguem-se os sinais preditos e definidos; é mencionada várias vezes no Antigo Testamento; afetará toda a humanidade; concluirá o dia da ira; Satanás será acorrentado; Cristo virá com os Seus; Ele virá até a terra; Ele vem com a Sua noiva; todo olho O verá; e dará início o Milênio.

2. MANIFESTAÇÃO: A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

A manifestação (gr. epiphaneia) de Jesus para reinar durante o Milênio é um dos mais importantes eventos escatológicos, previsto em várias passagens das Escrituras, especialmente no Antigo estamento. Vários Salmos e muitos textos proféticos aludem a manifestação gloriosa de Cristo, quando virá para vencer as hostes de Satanás. O capítulo 19 de Apocalipse descreve detalhadamente o que acontecerá por ocasião da vinda de Jesus em glória. Antes da Vinda de Jesus em glória, alguns sinais evidenciarão a proximidade desse evento. O principal sinal para a volta de Cristo para estabelecer Seu reino será o arrebatamento da igreja (I Ts. 4.13-18). Contudo, no contexto da religiosidade judaica, Jesus elencou uma série de sinais em Mt. 24 e Lc. 21, em Seu sermão profético, quanto àqueles dias. Esse será um tempo de guerras e conflitos, nações se levantarão umas contra as outras, e reinos contra reinos (Lc. 21.10); haverá catástrofes naturais, muito mais intensas que o Tsunami asiático. No mundo religioso, se levantarão falsos cristos, pessoas que serão apresentadas como o Salvador, e que enganarão a muitos, inclusive os judeus (Mt. 24.5). O anticristo, juntamente com o falso profeta, farão conchavos, para perseguir aqueles que professarem o nome de Cristo (Ap. 13.1-10). Além de terremotos, fomes e pestilências em vários lugares (Lc. 21.11). A diminuição do amor, em razão da multiplicação do pecado (Mt. 24.12), tornando as pessoas cada vez mais insensíveis. O evangelho do Reino, não o da salvação em Cristo, será pregado no mundo inteiro (Mt. 24.14), isso quer dizer que pessoas serão convertidas durante a Tribulação. Durante esse período a Igreja não estará mais na terra, pois terá sido transladada, para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). Na terra predominará o caos, em todas as esferas humanas, tanto na política, quanto na econômica. A natureza será diretamente afetada, isso pode ser identificado ao longo do relato joanino, no livro do Apocalipse. Jesus se referiu a esse período como “o princípio de dores” (Mt. 24.7,8), destacando, assim, que não será ainda o final de todas as coisas.

3. IMPLICAÇÕES RELEVANTES SOBRE A VINDA

A vinda de Cristo em glória será antes do Milenio, e acontecerá de forma literal, a fim de cumprir a Palavra a respeito desse evento (At. 1.11). Existem várias profecias, especialmente no Antigo Testamento, que não se cumpriram em relação a Cristo. Essas profecias se cumprirão por ocasião da volta de Jesus em glória, para reinar durante o Milênio. Jesus prometeu que Ele haveria de vir, ao mesmo monte das Oliveiras, de onde ascendeu (Zc. 14.4); com chama de fogo (II Ts. 1.8), nas nuvens do céu com grande poder e glória (Mt. 24.30; I Pe. 1.7; 4.13). Ele virá com a Igreja, os santos que foram remidos pelo Seu sangue (I Ts. 3.13; Jd. 14); todo olho o verá (Ap. 1.7), e destruirá o Anticristo (II Ts. 2.8). Então se assentará no Seu trono (Mt. 25.31; Ap. 5.13); todas as nações serão reunidas perante Ele para serem julgadas (Mt. 25.32). Ele terá o trono de Davi (Is. 9.6,7; Lc. 1.32; Ez. 21.25-27); esse trono será sobre a Terra (Jr. 23.5,6), para reinar com os Seus santos (Dn. 7.18-27; Ap. 5.10) e todos os reis e nações O servirão (Sl. 72.11; Is. 49.6,7; Ap. 15.4). Jesus edificará Sião (Sl. 102.16), e estabelecerá Seu trono em Jerusalém (J. 3.17; Is. 33.20,21). Conforme já ressaltamos anteriormente, essa vinda será visível (Ap. 1.7; Mt. 24.30). Por isso essa etapa da Vinda de Cristo está associada à manifestação da glória (Mt. 16.27; 25.31). A igreja não aguarda a Vinda Gloriosa de Cristo, mas o arrebatamento, que acontecerá a qualquer momento (I Ts. 4.13-18). Várias doutrinas bíblicas dependem do ensinamento a respeito da Vinda de Cristo em glória. A ressurreição dos mortos, por exemplo, não pode se cumprir até que Jesus venha outra vez. De igual modo, para a vitória de Cristo sobre Satanás, faz-se necessário que o Senhor Jesus retorne.
  
