quarta-feira, 21 de maio de 2014

HISTÓRIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM VITÓRIA DO MEARIM

PRÓLOGO


As grandes vitórias alcançadas pela Igreja do Senhor Jesus, teve a participação de homens que decidiram em cumprir um dos mais nobres mandamentos: “IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA” e, esses homens de Deus, mantiveram um grande segredo em todo o percurso de sua história, o caminhar lado a lado com Deus.

Em toda história bíblica encontramos homens e mulheres que não temendo o inesperado, expuseram suas vidas ao perigo, e, muitas vezes, perigo de morte.

No início encontramos Abraão que obedecendo a voz de Deus, saiu para uma terra desconhecida para mais tarde ser chamado amigo de Deus e pai da fé, e na caminhada para o sacrifício de seu filho Isaque foi o primeiro que viu o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

No Êxodo encontramos Moisés, que não temendo a ira de Faraó tirou o povo de Deus do Egito e perseguido pelo exército egípcio deparou-se com o Mar Vermelho, e clamando a Deus Ele lhe disse: Moisés porque clamas a Mim? Diga para que o povo marche, e ele tocando o mar com a vara o mar se abriu e o povo passou a pé enxuto, mas o exército de Faraó se precipitou no mar.

Na Babilônia, quatro jovens hebreus não se renderam ao luxo e ao conforto dos palácios de Nabucodonosor, preferiram servir ao Deus dos seus pais, Abrão, Isaque e Jacó, e no dia em que Daniel foi lançado na cova dos leões os animais ferozes renderam-se ao poder do Altíssimo e nada pôde fazer a esse jovem, como também o fogo não teve poder sobre os corpos de Sadraque, Mesaque e Abednego, quando foram lançados na fornalha de fogo ardente, porque lá estava o quarto Homem que entrou para transformar o intenso calor em uma brisa suave. Se estes homens não andassem lado a lado com Deus, eles teriam sido tragados pela derrota. Como disse o salmista: “Se o Senhor não estive ao nosso lado, eles já nos teriam engolido vivos”.

Assim também é a Igreja do Senhor Jesus que anda lado a lado com Deus, as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela!

Nos tempos neotestamentários, encontramos os apóstolos e discípulos cumprindo o IDE DE JESUS, e mesmo diante de tantas perseguições e mortes, vemos Paulo e Silas cantando louvores na prisão e o anjo do Senhor movendo os alicerces do cárcere e dando liberdade e vitória, porque eles andavam lado a lado com Deus, e tinham uma grande missão: levar o Evangelho ao mundo inteiro.

ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

A origem das Assembleias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte.

Os participantes desse reavivamento ficaram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos 2). Assim eles foram chamados de "pentecostais".

Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em línguas quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos 2).

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação do Senhor Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade, a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época: Batista de Belém, Presbiteriana, Anglicana e Metodista, ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que mostravam-se abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911, foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.

Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

E assim... chegou  também ao Maranhão, e em Vitória do Mearim começou assim...

BREVES RELATOS HISTÓRICOS
DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM VITÓRIA DO MEARIM

Seguindo o exemplo dos crentes primitivos os irmãos: Elpídio Anselmo Marinho, Leandro Vieira, Lucas Marinho, Crescêncio Marinho e Raimundo Felipe, que ao aceitarem a fé e receberem as doutrinas pentecostais no dia 20 de agosto do ano de 1948, na cidade de Vitória do Mearim, passaram a andar lado a lado com Deus e a fazer parte da história desta Igreja.

Pr. Francisco de Assis Gomes
O avanço do Evangelho para nossa cidade se deu através do pastor Francisco de Assis Gomes, da cidade de Arari-MA, que no seu ministério de evangelismo e missão, começou a evangelizar o povoado de Barreiro em Arari, e atravessando fronteiras veio até o povoado de Jaguary e lá evangelizou algumas famílias e ganhou duas almas para Cristo, sendo os primeiros crentes desta Igreja os irmãos Elpídio Anselmo Marinho e Leandro Vieira.

Passado algum tempo, esses irmãos mudaram-se para a cidade de Vitória do Mearim, e para sua grande alegria encontraram três irmãs que também já tinham sido evangelizadas e convertidos a Cristo, sendo as irmãs: Josina Teles, Ezequiela Teles e Paula Jardim.

Suas conversões, segundo relatos do irmão Sebastião Rodrigues Marinho (Irmão Sibá) o Sr. Marinho juntamente com sua esposa Pêdra, aceitaram a Jesus em um culto realizado em sua casa por um irmão apenas conhecido como Sargento Paulino, que indo a trabalho  para a cidade de Pindaré, hospedou-se na casa do Sr. Marinho, como este homem também andava lado a lado com Deus, não perdeu a oportunidade, e pediu permissão para dirigir um culto para a pregação do Evangelho de Cristo Jesus, e foi indagado pelo dono da casa sobre o que era um Culto? Aproveitando a indagação do anfitrião, o “Sargento de Cristo”, falou de Jesus e disse que o culto serve para louvar a Deus, orar e pregar a Palavra do Senhor.

Ansioso para ver o que realmente era um culto, o Sr. Marinho concordou, e sua esposa a dona Pêdra convidou a vizinha a Sra. Josina Teles, para assistir o primeiro culto evangélico em
Pr. Paulino Flávio Rodrigues
nossa cidade, realizado pelo até então anônimo servo do Deus Altíssimo, Sargento Paulino Flávio Rodrigues, que cantou, orou, leu a Palavra de Deus e fez uma excelente pregação da poderosa Palavra, e a semente lançada caiu em boa terra, e logo germinou, pois no final do culto, estavam ali o Sr. Marinho, sua esposa dona Pêdra e sua vizinha Josina Teles, aceitando a fé em Jesus e convertendo-se ao Evangelho pregado pelo homem de Deus, que por determinação do Espírito Santo realizou o primeiro culto evangelístico em nossa cidade e ganhou as primeiras almas, dando início a uma grande obra evangelística e missionária.

Sabendo que a semente germinada poderia crescer e dar muitos frutos, o inimigo de nossas almas tenta impedir e começa com um sutil ataque contra os novos convertidos, incitando os líderes religiosos da época a desanimá-los da fé evangélica, ora recebida. Não conseguindo, começou
Arte para mostrar como aconteceu a queima das Bíblias
então uma forte perseguição contra os servos de Deus, tais líderes não querendo que a Palavra de Deus fosse lida e divulgada, então, de forma violenta tomaram as Bíblias que foram doadas pelo sargento Paulino. E o padre da cidade conhecido por Manuel, fez uma fogueira em praça pública e os queimou, mas não adiantava mais nada, pois a Palavra já estava em seus corações.

A intolerância religiosa dos líderes da época, foi tão grande, que nos anos seguinte, ao falecer um de nossos irmãos, amigo do irmão Marinho, que era um dos principais da Igreja, os perseguidores impediram que o corpo de nosso irmão fosse sepultado no único cemitério da cidade, localizado no bairro do Tapuitapera, alegando que o irmão era um herege e pecador, obrigando os irmãos sepultarem em um lugar desapropriado, onde hoje fica o bairro Quem Diria.

