SUBSÍDIO I
Na lição de hoje estudaremos a benignidade como um
aspecto do fruto do Espírito e antídoto contra as porfias. O texto bíblico da
lição se encontra em Colossenses 3.12-17. Porém, para aprofundar sua reflexão,
é importante que você leia todo o capítulo 3 da carta e destaque o tema central
do capítulo. O que Paulo desejava evidenciar? Ele pretende mostrar que nossas
atitudes refletem o Deus que declaramos conhecer e servir. Nossa vida cristã
precisa ser evidenciada mediante nossas ações. Jesus afirmou que somos o sal e
luz deste mundo. Para evidenciar tal ensino, Paulo faz ao longo do capítulo, um
paralelo entre morte e ressurreição. Fica evidente que se experimentamos o novo
nascimento, precisamos buscar as coisas que são de cima (Cl 3.1-4). Nossos
corações e mentes devem estar voltados para o Reino, pois quem tem o coração no
Reino de Deus é benigno e certamente rejeitará as porfias.
A nova vida em Cristo exige renuncia e implica em
certos princípios de conduta. Por isso, Jesus proferiu o magnífico Sermão do
Monte. Neste sermão Ele mostra qual deve ser a conduta dos súditos do Reino.
Quando falamos em conduta, é importante ressaltar que não se trata de
legalismo, mas segundo o Comentário Bíblico Pentecostal é
antes de tudo “uma exortação ao tipo de comportamento que flui da participação
do crente na vida ressurreta de Cristo.”
Jesus precisa ser nosso referencial de bondade,
pois ensinou a humanidade a amar a Deus e ao nosso próximo (Mt 22.35-39). Mas,
infelizmente muitos não querem viver segundo os ensinos do Mestre. Como
cristãos precisamos seguir os exemplos do nosso Salvador: “Porque eu vos dei o
exemplo, para que, como eu fiz, façais vos também” (Jo 13.15). Temos que ser
influenciados não pela nossa cultura, mas por Jesus. Ele é o nosso modelo de
caráter. Se observarmos o caráter de Jesus veremos que Ele é o oposto daqueles
que praticam maldade e porfias. Observe:
· Jesus era humilde ao se relacionar com as pessoas, independente de sua
posição social ou raça (Mt 9.11). Em geral os que gostam de brigar e querem
resolver tudo na base da violência, são arrogantes e se acham superior aos
outros. Somos todos iguais perante Deus. Ninguém é melhor ou pior do que
ninguém.
· Jesus era manso e humilde de coração (Mt 11.29). A mansidão é uma
virtude que nem sempre todos têm ou compreende. Ser manso não é ser bobo. Ser
manso é se opor a toda forma de desumanidade e crueldade. Jesus sempre se
mostrou manso e benigno de coração (2 Co 10.1). Diante de seus algozes, Ele não
abriu a sua boca, não feriu ou maltratou ninguém. Jesus era inocente, fez tudo
por amor a nós e não revidou em momento algum.
· Jesus era misericordioso. Ele demonstrava compaixão diante das
necessidades alheias. Certa, vez Jesus narrou a história do Bom Samaritano a
fim de ensinar a respeito do amor e compaixão pelos necessitados (Lc 10.25-37).
Nesta história, o sacerdote passa, vê o homem caído no caminho e não faz nada
por ele. Muitos também veem pessoas caídas, sofrendo algum tipo de violência e
não fazem nada para ajudar. Age com indiferença, finge não ver nada. Na
história que Jesus contou quem socorreu o homem ferido foi um samaritano. Um
bom cristão faz coisas boas pelos outros.
· Jesus era pacificador. Na medida do possível, você procura conviver bem
com todos ou você é do tipo brigão (Rm 12.8)? Tem gente que em vez de amenizar
os ânimos acaba colocando mais fogo e incentivando outros a agirem com
violência, a brigarem e maltratarem as pessoas. A Palavra de Deus declara que
os pacificadores são felizes (Mt 5.9). A Bíblia também diz que devemos nos
despojar da raiva, das focas, xingamentos (Cl 3.8).
Sugestão didática:
Reproduza o esquema abaixo no quadro. Converse com
os alunos a respeito da benignidade e porfias (contendas, discussões, brigas).
Em seguida, pergunte aos alunos quais seriam os sinais de uma pessoa benigna e
uma pessoa que gosta de brigas e discussões. À medida que forem falando vá
relacionando no quadro.
SINAIS DE BENIGNIDADE
SINAIS DE PORFIA
Misericórdia
|
Falta de compaixão
|
Bondade
|
Sempre vê o lado ruim de
tudo
|
Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos
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Benignidade, um escudo protetor contra as porfias
Ao longo dos Evangelhos, nosso Senhor nos ensina, a
partir de seu exemplo, como tratar pessoas que tinham algum desvio moral grave.
Em nenhum momento nosso Senhor chegou a detratá-las, condenando-as
sumariamente. Embora o mestre de Nazaré jamais tenha corroborado com os pecados
dessas pessoas, pois muitas vezes ele afirmava “não peques mais”, Jesus as
tratavas com muita benevolência, humanidade e bondade. Isso é ser benigno!
