sexta-feira, 10 de maio de 2019

LIÇÃO 6: AS CORTINAS DO TABERNÁCULO


SUBSÍDIO I

AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

“Deus tomou coisas simples do Tabernáculo para compará-las com coisas celestiais a fim de que aprendamos verdades espirituais em linguagem figurada.” (Êx 26.1-14)
Num capítulo anterior, tratamos do cortinado do pátio do Tabernáculo, que cercava aquele lugar sagrado do povo de Israel. Alguns estudiosos fazem distinção entre o Santuário, que o veem como sendo o Lugar Santo, e o Tabernáculo como o hamiskhan de Yahweh, o Deus de Israel. Entretanto, toda a estrutura do Tabernáculo é, sem dúvida, o Santuário do Altíssimo. 
As cortinas internas e as externas do Tabernáculo foram feitas com especial primor e beleza para, em primeiro lugar, enaltecer a presença divina no Tabernáculo e, em segundo lugar, para dar um sentido de santidade aos serviços sacerdotais no seu interior. As cortinas externas eram para cobrir o Tabernáculo. Portanto, toda a sua estrutura teve o trabalho inspirado dos artesãos, os quais receberam de Deus todo o desenho do projeto do Tabernáculo para ser o lugar da habitação de Deus com o seu povo. Era o hamiskhan de Deus, que, em hebraico, significa “habitação, morada” de Deus no meio do seu povo.
Para que as cortinas pudessem ser armadas, toda a construção requereu uma base especial que incluía madeira e metais. A madeira era de cetim, serrada em tábuas lisas, as quais eram ligadas uma a outra e, em seguida, revestidas com ouro, sendo toda a base de sustentação de prata. 
Todo aquele lugar tornou-se santo, um lugar de habitação, uma morada especial para o Deus de Israel, que veio habitar numa “morada santa” com o seu povo. Como era uma habitação especial, todos os materiais utilizados no Tabernáculo tinham um significado especial e celestial, começando com a cobertura de cortinas internas e externas. 
Essas cortinas e cobertas feitas para o Tabernáculo eram figuras e tipos de Jesus Cristo, visto que cada elemento material tinha um tipo celestial e mostrava, numa linguagem figurada, algumas características da obra redentora de Jesus. Num sentido especial, Cristo tornou-se a nossa cobertura perfeita porque Ele cobriu o nosso pecado (ver Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).

I – AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO (ÊX 26.1-14)
A despeito dos detalhes especificados dos materiais e cores utilizadas para compor a estética do Tabernáculo, a construção tinha de ser de fácil montagem e desmontagem por causa das mudanças de locais na vida desértica de Israel. 

1. A Coberta Exterior
Qual a diferença das cortinas internas para as externas? A coberta exterior era rústica, contrastando com a beleza interior. Por isso, tanto as cortinas internas quanto as externas revelam tipologicamente a figura de Jesus, que, sendo Deus, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Fp 2.6-8). Os olhos humanos não podiam vê-lo como Deus, e sim como “o filho do carpinteiro” (Mt 13.55). Ele, no entanto, era o Verbo (a Palavra viva) feito carne (Jo 1.14). 
Esta coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos) e não tinha beleza exterior que chamasse a atenção (ver Is 53.2). Simbolicamente, a cobertura exterior do Tabernáculo representava a humanidade de Jesus; por isso, sendo Deus fez-se carne (ver Jo 1.14). Uma das finalidades da coberta exterior era resistir às intempéries climáticas do deserto e, por isso, era rústica. Essa coberta tinha uma estrutura de madeira de cetim cortada em tábuas que servia para as partes internas e externas (Êx 26.15-30), a qual recebia uma lâmina de ouro que sustentava as peles estendidas sobre o Tabernáculo. As peles que ficavam por cima de tudo eram de um animal aquático identificado como texugo, mas, de fato, eram de foca ou golfinho. Quem olhasse para a Tenda do lado de fora nada veria de especial, porque essa coberta era parecida com a cor do deserto, ou seja, não tinha beleza alguma. Essa tenda é um tipo de Jesus quando se fez homem, cumprindo, assim, a profecia de Isaías 53.2: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza havia, para que o desejássemos”.