CONCLUSÃO

A volta de Jesus em glória é uma das doutrinas basilares da fé cristã. Existem muitos pontos de discordância em relação à Escatologia. Contudo, no que diz respeito à vinda de Cristo para reinar, os estudiosos concordam que esse é um evento que deve ser aguardado. Ao mesmo tempo, a vinda de Jesus, tanto para arrebatar a igreja, quanto para estabelecer o reino Milenial, deve servir de estímulo à vigilância, e a uma vida de santidade (Mt. 24.42-44). Por ocasião da vinda de Jesus em glória, a obra do Senhor será plena (Fp. 1.6), essa deve ser a esperança final de todo cristão (Ap. 2.25; 3.11).


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Após o período tenebroso da Grande Tribulação, Jesus voltará e implantará o seu Reino Milenial na Terra. Ele virá juntamente com sua Igreja, cercado de anjos e será visto por todos os que habitam na Terra (Cl 3.4). Na sua vinda em Glória, Jesus será visto por todos, inclusive pelos que os traspassaram: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Sim! Amém!” (Ap 1.7). [Comentário: Em Apocalipse capítulo 20, encontramos na Bíblia a única menção de um reino milenial de Cristo com os que viveram e os que não receberam a marca da besta em suas testas, nem em suas mãos. Infelizmente, os cristãos de hoje, em nossas Igrejas, sabem pouco sobre o Reino Milenar de Cristo nesta terra. Uma era futura, onde se cumprirá as promessas de Deus referente as alianças firmadas por Ele no decorrer da história bíblica. Já falamos em lições anteriores que há três interpretações referente a esta porção bíblica, mas relembrando, estas são as escolas principais de interpretação: a) Pré-Milenistas: entendem a base da interpretação literal das profecias, a Vinda de Jesus Cristo precederá o Seu reinado de mil anos em companhia de Seus remidos; b) Pós-Milenistas: acreditam que a Segunda Vinda de Jesus Cristo será precedida da vitória final do Evangelho no período do milênio, e c) Amilenistas: entendem que a descrição de Apocalipse 20 é puramente simbólica. Nesta lição, esquadrinharemos a Escritura em referência ao ensino do milênio, com o fim de chegar a uma conclusão bíblica a respeito. Antes que a batalha de Armagedon seja travada, aparece nos céus um sinal, o sinal do Filho do Homem (Mt 24.30). Seu sinal não é revelado, mas seu efeito é. Ele faz com que os exércitos abandonem a hostilidade mútua e unam-se contra o próprio Senhor. João diz: “E vi a besta e os reis da terra, com seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército” (Ap 19.19). Nesta ocasião, os exércitos hostis serão destruídos pelo Senhor.