Sobre a benignidade
O termo benignidade remonta a ideia de
generosidade, isto é, uma sensibilidade emocional e espiritual para com os
outros. E a ideia de discernir o limite de carga de cada pessoa, ajudá-la a
aliviá-la. Esse é o sentido de benignidade em Galátas 5.22. Quantas pessoas que
nos deparamos estão com uma carga pesadíssima em suas vidas?! Às vezes, com o
histórico de erros cometidos no passado, cuja última coisa que elas precisam é de
um tratamento desrespeitoso e sem misericórdia. Por isso devemos ser generosos
em anunciar o Evangelho ao pecador, com ternura, compaixão e muito respeito,
fazendo tudo no “espírito” do Evangelho.
Sobre a porfia
Diferentemente da benignidade, porfiar é discutir,
disputar, polemizar, demonstrar superioridade ao outro. Não por acaso, a porfia
está fundamentada no orgulho e na inveja. É uma obra eminentemente da nossa
velha natureza. Por isso, o único antídoto para não cair na cilada da porfia é
firmar um compromisso verdadeiro de imitar a Cristo em tudo. Ora, se olharmos
para o Evangelho de nosso Senhor, constatamos que Jesus Cristo sempre evitou a
discussão, a disputa, a polêmica, o que não significava ensinar sem convicção e
autoridade. Pelo contrário, o exemplo de Jesus era tão retumbante que era
impossível as pessoas não se sensibilizarem pela sua benignidade.
Num tempo onde as pessoas não têm muita paciência
com as outras, desejam por qualquer motivo sobrepor a opinião das outras
pessoas, é importantíssimo olhar para o Evangelho de Jesus, compreendê-lo e
aplicá-lo na vida. Os filhos da Igreja precisam ser amados e bem cuidados para
glória de Deus. As pessoas que abordamos nas ruas para falarmos do amor de Deus
precisam estar em contato direto com esse fruto do Espírito manifestado em
nossa vida. Deus abençoe!
Fonte: Revista Ensinador
Cristão, Ano 18 - nº 69 – jan./fev./mar. de 2017.
SUBSÍDIO II
INTRODUÇÃO
Em continuidade ao estudo das obras da carne e do
fruto do Espírito, nos dedicaremos na aula de hoje para a benignidade, que nos
protege contra as porfias. Inicialmente destacaremos que essa é uma tendência
pecaminosa que incita à discórdia, e à ruptura nos relacionamentos pessoais.
Como alternativa à porfia, devemos cultivar a benignidade, que é propriamente,
um sentimento amável em relação aos outros. Essa é uma virtude do fruto do
Espírito que precisa ser cultivada, caso contrário, estragaremos nossos relacionamentos
interpessoais.
1. AS SETAS
DA PORFIA
Porfia, no Novo Testamento Grego, é eithia ou
eritheia, que poderia muito bem ser traduzida por “ambição, egoísmo ou
rivalidade”. Existem pessoas que estão entregues a esse tipo de sentimento,
sobretudo por causa da inveja que incita a esse pecado. Essa palavra se deriva
de erithos, cuja relação imediata é com “aquelas pessoas que fazem qualquer
coisa por dinheiro”. Não podemos esquecer que o amor ao dinheiro, como bem
ressaltou Paulo ao pastor Timóteo, é a raiz de todos os males (I Tm. 6.9,10).
Há muitas pessoas que não conseguem se desvencilhar desse ídolo, mamom se
tornou o deus delas, são presas fácil das setas da ganância. Por causa do
dinheiro, muitos cristãos deixaram de amar uns aos outros. Inclusive alguns
obreiros perderam o foco do ministério, viraram pastores meramente
profissionais, esqueceram a missão precípua diante do rebanho. Algumas igrejas
locais estão contaminadas pelas porfias, tivemos em Filipos o exemplo de Evódia
e Síntique, antes destemidas na obra de Deus, mas que se indispuseram uma contra
a outra (Fp. 4.2). Existem disputas totalmente desnecessárias dentro das
comunidades de fé, e que estão destruindo os relacionamentos, comprometendo a
unidade da igreja. A começar pelas lideranças, que disputam territórios
eclesiásticos, instigados pela ganância, que corrói o ministério e a
espiritualidade. Precisamos resgatar na igreja evangélica a vocação
genuinamente ministerial, pessoas que se comprometam com a obra. Há líderes que
se negam a assumir igrejas menores, dizem que não podem ser rebaixados, como se
ministério fosse uma hierarquia. Igrejas não são empresas, ministério não é
profissão, riqueza não é seu objetivo. As pessoas mais simples da igreja estão
seguindo o mesmo exemplo, muitas delas se debatem por cargos, querem tirar
algum proveito das posições.
2. PROTEGENDO-SE
COM A BENIGNIDADE
A proteção contra as setas malignas da porfia é a
benignidade, cuja palavra em grego é cherestotes, que pode muito bem ser
traduzida por “amabilidade, ternura, compaixão ou brandura”. Jesus é o maior exemplo
de amabilidade, pois Ele mesmo declarou que seu jugo era suave (gr.
cherestotes) em Mt. 11.30. Esse termo tem a ver com a disposição para viver bem
com as pessoas, sem que isso se dê por meio da força ou coerção. Existem
pessoas que somente se relacionam com outras por meio da imposição. Esse tipo
de relacionamento é tóxico, e pode causar muitos estragos, principalmente aos
mais frágeis na fé. A base dos relacionamentos deve ser a amabilidade, nunca a
coerção. Cristo espera de nós que O amemos, e que esse seja o fundamento do
nosso relacionamento com Ele (Jo. 14.21). Assim também deve ser nosso
relacionamento com as pessoas da igreja, ninguém deveria se aproximar do outro
para tirar algum tipo de vantagem. Esse tipo de relacionamento pode ser exemplificado
por meio de um casamento, no qual a esposa e o esposo estão dispostos a viverem
juntos, e a se comprometerem um com o outro, não por meio da força, mas do amor
que os une (Ef. 5.25). Pastores devem aprender a ser amáveis com as suas
ovelhas, não devem trata-las como se fossem servas deles, nem se aproveitaram
das suas necessidades e fragilidades emocionais (I Pe. 5.1). Existem pessoas
que adoeceram por causa de abuso ministerial, pastores que destrataram
injustamente suas ovelhas. Devemos lembrar sempre que as ovelhas são do Senhor,
e que essas foram compradas com precioso sangue, e delas prestaremos contas
diante de Deus (At. 28,29).