2. As Cortinas Internas
Indiscutivelmente, as cortinas internas do Tabernáculo feitas com linho retorcido branco, estofo azul, púrpura e carmesim revelavam, tipologicamente, o caráter de Jesus. O linho retorcido é um símbolo de justiça (ver Ap 19.8). Por baixo da primeira cobertura de peles, eram colocadas peles de carneiro tingidas de vermelho (ver Êx 26.14), que representam a Cristo em seu sacrifício na cruz do Calvário. A cor vermelha representa o seu sangue, que remiu nossos pecados. Ainda por baixo das peles de carneiro de cor vermelha, havia outras peles que eram de cabra, e eram brancas, sem ser tingidas (26.7-13), e elas falam da pureza do Senhor Jesus e da sua justiça perfeita para com os que confiam nEle e no seu sangue (ver 2 Co 5.21; Fp 3.9). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista apenas do lado de dentro do Tabernáculo. Ela era feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (ver Êx 26.1-6) e tinha as cores de púrpura, escarlate e azul. A visão que se tinha dessa cortina interna lembrava o céu de glória. As figuras de querubins, impressas e bordadas naquela cortina, representavam tipos de seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus. As cores eram branco, azul, carmesim e púrpura. As cortinas e cobertas do Tabernáculo significavam a morada de Deus e tipificavam o próprio Senhor Jesus, por cujas características a obra redentora de Cristo está expressa e que, em seu conjunto, nos fala claramente daquEle que é nossa cobertura perfeita, pois foi Ele quem cobriu o nosso pecado com seu sangue (ver Sl 32.1,2; Rm 4.6-8). O azul é a cor celestial, símbolo do céu; todavia, os fios entrelaçados de púrpura falam da realeza de Cristo, pois Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Texto extraído da obra “O TABERNÁCULO”, editada pela CPAD. 

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

Adentrando ao Tabernáculo, nos deparamos com um cortinado, confeccionado com múltiplas cores. É justamente sobre essas cortinas que estudaremos na aula de hoje. Inicialmente, destacaremos sua composição, em seguida, nos voltaremos para seu significado, fazendo aplicações em relação às cores. Ao final, lembraremos que a multiforme graça de Deus opera na igreja, através do Espírito Santo, como lhe apraz, com dons espirituais e ministeriais.

I. AS CORTINAS

O Tabernáculo era coberto com cortinas, sendo uma cobertura interior e a outra exterior. Essa cobertura era feita de peles de animais marinhos, sustentada por vigas de madeira de acácia, forrada com ouro. As cortinas internas eram feitas de peles de carneiro, bem como de peles de cabras brancas, havia ainda uma cortina que podia somente ser vista do lado de dentro, feita de linho branco e fino, com bordados das figuras de querubins. As cores desse cortinado era púrpura, escarlate e azul. Essas cortinas, além de seu efeito estético, tinha também a função de separar, de controlar o acesso. Nem todos podiam adentrar a determinadas partes daquele santuário, contemplá-lo da parte de dentro era uma prerrogativa do ofício sacerdotal. Essa cortina fazia separação entre o pecador e a santidade de Deus. Apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, poderia adentrar ao Santo dos Santos. As cortinas impediam o acesso as partes mais singelas do Tabernáculo.

II. CORES E SIGNIFICADOS

Existe uma ciência da linguagem que estuda as cores, trata-se da semiótica ou semiologia. Os estudiosos dessas áreas investigam os significados que determinadas cores têm nas culturas. A cor vermelha, por exemplo, pode ser relacionada a uma ideologia, mas isso depende do contexto sociocultural. Nas Escrituras também encontramos diferentes cores, algumas delas têm significado especial, se considerarmos o contexto, e o próprio sentido atribuído pelo texto bíblico. As cores das cortinas do Tabernáculo carregam significados, que podem ser lembrados ao longo desse estudo: o azul lembra a cor do céu, ressaltando a provisão divina, que vem de cima. O próprio Cristo, que veio do céu, e habitou no meio de nós (Jo. 1;14). A cor púrpura tem a ver com realeza, o Senhor Jesus Cristo deve ser lembrado como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). A cor escarlate projeta o sangue, tanto o daqueles animais, quanto o do próprio Cristo, derramado pelos pecadores (Ap. 19.13)

