sábado, 16 de janeiro de 2016

LIÇÃO 3: ESPERANDO A VOLTA DE JESUS




SUBSÍDIO I

Esperar Jesus voltar a qualquer momento influencia o nosso estilo de vida. A grande crise de mornidão espiritual em que vivemos tem a ver com as prioridades de vida de alguns crentes. Quem espera Jesus voltar estabelece prioridades na vida que leve à espera desse encontro; mas quem não espera estabelece outras. A vida é feita de escolhas. E se um crente escolhe viver vigilante quanto à vinda do Mestre, tal estilo de vida perpassará todas as esferas da existência; se não, isso se revelará em sua maneira de viver.
Por isso, na aula desta semana você pode iniciá-la perguntando se faz sentido uma pessoa que diz esperar Jesus voltar, se encontrar mergulhada no Materialismo, no Pragmatismo ou no Hedonismo. São posturas diametralmente opostas ao desejo de se encontrar com o Mestre dos mestres. Quem vive, por exemplo, com mente e coração voltados para o estilo de vida do consumismo selvagem, não pode anelar a vida no céu com Jesus. O Reino de Deus não é “comida nem bebida”, mas “justiça, paz e alegria no Espírito”. Note bem: no Espírito!
Quando estamos no Espírito, a cabeça é outra, o pensamento é outro e até mesmo o sentimento é de outra ordem. Vida no Espírito leva em conta a radicalidade de uma existência pautada no Evangelho, levando-o até as últimas consequências. Assim, não há preocupação com status quor, com o formalismo exterior nem com nada desta natureza. A iminência da vinda do Senhor faz brotar em nosso coração uma preocupação maior com a nossa maneira de viver. É saber que a nossa redenção está próxima e que a qualquer momento podemos ser arrebatados para estarmos para sempre com o Senhor. É cultivar a fé para que quando o Filho do Homem vier possa achá-la em nós.
É verdade que a cada dia que se passa tornar-se mais difícil militar a boa causa de Cristo. Os desafios são muitos: o tempo no trânsito, a carga horária do trabalho, os problemas familiares, a corrida desenfreada que as pessoas fazem em nome do dinheiro. Não sobra tempo para si mesmo, para a família nem muito menos para o Deus Altíssimo. Por isso, cultivarmos a esperança na Vinda do Senhor é um antídoto para a alma contra essa avalanche de cultura materialista, pragmática e hedonista. Que quando o Senhor vier ache em nós a fé nEle! Que independente das circunstâncias possamos continuar a guardar a Esperança uma vez entregue aos santos e o coração da ansiedade! Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016

SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

A igreja aguarda seu arrebatamento pelo Senhor a qualquer momento, quando se encontrará com Ele nos ares. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse evento, e destacaremos a necessidade de permanecer na expectativa dessa bendita esperança. Mostraremos que o arrebatamento é um evento iminente, que deve nos motivar à santificação, e a amar a vinda do Senhor. Destacaremos também que enquanto não acontece a igreja deve permanecer trabalhando em prol da expansão do Reino de Deus.

1. UM EVENTO IMINENTE

A igreja aguarda ser arrebatada para se encontra com o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). Esse é um evento iminente, ou seja, que acontecerá a qualquer momento, sem sinais prévios. A esse respeito, é válido ressaltar que a doutrina do arrebatamento foi revelada com maior propriedade a Paulo (I Co. 15.51). Por esse motivo, encontramos várias passagens em suas epístolas que se referem a esse acontecimento. Para interpretar apropriadamente os textos que fazem referência ao arrebatamento é necessário distingui-lo da Segunda Vinda em glória, quando o Senhor virá para estabelecer seu reino milenial (Ap. 19). Nada impede que Jesus venha arrebatar Sua igreja a qualquer momento, nem mesmo que o evangelho seja pregado em todos os lugares, pois esse é o ensinamento paulino sobre o arrebatamento. Os crentes devem viver nessa expectativa, sabendo que a trombeta soará, e os mortos em Cristo ressuscitarem, e aqueles que estiverem vivos, serão transladados (I Ts. 4.13-18). Esse ensinamento era pregado com frequência nos anos que antecederam 2000, mas infelizmente algumas igrejas deixaram de acreditar no arrebatamento da igreja. Além disso, o materialismo, disseminado nas igrejas pela teologia da ganância, está fazendo com que os crentes percam o foco. A ênfase no temporal, em detrimento do eterno, está retirando dos púlpitos um assunto que é recorrente na teologia do Novo Testamento. Uma igreja compromissada com o Reino de Deus deve pregar e viver na expectativa escatológica, na convicção da vinda de Jesus para arrebatar Sua igreja, como Ele mesmo prometeu (Jo. 14.1).

2. QUE EXIGE SANTIFICAÇÃO DOS CRENTES

Enquanto Jesus não vem para buscar Sua igreja, essa deve viver em santificação, produzindo o fruto do Espírito (Gl. 5.22). Paulo, em sua Epístola aos Tessalonicenses, admoesta os crentes para que esses sejam integralmente santos (corpo, alma e espírito), enquanto aguardam a Vinda do Senhor (I Ts. 5.23). A santificação é uma condição para que se possa ver a Deus (Hb. 12.14), sendo necessário distinguir a santificação posicional e da progressiva. A primeira tem a ver com a condição dada por Deus a partir do momento que somos regenerados (I Co. 3.16). A segunda é um processo que inicia na conversão e segue até a glorificação, no momento do arrebatamento (II Co. 3.18). É preciso ter cuidado para não confundir santificação com perfeição, isso porque há crentes que pensam que somente serão arrebatados se estiverem perfeitos. A palavra traduzida por perfeito, no grego do Novo Testamento, é teleios, e tem a ver com maturidade, não com perfeição. As traduções para o português podem causar frustrações, e às vezes, pavor em alguns cristãos, por não se considerarem aptos para o arrebatamento. O fundamento para o arrebatamento da igreja é a santificação posicional, isto é, por causa do sacrifício de Cristo, podemos confiar que Ele nos arrebatará. Por outro lado, espera-se de um cristão que viva em santidade, sendo cada vez mais parecido com Cristo. Os cristãos carnais, porém, estão em situação de risco, não apenas de ficar após o arrebatamento, mas de apostatar da fé, e se deixar conduzir pelos padrões mundanos (I Jo. 2.16).

3. AMOR E ESPERANÇA

Por viverem em pecado, muitos crentes não conseguem amar a vinda de Jesus (II Tm. 4.8), e não têm a bendita esperança (Tt. 2.13). O arrebatamento para os crentes é tanto uma parousia (vinda) quanto uma epifaneia (manifestação). Essa revelação não deve ser motivo de medo, muito menos de pavor, mas de amor e esperança. Na medida em que o cristão trabalha em prol da expansão do Reino, sabe que a trombeta soará e que será levado para estar com Cristo. Esse viver na dimensão eterna traz gozo para o crente, pois esse sabe que a morte não é o fim, e mais que isso, que será transformado, recebendo um corpo glorioso (I Co. 15.54). O mundo vive sem essa esperança, e o resultado tem sido angústia e desespero, mas a igreja, que foi comprada pelo sangue de Cristo, aguarda a volta do seu Noivo (Ef. 5.26). A tribulação virá, dias trabalhosos sobrevirão sobre a terra, mas a igreja será preservada da ira vindoura (I Ts. 1.9,10). Uma igreja comprometida com a Palavra proclama que esse dia chegara, e que as pessoas precisam se arrepender dos seus pecados, e se voltar para Deus, para não ficarem na terra, sob o governo do Anticristo, e as calamidades do Apocalipse. Fazendo assim a igreja evitará o escapismo, tendência bastante comum em alguns círculos cristãos. Há evangélicos que celebram a volta de Cristo, mas fogem da realidade na qual estão inseridos. A vinda de Cristo para arrebatar a igreja deve ser um tema recorrente, mas não pode livrar o cristão da responsabilidade de difundir e viver a partir dos valores do Reino, enquanto permanecer na terra.