I. JESUS VOLTARÁ E TODOS O VERÃO

1. Jesus voltará com poder e glória. Após as Bodas do Cordeiro, Jesus voltará com os santos, como prometeu aos seus discípulos (Jo 14.2,3). E sua vinda será visível aos olhos de todo o mundo (Ap 1.7; 1Ts 3.13; Mt 24.42-44). Ele voltará para dar fim às catástrofes mundiais, acabar com a Grande Tribulação, livrar Israel do Anticristo e seus aliados e implantar o seu Reino Milenial. Com a sua vinda em Glória, Ele preparará o mundo para o Milênio. Antes deste, diversos eventos serão vistos na Terra, protagonizados pelo Senhor Jesus Cristo. [Comentário: Quando Cristo retornar à terra, ao fim do período da Grande Tribulação, Ele Se estabelecerá como Rei de Jerusalém, sentado no trono de Davi (Lc 1.32,33). Os pactos incondicionais exigem uma volta literal e física de Cristo para estabelecer o reino. O pacto de Abraão prometia a Israel uma terra, uma posteridade, um governante e uma bênção espiritual (Gn 12.1-3). O pacto da Palestina prometia a Israel a restauração e ocupação da terra (Dt 30.1-10). O pacto de Davi prometia a Israel perdão: meio pelo qual a nação poderia ser abençoada (Jr 31.31-34). A segunda vinda de Cristo, ainda que pessoal e visível, será muito diferente de Sua primeira vinda. Ele não voltará no corpo de Sua humilhação, mas num corpo glorificado e com vestes reais, Hb. 9.28. As nuvens do céu serão a Sua carruagem, Mt. 24.30, os anjos o seu corpo da guarda, 2 Ts. 1.7, os arcanjos os seus arautos, 1 Ts 4:16, e os anjos de Deus serão o seu glorioso séquito, 1 Ts 3:13; 2 Ts 1:10. Ele virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores, triunfante sobre todas as forças do mal, havendo posto todos os Seus inimigos debaixo dos Seus pés, 1 Co 15:25; Ap 19:11-16. (Teologia Sistemática: Louis Berkhof). Jesus virá para destruir o Anticristo “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda” (2Ts 2.8). Depois que Satanás e "o homem do pecado" realizarem sua obra de engano e maldade (vv. 9,10), serão aniquilados quando da vinda de Cristo à terra, no fim da tribulação (ver Ap 19.20). “Vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco. O seu cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça”. (Ap 19.11). Este versículo narra o começo da segunda vinda de Cristo à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). Ele vem do céu como o Messias-Vencedor (cf. 2 Ts 1.7,8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgar as nações e aniquilar o mal (cf. Jo 5.30), trazendo conSigo os exércitos celestiais - incluem todos os santos que já estão no céu (cf. 17.14). Suas vestes brancas confirmam esse fato. É esse o evento que os fiéis de todas as gerações aguardam.]

2. O cortejo que acompanhará o Rei. “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça” (Ap 19.11). João registrou no Apocalipse uma visão do cortejo real que acompanhará Cristo em sua vinda em glória para assumir o governo total do Universo. Ele virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores e regerá as nações “com vara de ferro”, símbolo de autoridade absoluta (Ap 19.12-16). [Comentário: O glorioso retorno de Cristo que, juntamente com a sua Igreja, virá instaurar, neste mundo, o Reino de Deus, de conformidade com o que predisseram os profetas, os apóstolos e o próprio Cristo (Is 9.6; Dn 7.13; Mt 6.10). Os exércitos que há nos céus são santos glorificados descritos em termos semelhantes de pureza no v 8. Os santos arrebatados devem voltar à terra com Cristo.]


SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

Professor, enfatize logo no primeiro tópico da lição que o principal enfoque do “Milênio não é Satanás, mas o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Será o momento de sua manifestação, a hora da sua revelação. Cristo, em toda a sua glória, instituirá seu reino de justiça e paz. Durante o Milênio, a glória manifesta de Cristo resplandecerá em sua plenitude.
Salmos 2.6-9 mostra o plano de Deus para Cristo, seu Filho, reinar sobre a terra, apesar do ódio das nações e da rebelião contra Deus. Seu propósito soberano será levado a cabo. Daniel 7.13,14 também fala sobre este evento” (LAHAYE, Tim.Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.317).

II. JESUS VOLTARÁ PARA DAR A DEVIDA RECOMPENSA AOS ÍMPIOS E PARA LIVRAR ISRAEL DO EXTERMÍNIO

1. A recompensa dos ímpios. Nunca, a depravação, a iniquidade e as blasfêmias contra Deus foram tão acentuadas como no Século XXI. A corrupção, a injustiça, a ganância, vem sendo praticada com respaldo legal e institucional, ignorando as leis de Deus. O casamento é desprezado e a família (Gn 2.24) está sendo substituída por configurações que não obedecem ao padrão bíblico. Além disso, “a corrupção que destrói grandemente” (Mq 2.10) não tem limites assim como a violência. Jesus castigará severamente os que “não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1.8; Jd vv.15,16). [Comentário: Os dias são maus... Devemos orar pela volta de Cristo e pelo estabelecimento do Seu reino eterno no novo céu e na nova terra (Ap 21.1; cf. 2 Pe 3.10-12; Ap 20.11; 22.20). Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de Deus agora. Isso inclui a operação do poder de Deus entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o Espírito Santo sobre seu povo. De acordo com o que podemos depreender dos vários textos proféticos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, esta é a ocasião na qual o Senhor punirá os ímpios. “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Jd vv.14,15). Daniel 7.10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. Zacarias 14.5 E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor. Mateus 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 2 Tessalonicenses 1.7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, Apocalipse 1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!]