Diante dessas e de tantas outras perseguições, os pioneiros do Evangelho em nossa cidade, o irmão Marinho e sua esposa a irmã Pêdra, resolvem mudar-se para a cidade de Bacabal, mas deixaram aqui uma semente germinada e pronta para crescer e dar bons frutos. E foi isso que aconteceu, os irmãos que resolveram ficar e enfrentar as ameaças e perseguições, andavam lado a lado com Deus, e começaram a dirigir cultos, evangelizar e pregar o Evangelho de Cristo Jesus e assim ganharam outras almas para Cristo, dentre elas uma irmã conhecida como Madalena Prazeres residente na rua da Beira Rio, a sua casa tornou-se um ponto de pregação, e em pouco tempo muitas almas já tinham sido alcançadas pela pregação desses irmãos, que começando pelas famílias Marinho, Vieira e Fernandes, alcançaram muitas outra. Assim a Igreja ia crescendo e se fortalecendo, em todos os bairros da nossa cidade, em todo o  Maranhão e no Brasil. Por isso é que cantamos, alegremente: A Assembleia de Deus no Brasil chegou... e chegou também em nossa Vitória do Mearim.

Alguns anos mais tarde quando já havia muitos novos convertidos, nossos pioneiros saindo em caravanas do povoado de Jaguary atravessavam o rio e participavam de cultos de ensino nos povoado de Barreiro e Bonfim, e também em Arari, pois já havia congregações formadas nestas localidades.

Com o crescimento da Igreja, em pouco tempo já era necessário realizar o primeiro batismo em águas, pois os irmãos estavam preparados e ansiosos para este grande evento, e ajuntando um grande número de irmãos vindo de Arari e de outros lugares, que juntamente com os irmãos de Vitória, fizeram o primeiro batismo em águas nesta Igreja, e o grande rio Mearim e todos os expectadores que ali estavam para verem algo jamais acontecido na cidade, foram testemunhas da imensa alegria que nossos pioneiros sentiram, quando, nas margens do rio, bem na descida do antigo Mercado Municipal [onde está localizado hoje o Banco do Brasil], nossos irmãos foram imersos em águas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Com o batismo realizado e muitos irmãos novos convertidos, a Igreja de Vitória dava os primeiros passos para ser considerada uma grande congregação, foi então, que enviado por Deus, o pastor de saudosa memória, José Cândido de Oliveira, tomando posse da Igreja, começou os preparativos para construir o primeiro templo da Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, adquiriram então, um terreno bem no centro da cidade, localizado na Praça da Criança em frente ao Mercado Municipal, logo depois desta conquista os irmãos logo queriam que a construção se iniciasse, e o irmão José Raimundo Marinho, conhecido como Zé de Lucas foi o primeiro trabalhador da construção desta Igreja, pois foi ele quem capinou todo o terreno e fez a cova onde estar a pedra fundamental do primeiro templo desta Igreja, e na ocasião foi realizado um grande culto e  irmã Josina Teles, foi quem lançou a pedra fundamental do primeiro templo erigido para honra e glória do nome do Senhor Jesus.

Sempre buscando a Deus, nossos pioneiros se esforçaram juntamente com o Pastor José Cândido de Oliveira e trabalharam arduamente, todo o material do templo foi adquirido pelos próprios irmãos, as pedras foram tiradas de uma antiga pedreira onde hoje existe a Vila Reginaldo, os tijolos foram fabricados pelos nossos irmãos no bairro Tapuitapera, a madeira foi tirada nas margens do rio Mearim, nossos irmãos adquiriam uma embarcação que veio de Cajapió, para transportar a madeira tirada, os outros materiais foram carregados de várias formas, conta a irmã Verônica Marinho e o irmão Francisco das Chagas Marinho, que não tendo transporte suficiente carregaram os materiais até nas suas próprias cabeças, tudo isso para honra e glória do nome do Senhor Jesus, e diante de tantas lutas e dificuldades eles foram vencedores, pois a mão do Senhor os fortalecia e os encorajava, e assim, sob o comando de Deus e do Pastor José Cândido de Oliveira eles conseguiram construir o primeiro templo para abrigar a recém fundada Igreja Assembleia de Deus em Vitória do Mearim.

Com o templo construído a obra do Senhor começou a expandir-se, muitas eram as conversões, muitas bênçãos derramadas e grandes Vitórias alcançadas. Começaram então a evangelizar todos os bairros da cidade, e também os povoados do município, sempre levando a palavra de Deus, e muitas almas eram alcançadas por nossos pioneiros porque eles andavam lado a lado com Deus.

A semente plantada na terra boa já era uma árvore e tantos eram os frutos que o primeiro templo já não cabia mais, em todos os bairros e povoados tinham famílias crentes em Jesus, que vinham se congregar no primeiro templo. E durante um tempo de aproximadamente trinta anos a Igreja se reuniu no templo da Praça da Criança.

Nos anos 80, com a posse do pastor João Rodrigues, a Igreja em Vitória do Mearim, começou uma nova conquista, a construção do segundo templo, que seria bem maior e abrigaria muitos irmãos. Toda Igreja se dispôs a contribuir, já adquirido um terreno começaram a construção, foram também muitas lutas e muito trabalho, mas como a Igreja já tinha muitos membro e congregados que se dispuseram a realizar a obra e com as bênçãos de Deus, em pouco tempo o novo Templo já estava pronto, e no dia 12 de outubro de 1984 no pastorado do pastor Antonio Amarante, foi inaugurado o novo templo localizado na rua Calixta Maciel.

Estas são as duas primeiras fases da história de nossa Igreja, da primeira conversão no dia vinte de agosto do ano de 1948 e a inauguração do segundo templo no dia 12 de outubro de 1984. Foram 36 anos de vitórias.

E a história continua, podemos dizer que estamos na terceira fase de nossa Igreja, pois a semente plantada pelo pastor de saudosa memória Francisco de Assis Gomes e pelo Sargento Paulinho, germinou, cresceu e mesmo diante de tantas ameaças e perseguições foi vitoriosa, e transformou-se em uma grande árvore e deu frutos maravilhosos, porque foi regada com muitas lágrimas derramadas, e as orações e as súplicas foram atendidas, e pela graça do Senhor Jesus, hoje estamos desfrutando dessa linda e vitoriosa história, e já construímos o terceiro templo, que é o maior da região (Inaugurado no dia 29/11/2008), temos lindas congregações espalhadas por todos os bairros e povoados, prova de que todo esforços de nossos pioneiros foram maravilhosamente recompensados.  E a continuação dessa linda história será contada por gerações futuras, porque esta é a Igreja que permanece para sempre! A eleita do Senhor Jesus!

São 62 anos de bênçãos e vitórias.

A Igreja de ontem (1948), Igreja vencedora na força do Espírito Santo!

A Igreja de hoje (2010), tem a responsabilidade bem maior, pois cabe a ela conservar “viva e imutável” a fé e a doutrina que uma vez nos foi dada, que cada crente desta Igreja levante a voz dizendo que Cristo Salva, Cura e Batiza com o Espírito Santo!

A Igreja de hoje, possui Secretaria de Evangelismo e Missão, e campanhas evangelísticas, é a Igreja que evangeliza e leva a preciosa mensagem do evangelho.

A Igreja de hoje, mantém a Escola Dominical, é a Igreja que ensina, instrui e educa na fé Cristã e prepara homens e mulheres para serem bons cidadãos da terra e verdadeiros cidadãos dos Céus!