CONCLUSÃO

A igreja aguarda com expectativa, sobretudo com amor, a vinda de Cristo para arrebatar Sua igreja. Na verdade essa é a bendita esperança, a respeito da qual escreveu Paulo em suas epístolas. Enquanto Jesus não vem, devemos viver em santificação, buscando nos assemelhar ao caráter de Cristo, algo que acontecerá plenamente por ocasião da glorificação (I Jo. 3.2). Enquanto esse dia não chega, devemos continuar fazendo a obra de Deus, e trabalhando em prol da expansão do Seu reino.
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Ninguém sabe o dia e a hora em que Jesus voltará. A Palavra de Deus não nos revela quando se dará esse grandioso acontecimento. Logo, é indispensável estarmos preparados para aquele dia que tanto ansiamos. Precisamos viver em santidade, pois Jesus poderá voltar nesse minuto em que você está lendo esta lição. Você está preparado?
Infelizmente, há muitos cristãos que não estão preparados para subir ao encontro do Salvador. Estes estão descuidados, adormecidos, assim como as “virgens loucas” da parábola de Mateus 25. Muitos estão sem o azeite, que representa o Espírito Santo. Outros negligenciam o testemunho cristão e acabam por escandalizar o Evangelho. No entanto, a volta de Jesus será repentina. A surpresa é o fator preponderante. Por isso, a santificação é o requisito fundamental para o encontro com o Senhor nos ares, em sua volta (1Ts 5.23). [Comentário: Nosso tempo é marcado por muitas pessoas - dentro e fora da Igreja – que não conseguem discernir a urgência destes dias, conseguindo apenas olhar, enquanto que a necessidade é de ver aquilo que de fato está acontecendo, percebe-se o distanciamento do culto, da oração e da própria pregação do significado urgente do arrebatamento da Igreja, em um momento onde as pedras começam a clamar, os sinais começam a se avolumar, e o cenário apocalíptico começa a se formar; os sinais se intensificam. Na verdade, não existe vida cristã sem santidade! Então, quando se afirma que há dois tipos de crente, na verdade esta afirmativa é um sofisma, já que o que caracteriza um crente genuíno é a santidade - ela faz com que cada componente de nosso caráter seja submetido à inspeção divina e receba sua aprovação – se não há aprovação divina, não é um crente genuíno – e este não subirá ante o ressoar da última trombeta! Pelo texto áureo sabemos que a santificação tem como agente o próprio Deus. Nesta introdução, há uma afirmativa do comentarista que me chamou a atenção: “Muitos estão sem o azeite, que representa o Espírito Santo”. Fica claro que este não é crente, não nasceu de novo, não se tornou morada, templo do Espírito Santo. Agora resta uma pergunta:Quem será arrebatado? A bíblica é enfática ao afirmar que a Igreja toda, não apenas os que estiverem vivos, mas também os que já dormem (1Co 15.52; 1Ts 4.16). Em nenhum lugar a Bíblia ensina que um verdadeiro filho de Deus poderá ser deixado para trás. O Espírito Santo nos diz, através de Paulo: “todos seremos transformados.” (1Co 15.51). Você crê nisto? Não podemos pensar que o Senhor Jesus viria buscar uma Noiva incompleta, imperfeita — todos os salvos fazem parte da Igreja do Senhor, da Sua Noiva, e todos serão levados. É claro que “nem todo o que me diz 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos céus” (Mt 7.21); há muitos que dizem ser cristãos, mas não o são. Todo verdadeiro filho de Deus, porém, que já é nascido de novo, será arrebatado; ninguém será deixado, embora alguns irão ter que se envergonhar naquele dia (1Jo 2.28).] 
  
I. AGUARDANDO A VOLTA DE JESUS

1. Com fé e vigilância. Jesus exortou os discípulos a serem vigilantes. Ele afirmou: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42). Por não sabermos a data da segunda Vinda de Jesus, temos de ter uma conduta ilibada em nosso dia a dia. Temos que aguardar a volta de Cristo em santidade e com o coração repleto de fé. Precisamos também desejar a volta de Cristo, como os crentes de Tessalônica. Eles ficaram tão convictos e anelantes ante a mensagem que os missionários lhes pregaram concernente à segunda Vinda de Cristo, que entendiam que a mesma ocorreria naqueles dias enquanto estavam vivos (1Ts 4.15,17). [Comentário:O Senhor Jesus Cristo, depois da Sua morte e ressurreição, “assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hb 1.3), e hoje intercede por nós. Mas como é maravilhoso lembrarmos do fato de que “esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir como para o céu o vistes ir” (At 1.11). Ele foi para junto do Pai, mas prometeu que voltaria para nos buscar (Jo 14.3). Não há como negarmos esta verdade. Além do testemunho dos anjos (At 1.10,11) e dos apóstolos (1Co 15.51-52; 1Ts 4.13-18), o nosso Salvador mesmo prometeu que voltaria (Jo 14.3). Ele próprio disse: “Certamente cedo venho” (Ap 22.20). Verifique o leitor que, o que nos leva a ter uma conduta ilibada em nosso dia a dia não é o fato de não sabermos o dia em que o nosso Senhor virá, mas sim o fato de sermos chamados à santidade – “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”. (1Pe 1,13-16]

2. Cheio do Espírito Santo. Jesus ensinou a Parábola das Dez Virgens (Mt 25) para mostrar o que significa estar pronto para o seu retorno. Com esta parábola também aprendemos que cada um de nós é responsável, diante de Deus, por sua condição espiritual. As virgens prudentes representam os crentes fiéis, que esperam a vinda de Jesus em santidade e cheios do Espírito Santo. As prudentes tinham azeite em suas vasilhas. Este azeite representa a presença do Espírito Santo. As virgens “loucas” ou imprudentes tinham azeite, mas era pouco, suas lâmpadas logo se apagariam (Mt 25.8). As loucas representam os crentes descuidados quanto à vinda de Jesus (o Noivo) e que permitem que a chama do Espírito se extinga: “E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt 25.10). Sem a presença do Espírito Santo é impossível o crente esperar a vinda de Jesus de forma santa. [Comentário: A demora da volta de Cristo distingue o sábio do tolo. Estar pronto significa estar preparado para uma longa espera; o zelo de pouca duração é inadequado. Note o leitor que, o termo vigiai, denota um estado ativo, e não espera passiva, como denota os versículos 45 a 51. Quero levá-lo a olhar para esta parábola por outro ângulo: O objetivo da parábola é encontrado no versículo 13; em vista do atraso da parousia (24.48; 25.5), estejam preparados e atentos, pois não sabeis o dia nem a hora! Deus não nos fornece a data do Arrebatamento, e não nos compete conhecê-la. Mas uma coisa é bem clara: o próximo acontecimento no plano profético que Deus nos revela na Sua Palavra é o Arrebatamento. Os apóstolos acreditavam que estariam vivos no Arrebatamento, e esta também deveria ser a nossa atitude, vivendo cada dia como se fosse a última oportunidade que teríamos de servir Àquele que morreu por nós, a última chance de ajudarmos alguém a conhecer ao Senhor Jesus Cristo. Ele disse: “Certamente cedo venho” (Ap 22.20). “E agora, filhinhos, permanecei nEle, para que quando Ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por Ele na Sua vinda (1Jo 2.28).]

3. Em santidade e em amor. Ser santo é ser separado, consagrado para o Senhor. A Palavra de Deus nos exorta a sermos obedientes e santos em toda a nossa maneira de viver (1Pe 1.13-15). Sem santidade ninguém poderá ver o Senhor (Hb 12.14). Santidade é condição indispensável a quem se diz crente e deseja ir para o céu, ao encontro do Senhor Jesus. Que jamais venhamos a amar a prática do pecado, pois Jesus está às portas.
O que identifica um crente que vive uma vida santa? O que identifica uma pessoa santa é antes de tudo, o seu amor altruísta. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35). É o amor que identifica se somos ou não um cristão. Quem não ama seu irmão não experimentou o novo nascimento, logo precisa se converter a Jesus Cristo e nascer de novo (1Jo 2.9,11). [Comentário: Como saber se sou um verdadeiro cristão? Escrevendo aos crentes que passavam por severos testes de sua fé, o apóstolo Pedro exortou os cristãos à santidade como um meio apropriado para suportar suas provas. Em vez de deixar uma recomendação fácil, ele instou: “Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1.15). Como eu poderei realizar isso? É Pedro que nos explica como (1Pe 1.22-2.10): “Amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1Pe 1.22); “Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1Pe 2.1-2), e “Chegando-vos para ele, a pedra que vive... também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual” (1Pe 2.4-5).]

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, para tornar o ensino mais dinâmico e participativo, faça antes de iniciar o tópico, a seguinte indagação: “Temos de nos preocupar com a data da volta de Jesus ou em estar preparados para sua vinda?”. Ouça os alunos com atenção e explique que durante o sermão do Monte das Oliveiras, Jesus mostrou que a nossa preocupação deve ser com o estar preparado. Se desejar, leia o texto a seguir para os alunos: “Jesus estava no Monte das Oliveiras, exatamente no lugar onde o profeta Zacarias havia predito que o Messias estaria quando viesse estabelecer o seu Reino (Zc 14.4). Era o momento apropriado para os discípulos perguntarem a Jesus quando Ele viria com todo o seu poder e o que poderiam esperar dEle. A resposta de Jesus enfatizou os acontecimentos antes do final daquela era. Ele lhes recomendou que se preocupassem menos com a data exata, e mais em estar preparados para a ocasião; deveriam viver totalmente de acordo com os mandamentos de Deus, para que estivessem prontos para a sua volta” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.1267).