2. A batalha do Armagedom. Os exércitos do Anticristo se reunirão para destruir Israel, no vale do Armagedom: “E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom” (Ap 16.16). O objetivo é exterminar Israel. A batalha durará só um dia. Será uma batalha em que Israel não terá condições de vencer pelas armas humanas. Um terço dos judeus morrerá (Zc 13.8), mulheres serão violentadas (Zc 14.2) e a situação de Israel será muito crítica (Ap 14.20). Jesus então descerá para socorrer Israel (Ler Zc 14.3-5); Ele destruirá as nações “que vierem contra Jerusalém” (Zc 12.8,9). Só então Israel reconhecerá que Jesus é o Messias (Ez 37). [Comentário: Lemos sobre Armagedom em Daniel 11.40-45; Joel 3.9-17; Zacarias 14.1-3; Apocalipse 16.14-16. Essa grande batalha acontecerá nos últimos dias da Tribulação. João nos fala que os reis do mundo se reunirão "...para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. ...no lugar que em hebraico se chama Armagedom" (Ap 16.14,16). O local da reunião dos exércitos é a planície de Esdraelom, ao redor da colina chamada Megido, que fica no norte de Israel, a cerca de 32 quilômetros a sudeste de Haifa. Segundo a Bíblia, grandes exércitos do Oriente e do Ocidente se reunirão nessa planície. O Anticristo reagirá a ameaças ao seu poder provenientes do sul. Ele também tentará destruir a Babilônia restabelecida no leste antes de finalmente voltar suas forças contra Jerusalém. (Durante centenas de anos a Babilônia, localizada no atual Iraque, foi uma das cidades mais importantes do mundo. Segundo Apocalipse 14.8; 16.9; e 17-18, ela será reconstruída novamente nos últimos dias como uma cidade religiosa, social, política e economicamente poderosa). Enquanto o Anticristo e seus exércitos atacarem Jerusalém, Deus intervirá e Jesus Cristo voltará. O Senhor destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e os lançará no lago de fogo (Apocalipse 19.11-21). Quando o Senhor voltar, o poder e o governo do Anticristo terminarão. O Dr. Charles Dyer escreve sobre esse evento: “Daniel, Joel, Zacarias identificam Jerusalém como o local onde a batalha final entre o Anticristo e Cristo acontecerá. Todos os três prevêem que Deus intervirá na história para salvar Seu povo e destruir o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias prevê que a batalha terminará quando o Messias voltar à terra e Seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Essa batalha termina com a Segunda Vinda de Jesus à terra... A batalha termina antes mesmo de começar.Chambers, Joseph. A Palace for the Antichrist: Saddam Hussein’s Drive to Rebuild Babylon and Its Place in Bible Prophecy. Green Forest, AR: New Leaf Press, 1996 . A batalha de Armagedom – na verdade em Jerusalém – será o combate mais anticlimático da história. À medida em que João descreve os exércitos reunidos de ambos os lados, esperamos testemunhar um conflito épico entre o bem e o mal. Mas não importa quão poderoso alguém seja na terra, tal indivíduo não é páreo para o poder de Deus. O conflito de Armagedom será uma batalha real? A profecia de Armagedom não é uma alegoria literária ou um mito. Armagedom será um evento real de proporções trágicas para aqueles que desafiam a Deus. Será uma reunião de forças militares reais no Oriente Médio, numa das terras mais disputadas de todos os tempos – uma terra que nunca conheceu paz duradoura. Armagedom será também uma batalha espiritual entre as forças do bem e as do mal. Ela terá o seu desfecho com a intervenção divina e o retorno de Jesus Cristo. Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br.]