3. CULTIVANDO
A AMABILIDADE
Devemos aprender a cultivar a amabilidade, e isso
se dá por meio do exercício da piedade (I Tm. 4.7,8). A partir de uma
espiritualidade sadia, poderemos desenvolver essa virtude do fruto do Espírito,
a fim de demonstrar nossa disposição para o serviço ao próximo, fundamentado no
genuíno amor cristão (Mc. 12.29-31). A generosidade é uma maneira eficaz de
demonstrar amabilidade, precisamos nos dispor a ajudar aqueles que são mais
pobres, e que se encontram em condição de necessidade (II Co. 8.2,3). O
individualismo egoísta precisa ser vencido por meio da gentileza cristã, que
não se preocupa apenas em juntar tesouros na terra, mas que investe também nas
riquezas celestiais (Mt. 6.19-21). As pessoas que são amáveis não se indispõem
facilmente com as outras, assim como Davi fez com Saul, dependem da
beneficência de Deus (II Sm. 9.1-3). Os pastores devem dar o exemplo,
considerando o que escreveu Paulo a Timóteo, afirmando que “ao servo do Senhor
não convém contender, mas, sim, ser manso (benigno) para com todos (II Tm.
2.24). Jesus, ao ser entregue aos seus inimigos, preferiu depender de Deus,
demonstrando amabilidade, e perdoando seus algozes (Lc. 23.34). Estevão, o
servo do Senhor, também seguiu Seu exemplo, mesmo sendo apedrejado, perdoou
seus perseguidores (At. 7.59,60). Somente seremos amáveis ou benignos se
estivermos dispostos a nos colocar na condição de servos do Senhor. O próprio
Jesus não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate
de muitos (Mt. 20.28). É nesse mesmo sentido que Paulo orienta para que levemos
as cargas uns dos outros, a fim de demonstrar quão amáveis e benignos somos
para os outros (Gl. 6.2).
CONCLUSÃO
Revelemos, pois, a amabilidade, exercitando
misericórdia, não tratando os outros pelo que merecem, mas com graça. Não
podemos esquecer que fomos alcançados pela graça maravilhosa de Deus em Cristo.
Isso deve ser motivo suficiente para que sejamos amáveis em nossos
relacionamentos. Vivamos, então, com altruísmo, não para nós mesmos, mas para
os outros, pois para isso fomos chamados, e assim daremos muitos frutos, para a
glória de Deus.
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd
COMENTÁRIO E
SUBSÍDIO III
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos
mais um aspecto do fruto do Espírito, a benignidade e mais um aspecto das obras
da carne, a porfia. Veremos que o crente cheio do Espírito tem um coração
benigno e procura ter relacionamentos saudáveis, evitando discussões, disputas
e polêmicas. O conselho de Paulo a Timóteo foi para que ele fugisse das
discussões, polêmicas e debates acerca da lei, pois tais discussões são inúteis
e não acrescentam nada à fé dos irmãos (Tt 3.9). [Comentário: O fruto do Espírito é a
luz que se opõe às obras infrutuosas das trevas. Os filhos da luz produzem
fruto de acordo com a sua natureza santa porque andam na luz, enquanto os
filhos das trevas, obras infrutíferas porque trilham nas trevas (Ef 5.8-13).
Stanley M. Horton escreve que “a razão básica dos dons é ser uma bênção ao
próximo. A bondade, ou generosidade, nos leva à preocupação com as pessoas de
modo prático e dinâmico, onde quer que estas se encontrem. A Igreja Primitiva
sabia praticar a mútua generosidade, sem medo de exagerar nos cuidados".
LIM, David. Os dons espirituais. In HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia
sistemática: uma perspectiva Pentecostal. RJ: PAD, 1996, p. 490.. Benignidade
(gr. chrestotes), isto é, não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef
4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3). A palavra grega chrestotes nos faz lembrar Cristo, o
exemplo supremo da benignidade. Paciência e benignidade estão juntas na
primeira linha da descrição do amor de Deus (1Co 13.4). Paulo nos conclama a
seguir o exemplo de Cristo, a sermos benignos e compassivos, perdoando uns aos
outros (Ef 4.32). A severidade não é o modo de agir do corpo de Cristo. A mútua
estima e respeito, sim. A benignidade é o bálsamo que nos une, à medida que
aprendemos a dar valor uns aos outros. Até mesmo os dons são resultados da
benignidade de Deus para conosco.] Dito
isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?