II. ATITUDES ERRÔNEAS DIANTE DA VINDA DE JESUS

1. Ignorar a vinda de Jesus. Certa vez, ao ensinar a respeito do seu retorno (Mt 24.45-51), Jesus contou uma parábola sobre um servo fiel e prudente e um mau servo. Quem é o mau servo? Jesus mostra que é aquele que diz: “O meu senhor tarde virá” (Mt 24.48). Então, este passa a viver de modo negligente, desatento, maltratando seu conservos e completamente alheio à volta de seu senhor. Muitos, infelizmente, estão vivendo como o “mau servo” da parábola. Porém, a este, diz o Senhor: “Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separa-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24.50,51). Nestes tempos de sinais evidentes da proximidade da vinda de Jesus, há muitos que estão “brincando” de ser crentes, ignorando a iminente vinda do Senhor e agindo como o mau servo. Viva com responsabilidade! Siga o exemplo do servo fiel e prudente e jamais negligencie a obra de Deus nem se embarace com as coisas deste mundo (Mt 24.45,46). [Comentário: Amar significa colocar o bem-estar de alguém acima do seu. O amor próprio é uma força poderosa em nossos corações, forte o bastante para fazer com que, mesmo os irregenerados, amem aos que os amam: "E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam." (Lc 6.32). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Os filhos de Deus tornam-se santos, separados para Ele, quando seguem Seus passos e amam aos outros. Aliás, esta era a oração de Paulo pela Igreja de Filipos: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Fp 1.9-10). Devemos ser afetuosos uns com os outros em amor fraternal, somos irmãos, porque te­mos o mesmo Pai.]

2. Escarnecer das profecias. A Palavra de Deus nos alerta que nos últimos dias haveria homens escarnecedores: “Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3.3,4). O apóstolo deu como resposta o ensino bíblico, que indica a matemática de Deus quanto à contagem dos tempos, dizendo: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2Pe 3.8). Há teólogos contemporâneos, que dizem que a volta de Jesus é apenas uma utopia. Isso é escarnecer dessa verdade bíblica. [Comentário: Os falsos mestres destes últimos dias ridicularizam a promessa profética da vinda do Senhor levando em consideração o aparente atraso. A matemática divina é mais elevada do que a humana. A perspectiva divina sobre a passagem do tempo responde o criticismo dos escarnecedores nos versículos 3-4 de 2Pe 3. O ‘atraso’ da vinda do Senhor é uma reação humana ao cálculo divino. Muitos irão se envergonhar, mas que nós possamos estar preparados, servindo fielmente ao nosso Senhor, e termos “ousadia” quando Ele voltar.]

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

Cinco ilustrações em forma de parábola
Ao fim de seu discurso acerca da Tribulação e de sua segunda vinda, Jesus apresentou cinco parábolas como ilustração do que Ele acabara de ensinar. Houve a parábola da figueira (Mt 24.32-35), a ilustração sobre os dias de Noé (24.36-39), a comparação entre os dois homens e as duas mulheres (24.40,41), a ilustração do vigia sempre alerta (24.42-44) e a parábola do servo fiel e prudente (24.45-51). Todas estas ilustrações estão relacionadas às doutrinas ensinadas por Cristo em Mateus 24” (LAHAYE, Tim.Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.139)

III. ATITUDES DO SERVO FIEL ANTE A VOLTA DO SENHOR

1. Ter uma vida irrepreensível. Isso só é possível na vida do crente através do poder redentor, libertador e purificador do sangue de Jesus mediante a fé. Tomemos como exemplo a vida do apóstolo Paulo. Ele tinha uma vida correta; não dava lugar à repreensão, censura, ou à crítica pertinentes. Certa vez, ele afirmou que andava “diante de Deus com toda a boa consciência” (At 23.1). No capítulo 5 da Primeira Epístola aos Tessalonicenses, ele exorta os crentes a serem também irrepreensíveis: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23). Não é somente o seu corpo físico, visível que deve ser conservado puro, mas seu espírito e alma, partes invisíveis, também devem ser conservados corretos.
Há crentes que são como os “sepulcros caiados”, pois em seu interior, em sua alma e espírito, há somente podridão. Estes são arrogantes, invejosos, amargurados, cheios de ódio, etc. Sejamos santos em todo o nosso ser, pois em breve Jesus virá. [Comentário: O descuido da vida cristã acarreta sérios problemas. O cristão não pode tomar as coisas de qualquer maneira. O nosso cotidiano é sempre uma alternativa entre a vida e a morte. O tempo é curto e a vida terrena é uma preparação para a eternidade. O profeta Jeremias exorta-nos: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!” (Jr 48.10). Costuma-se dizer que o cristão pode abrasar-se, porém nunca oxidar-se. Jesus, em carta à igreja de Laodicéia, exorta: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19). “Agora, porém, despojai-vos, igual­mente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos des­pistes do velho homem” (Cl 3.8 e 9).]

2. Não dar lugar à carne. Atualmente, muitos crentes estão se aproveitando da liberdade cristã para dar ocasião à carne (Gl 5.13). Muitas igrejas não passam de “clubes religiosos”, onde não se vê compromisso nem santidade; “incham” em número, porém não crescem na “graça e conhecimento” (2Pe 3.18). Não se esqueça de que em breve Jesus virá e aqueles que andam segundo a carne não herdarão o Reino de Deus (Gl 5.21). Não podemos nos esquecer de que o mesmo Deus que é amor (1Jo 4.16), é também “um fogo consumidor” (Hb 12.29). [Comentário: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo2.15). Note o leitor que, a liberdade cristã não significa que foram retiradas as restrições morais; ela significa liberdade para servir uns aos outros. Se é verdadeiro que o Espírito habita em nós, também é verdadeiro que Ele mesmo nos permite dominar a concupiscência da carne quando nos submetemos continuamente ao seu poder e controle. Quero com isso afirmar que, os que são guiados pelo Espírito farão livremente o que é certo, e não por obrigação ou imposição alguma, portanto, estes já não estão na condenação ou cativeiro. Estar cheio do Espírito, note o leitor, não é em demonstração de dons de poder espirituais, mas é exercitar o fruto do Espírito.]

3. Dar frutos. Como crentes precisamos dar bons frutos até a vinda de Jesus. As lutas do nosso dia a dia e as tristezas não podem nos impedir de frutificar. Trabalhar na obra do Senhor não é nada fácil; enfrentamos lutas e tristezas, mas logo nos esquecemos de tudo quando vemos almas se rendendo aos pés do Senhor Jesus, sendo batizadas em águas e no Espírito Santo. São, na verdade os frutos, a glória, o gozo, a alegria, e a coroa de todo o nosso trabalho. Trabalhe para o Senhor, seja um semeador. Pregue a Palavra de Deus enquanto é tempo, pois o Dia do Senhor virá, quando não poderemos mais anunciar a salvação. Ainda existem muitas pessoas para serem salvas. Muitos estão esperando para ouvir a respeito do Evangelho. Faça a sua parte, frutifique, ganhe vidas para o Senhor Jesus. [Comentário: Note o leitor que, somente o Espírito Santo pode produzir em nós o Seu fruto, e não nossos próprios esforços. Quando Ele controla completamente a vida do crente, o fruto uno e indivisível é produzido. O Rev Hernandes Dias Lopes escreve: “Israel era a vinha do Senhor. Deus a plantou. Deus a cercou de cuidados, mas Israel produziu uvas bravas. Então, agora, Jesus diz: “Eu sou a Videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Eu sou a videira e vós os ramos.” O Viticultor é o que planta a vinha, ele é o dono da vinha, ele é o que cuida da vinha para que ela produza grande quantidade e com excelente qualidade. Os ramos só têm duas finalidades: eles só servem para produzir fruto ou para serem queimados. Deus, como viticultor espera frutos de nós. [...] Qual é a importância de se produzir frutos? Jesus diz: “Eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16). Estamos aqui para cumprirmos os sonhos de Deus e trazermos glória para o seu nome através de uma vida frutífera”http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/05/o-processo-da-frutificacao/#.VpW3eE8afIU. Quem serve ao Senhor, está servindo ao seu próximo, e quem serve ao seu próximo está servindo ao Senhor. Jesus coloca esse assunto da seguinte manei­ra: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). O salmista, no hino de ingresso ao templo, declara: “Servi ao Senhor com alegria”. Esse sentimento deve ser constante no serviço cristão. O crente deve ter prazer no que faz servindo ao Reino de Deus. Por isso mesmo, aconselha o apóstolo: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportuni­dades” (Cl 4.5). Alguém já falou que “Quem não vive para servir, não serve para viver”.]

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Reproduza o esquema abaixo no quadro. Em seguida faça a seguinte indagação: “Quais são as atitudes que os crentes precisam ter ante a volta de Jesus?”. Ouça seus alunos com atenção. Incentive a participação de todos. Em seguida complete, juntamente com a turma, o quadro. Leia as referências bíblicas com a classe.
  