3. O Anticristo se voltará contra Jesus (Ap 19.19). Será o seu fim. O Senhor, à frente do exército celestial, em cavalos brancos, vencerá o Anticristo e o falso profeta e os lançará no lago de fogo (2Ts 2.8; Ap 19.20) e os exércitos inimigos serão destruídos (Zc 14.12). Jesus vencerá o Anticristo como um fogo, e os carros do céu serão como uma tempestade (Is 66.15,16) e com “o assopro da sua boca” (2Ts 2.8) destruirá todos os sistemas mundiais e a satânica “Nova Ordem Mundial” (Dn 2.44,45; Mt 21.44b). Jesus lançará o Anticristo e o Falso Profeta “no ardente lado de fogo e de enxofre” (Ap 19.20; Mt 25.41). Um anjo poderoso prenderá o Diabo e o lançará no abismo, onde permanecerá durante mil anos (Ap 20.3). [Comentário: O Governo da Terra estará de acordo com a vontade de Deus, ou seja, será Teocracia, governo de Deus. Nenhum outro sistema de governo é representante de Deus na terra, Deus nunca intentou que houvesse monarquia (Os Hebreus é que pediram, com inveja dos governos ímpios à sua volta). Democracia nunca foi e nunca será o sistema de governo idealizado por Deus, pois está mais do que provado que os homens não sabem se governar; somente Jesus é senhor dos senhores e rei dos reis e pode governar sobre todos. 1 Sm 12.17 Pedirei ao Senhor que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o Senhor reprova totalmente, quando pediram um rei". 18 Então Samuel clamou ao Senhor, e naquele mesmo dia o Senhor enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o Senhor e Samuel. 19 E todo o povo disse a Samuel: "Ora ao Senhor, o teu Deus, em favor dos teus servos, para que não morramos, pois a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir um rei". “E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles  a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.1-4).]

4. O fim da batalha do Armagedom. Com a prisão de Satanás, do Anticristo e do Falso Profeta, a trindade satânica estará destruída. Os pecadores, ante os juízos de Jesus sobre a Besta e os inimigos de Israel, terão tanto pavor que clamarão pela morte (Ap 6.15-17). Não será a estratégia de guerra de Israel que derrotará seus inimigos, mas o poder de Deus e de Cristo, vindo do céu. Com a vitória retumbante de Jesus sobre o Anticristo, o Diabo e o falso profeta, Israel será salvo da destruição e assumirá suas funções no Milênio. O texto de Ezequiel 36.26-38 revela como será a restauração de Israel, após a derrota dos exércitos inimigos por Jesus. [Comentário: Ap 20.2 PRENDEU O DRAGÃO... E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de Cristo e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de Deus (vv. 3,7-9). A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10). 20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de Cristo na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21; 20.4). Embora a palavra "nações" seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2). 20.4 TRONOS; E ASSENTARAM-SE SOBRE ELES. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (cf. 2.7) e possivelmente incluem os santos do Antigo Testamento (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (i.e., voltaram à vida) depois da volta de Cristo são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando Cristo retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3; 1 Co 15.51) 20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de Cristo por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos".]

5. O julgamento divino. Todas as nações, especialmente as que se levantaram contra Israel, serão julgadas (Zc 12.3b). Esse julgamento ocorrerá depois que o Anticristo for vencido. Jesus vai assentar-se no seu trono de glória, no lugar chamado “Vale de Josafá” (Jl 3.12,14), onde serão julgadas as nações coletivamente (Mt 24.32). De acordo com Eurico Bergstén “possivelmente virão à presença de Jesus as autoridades constituídas de cada nação”. As nações serão julgadas pelo modo como trataram Israel (Mt 25.40,45). [Comentário: Em Apocalipse encontramos a declaração do apostolo João afirmando que o Armagedom será : “a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap 16.14), e o dia do “Deus todo poderoso” nada mais é do que o dia do juízo final. O vale tem esse nome em homenagem ao rei Josafá. As Escrituras prevêem um julgamento vindouro de Deus sobre todos os homens. Tal era a expectativa do salmista quando escreveu: “porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade (Sl 96.13). Paulo corrobora a mesma verdade ao dizer: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31). O julgamento das nações (Mt 25.31-46; Is 34.1,2; Jl 3.11-16). Na cronologia de Mateus 24 e 25, o julgamento das nações aparece em seguida ao julgamento de Israel. Esse julgamento acontece após a segunda vinda de Cristo à terra (leia Joel 3.1,2). Não é fácil identificar a localização do vale de Josafá. Alguns acreditam que seja sinônimo de ‘vale da bênção’ (2Cr 20.26), em que Josafá derrotou os moabitas e os amonitas, cuja vitória deu ao lugar um novo nome. Outros acreditam que esse é o vale de Cedrom que fica nos arredores de Jerusalém.]