III. A MULTIFORME GRAÇA DE DEUS

As diferentes cores do Tabernáculo lembram a multiforme graça de Deus (I Pe. 4.10). A graça é o favor imerecido de Deus aos pecadores, ninguém é salvo pelo que faz ou deixa de fazer (Ef. 2.8), pois todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm. 3.23), mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por intermédio de Cristo Jesus (Rm. 6.28). Há uma tendência das pessoas quererem padronizar a forma de Deus agir na igreja, é bem verdade que Jesus é o Único Caminho e Salvador (Jo. 16.4; At. 4.12; I Tm. 2.3-6), mas o Espírito Santo atua na igreja com muitos dons, de acordo com Sua soberana vontade (I Co. 12.6). Existem muitas “cores” na igreja, e Deus usa as pessoas de maneira diferente, respeitando suas individualidades, a fim de cumprir Seus desígnios. É humano querer padronizar todos, e querer que as pessoas sejam iguais na igreja. Precisamos aprender a lidar com a diferença, desde que mantenhamos unidade no essencial.

CONCLUSÃO

O Tabernáculo de Deus é a Igreja do Deus Vivo, e Ele atua pelo Seu Espírito, a fim de conduzir a Noiva para o encontro triunfal com o Noivo. Quando Cristo morreu na cruz do calvário, o véu se rompeu de alto a baixo (Mt. 27.51-53). Quando Ele subiu, entregou dons aos homens e as mulheres, esses não devem ser confundidos com cargos, mas com a multiforme graça de Deus, para a edificação do Seu corpo (I Co. 12; Ef. 4.11).


José Roberto A. Barbosa
Disponível no Blog subsidioebd.blogspot.com

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

As cortinas do Tabernáculo têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa obra redentora de Cristo. Pelas suas estruturas, simbologia e cores, veremos como esse utensílio importante do Tabernáculo se fez figura e estímulo para adentrarmos à presença de Deus de maneira confiante e ousada.
“Quando Adão e Eva viviam no jardim, estavam na presença absoluta de Deus. Depois de sua transgressão foram expulsos, separados da presença de Deus. Querubins com uma espada flamejante estavam posicionados a leste do jardim para impedir seu retorno e para impor a separação da presença de Deus. Homens poderiam oferecer sacrifícios a Deus, poderiam orar a ele, mas o caminho para a sua presença permaneceria fechado. Os querubins, embora não estivessem mais visíveis, permaneciam em guarda. E esta separação permaneceu por gerações. Quando Moisés recebeu a lei no Monte Sinai, essa lei incluía instruções para a construção do tabernáculo, entre essas instruções estava a confecção de uma cortina ou véu (Êx 26.30-35). O propósito desta cortina era estabelecer uma divisão entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos. No Santo Lugar estavam o candelabro, a mesa para o pão da proposição e o altar do incenso. No Lugar Santíssimo estava a arca da aliança, coberta pelo propiciatório, sobre a qual dois querubins guardavam a presença de Deus. Este era o lugar onde Deus tornava visível sua presença e de onde falava a Moisés. O véu que dividia o Santo Lugar do Lugar Santíssimo era bordado com querubins, representando os querubins a leste do Éden, mantendo a humanidade longe da presença de Deus. Mas uma mudança aconteceu. A proibição absoluta de entrar na presença de Deus agora já não era tão absoluta. A porta para a presença de Deus que tinha sido tão firmemente fechada no Éden agora apresentava uma fenda. Era, na verdade, ainda uma fenda muito pequena, mas era uma fenda verdadeira. Agora o sumo sacerdote, uma vez por ano, acompanhado pela fumaça que se levantava do incenso, e pelo sangue dos sacrifícios, podia entrar no Lugar Santíssimo (Lv 16). Ele poderia entrar no lugar da presença de Deus.” (VOLTEMOSAOEVANGELHO) – Dito isto, convido-o a pensar maduramente a fé cristã!

I. AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO
                                                                 
Embora fosse complexa em detalhes e específica nos materiais e cores, a estética do Tabernáculo tinha de apresentar uma leitura fácil, pois a montagem e desmontagem do santuário tinham de ser de acordo com a simplicidade do cotidiano da vida no deserto. As cobertas e as cortinas do Tabernáculo estavam assim classificadas:
1. A coberta exterior. A coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos). O desenho não expressa beleza exterior ou algo que chamasse a atenção. Tratava-se de um material para resistir as intempéries do deserto; era rústico. A estrutura na qual repousava a coberta era feita de madeira de acácia e revestida com ouro para sustentá-la (Êx 26.18-30). Ora, imagine uma estrutura de madeira de acácia forrada com ouro por dentro e coberta de peles de animais diversos por fora. Assim era o Tabernáculo. É inevitável não correlacionar a estética exterior do Tabernáculo com a humanidade do nosso Salvador, Jesus Cristo, que se fez carne entre nós (Jo 1.14). A profecia de Isaías acerca da humanidade de Jesus é vívida: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (53.2).
A coberta com peles finas eram feitas com couro de um animal conhecido como Texugo (Espécie de animal marinho (Ez 16.10)) - O texugo não é nativo do norte da África, a tradução do hebraico takhashpor "texugo" é uma conjectura muito improvável, é aplicado com alguma imprecisão a vários animais marinhos, como focas, dugongos, golfinhos, tubarões e lobos marinhos. Eles formaram a cobertura externa do Tabernáculo. A coberta de peles de texugos foi a coberta mais visível pelo lado de fora. Não era bonita, nem formosa, mas foi muito útil. Sem dúvida alguma, essas peles de Texugo apontam para Isaías 53.2 – “terra seca... nenhuma beleza havia que nos agradasse”. O servo surgiria em condições humilhantes e não se vestiria com nenhuma das vestes características da realeza, permitindo que sua identidade fosse perceptível apenas aos que o olhassem com os olhos da fé.

2. As cortinas internas. Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14). Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6). Suas cores eram púrpura, escarlate e azul. A visão dessa cortina lembrava o céu de glória (Jo 14.1-3).
Toda essa imagem nos aponta alguns símbolos importantíssimos:
As cores: Azul, Púrpura, Carmesim e a Branca do linho fino apontam para Cristo, e para àquele que está em Cristo.
“Elas simbolizam o caráter de Jesus. Deus mandou fazer as cortinas de linho retorcido, estofo azul, púrpura e carmesim.
O linho retorcido é símbolo de justiça, o termo aqui é no sentido de ‘ser justo’ (Ap 19.8). O linho retorcido apontava para alguém que haveria de ter a natureza perfeita. Esse alguém seria sem sombra de dúvida Jesus Cristo. N’Ele seria encontrada a retidão desejada por Deus.
O linho retorcido das cortinas do Tabernáculo também representa a humanidade perfeita de Jesus. Entrar no Tabernáculo a ver as cortinas de linho retorcido, com fios de azul, púrpura e carmesim, era ver, pela fé, toda a beleza que estaria presente no Segundo Homem.
O azul é cor celestial, é símbolo do Céu. E os fios de púrpura entrelaçados na cortina, tornou-se símbolo de Realeza. A púrpura era um tecido caríssimo, usado somente pelos ricos, pelos nobres, tecido próprio dos reis.
Jesus Cristo é Rei, conforme simbolizado pela púrpura.
Os fios carmesim (escarlate) tornaram-se o símbolo do sofrimento. O carmesim era obtido mediante o esmagamento de um molusco.
O azul, a púrpura e o carmesim apresentam Jesus como o Filho de Deus, e como Rei sobre todas as coisas, mas que deveria seguir o caminho da cruz para realizar a redenção da humanidade.” (ESCOLADABIBLIA)
1) a coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado;
A cor vermelha ou carmesim aponta para o sacrifício (Ap 5.9-10; Nm 19.6; Lv 14.4; Hb 9.11-14, 19, 23, 28). A cor carmesim, pelas escrituras, e especialmente quando se refere a Cristo, manifesta o Cristo Sacrificatório e a Sua humildade. A cor carmesim, para os usos no tabernáculo foi conseguida do corpo da fêmea do “coccus ilicis” - um verme (Sl 22.6), a palavra hebraica para escarlata e carmesim). É interessante notar que o nome ‘Adão’, é uma palavra babilônica, cujo significado é ‘vermelho’, por ser feito da terra (#0121, Strong’s).
2) as cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2 Co 5.21; Fp 3.9); 3) a última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus. Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).
A cor branca do linho fino é emblemática da perfeição, pureza, e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Crist (Ap 7.9-17; Sl 132.9). A cor branca refere-se ao efeito da obra de Cristo no lugar do Seu povo. Ele os faz perfeitos, santos e justos, propícios para serem na presença de Deus. Ap 7. 9-17: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas … (Ap 19. 7-9). Deus veste Seus sacerdotes de justiça, como são vestidos os sacerdotes do tabernáculo (Ex 28.39; Sl 132.9; Zc 3.3,4). Não podemos pensar que tenhamos a justiça de Deus se estamos fora de Cristo. Temos que ser lavados pelo Seu sangue se esperamos ser redimidos da nossa vã maneira de viver (I Pd 1.18,19). Entramos em Cristo pelo arrependimento dos pecados e fé no sacrifício de Cristo em nosso lugar. Nessa maneira o pecador é feito limpo, perfeito, puro e justo diante de Deus. Está nEle? Se arrependa e creia nEle já! De outra maneira as suas vestes sujas continuam e no fim, será lançado “nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” Mt 2.13. (NUCLEODEAPOIOCRISTAO)