I. A BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR
1. O que é benignidade? Você conhece o significado dessa palavra? Benignidade
significa índole boa, bom caráter; benevolência, humanidade e bondade. No
crente, essas características não são o resultado de uma boa formação acadêmica
ou de uma família funcional. É o resultado do fruto do Espírito. Não
conseguimos ser bondosos pelo nosso próprio esforço. A bondade que estamos
estudando vem de Deus, pois Ele é a fonte de toda benevolência e amor (1Jo
4.8). Deus é amor, logo, a benignidade é uma das características do crente. [Comentário: Benignidade – (Gr. chrestotes)
Delicadeza, afabilidade; uma graça muito rara, uma disposição a ser gentil,
temperado, culto e refinado em caráter e conduta. A benignidade é uma faceta do
amor. "O amor é... benigno", escreveu o apóstolo Paulo (1Co 13.4).
Outras passagens associam a benignidade à misericórdia. Ser benigno é ser
amoroso, misericordioso e compassivo, até mesmo com quem não merece (Lc 6.35;
Mt 5.44-48). É preciso diferenciarmos benignidade e bondade, que embora sejam
termos bastante parecidos, têm significados diferentes. Benignidade é a
disposição em ser bondoso com o próximo. Significa excelência de caráter,
pensar bem a respeito das pessoas. Bondade é a ação de ser bom, gentil e reto
para com o próximo. Para facilitar a compreensão, contrário de benignidade é
malignidade, ou seja, aquele que não é benigno é maligno. Assim, o benigno
produz bondade enquanto que o maligno, maldade. Deus é sempre benigno, pois ele
está sempre disposto a agir com bondade para conosco, entretanto, a sua benignidade
tem um sentido mais pleno como consequência de sua onisciência. Ele sabe
perfeitamente as intenções do coração do homem. Não se esqueça do conceito de
benignidade: Disposição em ser bondoso com o próximo; A benignidade fala de uma
disposição interior e a bondade fala de consequências ou atos exteriores. Quem
é benigno, pratica a bondade. Embora Deus conheça o nosso coração, ele nos ama
e sempre está disposto a ser bondoso, isso deve nos servir como modelo, já que
a tendência de fazermos o contrário é muito grande.]
2. Jesus, exemplo de
benignidade. Jesus, como homem
perfeito, é o nosso maior exemplo de benignidade e amor (Jo 3.16). Ele amou os
ricos e os pobres e sempre ajudou a todos que foram até Ele, como por exemplo,
a mulher Cananéia cuja filha estava miseravelmente endemoninhada (Mt 15.21-28).
A princípio, parece que Jesus não estava se importando com o clamor daquela
mãe. Porém, o Mestre estava testando a fé daquela mulher. Jesus mesmo declarou:
“Ó mulher, grande é a tua fé” (Mt 15.28). Jesus, em sua bondade, não se prendeu
a debates religiosos ou políticos, pois sabia que a sua missão era salvar e
resgatar os que estavam perdidos (Lc 19.10). [Comentário: Jesus Cristo, com sua alma delicada e benigna, admoesta os
seus discípulos que quiseram impedir a aproximação de algumas crianças. Ele
disse: "Deixai vir a Mim as criancinhas e não queirais impedi-las"(Mc
10.13,14). Outro exemplo de sua benignidade deu-se após sua ressurreição,
quando disse a Maria: "Vai contar aos meus discípulos e a Pedro"
(Mc 16.7). A referência a Pedro seria desnecessária, uma vez que Pedro era um
de seus discípulos, mas a benignidade de Jesus não o deixava esquecer e
menosprezar o remorso que seu discípulo estaria sentindo por tê-lo negado. O
espírito benigno de Jesus era capaz de compreender o temperamento vacilante e inconsequente
do sanguíneo Pedro, que pergunta quantas vezes deverá perdoar um irmão (Mt
1.8-21). O Espírito Santo lhe responde com uma quantidade que o faz parar de
contar, porque Ele não tem limite para perdoar. Os Evangelhos contêm numerosas
ilustrações da benignidade que Cristo demonstrou para com os pecadores. Para
mencionar apenas algumas, ver Mc 10.13-16; Lc 7.11-17, 36-50; 8.40-56,
13.10-17, 18.15-17, 23.34; Jo 8.1-11, 19.25-27 Extraído de:http://aprendendocomasescrituras.blogspot.com.br/2013/11/o-fruto-do-espirito-benignidade.html.
A mulher cananéia não era judia mas tinha qualidades em sua vida que agradavam
a Deus. A resposta de Jesus para ela parece menos rude quando se sabe que o
termo que Jesus usa neste trecho para "cachorrinhos"
não era aquele termo irônico que os judeus geralmente reservavam para os
gentios - cães.
Pelo contrário, era o termo usado para cãezinhos de estimação". Com um
espírito de mansidão e humildade no coração, ela responde ao Senhor com
palavras sábias e doces ... "Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos
comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos" (Mc 7.28).]
3. A benignidade na prática. O evangelista Billy Graham disse que é muito fácil ser indelicado e
impaciente com os que erram e falham. É fácil ser bondoso e gentil com quem nos
trata bem, mas precisamos ser benignos com aqueles que erram, tropeçam e ainda
nos tratam mal. Para isso, precisamos ser cheios do Espírito Santo (Ef 5.18). A
Terceira Pessoa da Trindade, habitando em nosso interior, nos leva a ser
bondosos em todas as circunstâncias. Muitas pessoas rejeitam o cristianismo
porque alguns cristãos não amam como o seu Mestre. Jesus foi gentil para com os
publicanos e os pecadores. Ele se assentava e comia com essas pessoas (Mt
9.11,12). O Mestre também fez questão de pousar na casa do publicano Zaqueu (Lc
19.1-10). Os publicanos, por serem os cobradores de impostos, eram odiados pelo
povo, pois em geral, cobravam mais do que as pessoas deviam. Na cruz, Jesus
demonstrou benignidade ao atender o pedido de um salteador (Lc 23.42,43). [Comentário: Benignidade é o amor em exercício. Os filhos da luz produzem
fruto de acordo com a sua natureza santa porque andam na luz (Ef 5.8-13). Para
que saibamos se um ato agrada ao Senhor, devemos testá-lo pelo critério da
'bondade', da 'justiça' e da 'verdade'. Além de sabermos que a vontade do
Senhor é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas
atitudes são boas, justas e verdadeiras. Se elas forem reprovadas por esses
três critérios, não poderemos ser considerados dignos da Luz do Mundo.