6. A separação dos “bodes” das “ovelhas” (Mt 25.31-33). Jesus utilizou como exemplo ovelhas e bodes para demonstrar a diferença que existe entre os incrédulos e os crentes. Era comum as ovelhas e os bodes pastarem juntos, todavia, na hora da tosquia, eles eram separados. As “ovelhas” são todos aqueles que pela fé aceitaram a Jesus como único e suficiente Salvador, tornando-se filhos (as) de Deus. Os “bodes” são aqueles que rejeitam a Jesus Cristo e o seu sacrifício na cruz do Calvário (Mt 25.41-46). [Comentário  Mateus 25.31-46: Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; 32 e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; 33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. 34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; 36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? 39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? 40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes. 41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; 42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes. 44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? 45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim. 46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. De acordo com o que disse Jesus, o primeiro evento que há de ocorrer quando Cristo vier, o começo do reino eterno, será que se assentará a julgar, a Bíblia diz que haverá separação de ovelhas e de cabritos. Quem são as ovelhas? Jesus claramente falou em João 10, e disse que as ovelhas são os que pertencem ao Pai, desde antes da fundação do mundo, e que foram dados a Jesus, e ouviram a Sua voz, e Lhe seguiram. Em outras palavras, os crentes nascidos de novo, a Igreja, Seu povo! Quem são os cabritos? Os cabritos são os que não pertencem a Jesus, os ‘pecadores’ que negaram o evangelho. Uns irão para o castigo eterno, e outros para a vida eterna. Aqui se estabelece o destino final de cada grupo, uns (os cabritos) irão para o castigo eterno, e os outros (as ovelhas) irão para a vida eterna (o reino). http://www.monergismo.com/textos/amilenismo/reino_milenial.htm]
  
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

No segundo subtópico, o assunto a ser estudado é a Batalha do Armagedom. Inicie fazendo a seguinte indagação: “O que é o Armagedom?”. Ouça os alunos com atenção. Explique aos alunos o significado utilizando o texto abaixo.
“O termo ‘Armagedom’ vem da língua hebraica. Har é a palavra para ‘montanha’ ou ‘colina’. Mageddon provavelmente diz respeito às ruínas da antiga cidade de Megido, que fica acima do Vale de Esdrelom no norte de Israel, onde os exércitos do mundo se reunirão.
De acordo com a Bíblia, grandes exércitos do oriente e do ocidente se reunirão nesta planície. O Anticristo derrotará os exércitos do sul, pelo fato de estes ameaçarem o seu poder, e destruirá uma Babilônia reconstruída a leste — antes de finalmente voltar as suas forças para Jerusalém a fim de dominá-la e destruí-la. Quando ele e seus exércitos marcharem contra Jerusalém, Deus entrará em ação e Jesus Cristo voltará para resgatar o seu povo, Israel. O Senhor, com seu exército angelical, destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e lança-los-á no lago de fogo (Ap 19.11-21).
Quando o Senhor voltar, o poder e domínio do Anticristo terão fim. Charles Dyer afirma: ‘Daniel, Joel e Zacarias identificam Jerusalém como o local onde ocorrerá a batalha final entre Cristo e o Anticristo. Os três predizem que Deus interferirá na história do seu povo e destruirá o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias profetiza que a batalha terá um fim quando o Messias voltar à terra e seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Esta batalha será concluída com a segunda vinda de Jesus’.
A campanha do Armagedom — na verdade, em Jerusalém — será um dos acontecimentos mais desapontadores da história. Com exércitos tão gigantescos reunidos em ambos os lados, seria de se esperar um confronto épico entre o bem e o mal. Não importa, todavia, quão poderoso alguém é na terra. Ninguém é páreo para o poder de Deus” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.74,75)