A Igreja de hoje, constrói templos e mais templos, para abrigar a santa e amada do Senhor Jesus, é a Igreja que investe na obra do Senhor!

Somos essa Igreja composta por todos aqueles que se decidiram com Cristo, que são tantos como a areia do mar.

Devemos muito aos nossos pais na fé, os pioneiros do Evangelho nesta cidade, que expuseram suas vidas aos sofrimentos e andaram chorando e lançando a preciosa semente, que nasceu, cresceu e deu muitos frutos, um por cem e cem por mil.

Que a graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja sempre sobre esta Igreja, e por amor a Ele, nos manteremos sempre firmes na fé, na doutrina e na comunhão dos Santos, até que ele venha nos buscar.

          A Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, fez história com os seguintes pastores:

1. Elias Campelo da Fonseca (12/08/1949 - Posse)
2. Raimundo Mendes (28/08/1951)
3. José Pereira de Brito (06/09/1952)
4. Jó Napoleão Pessoa (04/11/1954)
5. Raimundo Prudente de Almeida (17/11/1956)
6. José Costa de Almeida (13/08/1959)
7. José Cândido de Oliveira (18/08/1961)
8. José Oliveira Costa (30/08/1963)
9. João Evangelista Rodrigues (29/10/1965)
10. Antonio Pedro Alves
11. Djalma Costa (24/11/1972)
12. Joacy de Almeida Costa (06/10/1978)
13. José Alves Portela (30/11/1980)
14. Antonio Rodrigues do Amarante Chaves (05/11/1983)
15. Manoel Graciano de Paiva (11/01/1985)
16. Anselmo Cardoso de Carvalho (13/07/1992)
17. José Lopes Teixeira (15/07/1995)
18. Francisco Agostinho de Oliveira (13/12/1997)
19. Luis Silvestre Pereira (21/02/2001)
20. José Lopes Teixeira (29/03/2003)
21. Getúlio Feitosa de Melo (18/04/2006)
22. José Cardoso Lindoso (12.12.2008)
23. João Damasceno Ferreira (26/02/2010)
24. Francisco Martins (11.07.2014)
25. Osvanildo Farias de Albuquerque (03/08/2015)

         A Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, teve Co-pastores:
1. Domingos Martins Filho (1999 - 21.02.2001
2. Israel Silvestre (21.02.2001 - 07.04.2004)
3. Neilson Carvalho Teixeira (2003 - 20.04.2006)
4. Gesiel Ferreira de Melo (20.04.2006 - 30.11.2008)
5. Djalma Bernardino Ferreira (06.01.2013 - 27.01.2014)
6. Ronaldo Rodrigues Marinho
7. Ezequias Morais Pereira (26.06.2012 - 31.12.2017)
8. Evandro Ferreira Serra (16.07.2014 - 03.08.2015)
9. Eronildo de Oliveira Alves (16.07.2014 - 03.08.2015)
10. Gloudielson Santos Brito (25.06.2014 - 03.08.2015)
11. José Francisco Lopes Chaves (25.06.2014 - 03.01.2018) 
12. Givanildo Mendes Aragão (03.08.2015 - xxx)
13. Lourinaldo Aragão Santos (12.11.2015 - 30.12.2017)
14. Walter Alves da Silva (22.12.17 - 07.01.2019)
15. Edilson Alves (22.12.17 - 31.01.2020)  
16. José Maria Ferreira (17.12.15 - 01.12.2020)

A Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, teve 1 Presbítero: Pedro João de Oliveira

A Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, tem também Co-pastores:
01. João Marcos Ribeiro Correa (18.12.2009) [SETOR 7]
02. Marconi Ramos da Silva (15.12.2010)
03. Irone Reis Soares (17.12.15)   [SETOR 2]
04. Raimundo João Maciel (12.11.2015) [SETOR 6]
05. José Marley Mendes Ferreira (03.08.15)
06. Maikon D'Ângelo Correa Martins
07. Jhonny Michael Bogea da Silva (20.12.2019)  [SETOR 5]
08. Abdiel Passos Pereira (20.12.2019) [SETOR 4]
09. Antonio Emersom Lopes Muniz (20.12.2019) (SETOR 1)
10. Edilberto Tavares (20.12.2019) [SETOR 9]
11. Gloudielson Santos Brito (28.11.2020)  [SETOR 3]

       A Assembleia de Deus em Vitória do Mearim, tem também Missionário:
1. Everaldo Guedes Júnior [SETOR 8]

      PRIMEIROS CRENTES (mulheres)
01.  Dona Pêdra
02.  Josina Teles
03.  Eziquela
04.  Paula Jardim
05.  Madalena Prazeres
06.  Joana Prazeres
07.  Georgina Fernandes
08.   Maria Marinho
09.   Raimunda Chaves
10.   Pureza Marinho
11.   Francisca Brito
12.   Luiza Neves
13.  Andrelina
14.  Cantídia
15.  Nazaré Brito
16.   Luiza Maria
17.   Ana Marinho
18.   Rita Coelho
19.   Nila Batalha
20.   Joana Chaves
21.   Potilha Coelho
22.   Maria Coelho
23.   Cristina Marinho

      PRIMEIROS CRENTES (homens)
01.   Sr. Marinho
02.   Elpídio Marinho
03.   Leandro Vieira
04.   Lucas Marinho
05.   Balbino Fernandes
06.   Melquides Chaves
07.   Crescêncio Marinho
08.   Bibiano Coelho
09.   Lorentino
10.   Felipe Rodrigues
11.   Inácio Marinho
12.   Valdemar Chaves
13.  Domingos Chaves
14.  Marcos Coelho
15.  Neco Vieira
16.  Domingos Sousa
17.  Raimundo Filipe
18.  Sebastião Rodrigues Marinho
19.  José Pedro Morais
20. José Ferreira da Silva
21.  Francisco das Chagas Marinho

      PRIMEIROS CRENTES QUE ESTÃO VIVOS
1.  Verônica Marinho Gonçalves
2.  Alice Bogéa
3.  Francisca Marinho
4.  Edna Rosa
5.  Lasdulina Silva Perez
6.  Nair Silva Perez
7.  Genelias Brito
8.  Isabel Marinho
9.  Dina Fernandes Silva
10.  José Raimundo Marinho
11.  Raimundo Rodrigues Rosa
12.  Luis Justino da Silva

Os relatos deste breve histórico da Assembleia de Deus em Vitória do Mearim foram elaborados a partir de informações obtidas pelos seguintes irmãos:
Sebastião Rodrigues Marinho (Sibá)
Francisco das Chagas Marinho (Pafanga)
José Raimundo Marinho (Zé de Lucas)
Verônica Marinho Gonçalves
E organizado e redigido pela secretaria de Eventos Evailde Bogéa  e o Secretaria  do ministério local diácono Valdecy Amurim. (Texto lido no ato da cerimônia dos 62 anos da AD em Vitória do Mearim nos dias 19 a 22 de agosto de 2010)
Vitória do Mearim
Agosto de 2010



FOTOS DAS COMEMORAÇÕES DOS 62 ANOS DA AD EM VITÓRIA


O rio Mearim foi palco de grandes bênção nos 62 anos anos da AD
em Vitória do Mearim