Portanto, como o texto de Efésios 5.9,10 atesta: "Porque o fruto do
Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade, aprovando o que é
agradável ao Senhor", o fruto do Espírito está/acha-se/encontra-se em toda bondade, justiça e verdade -
os princípios pelos quais devemos julgar não as pessoas, mas suas atitudes. A
vida e a graça que Cristo transmite aos que o aceitam produzem amor,
misericórdia e compaixão pelos necessitados e aflitos. Esse amor é um dom da
graça de Deus através de Cristo. O crente tem a responsabilidade de viver à
altura do amor do Espírito Santo tendo, dentro dele, um coração não endurecido.
Quem afirma ser cristão, mas tem o coração insensível diante do sofrimento e da
necessidade dos outros, demonstra cabalmente que não tem em si a vida eterna
(Mt 25.41-46; 1Jo 3.16-20).]
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A palavra benignidade em Gálatas 5.22 é tradução
do termo grego cherestotes, que significa bondade como qualidade de pureza e
também como disposição afável de caráter e atitudes. Abrange ternura, compaixão
e brandura.
Em Mateus 11.30, a palavra chrestotes é usada para
descrever o jugo de Jesus. Ele disse: ‘Porque o meu jugo é suave [chrestos], e
o meu fardo é leve’. O jugo de Cristo fala do desenvolvimento de uma vida
disciplinada através da obediência, submissão, companheirismo, serviço e
cooperação. É uma relação cortês, gentil e aprazível (benigna) porque está
baseada no compromisso e amor, e não na força e servidão. Temos um Mestre a
quem servir, porque o amamos, e também servimos uns aos outros em razão de
nosso amor por Ele. Servir sem amor é intolerável — servir por amor é o mais
alto privilégio.
A palavra chrestos também é usada em Lucas 5.39
para descrever o vinho velho, que é melhor ou doce. Não há amargura nesse
vinho. Esta ideia nos ajuda a entender melhor o que o apóstolo Paulo nos diz em
Efésios 4.31,32 e 5.1,2” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude
de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, p.90).
II. A PORFIA FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO
1. Inimizade e porfia. Embora estas duas palavras pareçam ter o mesmo significado, elas são
distintas. Segundo o Dicionário Houaiss, inimizade é ódio, indisposição e
malquerença; porfia significa contendas de palavras, discussão, disputa e
polêmica. Embora tenham significados distintos, elas são obras da carne, da
velha natureza, por isso, devemos fugir de tais ações (Gl 5.20,21). [Comentário: ECHTHRA: inimizade, ódio,
hostilidade. Inimizade é o antônimo exato de amor. Echthra (inimizade) é a
atitude da mente e do coração que coloca barreiras entre um homem e outro ou
entre um povo e outro ou ainda entre uma classe e outra enquanto que o amor
(ágape) é a atitude da mente e do coração que alarga o círculo, que estende a
mão da amizade e que abre os braços do amor. O primeiro é uma obra da carne o
segundo é fruto do Espírito. ERIS:
contendas, porfias, rixas, brigas. Pode-se dizer que inimizade (echthra) e
porfia (eris) têm uma ligação
muito grande uma com a outra. Inimizade é uma atitude da mente e do coração
para com a outra pessoa; e porfia é o resultado na vida real deste estado
mental. Inimizade é um dos males que caracteriza o mundo pagão (Rm 1.29).
Quando alguém começa a pregar, não para glorificar a Jesus Cristo, mas para
exaltar seu próprio conceito pessoal sobre a pessoa de Jesus; quando prega a
teologia ao Ives do evangelho, quando prega a fim de demolir seu oponente ao
invés de ganhá-lo então entra ai a inimizade Texto
extraído de: http://reflexao-biblica.blogspot.com.br/2012/12/o-texto-que-segue-e-na-verdade.html.
Porfia é discussão, briga, insistência. A porfia é uma briga que acontece
quando as pessoas são teimosas e insistem em ganhar a discussão e Paulo exorta
que devemos evitá-la (2Tm 2.23-24). A porfia só acontece quando as pessoas se
esquecem do amor e respeito. A Igreja de Jesus é um corpo espiritual no qual a
unidade do Espírito só pode ser conservada pelo vínculo da paz (Sl 133.1).]