III. PREPARAÇÃO PARA O MILÊNIO

1. Satanás é preso por mil anos. Para onde irão os que foram derrotados na Batalha do Armagedom? Segundo a Palavra de Deus, eles terão três destinos diferentes: O Anticristo e o Falso profeta serão lançados no Lago de Fogo; seus seguidores irão para o Hades, onde aguardarão o Juízo Final e Satanás será preso no Abismo por mil anos (Ap 20.1-3). [Comentário: Depois da volta de Cristo e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de Deus (vv. 3,7-9). João escreve que ele viu descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”.]

2. Quem estará no Milênio com Cristo? Todas as ovelhas de Jesus Cristo entrarão no Milênio para reinar com Ele (Mt 25.34). Os “bodes” serão lançados no inferno (Mt 25.41,46). As ovelhas reinarão com Cristo por mil anos, literalmente, bem como os homens que não adoraram a Besta (Ap 20.4). Também entrará o restante das nações que escaparem da Grande Tribulação. Os ímpios só ressuscitarão para serem julgados, no Juízo Final, após os mil anos (Ap 20.5,6). [Comentário: Haverá dois grupos distintos que ocuparão a terra durante o Reino Milenar – aqueles com corpos glorificados e os com corpos terrestres que viverem durante a Tribulação e entrarem no Reino Milenar. Aqueles com corpos glorificados consistem da Igreja, a qual receberá corpos glorificados no Arrebatamento (1 Tessalonicenses 4.13-18, 1 Coríntios 15.21-23, 51-53), e os que são ressuscitados depois da volta de Cristo à terra (Apocalipse 20.4-6). Os que têm corpos terrestres podem ser subdivididos em dois grupos: os crentes gentios e os crentes judeus (Israel). Para um estudo mais aprofundado sobre este assunto (de quem vai viver no Reino Milenar), dê uma olhada também nas seguintes passagens: Isaías 2.2-4; Zacarias 14.8-21, Ezequiel 34.17-24, Daniel 7.13-14; Miqueias 4.1-5]

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

“O aprisionamento de Satanás evidencia que o reino milenial de Cristo ainda é um evento futuro (Ap 20.2). Apocalipse 20.1-3 mostra que Deus impedirá Satanás de enganar as nações. Esta passagem ensina que Satanás não será apenas limitado, mas que ficará totalmente inativo durante o Milênio. Isto é completamente diferente do que vemos atualmente. A respeito de sua atividade, o apóstolo Pedro diz: ‘Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar’ (1Pe 5.8).
Embora Satanás não esteja preso nesta era, ele está sob o controle soberano de Deus, o que se pode ver claramente nas conversas entre Satanás e Deus a respeito de Jó (Jó 1.6-22). A prisão de Satanás durante o Milênio efetivamente possui um propósito divino: Deus manifestará sua justiça perfeita e dará ao homem circunstâncias ideais para viver e adorar o Messias” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.317).

CONCLUSÃO

A batalha do Armagedom e a vinda do Senhor devem ser encaradas como literais e não como hipóteses futuras. Estes eventos escatológicos têm o respaldo das Escrituras Sagradas. Eles serão o cumprimento do plano de Deus na Terra. Vale à pena refletir a respeito do que Deus tem preparado para os fins dos tempos, tanto para a Igreja, como para o mundo. [Comentário: Olhando para as coisas futuras que hão de acontecer, cabe a cada um de nós, estarmos prontos para o arrebatamento e escaparmos das coisas que acontecerão após o mesmo. O poder de Satanás não é, nem jamais será, capaz de resistir ao poder de Deus. Já vimos que Satanás é um derrotado (capítulo 12). Ele só pode fazer o que Deus permite, e Deus não lhe permite derrotar seus discípulos fiéis (1 Coríntios 10.13). É admirável que tantas igrejas e pregadores de hoje apliquem tanta da sua atenção ao trabalho do diabo derrotado. A mensagem de Apocalipse é clara, deveremos ver além do seu poder limitado e confiar no poder superior do Vencedor.]“NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.
Francisco Barbosa

Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br.

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