Pr. Manoel Graciano de Paiva (in memorian) também participou da comemoração dos 62
anos da AD em Vitória
Pr. Agostinho e o irmão Manoel Conceição Fernandes (meu pai)
Vitória do Mearim ouviu as boas novas através da Vitória FM
FOTOS PARA RELEMBRAR

Pr. Portela, Mis. Agostinha, a filha Mary e o irmão José Ferreira

Pr. José Alves Portela (1982)
Pr. Amarante e Família
Pr. Amarante e Mis. Petronília (1984)
Pr. Graciano celebrando casamento  (Raimunda Freitas)

Pr. Graciano - festa de aniversário
Pr. Anselmo Cardoso (1993)

AGORA SÃO 70 ANOS. JUBILEU DE VINHO (17-19/08/2018)


PROGRAMAÇÃO DOS 70 ANOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM VITÓRIA DO MEARIM


Teve início no dia 12 de agosto com a Marcha nas principais ruas de Vitória do Mearim, acompanhado pelos trios Macedônia e Canaã. Muitos irmãos se fizeram presente e encerrou com o culto na porta do Templo Central.

Na segunda feira foi administrado o ensino para os batizandos que no dia 18 desceriam às águas.
De terça a quinta feira foram realizadas cruzadas evangelísticas nos bairros de nossa cidade com a participação do Trio Macedônia. A primeira foi na Vila Reginaldo, a segunda no bairro Manijituba e a última foi no bairro Tapuitapera.

Na sexta feira foi a programação de abertura com a participação da cantora Lucely Uchôa e a pregação com o pastor Jackson Douglas de São Luis.

No Sábado pela manhã teve o trabalho voltado para as crianças, onde, através de peças e dramatizações foi contada a História dos 70 anos da Assembleia de Deus em nosso município. À tarde foi realizado o Batismo em água. A noite a mensagem ficou na responsabilidade do pastor Napoleão Falcão de João Pessoa -PB e a participação da dupla: Gislaine e Milene.

No domingo pela manhã tivemos a EBD e a Noite foi o culto de Encerramento com a participação da cantora Alice Maciel e a mensagem com o Pr. Napoleão Falcão. Jesus batizou dezenas de irmãos no Espírito Santo, inclusive crianças. Glória a Deus!

Na segunda feira foi o culto de ações de graça com a participação da cantora Lucely Uchôa e o pastor Francisco de Assis de São Lourenço foi o ministrante. 

MARCHA REALIZADA NO DIA 12 DE AGOSTO DE 2018 EM COMEMORAÇÃO DOS 70 ANOS DA AD EM VITÓRIA DO MEARIM - MA
Pelas ruas da cidade de Vitória a AD proclamando o Senhor Jesus 
Chegada da Marcha em frente ao templo Central


As crianças tiveram a sua participação no sábado pela manhã
70 Anos pescando almas para Jesus
Pr. Napoleão Falcão entregando a mensagem (Sábado e Domingo)

Muitas vidas se renderam aos pés de Jesus
A cada ministração, a cada louvor, a presença do Senhor era visível

No ano de 2019 devido as programações da UNILIDER (3º SIMJAD - Simpósio de Jovens e Adolescentes da AD no Maranhão TEMA: “Guardado no DNA de Deus” de 26-28.07.2019) e CEADEMA (80ª AGO – Assembleia Geral Ordinária de 16-20.12.2019) O pastor presidente Osvanildo Farias de Albuquerque junto à equipe de eventos organizou o Culto Ações de Graças pelos 71 Anos da nossa denominação nesta cidade de Vitória do Mearim. Tivemos a participação do pastor Geziel Gomes, o qual é filho do pastor Francisco de Assis Gomes, um dos fundadores deste trabalho. O culto foi realizado com muita graça de Deus com a operação visível do Espírito Santo, todos sentiram a presença do Senhor através do Seu Espírito.









Devido a pandemia não pudemos realizar o 72º Aniversário no ano de 2020.  


































sexta-feira, 16 de maio de 2014

LIÇÃO 7 - O MINISTÉRIO DE PROFETA






SUBSÍDIO I 

INTRODUÇÃO

Na última lição estudamos o ministério de apóstolo, destacando que esses se tratam de missionários, enviados para pregar o evangelho de Jesus Cristo. Na aula de hoje atentaremos para o ministério de profeta (gr. profetas). Inicialmente mostraremos algumas diferenças entre o dom de profecia e o ministério profético no Novo Testamento. Em seguida, atentaremos para a pregação e predição como elementos desse ministério. Ao final, destacaremos algumas características bíblicas que mostram o aspecto fundador do ministério profético na igreja, e sua atuação na igreja de hoje.

1. DOM E MINISTÉRIO PROFÉTICO NA IGREJA

Existe muita confusão na igreja em relação ao ministério profético nos dias atuais. Isso pode ser justificado porque de fato não estão bem explicitadas no Novo Testamento as atribuições desse ministério. Mas antes de qualquer mal-entendido, gostaríamos de deixar bem claro que o ministério de profeta no Novo Testamento não é igual aquele do Antigo Testamento. O ministério de profeta não deve ser equiparado, sob qualquer hipótese, àquele dos profetas do Antigo Testamento. Isso porque os profetas do Antigo Pacto falavam com autoridade infalível, por isso utilizavam a expressão: “assim diz o Senhor” (Jr. 17.5). Os profetas literários (aqueles que escreveram livros) e os orais (os que expressaram suas mensagens verbalmente e estão registradas no texto bíblico) compõem o cânon bíblico. Eles têm um status diferenciado, pois sua enunciação foi inspirada pelo Espírito Santo (II Pe. 1.20,21). A mensagem como dom de profecia não é inerrante, como acontecia com os profetas bíblicos, tendo em vista que a profecia-dom deve ser julgada (I Co. 14.29). O dom de profecia, conforme já estudamos em lição anterior, deve ser buscado pela igreja (I Co. 12.3). Diferentemente do ministério de profeta que é um dom de Cristo para a edificação da igreja. Qualquer cristão pode buscar o dom de profecia, justamente porque esse é um dom de elocução que visa edificar, exortar e consolar a igreja (I Co. 14.3,4). É importante ressaltar que os ministérios de Ef. 4.11 são ofícios, tem propósito funcional na igreja, não devem ser confundidos com títulos. Por conseguinte, as pessoas que são usadas por Deus, geralmente de forma mais contínua, podem até serem denominadas profetas, mas apenas no que tange à funcionalidade, não à titulação. Elas podem ser reconhecidas como profetas, isso porque trazem uma mensagem do Senhor, fundamentada na Palavra inspirada. Alguns estudiosos defendem que esses se distinguem dos mestres (doutores) pelo seu enfoque mais emocional do que racional. No entanto, discordamos desse ponto de vista, considerando que todo aquele que exerce o ministério de profeta também deve se respaldar na revelação de Deus nas Escrituras.