ATITUDES DO SERVO FIEL
ANTE A VOLTA DO SENHOR JESUS
Ter uma vida irrepreensível
Fp 2.15
Não dar lugar à carne
Gl 5.13,16
Dar fruto
Jo 15.16
Ler a Palavra de Deus e orar
Mt 22.29; Lc 22.40



CONCLUSÃO

Em breve Jesus virá. Você está preparado para a sua vinda? As consequências de nossas escolhas serão eternas. A salvação é individual. Que o Senhor nos ajude a ter consciência e vivência, dentro do padrão divino para esperarmos a volta de Jesus, conforme os ditames de sua santa Palavra, amando a sua vinda. [Comentário: Por que o Senhor vem nos buscar? Ele mesmo disse: “Para que onde Eu estiver estejais vós também” (Jo 14.3). Nós fomos comprados por Ele, somos um “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2.9); o Senhor disse: “não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo” (Jo 15.19). Como pertencemos a Ele, e não ao mundo, Ele virá nos tirar do mundo, “e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.17). Que estas verdades maravilhosas possam influenciar nossa conduta, e que, “renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tito 2.12-13).] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.
Francisco Barbosa

Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Billy Graham: “Não encare os alertas despreocupadamente”, sobre a volta de Jesus Cristo

O evangelista Billy Graham publicou recentemente um artigo sobre as profecias bíblicas sobre a volta de Jesus Cristo, que destacam que a situação mundial se tornará cada vez pior antes do arrebatamento.
Em seu texto, Graham, que tem 97 anos de idade, aponta que a iminência da volta de Jesus Cristo está estampada nos conflitos e guerras espalhados pelo mundo, e que os fiéis não devem ignorar tais alertas.
“Pouco antes de voltar para o céu, Jesus disse aos discípulos que um dia Ele iria voltar para estabelecer Seu reino. Mas antes que isso pudesse acontecer, Ele disse que certas coisas teriam que acontecer, e nós vemos muitas deles hoje”, afirmou Graham no artigo escrito para o jornal The Kansas City Star.
Destacando que a Bíblia desencoraja a previsão do tempo exato da volta de Jesus, Graham afirmou que é possível que a humanidade esteja vivendo os últimos dias antes do retorno glorioso do Filho de Deus, e que por isso, os cristãos devem caminhar com a certeza de que Sua volta é certa.
Citando Marcos 13:10, Graham lembrou que o próprio Jesus ordenou a pregação do Evangelho a todo o mundo antes do fim: “Isso poderia parecer impossível há algumas décadas, mas a tecnologia moderna trouxe o mundo junto com ela. O Evangelho está sendo pregado em todo o mundo através do rádio, da televisão e da internet”, ponderou.
Ainda discorrendo sobre os alertas bíblicos, o evangelista lembrou que o próprio Jesus previu que satanás faria uma “última tentativa de deter a obra de Deus por meio de um ataque sólido do mal”, e que os conflitos entre nações e grupos extremistas podem ser parte dessa investida: “O nosso mundo não é um estranho para o mal; Satanás sempre trabalhou para deter os planos de Deus, mas agora os inimigos de Deus têm acesso a armas modernas de destruição em massa, e ninguém pode prever qual será o resultado”, afirmou, expressando preocupação.
“Jesus disse: ‘Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares (Mateus 24: 6-7)’”, acrescentou.
Ao final de seu artigo, o evangelista sugere às pessoas que depositem sua fé e esperança em Jesus: “Não encare Suas advertências despreocupadamente, mas entregue a sua vida, sem demora, a Jesus Cristo”.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

LIÇÃO 2: SINAIS QUE ANTECEDEM A VOLTA DE CRISTO

 


SUBSÍDIO I

Para a lição desta semana, cabe um comentário sobre os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus. Eles são fundamentais para o desenvolvimento da Doutrina das Últimas Coisas. Por isso, o professor deve munir-se de um bom Comentário Bíblico sobre esses dois capítulos. Por isso, neste espaço, sugerimos o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, editado pela CPAD, para o professor aprofundar-se no assunto. Veja como os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus estão estruturados:
Mateus 24
  Mateus 25
 vv. 1-14 : Introdução do capítulo
vv.1-13: A parábola das dez virgens
vv.15-28: A grande tribulação
vv.14-30: A parábola dos dez talentos
vv.29-35: A vinda gloriosa de Jesus
 vv.31-46: Vida e castigo eterno
vv. 36-44: Exortação à vigilância

vv-45-51: Dar-se início a uma série de parábolas: A parábola dos dois servos. 


Um erro básico de muitos leitores dos capítulos 24 e 25 é pensarem que eles estão estruturados cronologicamente. O que não é o caso. Vejamos: No capítulo 24, há uma introdução do assunto geral dos capítulos nos primeiros 14 versos (vv.1-14). Note que nos versículos 1 a 14, a Grande Tribulação (vv.4-12) e a manifestação do Filho de Deus (vv.13,14) já aparecem. A partir do versículo 15, o evangelista desdobra pormenorizadamente os conteúdos introduzidos nos primeiros 14 versículos do capítulo 24. Ou seja, assuntos centrais dos dois capítulos já aparecerem na introdução do capítulo 24. Após fazer o prenúncio dos últimos dias (vv.15-35), nosso Senhor exorta os discípulos à vigilância (vv.36-44).
Então, o Mestre, por intermédio de imagens, ensina três parábolas: “Dois Servos”; “Dez Virgens”; “Dez Talentos”. São três parábolas expondo o mesmo assunto: exortação à vigilância (iniciada nos versículos 36-44). Logo depois, o evangelista finaliza a seção dos capítulos 24 e 25 mostrando o julgamento final, onde o Filho do Homem destinará os ímpios e os salvos ao castigo eterno e à vida eterna respectivamente — perceba o quanto o nosso Senhor leva em conta as boas obras das pessoas (25.31-46). O professor que fizer uma leitura atenta aos capítulos em apreço, sem a ansiedade de trazer uma “nova revelação”, auxiliará os nossos irmãos e irmãs a terem maior esperança por intermédio da exposição das Escrituras.
Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016. 


SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

A volta de Jesus é um ensinamento bíblico, e que tem relação direta com o estabelecimento do Reino Milenial do Messias, para Israel e toda humanidade. Na aula de hoje estudaremos a respeito dessa doutrina, destacando a diferença entre o Arrebatamento e a Volta de Cristo em glória. Em seguida, apontaremos os fundamentos bíblicos para essa volta gloriosa de Cristo para reinar durante o Milênio. Ao final, destacaremos alguns sinais, apontados pelo próprio Cristo, que antecederiam a Sua volta.

1. ARREBATAMENTO E SEGUNDA VINDA DE CRISTO

O Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo são eventos escatológicos distintos. O primeiro diz respeito à Igreja, que encontrará o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). O segundo, diz respeito a Israel, que aguarda a volta do Messias, para reinar (Mt. 23.3-14). É importante ressaltar que não existem sinais para o arrebatamento da Igreja, pois se trata de um episódio imanente, que poderá acontecer a qualquer momento (I Co. 15.51,52). O Arrebatamento da Igreja acontecerá antes da Tribulação (Ap. 3.10), enquanto que a Vinda de Cristo será depois da Tribulação. No Arrebatamento da Igreja, Jesus virá para os santos, enquanto que na Segunda Vinda Cristo virá com os santos (Zc. 14.4,5). Na interpretação desses dois eventos, faz-se necessário atentar para os textos bíblicos que fazem alusão ao Arrebatamento (I Ts. 4.13-18) e à volta de Cristo (Mt. 24; Lc. 21). Caso isso não seja feito, o interprete poderá confundir a sequência dos eventos escatológicos. No arrebatamento: todos os crentes serão transladados, os santos transformados irão para o céu, a terra não será julgada, será uma acontecimento iminente, sem sinais; não é mencionado no Antigo Testamento; envolve apenas crentes, acontecerá antes do Dia da Ira; não há referência a Satanás; Cristo virá para os Seus; Ele virá nos ares; tomará para Si a Sua noiva; somente os Seus o verão; e começará a tribulação. Na Volta de Cristo: não há qualquer translado; os santos transformados voltarão à terra; a terra será julgada e a justiça reestabelecida; seguem-se os sinais preditos e definidos; é mencionada várias vezes no Antigo Testamento; afetará toda a humanidade; concluirá o dia da ira; Satanás será acorrentado; Cristo virá com os Seus; Ele virá até a terra; Ele vem com a Sua noiva; todo olho O verá; e dará início o Milênio.