2. Evódia e Síntique. Eram irmãs valorosas que serviam a Deus na igreja de
Filipos (Fp 4.2). Tudo indica que essas irmãs se deixaram levar pela velha
natureza e estavam envolvidas em alguma porfia. Não sabemos ao certo o motivo
da diferença entre elas. Alguns autores dizem que foram questões pessoais,
outros que se tratava de uma disputa por questões eclesiásticas. Porém, tal
atitude era reprovável. Então, Paulo exorta ambas para que acabem de uma vez
por todas com as diferenças. O apóstolo, como líder daquela igreja, não
procurou saber quem estava com a razão, mas com amor e firmeza ordenou que elas
parassem com tal atitude. Em meio às porfias não existem vencedores. Todos
acabam perdendo e dando lugar ao Diabo (Ef 4.27). [Comentário: Evódia (que quer dizer “boa viagem”) e Síntique (“afortunada”)
foram duas conceituadas mulheres macedônias que gozavam de grande destaque na
igreja de Filipos. Ambas possuíam forte personalidade e a desavença entre elas
quebrava a harmonia e o bem-estar daquela Igreja minimizando, por assim dizer,
o dom da alegria, do gozo e do regozijo redobrado. Com o desejo de sanar o
problema, Paulo, no versículo 3, apela para um companheiro que ajudasse aquelas
mulheres. Não temos como saber o que realmente acontecia entre Evódia e
Síntique. Eram obreiras esforçadas pela causa do evangelho e crentes de fato.
Paulo as incluiu no grupo de cooperadores que têm seus nomes escritos no Livro
da Vida (v.3). A tentação que temos ao lidar com o desentendimento entre
pessoas da igreja é tentar polarizar, ou seja, tentar definir quem está certo e
quem está errado, quem é de Deus e quem é o inimigo. A igreja de Filipos nos
ensina que até mesmo duas obreiras cristãs e convertidas de fato podem entrar
em discórdia.]
3. Miriã e Arão. Moisés havia sido escolhido pelo Senhor para conduzir o seu
povo até Canaã, e uma das suas características mais marcantes era a mansidão e
a humildade (Nm 12.3). Todo líder precisa dessas duas características para que
tenha uma liderança bem-sucedida. Certo dia, Miriã e Arão, irmãos de Moisés,
ficaram indignados pelo fato de ele ter se casado com uma mulher cuxita (Nm
12.1). Eles não estavam preocupados com Moisés, mas, por trás da porfia, também
havia outro sentimento, a inveja. Eles certamente desejavam a liderança do
irmão. Um sentimento carnal traz consigo outros sentimentos, despertando o que
há de pior em cada pessoa. As consequências da inveja e da porfia foram
terríveis para Miriã e para todo o povo, pois tiveram que ficar retidos, em um
lugar, até que Miriã pudesse se ajuntar novamente à congregação (Nm 12.15).
Tenha cuidado com a porfia, pois ela trará prejuízos a você e ao povo de Deus. [Comentário: Qual a ligação entre os últimos acontecimentos e aquela
mulher Cuxita (esta é a palavra hebraica para etíope? Nenhuma. O fato é que
precisavam encontrar algum motivo para julgar a liderança de seu irmão Moisés.
Parecia ser um problema familiar, mas trouxe à tona os ciúmes que sentiam pela
posição e influência de Moisés sobre o povo e eles próprios. A grande
responsável pela sobrevivência de Moisés, seu irmão mais novo, Miriã, mais
velha que seus irmãos, agora protagoniza uma cena de críticas e ciúmes. Arão
havia acompanhado Moisés em seu ministério, e fora designado por Deus para o
alto cargo de titular do sacerdócio entre o seu povo, cargo esse que deveria
continuar a ser desempenhado exclusivamente pelos seus descendentes. Eles
começaram a por em dúvida a posição de líder de Moisés (Nm 12.2). e não foi
Moisés quem “se escolheu” para liderar os hebreus, aliás, ele nem queria tal
missão. A escolha foi de Deus e Ele ficou muito bravo com Miriã e Arão. Miriã
sofreu a ira de Deus, ficou leprosa e Arão passou pela dor de ver sua irmã
querida neste estado teve que humilhar-se àquele que antes criticava, para que
Moisés interceda ao Senhor por Miriã. O pecado é como a lepra, destrói nossa
vida e atinge em cheio nosso relacionamento com Deus e nos afasta Dele. Um
leproso nos tempos bíblicos era um morto vivo, que perdia sua casa, seu
trabalho, sua família e era obrigado a vagar por lugares distantes das aldeias.
Um pecador em estado bruto perde tudo o que tem de mais precioso e vaga por
lugares que são os caminhos do diabo e seus demônios.]
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Porfia
Erithia ou eritheia denota
'ambição egoísmo, rivalidade', sendo voluntariosidade a ideia subjacente na
palavra; por conseguinte, denota 'fazedor de partido de divisões'. É derivado,
não de erís, "discussão', mas de erithos, 'mercenário, pessoa capaz
de tudo por dinheiro'; por conseguinte, o significado de "buscar ganhar
seguidores', "facções, porfias, contendas'. É traduzido em 2Co 12.20 por
"porfias', não é improvável que o significado aqui seja rivalidade ou
ambições vis (todas as outras palavras na lista expressam ideias abstratas em
vez de facções). Também ocorre em Gálatas 5.20; Fp 1.17; 2.3; Tg3.1A,l6. Em
Romanos 2.8, é traduzido como adjetivo, 'contencioso'. A ordem 'pendências,
invejas, iras, porfias', é a mesma em 2Co 12.20 e Gl 5.20. A "porfia' é fruto
do ciúme. Contraste com o adjetivo sinônimo hairetikos, que ocorre em Tito 3.10, "faccioso' (ARA), que
causa divisão, não necessariamente 'herege' (RC), no sentido de manter falsa
doutrina" (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo
das palavras do Antigo e do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 884-85).