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Ao introduzir o assunto acerca da coberta e das cortinas, reproduza a imagem desta página. Enfatize aos alunos o cortinado do pátio, a coberta exterior sobre o santuário e as cortinas internas. Essa imagem reforçará a ideia sobre a estética do santuário divino.
Todo o cortinado do Tabernáculo era colorido. As cores sempre tiveram uma significação especial na cultura do povo judeu. A diversidade dessas cores, bem como a matéria-prima material, apontava para uma completude salvívica.
Refletir sobre a completa obra da salvação é o nosso objetivo. Por isso a a imagem abaixo está disponível para guiar os alunos neste entendimento.
É uma maravilhosa oportunidade para refletir sobre a salvação.
II. O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO

1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo. Descrever a importância das cortinas do Tabernáculo e não considerar seu valor espiritual e tipológico significa ignorar o propósito integral do texto narrativo acerca do santuário. Ora, a precisão dos detalhes de cada peça e material usados para construir o Tabernáculo servia de ensino das verdades acerca das coisas espirituais. Por isso, a madeira, metais, tecidos e tintas especiais usadas no Pátio do Santuário remontam a uma tipologia singular com relação a pessoa e obra de Jesus, o Senhor e Redentor nosso.
A tipologia é um tipo especial de simbolismo. (Um símbolo é algo que representa outra coisa.) Podemos definir um tipo como um "símbolo profético" porque todos os tipos são representações de algo ainda futuro. Mais especificamente, um tipo nas Escrituras é uma pessoa ou coisa no Antigo Testamento que prenuncia uma pessoa ou coisa no Novo Testamento. Por exemplo, o dilúvio dos dias de Noé (Gênesis 6-7) é usado como um tipo de batismo em 1 Pedro 3:20-21. A palavra para tipo que Pedro usa é figura” (GOTQUESTIONS). É importante que se diga que o Tabernáculo seria algo que homem algum jamais teria imaginado. Foi construído para que as verdades fundamentais no Novo Testamento fossem compreendidas. Cada detalhe e objeto falava da obra redentora de Jesus Cristo. Glória a Deus! Jesus, como sumo sacerdote de uma nova dispensação, abriu caminho para Santo dos Santos a todos os crentes, porque o véu de separação foi rasgado de cima abaixo, na ocasião da sua morte na cruz (Hb 9.6-14).