2. A VINDA GLORIOSA DE CRISTO PARA REINAR NO MILÊNIO

A Vinda gloriosa do Messias é aguardada ansiosamente pelos judeus, que acreditam que com a volta desse o governo perene será estabelecido, os discípulos de Jesus mostraram expectativa quanto ao cumprimento dessa promessa (At. 1.5-7). Em Mateus 24 e Lucas 21, Jesus revelou aos discípulos alguns aspectos sobre Sua vinda em glória para estabelecer o governo na terra. A palavra grega usada por Mateus foi parousia, que descreve a vinda de um rei ou dignitário a alguma localidade. A pergunta dos discípulos, e a resposta de Jesus, são iminentemente judaicas, nada tem a ver com a igreja. A exposição de Jesus em Mt. 24 e Lc. 21 coloca Seus discípulos como representantes daqueles judeus que não tomarão parte do arrebatamento, que passarão pela Tribulação, até a vinda gloriosa do Messias. Existem vários textos no Antigo Testamento que se referem a essa manifestação: Dn. 2.44,45; 7. 9-14; 12.1-3; Zc. 12.10; 14.1-15, bem como no Novo Testamento: Mt. 13.41; 24.15-31; 26.64; Mc. 13.14-27; 14.62; Lc. 21.25-28; At. 1.9-11; 3.19-21; I Ts. 3.13; II Ts. 1.6-10; 2.8; I Pe. 4.12,13; II Pe. 3.1-14; Jd. 14,15; Ap. 1.7; 19.11-20.6; 22.7,12,20. Com base em Mt. 24 e Lc. 21, inferimos que a Vinda de Cristo acontecerá imediatamente após a Tribulação daqueles dias (v. 29), os acontecimentos do período da Tribulação continuam até a Volta de Cristo em glória. Essa Vinda será precedida por um sinal (v. 30), que não nos é revelado, que, ao que parece, trata-se de um sinal específico, diferente dos demais, mencionados por Jesus. A vinda de Jesus será repentina (v. 27) e todos verão a Cristo (v. 30), quando Seu poder e Sua glória serão manifestos por toda a terra. A parábola das virgens, em Mt. 25.1-13, faz referência direta a Israel, não ao arrebatamento da Igreja. O uso da expressão “então”, em Mt. 25.1, não se refere à Era da Igreja, mas aos acontecimentos relacionados a Israel, após a Tribulação.
  
3. SINAIS ESCATOLÓGICOS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Antes da Vinda de Jesus em glória, alguns sinais evidenciarão a proximidade desse evento. O principal sinal para a volta de Cristo para estabelecer Seu reino será o arrebatamento da igreja (I Ts. 4.13-18). Contudo, no contexto da religiosidade judaica, Jesus elencou uma série de sinais em Mt. 24 e Lc. 21, em Seu sermão profético, quanto àqueles dias. Esse será um tempo de guerras e conflitos, nações se levantarão umas contra as outras, e reinos contra reinos (Lc. 21.10); haverá catástrofes naturais, muito mais intensas que o Tsunami asiático. No mundo religioso, se levantarão falsos cristos, pessoas que serão apresentadas como o Salvador, e que enganarão a muitos, inclusive os judeus (Mt. 24.5). O anticristo, juntamente com o falso profeta, farão conchavos, para perseguir aqueles que professarem o nome de Cristo (Ap. 13.1-10). Além de terremotos, fomes e pestilências em vários lugares (Lc. 21.11). A diminuição do amor, em razão da multiplicação do pecado (Mt. 24.12), tornando as pessoas cada vez mais insensíveis. O evangelho do Reino, não o da salvação em Cristo, será pregado no mundo inteiro (Mt. 24.14), isso quer dizer que pessoas serão convertidas durante a Tribulação. Durante esse período a Igreja não estará mais na terra, pois terá sido transladada, para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). Na terra predominará o caos, em todas as esferas humanas, tanto na política, quanto na econômica. A natureza será diretamente afetada, isso pode ser identificado ao longo do relato joanino, no livro do Apocalipse. Jesus se referiu a esse período como “o princípio de dores” (Mt. 24.7,8), destacando, assim, que não será ainda o final de todas as coisas.

CONCLUSÃO

A volta de Jesus acontecerá após o arrebatamento da igreja, e terá uma serie de sinais que mostram que o fim está perto. O Senhor destacou alguns desses, para que Israel, e aqueles que ficaram depois do translado, possam se preparar. Nos dias atuais já testemunhamos a construção de um cenário para a volta de Jesus, a fundação do Estado de Israel, em 1948, é um deles. As guerras, epidemias, fomes e catástrofes atuais apontam para os sinais que se tornarão mais evidentes no período da Tribulação. Aqueles que não quiserem passar por esses dias, devem se voltar para Cristo, e aguardá-lo quando vier buscar o Seus.


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Extraído do Blog subsidioebd

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos acerca dos sinais que antecedem a volta do Senhor Jesus. A segunda vinda de Cristo, e o fim de todas as coisas, parece algo fictício e inconcebível para aqueles que não creem em Deus. Mas, seguramente se cumprirá, pois Jesus assegurou que os céus e a terra passarão, mas suas palavras não hão de passar (Mt 24.35). A Igreja deve estar alerta, pois o retorno de Cristo está mais perto do que podemos imaginar. Como afirmar que sua volta é iminente? Mediante os sinais que evidenciam esse grande acontecimento escatológico. Estejamos atentos a cada sinal. [Comentário: A Bíblia nos ensina que os dias que antecedem a volta de Jesus haverá muitos sinais. Quando Jesus voltará? E como? E o que acontecerá, quando Cristo voltar? Como as árvores brotando indicam a chegada do verão, os sinais descritos por Jesus prevenirão sobre a sua chegada. O Rev Hernandes Dias Lopes escreve: “A segunda vinda de Cristo é o assunto mais enfatizado em toda a Bíblia. Há cerca de 300 referências sobre a primeira vinda de Cristo na Escritura e 8 vezes mais sobre a segunda vinda, ou seja, há mais de 2.400 referências sobre a segunda vinda em toda a Bíblia. A segunda vinda de Cristo é o assunto mais distorcido e o mais desacreditado. Muitos falsos mestres negam que Jesus voltará. Outros tentam enganar as pessoas marcando datas. Mas outros, dizem crer na segunda vinda de Cristo, mas vivem como se ele jamais fosse voltar. É sobre esse importante assunto que nós vamos estudar hoje!]

I. SINAIS NA VIDA DA IGREJA

Jesus virá buscar todos os que amam a sua vinda (2Tm 4.8), porém é preciso cuidado para não confundir o arrebatamento da Igreja com a sua vinda em glória (segunda fase), quando Ele virá com os santos e com os anjos trazendo juízo contra todos os ímpios (Jd vv.14-16; 2Ts 1.7; Ap 19.14). [Comentário: Vamos estudar este assunto sob as lentes do Pré-Milenismo-Dispensacionalista; assim, a volta de Jesus se dará em duas fases: uma invisível ao mundo, para arrebatar sua igreja, outra visível, com seus exércitos, para julgar o mundo; uma vez secreta e outra publicamente. É importante esclarecer que existem duas formas principais: o pré-milenarismo histórico e o prémilenarismo dispensacional. Esse último insiste que o Milênio será o tempo do cumprimento das promessas incondicionais feitas a Israel; enquanto o primeiro apóia totalmente um argumento em favor do Milênio em uma interpretação literal de Apocalipse 20.1-6. Além de receber o apoio de muitos dos primeiros Pais da igreja (como Justino Mártir [c. 100-c. 165], Clemente de Alexandria [150-c. 215], Tertuliano [c. 155-c. 225], e outros (veja seção histórica abaixo), os pré-milenaristas também receberam o apoio de alguns católicos romanos (o primeiro Agostinho [354-430], alguns puritanos (Cotton Mather [1663-1728]), da Irmandade de Plymouth (John Nelson Darby [1800-1882]), anglicanos (Crififith Thomas [1861-1924]), presbiterianos (Lewis Sperry Chafer [1871-1952]), reformados (James Montgomery Boice [1938-2000]), batistas (Millard Erickson [1932]), e de uma grande variedade de carismáticos. Leia um excelente artigo sobre este assunto no site do CACP:http://www.cacp.org.br/o-pre-milenismo-dispensacionalista-na-historia/]