III. REVESTIMO-NOS DE BENIGNIDADE
1. Retirando as vestes velhas. Paulo exorta os crentes de Colossos a se despirem da velha
natureza, deixando de lado a ira, a malícia, a maledicência e as palavras
torpes (Cl 3.8). Como filhos de Deus, precisamos nos revestir de vestes novas,
ou seja, novas atitudes, a fim de anunciar ao mundo a benignidade de Deus (1Pe
2.9). Vivemos neste mundo, mas não podemos nos conformar com a sua maneira de
viver e pensar (Rm 12.1). Precisamos de santidade, pois sem ela jamais
poderemos agradar ao Senhor e nem vê-lo (Hb 12.14). [Comentário: Parece estranho vermos Paulo exortando crentes a não usarem
palavras torpes (que contraria ou fere os bons costumes, a decência, a moral;
que revela caráter vil; ignóbil, indecoroso, infame) e sim somente a que for
boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que
ouvem (Ef 4.29). Ainda mais quando vemos Tiago escrevendo que isto não deveria
ser assim (Tg 3.10). Paulo utiliza o grego sarpós que significa corrompido, indicando
toda palavra ou conversa que em si seja prejudicial, desvirtue ou ofenda os
ouvidos de quem a recebe (envolve desde palavrões, mentiras, até a
maledicência). Continua sendo estranho um crente fazer uso de palavras torpe
dado que a boca fala do que o coração está cheio (Mt 15.18-19). Assim, quando
um crente fala uma palavra torpe, ou corrompida, ele está manifestando uma
condição de corrupção em seu coração, isto é, algo que ainda não foi
transformado pelo Espírito Santo! (Rm 3.14). Deste modo, o seu testemunho é
falso, porque as suas palavras contradizem a santidade de Deus. Por esta razão
nenhum cristão deve usar palavras torpes, palavrões, mentiras, falar mal ou
enfatizar os defeitos da vida dos outros, piadas indecentes. É nosso dever
transmitir graça aos que nos ouvem, e não pecado. A nossa conversa deve nutrir
as necessidades das pessoas e não corrompê-las.]
2. Sede benignos. A benignidade é um antídoto e um escudo contra as porfias.
Tornamo-nos benignos porque fomos perdoados e justificados por Jesus Cristo e
agora o Espírito Santo habita em nós e nos ajuda a viver de modo santo e justo.
Fomos perdoados por Cristo. Por isso, precisamos também conceder o perdão
àqueles que nos ofendem e magoam (Mt 6.12,14,15). De certa forma, é até fácil agir
com bondade com aqueles que agem conosco dessa mesma forma, mas precisamos ser
benignos com aqueles que nos odeiam e nos maltratam. Jesus nos ensinou a
amarmos até mesmo os nossos inimigos (Mt 5.44). [Comentário: Aos Colossensses Paulo dá orientações quanto às atitudes
para a vida cotidiana: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e
amados, de compaixão, de benignidade, de humildade, de mansidão, de
longanimidade.” (Cl 3.12). A benignidade é o amor (ágape) em ação. “O
homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere” (Pv
11.17). Não esqueçamos que éramos merecedores da justa ira de Deus, mas Sua
benignidade proveu salvação para nós, mesmo sem merecê-la – por isso é graça.
Como reconhecimento desta benignidade e por sermos semelhantes a Deus, devemos
ser benignos também. Também aos Filipenses Paulo orienta: “Não tenha cada um
em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”
(Fp 2.4).]
3. Imitando a conduta de Paulo. O apóstolo Paulo tinha uma vida ilibada, e como líder, era
um exemplo para os crentes de Corinto. Sua maneira de viver era tão santa que
ele desafiou os crentes a serem seus imitadores (1Co 11.1). Sua família, seus
amigos e seus irmãos em Cristo podem imitar seus atos e suas ações? Paulo seguia
o exemplo de Jesus. Precisamos também seguir o exemplo do Mestre e nos
tornarmos semelhantes a Ele. Não podemos nos esquecer que ser cristão é ser
semelhante a Cristo. Jesus deve ser o padrão para o nosso viver. Ele tinha uma
vida social intensa; ia a casamentos (Jo 2.1-12), jantares na casa dos amigos
(Jo 12.1-11), mas não se deixou seduzir pelas coisas desse mundo. [Comentário: Paulo foi salvo por Cristo e dele se tornou imitador,
palavra cujo sentido original refere-se ao compromisso de ser discípulo. Todo
aquele que vive segundo o exemplo supremo de Cristo deve ser, igualmente
seguido (1Pe 2.21). Não podemos esquecer que o termocristão (aparece três vezes no Novo Testamento
(At 11.26; 26.28; 1Pd 4.16)) é um apelido e que este apelido referia-se aos crentes
que andavam de uma forma digna. Foi em Antioquia da Síria que os discípulos
começaram a ser chamados assim (At 11.26), tamanha era a transformação que se
tornavam impossíveis de não serem notados. Então a própria sociedade,
testemunhando esta transformação, chamava-os de "cristãos". Assim,
ser apelidado de cristão seria uma grande honra a qualquer crente. No sitegotquestions.org,
no artigo O que é um
Cristão?, temos o seguinte: “A Bíblia nos ensina que as boas obras que
fazemos não são capazes de nos tornar aceitáveis para Deus. Tito 3:5 nos diz
que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia,
Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.”