2. O significado de separação. O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o pátio. Havia um cortinado branco de linho fino torcido que tinha por objetivo fazer a separação dos pecadores. Para adentrar ao Pátio, o pecador deveria levar a sua oferta pelo pecado. Assim, as cortinas faziam a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13). Nesse sentido, a imagem do cortinado de linho torcido simboliza a pureza de Deus num mundo de impurezas. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus, pois, como homem, nosso Senhor não teve mácula, conforme Ele mesmo indagou de seus opositores: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46). Aqui, há uma distinção importante que deve ser feita em relação à Antiga Aliança: na Nova Aliança, a Igreja de Cristo não se fecha dentro de uma “cerca”, mas está pronta para receber qualquer tipo de pecador, uma vez arrependido, que confessa o senhorio de Jesus Cristo em sua vida.
A tenda e seus objetos apontam para Cristo. Olhando de longe, vê-se um cercado em forma de retângulo demarcado por uma cortina (50m x 25m) de linho branco (pureza e santidade), com 2,5m de altura, sustentado por 60 firmes colunas, apoiadas em base de cobre (Ex 27:9 e 12). Por cima da cerca ainda se pode ver o teto da tenda, que está do lado de dentro deste cercado. Não havia exteriormente beleza alguma (Is 53.2-3). Dentro desse cercado de linho branco, chamado de Átrio ou Pátio, podia-se ver em sua primeira metade o Altar de Holocausto; mais à frente a Pia de Bronze cheia de água. Na segunda metade desse Pátio ficava uma espécie de casa que seria exatamente a tenda.

3. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus. Por isso, as cortinas da cerca do Pátio e do Tabernáculo, bem como tudo dentro dele, revelam santidade. Não podemos jamais desconsiderar a seriedade do chamado para vivermos uma vida santa. Os tempos atuais nos desafiam a viver um estilo de vida na presença de Deus, manifestando a santidade e a pureza de Cristo Jesus. Ter a consciência da santidade bíblica significa ter a disposição para viver na contramão do mundo (1 Jo 2.15).
 Dependendo do contexto onde o vocábulo está inserido, ele adquire significados distintos. Em relação ao atributo divino, Santidade é a pureza perfeita de Deus, que não tem mancha alguma de pecado. A Bíblia diz que Deus é santo. Esse é Seu caráter. Deus é perfeito, Ele não tem falha nem erro algum. O pecado nem sequer pode entrar em Sua presença! Somente o que é santo pode se aproximar de Deus (Hb 12:14). Na Bíblia, santidade também pode significar a dedicação a Deus, se afastando da impureza do pecado, e nesse sentido, todo crente é chamado para ser santo. Uma ausência de amor ao mundo deve ser a característica habitual da vida de amor daqueles que são considerados genuinamente nascidos de novo. "Amor" aqui significa afeto e devoção. É Deus, e não o mundo, que deve ter o primeiro lugar na vida do cristão (Mt 10.37-39; Fp 3.20). É importante lembrar que quando se faz referência à ‘mundo’, não se trata do mundo físico e material, mas do sistema espiritual invisível do mal dominado por Satanás (2Co 10.3-5) e tudo o que ele oferece em oposição a Deus, à sua Palavra e ao seu povo (1Jo 5.19; Jo 12.31; 1Co 1.21; 2Co 4.4; Tg 4.4; 2Pe 1.4). Ou somos cristãos genuínos cuja marca é o amor e a obediência a Deus ou seremos cristãos em rebelião contra Deus, ou seja, apaixonados e escravizados pelo sistema mundano controlado por Satanás (Ef 2.1-3; Cl 1.13; Tg 4.4). Não há meio-termo entre essas duas alternativas para alguém que se diz nascido de novo. Os falsos mestres não tinham esse tipo de amor singular, mas se dedicavam à filosofia e à sabedoria do mundo, revelando, com isso, o seu amor pelo mundo e a sua condição de não salvos (Mt 6.24; Lc 16.13; ITm 6.20; 2Pe 2.12-22)

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Santificados pela Cruz
Jesus ainda faz a mesma oração hoje em dia, para que todo crente seja santificado. A santificação nos torna um com o Senhor Jesus (Hb 2.11) e nos faz santos como Jesus.
Paulo escreve em 1 Tessalonicenses 4.3: ‘Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’. Assim, é da vontade de Deus que todas as almas sejam salvas de todos os pecados – os atuais e o original. Os pecados atuais são os que cometemos voluntariamente, ao passo que o pecado original é o que herdamos do primeiro Adão. Todo pecado é limpo pelo sangue de Jesus Cristo. Temos de morrer para o velho homem. ‘Sabendo isto: que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado’ (Rm 6.6). Deus está chamando o seu povo à verdadeira santidade nestes dias. Agradecemos a Ele pela bendita luz que está nos dando. ‘De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra’ (2 Tm 2.21). Ele quer dizer que temos de ser purgados da impureza e de todos os tipos de pecado. A santificação nos torna santos e destrói a linhagem do pecado, o amor ao pecado e a carnalidade. Ela nos purifica e tornamos mais brancos que a neve” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.123-22).

III. AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO

“1. O significado especial das cores. As cores usadas na estrutura do Tabernáculo tinham um significado especial. Por meio delas, o povo de Israel perceberia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.
Havia uma ordem em que as cores eram mencionadas:
(1) azul; - Aponta para o Céu, de onde veio e para onde retornou o Senhor Jesus Cristo. Tipifica sua "divindade" e está presente no livro de João. A genealogia não é apresentada, pois Deus não tem ascendência. Ele existe para sempre.
(2) púrpura; - Cor da realeza. O evangelho de Mateus cita Jesus como o "Filho de Davi", enfatizando que Jesus é o nosso Rei. Todo soberano deve provar sua descendência real, e isto é feito em sua genealogia.
(3) carmesim; - Cor de sangue e aponta para Jesus como "servo sofredor". Marcos destaca esta condição em seu evangelho. Aqui não há genealogia, o destaque é para o "servo".
(4) branco. - Lembra a pureza e a santidade de Cristo, salientado por Lucas. Este é o evangelho do Filho do Homem. Jesus é mostrado como o "homem perfeito", e seu caráter justo. Apresenta a genealogia do homem ilustre e nobre.
Essas cores estavam na porta de entrada que dava acesso ao lugar sagrado, onde, por meio do ministério do sacerdote, o pecador encontrava-se com Deus. Assim, toda vez que alguém entrava por essa porta, deparava-se com a simbologia das cores. Para nós, os discípulos de Cristo, essas cores apontavam para a obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a obra completa da salvação.
 Nos dois reposteiros (cortinas) do átrio e da tenda, aparecem as mesmas cores: púrpura, carmesim, branco e azul. Todas essas cores apontam para Jesus e são descritas nos quatro evangelhos.

2. A cor azul celeste (Êx 27.16). É uma cor que remete ao céu e indica a origem celestial de Cristo e sua divindade. Nosso Senhor era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele veio do céu, mas fez-se homem na Terra (Jo 1.14). Depois da sua ressurreição e vitória contra a morte, Ele foi recebido no céu, reavendo aquela mesma glória de antes que o mundo existisse (Jo 17.5 cf. Fp 2.5-11; Ef 1.20-23). Por intermédio do Espírito Santo, nosso Senhor edifica e zela pela sua Igreja, a Noiva em que um dia brevemente buscará (Hb 12.24; Jo 17.9,20; Rm 8.34; 1 Ts 4.16,17).
- A cor Azul aponta para Cristo, o celestial, de natureza divina; Em João 1.14, a palavra "tornou-se" enfatiza Cristo assumindo a humanidade (Hb 1.1-3; 2.14-18). Esse fato é certamente o mais profundo de todos porque indica que o infinito tornou-se finito; o Eterno foi conformado ao tempo; o Invisível tornou-se visível; o Ser sobrenatural reduziu-se ao natural. Na encarnação, entretanto, o Verbo não deixou de ser Deus, mas tornou-se Deus em carne humana, ou seja, plena divindade em forma humana como um homem (1Tm 3.1b), e não somente isso, mas veio e tabernaculou/habitou - significa "fincar o tabernáculo" ou "morar numa tenda". O termo lembra o tabernáculo do Antigo Testamento, onde Deus se encontrava com Israel antes do templo ser construído (Êx 25.8), onde "falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo'' (Êx 33.11). Na nova dispensação, Deus escolheu habitar entre o seu povo de uma maneira muito mais pessoal, tornando-se homem. Quando o tabernáculo foi concluído, a gloriosa presença de Deus encheu toda a estrutura (Êx 40.34; cf. I Rs 8.10); Quando o Verbo se tornou carne, a gloriosa presença da divindade estava incorporada nele (Cl 2.9). Havendo completado a sua obra, Jesus olhou para além da cruz e pediu para ser retornado à glória da qual participava com o Pai antes da criação do mundo. O ponto final de suportar a ira pelos pecados foi declarado por Cristo no brado: "Está consumado" (Jo 19.30).