1. Os falsos cristos e falsos profetas. O crente deve estar vigilante, pois um dos sinais da vinda de Jesus são os falsos cristos e os falsos profetas. Para não sermos enganados, precisamos conhecer a Palavra de Deus. Não negligencie o estudo bíblico, leia e medite na Palavra de Deus, pois ela é um escudo protetor contra os falsos ensinos e contra tudo que não procede de Deus. Os falsos cristos e falsos profetas costumam ter grande eloquência, carisma e boa argumentação, por isso, Jesus alertou a respeito da vigilância e do discernimento: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mt 24.4,5). [Comentário: Mateus 24.5: “Porque virão muitos em meu nome [...] e enganarão a muitos”. Centenas de falsos mestres apareceram em cena desde o primeiro século até agora. O Rev Hernandes Dias Lopes [que é pós-tribulacionista] escreve em seu artigo intitulado “Jesus Cristo virá em breve, você está preparado?”: “É significativo que o primeiro sinal que Cristo apontou para a sua segunda vinda tenha sido o surgimento de falsos messias, falsos profetas, falsos cristãos, falsos ministros, falsos irmãos, pregando e promovendo um falso evangelho nos últimos dias. Cristo declarou que um falso cristianismo vai marcar os últimos dias. Estamos vendo o ressurgimento do antigo gnosticismo, de um novo evangelho, de um outro evangelho, de um falso evangelho nestes dias. A segunda vinda será precedida por um abandono da fé verdadeira. O engano religioso vai está em alta. Novas seitas, novas igrejas, novas doutrinas se multiplicarão. Haverá falsos profetas, falsos cristos, falsas doutrinas e falsos milagres. Vivemos hoje a explosão da falsa religião. O Islamismo domina mais de um bilhão de pessoas. O Catolicismo Romano também tem um bilhão de seguidores. O Espiritismo Kardecista e os cultos afro-brasileiros proliferam-se. As grandes religiões orientais: Budismo, Hinduísmo mantém milhões de pessoas num berço de cegueira espiritual. As seitas orientais e ocidentais têm florescido com grande força. Os desvios teológicos são graves: Liberalismo, Misticismo, Sincretismo. Os grandes seminários que formaram teólogos e missionários hoje estão vendidos aos liberais. Muitas igrejas históricas já se renderam ao liberalismo. Há igrejas mortas na Europa, na América e no Brasil, vitimadas pelo liberalismo. Há aqueles que negam a ressurreição e dizem que os milagres são mitos. O misticismo está tomando conta das igrejas hoje. A verdade é torcida. A igreja está se transformando numa empresa, o púlpito num balcão, o templo numa praça de barganha, o evangelho num produto de consumo, e os crentes em consumidores”. http://hernandesdiaslopes.com.br/2012/06/jesus-cristo-vira-em-breve-voce-esta-preparado/#.VopsHk8afIV]

2. Apostasia. Você sabe o que significa apostasia? Apostasia significa “desvio”, “afastamento”. Quer dizer “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. O aumento da apostasia é um sinal que evidencia a segunda vinda de Jesus (2Ts 2.3). O apóstolo Paulo alertou a Igreja quanto ao perigo da apostasia: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1). No Antigo Testamento vemos que por muitas vezes os israelitas apostataram-se abandonando ao Senhor e a sua Lei, mas eles receberam a recompensa por se desviarem do Senhor. Jesus voltará e julgará os apóstatas, dando-lhes a recompensa que merecem. Para Deus a apostasia é sempre vista como um “adultério espiritual”. [Comentário: Apostasia (v. 4,5,23-26) (em grego antigo απόστασις [apóstasis], "estar longe de") tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Apostasia é o abandono da verdade. Sempre que alguém se desvia da verdade pode ser considerado um apóstata. No mundo do primeiro século, a apostasia era um termo técnico para a revolta política ou deserção. E, assim como no primeiro século, a apostasia ameaça o Corpo de Cristo hoje. Quanto às formas de apostasia, há dois tipos principais: (1) um afastamento das doutrinas fundamentais e verdadeiras da Bíblia em direção a doutrinas heréticas que proclamam ser "a verdadeira" doutrina cristã, e (2) uma renúncia completa da fé cristã, o que resulta em um abandono completo de Cristo. Judas, o meio irmão de Jesus e líder na Igreja Primitiva, escreve em sua carta do Novo Testamento, ele descreve como reconhecer a apostasia e exorta os do corpo de Cristo a pelejarem pela fé (v. 3), numa luta contínua. Judas deixa claro que cada cristão é chamado a esta luta, não apenas os líderes da igreja, por isso é fundamental que todos os crentes agucem as suas habilidades de discernimento para que possam reconhecer e evitar a apostasia em seu meio.]

3. “Doutrinas de demônios” (1Tm 4.1). Os falsos mestres e os seus ensinos eram e ainda continuam sendo uma ameaça para Igreja e para a fé cristã. Atualmente muitos estão se deixando seduzir por doutrinas de demônios. Estes deturpam as Escrituras Sagradas e acabam por aceitar o erro, como por exemplo, a “Confissão Positiva”, a “Teologia da Prosperidade”, o “Culto aos Anjos” e muitas crendices e misticismos que corrompem a sã doutrina. Sabemos que Satanás é enganador. Ele procura, de todas as formas, iludir os crentes a fim de que abandonem a fé verdadeira, por isso, precisamos estar vigilantes.
Muitos que se dizem crentes já estão aceitando e até legislando em favor do aborto, da homossexualidade, da disfunção familiar, etc. Deus abomina o pecado e sem santificação ninguém poderá ver o Senhor (Hb 12.14). Atualmente temos visto o “evangelho do entretenimento”, que agrada a muitos, levando-os a uma vida sem compromisso com Jesus e sem santificação (1Pe 1.15). Por não conhecerem a Palavra de Deus e não viverem segundo ela, muitos acabam sendo levados pela apostasia moral. [Comentário: O Pr Elienai Cabral escreve em seu artigo “Espíritos enganadores”, em sua coluna no site CPADNEWS: “Dentro da linguagem evangélica, entendemos que Satanás tem comissionado seus demônios como “espíritos enganadores” que se intrometem no seio da igreja para enganar. Não temos que adivinhar onde estão e como operam tais espíritos, porque temos o Espírito Santo, que habita na vida da Igreja para revelar os ardis e as obras de engano.”, e ele prossegue: “...A expressão espíritos enganadores pode ter uma referência dupla, tanto a demônios literalmente como a homens que se tornam agentes de demônios. A Bíblia os identifica como “homens maus e enganadores... enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13; 2Jo 7 e 2Pe 2.1). Existem pessoas que se colocam a serviço de Satanás para propagar e disseminar doutrinas falsas e negar as verdades divinas. Essas pessoas tornam-se, indubitavelmente, “espíritos enganadores”. http://www.cpadnews.com.br/blog/elienaicabral/fe-e-razao/4/espiritos-enganadores.html. Os falsos mestre estão ensinando doutrinas inspiradas em Satanás; eles podem até guiar líderes descuidados e desviados. Embora eles sejam motivados por espíritos do mal, estes falsos mestres fingirão inspiração divina. Ao abandonar a Palavra de Deus, eles se tornarão insensíveis à verdade espiritual (1Tm 4.2). (Veja ainda Jo 8.44 e 1Jo 4.1-6)]

4. Perseguição aos crentes. Ao falar a respeito dos tempos do fim, Jesus previu grandes perseguições aos seus discípulos (Mt 24.9). Os cristãos do primeiro século foram perseguidos e muitos perderam a sua vida por amor a Cristo. Atualmente, em muitas nações, há uma perseguição mais velada, mas os cristãos continuam sendo alvo de perseguições. Quantos nas universidades não são perseguidos e se tornam alvo de chacota por declararem sua fé em Cristo? Nenhuma outra religião tem tantos fiéis mortos quanto o cristianismo. Mas há uma promessa para os que forem fiéis na tribulação (Mt 5.11,12). Em algumas nações a perseguição não é velada, mas torna-se bem explícita, como por exemplo, na Síria, na Coreia do Norte, na China e em países do norte da África. Segundo a missão Portas Abertas, que trabalha com a Igreja Perseguida, recentemente na Síria “dezenas de cristãos foram sequestrados por combatentes do Estado Islâmico”. [Comentário: Já estamos no tempo do fim, os sinais são cada vez mais intensos, a volta de Jesus é iminente, não sejamos cegos ao que está acontecendo a nossa volta, principalmente a apostasia da igreja moderna. A perseguição religiosa (v. 9,10) tem estado presente em toda a história: os judaizantes, os romanos, a intolerância romana, os governos totalitários, o nazismo, o comunismo, o islamismo, as religiões extremistas. No século vinte tivemos o maior número de mártires da história. A Christian Freedom International (CFI), organização que fornece ajuda humanitária a cristãos perseguidos, relatou que mais de 200 milhões de seguidores da fé cristã estão enfrentando perseguição em 105 países. Isso torna o Cristianismo a religião mais perseguida no mundo. O ministério Portas Abertas liberou um mapa global mostrando os países em que há perseguição cristã, classificando cada país com o nível de perigo que representa aos cristãos. A Coréia do Norte está no topo da lista, seguido da Somália e do Iraque. A maioria dos 50 países listados estão ou no Oriente Médio ou na África. O Site Portas Abertas elenca As Cinco Esferas da Perseguição Contra os Cristãos:

1. INDIVIDUALIDADE - A pessoa não é livre para: escolher qual religião quer seguir; orar a Deus dentro de casa ou em lugar público; possuir um exemplar da Bíblia ou outros livros cristãos para uso pessoal etc.