Então, um Cristão é alguém que foi renascido por Deus (Jo 3.3; Jo 3.7; 1Pd
1.23) e colocou a sua fé e confiança em Jesus Cristo. Efésios 2.8 nos diz que
“pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.”
Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé
e confiança somente em Jesus Cristo. A sua confiança não é em seguir uma
religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.
Um verdadeiro Cristão é alguém que colocou a sua fé e confiança na pessoa de
Jesus Cristo e no fato de que Ele morreu na cruz como pagamento por nossos
pecados e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos para obter vitória sobre a
morte e dar vida eterna a todos os que Nele creem. João 1:12 nos diz: “Mas, a
todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a
saber, aos que creem no seu nome.” Um verdadeiro Cristão é de fato um filho de
Deus, uma parte da verdadeira família de Deus, e alguém que recebeu vida nova
em Cristo. A marca de um verdadeiro Cristão é o amor pelos outros e obediência
à palavra de Deus (1Jo 2.4; 1Jo 2.10).https://www.gotquestions.org/Portugues/que-Cristao.html]
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Cristo é nosso exemplo de como andar em amor, como
oferta de cheiro perfumado. As ofertas pelo pecado descritas no Antigo
Testamento não eram perfumadas. Mas isto é dito acerca de Jesus, nossa oferta
pelo pecado, que se deu em ternura, compaixão e brandura, porque Ele nos amou.
Jesus demonstrou em sua forma mais elevada o significado de ser benigno e
misericordioso uns para com os outros. É por isso que para o apóstolo Paulo Ele
era a oferta de cheiro perfumado, oferecida em amor.
Em 1 Pedro 2.3, a versão Almeida Revista e
Atualizada traduz o termo grego chrestotes (ou chrestos) por ‘bondoso’; ‘Se é
que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso’. Referência semelhante
no Antigo Testamento ocorre em Salmos 34.8: ‘Provai e vede que o Senhor é bom’,
o que fala de brandura. Estes versículos bíblicos dizem respeito a experimentar
de modo pessoal a benignidade de Deus” (GILBERTO, Antonio. O fruto do Espírito:
A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.91).
CONCLUSÃO
Se realmente desejamos expressar um
cristianismo vivo, autêntico, precisamos excluir do nosso meio as porfias, pois
são obras da carne e maculam corpo de Cristo. Precisamos seguir o exemplo de
Jesus Cristo, que, com sua benignidade, atraía as pessoas para se reconciliarem
com Deus. Jesus manifestou sua benignidade curando os enfermos, libertando os
oprimidos pelo Diabo e morrendo na cruz pelas nossas ofensas e delitos. [Comentário: “Discórdias, dissensões e facções. Aqueles que praticam
tais coisas não herdarão o reino do céu” - esta advertência de Paulo em
Gálatas 5.19-21 é clara. Deus não aceita o espírito partidário divisor que
domina tantas pessoas religiosas de hoje. Estes pecados correm diretamente
contra a oração de Jesus e a verdadeira natureza de Deus (Jo 17.20-23). Quem se
dá às porfias precisa experimentar um encontro real com Cristo. Nenhuma carta
do Novo Testamento fala mais sobre divisão do que 1º Coríntios. As facções na
igreja coríntia eram o resultado de comportamentos carnais de pessoas que
estavam mais preocupadas com suas próprias reputações e influências do que
estavam com o povo de Deus (leia cuidadosamente 1 Coríntios 3.1-17). Quando os
homens são apanhados na carnalidade de tentar mostrar que nossas igrejas são
maiores do que as igrejas deles, que nossos projetos são melhores do que os
projetos deles e que nossos pregadores são mais eloquentes do que os pregadores
deles, as contendas são inevitáveis. Se pensarmos que somos maiores e melhores,
seremos dominados pelo orgulho. Se temermos que outros estejam ganhando a
corrida, seremos dominados pela inveja e o ciúme. Não importa quem está na
frente; todos que estão na corrida estão errados! Vergonha para aqueles que
rebaixarem a obra do Senhor ao nível de uma competição atlética. Deixem as
competições e a busca de reconhecimento humano na planície de Sinear e retornem
à pregação da mensagem simples da cruz de Cristo (1Co 2.1-5; veja Gn 11.1-9). É
interessante que Jesus frequentemente nos diga para buscarmos as bênçãos que
ele promete em lugares inesperados. Àqueles que queriam ser exaltados, ele
disse que olhassem para baixo e lavassem os pés de seus irmãos (Jo 13.14-15).
Àqueles preocupados com necessidades físicas, ele disse que buscassem as coisas
espirituais (Mt 6.31-34). E àqueles que querem a paz com os homens, ele diz que
busquem a sabedoria pura que vem de cima. Se começarmos a buscar a paz, é bem
provável que acabemos com nada mais do que alianças impuras com pessoas
infiéis. Mas se partirmos para buscar e seguir a Verdade, receberemos o
benefício extra da paz com Deus e seu povo. "A sabedoria, porém, lá do
alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica..." (Tg 3.17). Não
podemos reverter a ordem. Se pusermos a paz acima da pureza na pregação e na
prática, terminaremos em desavença com Deus. Mas se nos devotarmos a proclamar
e a seguir a pura mensagem de Jesus Cristo, gozaremos paz eterna com Deus e seu
povo (1Co 1.10; Ef 2.11-22). "Assim, pois, seguimos as cousas da paz e
também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19).] “NaquEle que me
garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é
dom de Deus" (Ef 2.8)”.
Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br
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