2. O MINISTÉRIO DE PROFETA COMO PREGAÇÃO E PREDIÇÃO

O ministério de profeta costuma ser realizado por aqueles que atuam na ministração da Palavra de Deus. Essas pessoas ocupam posição de liderança na igreja, por isso tem liberdade de corrigir seus rumos, a partir da revelação de Deus, alicerçada na Bíblia. Tais líderes recebem iluminação durante a meditação da Palavra, ou mesmo durante a ministração, para evitar que a igreja não perca seu foco. Essas pessoas-dons também se dirigem ao mundo, elas demarcam as fronteiras entre o que é e não é do Senhor. Judas e Silas, em At. 15.32, são reconhecidos como líderes que exercitavam o ministério de profetas para a igreja. Uma marca desse ofício, de acordo com o texto, está na capacidade para o uso da palavra, principalmente para o fortalecimento dos irmãos. O fundamento para o ministério de profeta, conforme está registrado em Rm. 12.6, é a fé na revelação de Deus. Ao mesmo tempo em que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir através da Palavra de Cristo (Rm. 10.17). O ministério de profeta, no Novo Testamento, também pode ter um caráter preditivo. Mesmo assim isso não quer dizer que seja inerrante, que o profeta esteja isento de cometer equívocos. Em At. 11.27-30; 21.11 temos o exemplo de Ágabo, um homem que recebeu de Cristo o ministério de profeta. Sempre que alguém declara uma mensagem em relação ao futuro isso não quer dizer que haverá cumprimento. O critério de Dt. 18.22 deve ser levado em consideração, o mais viável é guardar a revelação no coração, e esperar seu cabal cumprimento. Existe muita confusão em algumas igrejas locais por causa do uso indevido de pessoas com o título de profeta. Há aqueles e aquelas que saem de casa em casa, e outros e outras que são procurados em suas residências, para entregarem revelações de Deus. Esse procedimento não tem respaldo bíblico, por causa de atitudes semelhantes existem muitas pessoas adoecidas nas igrejas. Devemos ter cuidado para avaliar tudo que ouvimos, julgar se de fato as profecias procedem de Deus (I Jo.4.1), e ponderar sempre à luz da Palavra de Deus (I Ts.5.19-21).

3. O ASPECTO FUNDADOR DO MINISTÉRIO DE PROFETA

O ministério de profeta tinha um aspecto fundador na igreja primitiva, isso porque aqueles que falavam, com base na revelação que haviam recebido, também declaravam com autoridade os desígnios de Deus. A igreja sempre esteve fundamentada na doutrina apostólica, que, por sua vez, se baseava na mensagem dos profetas do Antigo Testamento (At. 13.15,27; 15.15). Em Ef. 2.20 Paulo destaca a importância da mensagem dos profetas, e sua relação com a pregação apostólica, sobre Jesus Cristo, como a pedra fundamental da igreja (Is. 28.16). No entanto, em Ef. 3.5 o apóstolo se refere à outra categoria de profeta, esse com um ofício mais específico na igreja. Esses profetas, tanto no período da igreja primitiva, como nos dias atuais, são arautos de Deus. Eles partem daquilo que receberam de Deus, e que está revelado nas Escrituras, a fim de orientar os ditames da igreja. Esse ministério é importantíssimo na igreja atual, tendo em vista os perigos que enfrentamos, principalmente no contexto evangélico brasileiro. Felizmente Jesus tem dado pessoas que são profetas de Deus para esta nação, homens e mulheres corajosos que declaram, como fez Paulo entre os efésios, todos os desígnios de Deus (At. 20.27). Esses profetas não se vendem por status ou dinheiro, não estão interessados em posição, o objetivo principal deles é repassar o que receberam do Senhor. Esses homens-dons também se posicionam com ousadia, em alguns casos através da mídia, para denunciar o erro, tanto na igreja quanto no mundo. Eles denunciam os excessos que geralmente testemunhamos na igreja. Eles não se conformam ao ver a igreja ser confundida com empresa, o ministério com profissão, e os cristãos com clientes. Os profetas de Deus a essa nação falam com propriedade quando se trata da cultura da morte, defendendo a cultura da vida, se opondo a práticas como o aborto e a eutanásia. Esses profetas, quando fundamentados na Palavra, fazem as estruturas institucionais estremeceram, pois têm a autoridade de Deus, denunciando inclusive a corrupção.

CONCLUSÃO

Nesses dias, marcados pelo secularismo, em que as igrejas estão se dobrando diante de mamom, precisamos de pessoas que exerçam o ministério de profeta. Que Deus levante homens e mulheres com coragem e ousadia, que não se dobrem diante das instituições humanas, que se respaldam na Palavra de Deus. Estejamos atentos à voz dos profetas dados por Jesus Cristo à igreja. Eles incomodam na maioria das vezes, pois nem sempre dizem o que gostaríamos de ouvir, mas são fundamentais para que não sejamos conduzidos ao engano. Os apóstolos são pioneiros a serem enviados a determinadas regiões para levarem a mensagem de Cristo. Os profetas são homens de Deus que, juntamente com os mestres-doutores, consolidam a fé na Palavra de Deus, apontando para o caminho correto.
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa


  
 SUBSÍDIO II

O MINISTÉRIO DE PROFETA

 INTRODUÇÃO

A lição desta semana versa sobre o dom ministerial de profeta. Estudaremos alguns aspectos deste dom à luz da Bíblia, mas também considerando o contexto histórico e cultural do Antigo e do Novo Testamento. O ministério de profeta é altamente importante para os nossos dias, pois de acordo com o ensino dos apóstolos, tal ministério tem um valor excelso para a igreja de qualquer tempo e lugar. [Comentário: Continuando o estudo dos dons ministeriais, estudaremos hoje o ministério de profeta. No Novo Testamento, a palavra comumente usada é prophétes, que aparece por cento e quarenta e nove vezes, como exemplo, Mateus 1.22; 2.5,16; Marcos 8.28; Lucas 1.70,76; 7.16; João 1.21,23; 3.18,21; Romanos 1.2; 11.3; 1 Coríntios 12.28,29; 14.29,32,37; Efésios 2.20; Tiago 5.10; 1 Pedro 1.10; 2 Pedro 2.16; 3.2; Apocalipse 10.7; 11.10. O substantivo prophetela, «profecia », é usado por dezenove vezes no Novo Testamento: Mateus 13.14; Romanos 12.6; 1 Coríntios 12.10; 13.2,8; 14.6,22; 1 Tessalonissensses 5.20; 1 Timóteo 1.18; 4.14; 2 Pedro 1.20,21; Apocalipse 1.3; 11.6; 19.10; 22.7.10,18,19. Essas palavras derivam-se do grego pro, «antes.., «em favor de.., ephemi; «falar.., ou seja, «alguém que fala por outrem.., e, por extensão, «intérprete.., especialmente da vontade de Deus. Tais palavras gregas, naturalmente, estão por detrás do termo português «profeta. Os profetas eram tidos como representantes de Deus. Eles serviam de elo vital na questão das revelações, bem como veículos do conhecimento espiritual. As revelações por eles recebidas, por ordem do Senhor em alguns casos tomaram-se concretas nos livros que escreveram. Esses livros, por sua vez, foram canonizados, com a passagem do tempo, sendo então aceitos como Escrituras Sagradas. O caráter do profeta e da profecia neotestamentários é um pouco diferente daquele do Antigo Testamento. Algumas pessoas têm dificuldades em aceitar a ideia de profetas contemporâneos, porque estão olhando pela ótica do Antigo Testamento. Vivemos em uma nova era, e nossa relação com Deus está debaixo da Nova Aliança. Isso significa que devemos reformular nossos conceitos do ministério profético na Nova Aliança. Não há apenas um ou dois profetas para uma nação, mas o dom de profecia, o ministério profético e a palavra do Senhor estão difusos e distribuídos por todo o corpo de Cristo] Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