2. FAMÍLIA - A perseguição vem por meio de pais, irmãos, tios, avós, primos e outros. O convertido é impedido de praticar sua fé em casa e enfrenta problemas em assuntos civis como casamento, enterro de familiares, herança e outros.

3. COMUNIDADE - O cristão sofre pressão por meio de atitudes preconceituosas, regras de convivência, casamento forçado, dificuldade de acessar recursos, pressão para renunciar a fé, discriminação no trabalho, intimações à delegacia etc.

4. NAÇÃO - O cristão enfrenta oposição, pois não há leis que garantam liberdade de culto e prática da fé. É considerado crime pregar a Palavra e, em casos mais extremos, até a conversão ao cristianismo. O cristão enfrenta problemas para tirar o passaporte, sair do país, se reunir com outros cristãos.

5. IGREJA - Enfrenta dificuldades em realizar atividades como cultos, reuniões de oração, batismos, estudos bíblicos, entre outros. Ter acesso à Bíblia e a outros materiais cristãos é quase impossível. A opressão pode vir de todas as esferas: vizinhos, governo, polícia, famíliahttps://www.portasabertas.org.br/classificacao/perseguicao-religiosa/.
Sugiro a leitura do artigo “Evangélicos veem extremismo muçulmano e perseguição como sinais do fim dos tempos” no site GNOTÍCIAS: http://noticias.gospelmais.com.br/evangelicos-veem-extremismo-muculmano-sinal-fim-80789.html]


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, faça a seguinte indagação: “Qual o mais importante discurso profético proferido por Jesus?”. Ouça os alunos e explique que o discurso no Monte das Oliveiras (Mt 24-25) é o mais importante discurso profético de toda a Bíblia. Em seguida mostre o quadro abaixo fazendo um paralelismo entre o discurso de Jesus no Monte das Oliveiras e os selos de Juízo.

II. SINAIS NOS CÉUS DA VINDA DE CRISTO

1. Sinais do céu. Jesus alertou que antes de sua vinda haveria vários sinais, como por exemplo, “grandes terremotos e fomes, pestilências, coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc 21.11). Notemos que o texto diz “sinais do céu” e não sinais “no céu”. Não devemos especular e muito menos ensinar sobre assuntos que não estão revelados na Palavra de Deus. Não sabemos que sinais serão estes nos céus, pois as Escrituras não revelam, porém sabemos que eles trarão espanto a todos que o virem, mostrando que serão algo jamais visto pelo homem. [Comentário: “E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc 21.11);
“E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas” (Ls 21.25);
“E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumo” (At 2.19).
Sobre estes textos, transcrevo um artigo de autoria do Rev Caio Fabio, com o título SINAIS DO CÉU E SINAIS NOS CÉUS!, disponível em seu site, e deixo os leitores à vontade para tirar suas conclusões, eu, particularmente, achei o texto muito bem elaborado e embasado: “De fato Jesus fala de sinais dos céus e de sinais nos céus. Quando fala de sinais dos céus Ele deixa tudo aberto. Não há especificações, mas apenas a advertência acerca de que os céus estariam mostrando coisas estranhas. Porém, quando fala de sinais nos céus, Ele os relaciona às grandes catástrofes de natureza estelar — sejam alterações no sol, na lua, nas estrelas [que são todos os corpos celestes, de meteoritos a meteoros, a grandes massas vagando pelo espaço], sejam apenas “coisas espantosas”. Os sinais na terra parecem que começam a ser notados de modo global. Sim! Tais sinais estão se tornando fatos irretorquíveis.
Os sinais do e no céu [s], no entanto, não são muito levados a sério.
E por quê?
Ora, eu creio que tem a ver com duas coisas pelo menos:
1.      Todos os sinais dos céus foram apropriados pela ufologia, e, assim, os cristãos, por uma questão de condicionamento doutrinário, dão de ombros às evidencias esmagadoras de que existem sinais inexplicáveis e avistados hoje por milhões de pessoas sérias, bem como por equipamentos tecnológicos de confiabilidade inquestionável, e que nos mostram dia a dia a fartura de coisas que estão para além de toda explicação humana.
2.      A decisão Política Mundial de não tratar do tema parece deixar a questão para os loucos e esotéricos apenas, abrindo um flanco importante no que deveria ser direito de primogenitura dos cristãos sobre o entendimento de tais coisas.
Jesus não mandou seguir, buscar, acampar e mudar para lugares de avistamento de sinais do céu!
Não! Jamais faria assim. Ao contrário disso, Ele mandou que não andássemos a procura de nada, pois, na hora certa, o que nos interessa de Fato-Final, aparecerá com Grande Glória e todo olho o verá.
No entanto, se Ele mandou que não seguíssemos nada que não a vivencia do Evangelho onde Ele, Jesus, nos plantar, ao mesmo tempo Ele manda que mantenhamos os olhos abertos vendo todos os sinais, inclusive os sinais do céu.
Ora, eu não posso negar o inusitado, insólito e o inexplicável do céu, pois, eu mesmo, na companhia de meu pai e treze amigos [ainda jovenzinho], vi uma esfera prateada por alguns minutos na estrada para Itaperuna, na década de 60, a qual desapareceu diante de nós em velocidade inimaginável. Além disso, anos mais tarde, na companhia de milhares de colegas, na Escola Técnica Federal do Amazonas [com o testemunho de toda cidade], vi outra vez um objeto de tamanho imenso e que andou sobre toda a cidade por alguns minutos no ano de 1974 [os jornais daquela época têm essa história], e sobre cuja história fiz narrativa em meu livro “Confissões de Um Pastor”.
O que me impressiona é que muita gente já viu, mas quase todos ficam calados. Medo! Medo de serem tidos como esotéricos; ou loucos desvairados; ou mesmo como gente “crédula”. Mas, à boca pequena, muita gente diz que viu.
Minha irmã Suely já foi seguida por algo do gênero por 150 kilometros na estrada Manaus - Itacoatiara. Ela estava acompanhada de mais quatro pessoas, e viu aquilo por mais de duas horas, cruzando sobre seu carro e de um lado para o outro da estrada, e capaz de manobras impossíveis aos aparatos humanos.
O Profeta Ezequiel descreve algo que se não estivesse na Bíblia seria totalmente repudiado pelos crentes de hoje!
Para Ezequiel, no entanto, aquelas foram experiências com entes celestiais, com anjos do Senhor e criaturas do espírito. Essa foi a procedência do que lhe apareceu.
Entretanto, nada impede que se tais fenômenos possam se manifestar de modo positivo, [como foi com Ezequiel], que eles, sendo se outra natureza espiritual, possam também manifestar-se modo ruim e perverso, conforme algumas histórias narram.
Discípulos de Jesus não têm que andar atrás dessas coisas. No entanto, não podem fazer de conta que tais coisas não estejam acontecendo, e num volume de evidencia muito mais significativa do que se tem como demonstração em relação a muitas das coisas que dizemos crer na Bíblia.
Ora, é porque está na Bíblia que devemos manter os olhos abertos. E mais que isto: tais coisas não estão apenas na Bíblia, mas sim estão na parte da Bíblia cuja manifestação de Palavra está em total vigência, pois não se trata daquilo que estando na Bíblia como Livro, já não está na vigência como Testamento de Jesus para o homem.
Pense nisso e mantenha-se alerta e cheio de discernimento!
Paulo disse que nada pode nos separar do amor de Cristo; nem mesmo qualquer outra forma de criatura ou de criação.” http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=03928 ]

2. Jesus fala de sinais e não de datas. Jesus fala de sinais que antecedem a sua volta, mas em momento algum Ele fala a respeito de datas. O Mestre também deixou claro que estes sinais são parte do plano de Deus, todavia quando eles acontecerem, o fim não será logo. [Comentário: À medida que o tempo passa, podemos perceber que os sinais da vinda Jesus Cristo são mais frequentes e mais visíveis. A Escritura deixa claro que a vinda de Cristo é sempre acompanhada por sinais. Assim foi com a sua vinda na carne (Lc 1.18-20; 41-45; 2.12) e assim será com o seu retorno em Glória (Mt 24.3, 30; Lc 21.11,25). Por isso, estes sinais são importante e devem ser corretamente compreendidos. Estes sinais nos dizem que sua volta se avizinha. Esta certeza cria uma urgência de que devemos viver sob um constante sentimento de expectativa (Lc 19.13; Jo 9.4) e empenho missionário para ganhar almas para o reino. Não é coincidência o fato de que uma surpreendente porcentagem dos movimentos missionários modernos e dos esforços evangelísticos tenha sido liderada por pré-milenaristas.]