1. Conceito. O profeta do Antigo Testamento era a pessoa incumbida para falar em nome de Deus. O Altíssimo fazia dele o seu porta-voz, um embaixador que representava os interesses do reino divino na Terra. Quando Deus levantava um profeta, designava-o a falar para toda a nação israelita, e até mesmo a povos ou nações estranhas (Jr 1.5). Ao longo de toda a história veterotestamentária o Senhor levantou homens e mulheres para profetizarem em seu nome: Samuel, o último dos juízes e o primeiro dos profetas para a nação de Israel (1Sm 3.19,20), Elias e Eliseu (1Rs 18.18-46; 2Rs 2.1-25), a profetisa Hulda (2Rs 22.14-20) e muitos outros, como os profetas literários Isaías, Jeremias e Daniel. [Comentário: No Antigo Testamento, a palvra Ro’eh, traduzido por “vidente” em português, indica a capacidade especial de se ver na dimensão espiritual e prever eventos futuros. O título sugere que o profeta não era enganado pela aparência das coisas, mas que as via conforme realmente eram — da perspectiva do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia sonhos, visões e revelações, da parte de Deus, que o capacitava a transmitir suas realidades ao povo. Também a palavra ‘Nabi’, a principal palavra hebraica para “profeta”, ocorre 316 vezes no Antigo Testamento. Nabi’im é sua forma no plural. Embora a origem da palavra não seja clara, o significado do verbo hebraico “profetizar” é: “emitir palavras abundantemente da parte de Deus, por meio do Espírito de Deus” (Gesenius, Hebrew Lexicon). Sendo assim, o ‘nabi’ era o porta-voz que emitia palavras sob o poder impulsionador do Espírito de Deus. A palavra grega priophetes, da qual se deriva a palavra “profeta” em português, significa “aquele que fala em lugar de outrem”. Os profetas falavam, em lugar de Deus, ao povo do concerto, baseados naquilo que ouviam, viam e recebiam da parte dEle. No Antigo Testamento, o profeta também era conhecido como “homem de Deus” (2Rs 4.21), “servo de Deus” (Is 20.3; Dn 6.20), homem que tem o Espírito de Deus sobre si (Is 61.1-3), “atalaia” (Ez 3.17), e “mensageiro do Senhor” (Ag 1.13). Os profetas também interpretavam sonhos (José, Daniel) e interpretavam a história — presente e futura — sob a perspectiva divina.]

2. O ofício. Através da inspiração divina o profeta recebia uma revelação que desvendava o oculto, anunciava juízos, emitia conselhos e advertências divinas. Expressões como “veio a mim a palavra do Senhor” e “assim diz o Senhor” eram fórmulas usuais para o profeta começar a mensagem divina (Jr 1.4; Is 45.1). Símbolos e visões também eram formas de Deus falar através dos profetas ao seu povo (Jr 31.28; Dn 7.1). Num primeiro momento, o profeta exercia um importante papel de conselheiro no palácio real (Natã, cf. 2Sm 12.1; 1Rs 1.8,10,11). Contudo, após a divisão do reino de Israel, o profeta passou a ser perseguido, pois sua profecia confrontava diretamente a prepotência da nobreza, a dissimulação dos sacerdotes e a injustiça social (Jr 1.18,19; 5.30,31; Is 58.1-12). [Comentário: O Antigo Testamento foi marcado pela atividade e testemunho dos profetas. Quando Jesus se despedia dos seus discípulos, lhes disse: “São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos” (Lc 24.44). Os escritos dos profetas faziam parte da tríplice divisão da Bíblia hebraica. Nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, vemos a presença de Abraão, o pai da nação Israelita, que foi considerado um profeta (Gn 20.7); quando Moisés, o líder do Êxodo, estava em aperto, na sua chamada para tirar o povo do Egito, Deus lhe disse que Arão, seu irmão, seria seu profeta (Êx 7.1); os 70 homens, levantados por Deus para ajudar Moisés profetizaram só uma vez; dois israelitas, Eldade e Medade, que ficaram na tenda, também profetizaram, provocando ciúmes em Josué (Nm 11.24-29). Em Números, Deus diz como usaria um profeta, em visão ou sonhos (Nm 12.6). Em Deuteronômio, vemos Deus ensinando ao povo como distinguir os verdadeiros e os falsos profetas (Dt 13.1-5). Aqueles homens não tinham um ministério profético. Foram usados por Deus em mensagens ou missões de caráter profético. Seus nomes não fazem parte dos “Profetas”, na divisão da Bíblia hebraica, porque a profecia não era a sua missão principal. Nos livros históricos, o papel dos profetas foi muito relevante. Os livros de 1 e 2 Samuel foram escritos pelo último dos juízes e o primeiro dos profetas, realmente dedicados à missão de falar ao povo mensagens da parte de Deus de modo marcante e consequente (1 Sm 8.10-17); ele também era vidente (1 Sm 9.15, 19,20; 10.1-5). Foi usado para ungir Saul, o primeiro rei de Israel e Davi, seu sucessor (1 Sm 10.24; 16.13). Nos livros de 1 e 2 Reis, houve profetas de destaque, como Natã, que ungiu Salomão (1 Rs 1.39) e revelou o pecado de adultério de seu pai Davi antes, depois falou sobre a construção do templo pelo mesmo Salomão que havia de ungir como rei; o profeta Aias, que profetizou a divisão do Reino de Israel (1 Rs 11.31, 32); houve um profeta desconhecido, que vaticinou o nascimento de Josias, e foi enganado por um “profeta velho”, que mentiu, e, mesmo assim, foi usado por Deus (1 Rs 13.1-3; 11-26). Quando Deus quer, usa a quem Ele quer. Dentre os profetas de 1 Reis, destacou-se o profeta Elias, que denunciou os pecados do rei Acabe e sua mulher ímpia, Jezabel (1 Rs 17.1; 18.1) e confrontou os profetas de Baal e Asera, cultuados pelo casal real (1 Rs 18.18-46). Seu sucessor foi o profeta Eliseu, que foi usado com grande poder (2 Rs 2.9-11), com grandes sinais e maravilhas (2 Rs 2.19-25). Isaías foi profeta de grande valor em 2 Reis (2 Rs 19.2, 6,7, 20-37), conhecido como o profeta messiânico devido à grande parte de suas profecias se referirem o Messias, no futuro. Naquele tempo, a profetiza Hulda foi usada por DEUS para exortar o povo em sua desobediência (2 Rs 22.14-20). Esdras, líder da reconstrução do Templo em Jerusalém, após o cativeiro babilônico, foi ajudado por profetas (Ed 5.2). Na reconstrução dos muros, por Neemias, levantou-se a falsa profetisa Noadias, que, juntamente com outros profetas conluiaram-se contra Neemias, o líder da reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 6.4).]

3. O profetismo. De acordo com o Dicionário Teológico (CPAD), o profetismo foi um movimento que surgiu no período aproximado do século VIII a.C. tanto em Israel quanto em Judá. O objetivo desse movimento era “restaurar o monoteísmo hebreu”, “combater a idolatria”, “denunciar as injustiças sociais”, “proclamar o Dia do Senhor” e “reavivar a esperança messiânica”. Foi nesse tempo que os verdadeiros profetas em Israel foram cruelmente surrados, presos e mortos. [Comentário: O profetismo em Israel foi o fenômeno que marcou esta nação de forma peculiar, chegando a formar escola de profetismo, culminando na vasta literatura profética que hoje faz parte da Bíblia. Estes profetas possuíam vida nômade. As escolas de profetas marcaram a primeira época da profecia em Israel (Is 8.16;30.8; Jr 36). Pregavam a Benção e a Salvação e seu tema principal era "a eleição do povo conduz os indivíduos a Deus, ainda que pela punição". Outro tema importante era a exaltação de Israel: "Os inimigos sempre serão aniquilados e Israel será salvo (Jr 14:13). Eles dividiam-se em profetas reais, ou da corte e profetas por vocação e chamado, independentes (Jr 28.1-17; 14.13-16; 23.9-40; 28.9; Ez 33.30-33; Jr 17.15; 12.1). Em Israel, quando a política se desviou dos planos de Deus, a profecia mudou seu discurso e passou a criticar o rei, tornaram-se inimigos perigosos e foram perseguidos por isso (1Rs 21.20; 18.17; 1Rs 18.13; 19.10; Jr 18.18; 26.11)]

SINOPSE DO TÓPICO (1)

Os profetas do Antigo Testamento falavam em nome de Deus, em primeiro lugar para a nação de Israel, em segundo, para povos estranhos.



II. O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO

1. A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento. Como já vimos, em Efésios 4.11 são mencionados cinco ministérios que exerciam papéis fundamentais na liderança da Igreja Antiga: apóstolo, profeta, evangelista, pastor e doutor. Não por acaso, o termo “profeta” aparece na segunda posição da lista apresentada em 1 Coríntios 12.28; Efésios 4.11. O profeta é identificado três vezes na epístola aos Efésios como alguém que acompanhava os apóstolos (2.20; 3.5; 4.11). A Bíblia afirma que os “concidadãos dos Santos e da família de Deus estão edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas [...]” (Ef 2.19,20). Aqui, a Bíblia denota a importância do ministério de profeta na liderança da Igreja do primeiro século. [Comentário: Apóstolos e profetas mencionados em Efésios 2.20 devem ser distinguidos dos da referência 4.11. Aqui, a referência é aos apóstolos fundadores, como em Ap 21.14, enquanto que no texto do capitulo 4.11, é sobre a missão contínua dos apóstolos, que servem a Igreja de Cristo de uma maneira mais geral. Estes versículos expõem quatro aspectos da metáfora. Primeiro, os apóstolos e profetas são as pedras da fundação do templo (20a). Recebem esta designação, porque sua função é proclamar a Palavra do Senhor. Wesley observa que “a palavra do Senhor, declarada pelos apóstolos e profetas, sustenta a fé de todos os crentes”. Certos estudiosos veem uma contradição no pensamento de Paulo ao usar esta metáfora aqui e em 1 Coríntios 3.11. Lá, Cristo é o fundamento. O problema se resolve quando nos damos conta de que ele emprega a metáfora em sentidos diferentes. Na passagem coríntia, o pensamento gira em torno de si mesmo e de outros como construtores. Na relação aqui está claro que Cristo é o fundamento sobre o qual eles constroem. Paulo está enfatizando as pedras usadas na construção. Nesta relação, Cristo é a pedra da esquina. Todos os outros são pedras de menor significação. Mas, mesmo sendo de menor importância, os apóstolos e outros ministros na igreja são pedras de fundação no edifício de Deus. Nos versículos 4 a 22, temos o assunto: “A Igreja, a Morada de Deus”. A unidade da Igreja Invisível é o tema de fundo. 1) A fundação da Igreja, 20; 2) A construção da Igreja: inclusiva, 11-19; exclusiva, 4-11; de projeto simétrico — bem ajustado; cresce até à conclusão — cresce para templo santo no Senhor, 21; 3) “Em Cristo”, a Igreja é a morada de Deus no Espírito, 22 (G. B. Williamson). Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 143-144.]

2. O ofício do profeta neotestamentário. Seu ministério no Novo Testamento não consistia em predizer o futuro, adivinhar o presente ou ficar fora de si. Não! De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, o profeta neotestamentário era dotado por Deus para receber e mediar diretamente a Palavra do Altíssimo. Apesar de ele algumas vezes predizer o futuro, conforme instrui-nos a Bíblia de Estudo Pentecostal, seu ofício consiste em proclamar e interpretar a Palavra de Deus, por vocação divina, com vistas à admoestação, exortação, ânimo, consolação e edificação da igreja (At 3.12-26; 1Co 14.3). “Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17)”. Por causa da mensagem de justiça que o profeta apresenta em tempos de apostasia e confusão espiritual, inclusive na igreja, não há outro jeito: ele fatalmente será rejeitado e perseguido por muitos. [Comentário: A profecia é uma manifestação do Espírito de Deus e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso: 1 Co 12.7. A vida da Igreja no Novo Testamento deveria ser abençoada pela presença do dom de profecia. Como Paulo declara aqui ao colocar o amor como nossa busca primária, a profecia deve ser bem acolhida para a edificação, consolação e exortação da congregação, corporal e individualmente. Tal estímulo mutuo é profecia, não palavras, no sentido da Bíblia que usa as próprias palavras de Deus, mas no sentido de palavras humanas que somente o Espírito Santo leva à mente. A prática do dom de profecia é um propósito da plenitude do Espírito Santo (At 2.17). Ela também cumpre a profecia de Joel (Jl 2.28) e a esperança expressa por Moisés (Nm 11.29).]

3. O objetivo do dom ministerial de profeta. A função do profeta do Novo Testamento é apresentada por Paulo no mesmo bloco de versículos em que ele menciona os cinco ministérios em Efésios (4.11-16). Ou seja, o profeta é chamado por Deus a levar a igreja de Cristo a uma plena maturidade cristã, pois como um organismo vivo, a Igreja, o Corpo de Cristo, deve desenvolver-se para a edificação em amor (v.16). Para que tal seja uma realidade, os profetas do Senhor devem desempenhar suas funções, capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo. [Comentário: A finalidade dos dons ministeriais é “o aperfeiçoamento dos santos” (1 Pe 1.15), ou seja, dos crentes fiéis, santificados e comprometidos com o Reino de Deus, “para a obra do ministério”. Os profetas falam sob o impulso direto do Espírito Santo, cuja motivação e interesse principal é a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4). (1) O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2). (2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia  (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia. (3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2 Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1 Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31). (4) A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1). (5) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22). STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.]

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Os profetas em o Novo Testamento desempenhavam um importante papel de liderança nas igrejas locais.

III. DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO

1. Simplicidade x arrogância. Duas características do verdadeiro profeta são a simplicidade e o amor. Ainda que a Palavra seja de juízo, o coração do profeta transborda de amor e a sua conduta simples demonstra a quem ele está servindo: o Deus de amor. Lembremo-nos de Jeremias (38.14-27), Oseias (8.12) e do próprio Senhor Jesus (Mt 23.37). Já o falso profeta só pensa em si, em seu status e benefícios. Profetiza objetivando a autopromoção. Ele mente, ilude e engana. Lembremo-nos de Hananias, o profeta mentiroso que enfrentou Jeremias (Jr 28.10-12). [Comentário: Existem muitos falsos profetas que fingem ser guias cristãos, mas seu verdadeiro objetivo é egoísta e destrutivo. Devemos testar aqueles que alegam profetizar por meio de seus frutos, isto é, seu estilo de vida, caráter, ensinamentos e influência. em 2 Pedro 2:1: "Assim como no meio da povo surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberana Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." Para que as pessoas pudessem discernir entre profetas falsos e verdadeiros o Espírito dava a outros o dom do "discernimento de espíritos". Só o fato de existirem profetas que falavam por revelação implicava na existência de falsos profetas, como podemos verificar no Antigo e no Novo Testamentos. Os cristãos neotestamentários não deviam desprezar a profecia, mas também tinham de testar todas as coisas.]

2. Pelos frutos os conhecereis. Uma advertência séria de Jesus para os seus discípulos foi acerca da precaução com os falsos profetas. Como reconhecê-los? Jesus disse que os reconheceríamos “pelos seus frutos” (Mt 7.15,20), pois o resultado, ou “fruto”, do que o profeta “diz” e “faz”, revela o seu caráter. Logo você conhecerá de onde procede a “árvore” (o profeta). Lembre-se de que não devemos diferençar o verdadeiro profeta do falso pela “performance” ou pelo “espetáculo”, mas pelos frutos que eles produzem. [Comentário: A Bíblia ensina que muitos falsos profetas e enganadores surgiriam dentro e fora da Igreja, mas que no fim dos tempos eles intensificariam suas atividades. Paulo disse: "O próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros da justiça" (2Co 11.14, 15). Centenas de líderes religiosos em todo o mundo não são Servos de Deus, mas do Anticristo. São lobos em pele de ovelha; são joio, e não trigo - talvez nem saibam que são joio. Espiritismo, ocultismo, adoração a Satanás e as atividades dos demônios têm aumentado rapidamente no mundo ocidental. Ensinos falsos (Paulo os chama de "ensinos de demônios" em 1Tm 4.1) acompanharam seu surgimento. A grande pergunta é esta: Como podemos saber quais são verdadeiros e quais não são? É por isto que os crentes precisam do dom de discernimento, ou pelo menos respeito pela opinião dos que o têm. O apóstolo João disse: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1Jo 4.1). Em outras palavras, os crentes devem testar os vários espíritos e doutrinas que existem hoje em dia, principalmente comparando-os com o padrão da Palavra de Deus, a Bíblia. Mas Deus dá a algumas pessoas capacidade extraordinária para discernir a verdade. Lemos em 1 Coríntios 12.10: "A outro (é dado) discernimento de espíritos." Em toda a Bíblia somos alertados contra os falsos profetas e falsos mestres. No Sermão da Montanha, Jesus disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7.15, 16). Torna-se difícil, às vezes até para um cristão, distinguir e desmascarar o falso profeta. Existe semelhança muito grande entre o verdadeiro e o falso profeta, e Jesus falava destes últimos, que "surgirão... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.24). Paulo fala-nos do Anticristo vindouro, cuja atividade nos dias finais será marcado por "sinais e prodígios da mentira" (2Ts 2.9). O maior disfarce de Satanás sempre foi o aparecer aos homens como "anjo de luz" (2Co 11.14).]

3. Ainda sobre o falso profeta. Apesar de o falso profeta ser arrogante e iníquo, ele fala com grande eloquência, e isso basta para que ele seja tido como verdadeiro. Na obra Assim Diz o Senhor? (CPAD), John Bevere diz que falsos profetas “são aqueles que ministram em nome de Jesus nas nossas igrejas e conferências, os que partem o coração dos justos, [e que] embora o ministério seja apresentado em nome de Jesus, não é desempenhado pelo seu Espírito”. Não tenha medo! Na autoridade do Espírito de Deus, “acautele-se” dos falsos profetas. Seja prudente! O Espírito Santo mediante o Evangelho te fará discernir a procedência desses enganadores. Não se deixe conduzir por eles! [Comentário: As Escrituras ensinam claramente que devemos exercer o dom de discernimento – porque aparecerão muitos profetas falsos. Não há como deixar de ver as muitas advertências de Jesus e dos apóstolos quanto aos falsos profetas que viriam, principalmente no fim dos tempos. Muitos serão como lobos em pele de ovelha. Enganarão muitas vezes o povo de Deus. Por isso entre os cristãos deve haver os que sabem distinguir entre profetas falsos e verdadeiros. Paulo estava preocupado com os coríntios porque eles pareciam ter pouco discernimento, recebendo a qualquer um como verdadeiro profeta de Cristo. "Porque vocês suportam com alegria qualquer um que chega e anuncia um Jesus diferente, que não é o Jesus que nós anunciamos. E acenam um espírito e um evangelho completamente diferentes do Espírito de Deus e do Evangelho que receberam de nós. ... Aqueles homens são apóstolos falsos, e não verdadeiros. Eles mentem a respeito de seus trabalhos, e se disfarçam em verdadeiros apóstolos de Cristo" (2Co 11.4, 13]

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Uma das formas de reconhecer o falso profeta é identificar a sua arrogância e a podridão dos seus frutos.


CONCLUSÃO

Acabamos de estudar o exercício do ministério de profeta no Antigo e no Novo Testamento. Vimos que tal ministério, juntamente com o dos apóstolos, era um dos pilares na liderança da Igreja do primeiro século (Ef 2.20). Apesar de ao longo da história da igreja o ministério de profeta ter perdido preeminência, sabemos o quanto ele é importante para a vida espiritual da Igreja de Cristo. O profeta do Senhor, com autoridade e sabedoria divina deve desmascarar as injustiças, o falso profetismo e primar pela edificação da Igreja do Senhor Jesus. Que Deus levante os legítimos profetas! [Comentário: O dom da profecia no sentido de predição, não existe mais tanto quanto no primeira século do cristianismo. Sabemos de casos em que cristãos têm precognição de eventos futuros, mas ocasiões como esta são raras e não normais e frequentes. Eu não quero afirmar que Deus não use seus servos dessa forma, mas elas não são determinantes para os crentes como é a profecia bíblica. Eu acredito que sua função é distinta do dom de profecia atual, que é a capacidade de compreender e de empenhar-se na exposição da Palavra de Deus. Atenção! Deus não revela mais "verdade nova" diretamente; a Bíblia não tem adendos. Não creio em “novas revelações”. O cânon da Escritura está encerrado. Na minha concepção o dom de profecia deve ser usado "na sentido ampliado de apresentar ao povo de Deus verdades recebidas não por revelação direta mas do estudo cuidadoso da Palavra de Deus, completa e infalível". A função do Espírito é iluminar a mente dos que foram chamados para cargos proféticos para que compreendam a Palavra de Deus e a apliquem com uma profundidade que os que não têm o dom de profecia não possueem.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8).
Graça e Paz a todos que estão em Cristo!
Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!