SUBSÍDIO DIDÁTICO

As Dores de Um Parto Difícil
“Cristo começa o seu sermão com uma longa lista de calamidades que Ele compara com as dores de parto que precedem o nascimento de uma criança (Mt 24.4-8).
A palavra ‘dores’ no versículo 8 é do grego Ùdin, que fala do trabalho e da dor de parto. As aflições que Cristo relaciona aqui são como as dores de parto. A princípio, são relativamente moderadas e não frequentes, porém à medida que a hora se aproxima, elas vêm em ondas implacáveis, mais rápidas e mais severas.
A ilustração de dores de parto é bastante comum na literatura apocalíptica judaica. O apóstolo Paulo usou uma figura similar para descrever o dia do Senhor (1Ts 5.3).
O contexto indica que esses sinais se aplicam de um modo particular à era da Tribulação. No entanto, esses próprios males (guerras e rumores de guerras, falsos cristos, desastres naturais e perseguição) são aflições que têm caracterizado a totalidade da era cristã. Características similares estão presentes neste exato momento em diversos graus, e coletivamente parecem estar piorando de modo grosseiro e mais preponderante, exatamente como dores de parto.
Isso não significa que a era em que estamos vivendo seja a que Cristo descreve. Mas realmente sublima a iminência da volta de Cristo para a Igreja. O mundo no qual vivemos já está maduro para a Tribulação. Elementos como os sinais das dores de parto já estão sendo sentidos. As aflições atuais podem meramente ser como as contrações Braxton-Hicks — dores de parto prematuras; entretanto, significam que a hora do trabalho difícil, e então o parto em si, é inevitável e se aproxima rapidamente” (MACARTHUR, John. A Segunda Vinda. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.89-90).

III. GUERRAS, CONFLITOS E TERREMOTOS

1. Guerras e conflitos. Jesus falou a respeito de guerras e conflitos entre as nações como um dos sinais de sua volta. O Mestre alertou que se levantará nação contra nação, e reino contra reino (Mt 24.7). Não é o que temos visto ao longo do tempo? O mundo já sofreu com duas grandes guerras (a Primeira e a Segunda Guerra Mundial). Milhares de pessoas inocentes foram mortas. As guerras e os conflitos continuam sendo constantes em nosso planeta. Atualmente temos visto também a ameaça do terrorismo, que é também um tipo de guerra. Os vários atentados terroristas ao redor do mundo têm causado a morte de vários inocentes. Há pouco tempo vimos a Europa, em especial a França, sendo palco de ataques de extremistas islâmicos. Estes espalham o medo e a violência ao redor do mundo. Recentemente, alguns que pertencem a ala dos extremistas efetuaram atentados terroristas, na França, na Tunísia e no Kuwait, matando dezenas de pessoas. O grupo extremista que atua no norte da Nigéria, o Boko Haran, tem como um dos seus alvos a destruição da fé cristã. [Comentário: O século passado experimentou, certamente, mais do que todos os outros, profundas mudanças em todas as áreas. Muitos desses acontecimentos são de enorme significado para a Igreja. Olhar a história recente é ver o desenrolar do plano divino através dos séculos, é atentar para os sinais dos tempos, é colocar-se em guarda para aquilo que virá. Desde a antiguidade, passando pela idade média, e chegando a nossa idade contemporânea, muitos perderam a vida guerreando ou sendo apenas vítimas de guerra. Nunca o ser humano guerreou tanto como nos séculos XX e XXI. Somente no século XX, cerca de 191 milhões de pessoas morreram em combates ao redor do mundo. Se ligamos a televisão para acompanhar algum jornalístico, ficaremos absortos como esta declaração de Jesus Cristo (Mt 24.7), é uma impressionante descrição do que está acontecendo agora mesmo no mundo. Apesar do incrível cumprimento das palavras de Cristo, devemos levar em conta que embora elas anunciem que Ele vem, estes sinais não são os últimos nem os definitivos. Se lermos esta passagem com cuidado notaremos que Jesus Cristo disse: "mas ainda não é o fim" e "tudo isto é só o princípios das dores". Ao analisarmos Mateus 24.7-8 e Lucas 21.11 mais cuidadosamente, o Senhor Jesus diz que as guerras serão seguidas de fomes, de pestes, de terremotos em vários lugares. O versículo nos diz que não necessariamente as epidemias, as fomes e os terremotos acontecem por causa da guerra. Mas são vários eventos que acontecem sucessivamente e simultaneamente.]

2. Terremotos. Segundo alguns geólogos, o número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. De acordo com a United States Geological Survey, dos EUA, “entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200.000 terremotos”. Destes, somente 100.000 são percebidos. A maior parte dos tremores ocorre em escalas imperceptíveis ao ser humano. [Comentário: “E haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas” (Lc 21.11). O Tsunami no sudoeste asiático, os tufões e terremotos dos últimos vinte anos têm de fato produzido preocupações para as autoridades mundiais. Pesquisas científicas fazem predições mais apocalípticas do que o próprio Apocalipse. Não há perspectivas positivas nesse sentido. Por falar em "dores", nos faz lembrar da mulher que está para dar a luz, e à medida que aproxima-se o momento da concepção, as contrações e as dores aumentam em intensidade e em período de tempo. É exatamente isto que temos observado nestes últimos dias antes da volta de Jesus a esta terra. Os sinais que Ele mencionou para que observássemos estão acontecendo cada vez mais fortes e com menor intervalo de tempo entre eles.]


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Assim como a terra reagiu quando Jesus morreu (cf. Mt 27.51), também ocorrerão sinais ‘em baixo na terra’ (cf. At 2.19) antes da segunda vinda de Jesus.
    Terremotos. Esse sinal continua a manifestar-se em várias partes do mundo. Se compararmos estatisticamente o número de terremotos ocorridos, veremos que do nascimento de Jesus até o ano de 1900, aconteceram menos terremotos do que entre 1901 e 1908. Torna-se real, em nossos dias, a profecia de Isaías 24.19.
    Fome (cf. Lc 21.11; Ap 6.8). Secas, catástrofes e outras causas, têm motivado a fome em várias partes do mundo. Desde o início do século, o mundo tem presenciado períodos de fome, onde dezenas de milhares de vidas têm sido ceifadas. Carestia e escassez de víveres fazem parte da fotografia profética dos últimos tempos (cf. Ap 6.5,6).
    Pestilência (cf. Lc 21.11). Os jornais mostram que doenças incuráveis têm ceifado a vida de milhões de pessoas todos os anos. O câncer até o momento não tem solução clínica. Novas bactérias letais são detectadas com uma frequência assustadora. Com relação à peste, existe uma observação interessante em Apocalipse 6.8 onde se fala das causas de mortes nos últimos tempos. Uma delas é ‘com as feras da terra’. No original grego, a palavra traduzida por ‘fera’ é qhriwn. Essa palavra é um substantivo genitivo, neutro, plural e encontra-se no diminutivo — ‘pequenas feras’. Isso certamente se refere aos ratos que são causadores da peste bubônica” (BERGSTÉN, Eurico.Introdução à Teologia Sistemática. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1999, p.304).

CONCLUSÃO

Os sinais que prenunciam a volta de Jesus estão se cumprindo a cada dia. A apostasia tem se evidenciado, no meio de igrejas evangélicas, a ponto de a Bíblia não ser mais referência para a conduta de muitos que se dizem cristãos. Na natureza, há fenômenos que indicam o cumprimento das previsões apocalípticas. Na vida moral, certamente, há o maior grau de fatos que comprovam o aumento da iniquidade humana. Mas a Igreja de Jesus Cristo deve continuar em oração e vigilância como “coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15), aguardando em santificação a volta de Jesus. [Comentário:Segundo o nosso texto base, Jesus fala sobre O princípio das Dores, dores de parto estudadas hoje, logo em seguida, Ele nos fala sobre a Grande Tribulação (Mt 24.15-28) e Sobre sua Vinda (Mt 24.29-31). Resumidamente Jesus diz que viriam muitos em Seu nome dizendo ser Cristo e enganariam a muitos. Diz também que no Fim dos Tempos ouviremos falar de Guerras, nações se levantarão contra nações, haverá fome e terremotos, os Cristãos serão perseguidos e odiados, e a iniquidade se aumentará, com isso o amor de muitos se esfriará. “...tudo isto é o princípio das dores” (isto é, dores de parto) ou sinais da Sua Vinda. É interessante que depois disso, muitos outros sinais do fim dos tempos começaram a aparecer – Israel recebeu permissão para retornar à sua terra (em 1917, através da Declaração Balfour) e a Revolução Russa, que resultou no erguimento dessa nação como uma potência mundial, dentre outros sinais. Não são poucos os estudiosos e expositores da Bíblia que creem que os versículos acima descrevem os primeiros três anos e meio do período da Tribulação, tratado detalhadamente nos capítulos 6 a 12 de Apocalipse. Visto que muitos sinais, ao que parece, já começaram a se cumprir, todos nós deveríamos orar e trabalhar em prol do reino, Sua Vinda para buscar a Igreja, por ocasião do Arrebatamento é certa e iminente!“NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”.

Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br.