3. A cor púrpura (Êx 27.16). A púrpura era um tecido roxo obtido de moluscos que estão no fundo dos mares. É uma cor que remete à ideia de realeza e que aponta para o futuro. Em relação a Cristo, a cor é uma figura da realeza e divindade de Jesus (Ef 1.20,21), bem como a sua manifestação triunfal para implantar o Reino Milenial (Sl 110; Is 9.6; Lc 1.32). O nosso Deus jamais perdeu o controle da história! 
A cortina de cor púrpura aponta para Cristo o Rei. Em Efésios 1.20,21, esse mesmo poder que ressuscitou Jesus da morte e o elevou de volta pela ascensão para a glória a fim de fazê-lo sentar-se à direita de Deus, é dado a todo cristão no momento da salvação e está sempre disponível (At 1.8; Cl 1.29). Paulo, portanto, não ora para que o poder de Deus seja dado aos cristãos, mas para que eles se conscientizem do poder que já possuem em Cristo e façam uso dele. Paulo queria que os crentes entendessem a grandeza de Deus comparada a outros seres celestiais. "Principado, potestade, poder e domínio" eram os termos tradicionais judaicos para designar seres angelicais que tinham unia alta posição no exército de Deus. Deus está acima deles todos (cf. Ap 20.10-15).

4. A cor escarlate (carmesim) (Êx 27.16). O carmezim é uma cor de sangue, vermelho vivo. Se, por um lado, a cor projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da obra salvífica de Cristo, por outro, ela aponta para a glória vindoura do reinado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Zc 14.9; 1 Tm 6.14,15; Ap 19.11-16). Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”. 
-.A cortina carmesim/escarlata aponta para Cristo o Sofredor. Sua morte. Esta cor foi obtida de um bichinho de cor escarlata. Foi esmagado para fornecer o corante. Quando Jesus descer dos céus outra vez para reinar (Ap 11.1), haverá apenas uma religião no mundo inteiro durante se reinado milenar. O Senhor governará com cetro de ferro (Ap 19.15) e eliminará as religiões criadas por Satanás. Será o cumprimento final:
(1) da aliança abraâmica segundo a.qual ele daria origem ao povo judeu, a nação de Israel, e da terra que daria a Abraão;
(2) da aliança davídica com sua promessa de um rei da tribo de Judá e da continuidade da linhagem de Davi e
(3) da nova aliança que oferece a esperança de redenção espiritual para judeus e gentios. Tudo isso se cumprirá no Senhor Jesus Cristo e por meio dele.
O manto tinto de sangue de Cristo simboliza as grandes lutas que ele já enfrentou contra o pecado, Satanás e a morte, e seu manto foi manchado com o sangue dos seus inimigos.

5. A cor branca do linho torcido. Em ponto anterior, tratamos dessa cor para falar da santidade de Cristo. Num sentido especial, o linho torcido é o tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Jesus e seu sofrimento em nosso lugar. Lembra também o fato de que a morte de Cristo tornou-se o fundamento da justiça em nosso favor (1 Pe 1.18,19; Ap 1.5).
A cortina na cor branca aponta para Cristo o Puro, Imaculado. Fomos resgatados, ou seja, comprados mediante pagamento para livrar-nos da escravidão; fomos postos em liberdade mediante o pagamento de um resgate. "Resgate" ou "redenção" era um termo técnico que se aplicava ao dinheiro pago para comprar a liberdade de um prisioneiro de guerra. Em 1Pe 1.18,19 é usado como referência ao preço pago para comprar a liberdade de alguém que é escravo do pecado e está sob a maldição da lei (ou seja, a morte eterna, - Gl 3.13). O preço pago a um Deus santo foi o sangue derramado de seu próprio Filho (cf. Cx 12.1-13; 15.13; Sl 78.35; At 20.28; Rm 3.24; Cl 4.4-5; Ef 1.7; Cl 1.14; Tt 2.14; Hb 9.11-17). Por isso mesmo Jesus é o Primogênito; De todos os que foram ou serão ressuscitados dos mortos, ele é o proeminente, o único herdeiro legal (cf. 3.14; SI 8 9.27; Cl 1.15).


SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Até à Morte
Chegamos à última noite da vida do Senhor. Ele está com os discípulos no Cenáculo. Aqui acontecerá o ato final entre eles, a consumação de toda a sua vida. Há um detalhe nesse ato que o Senhor não deixou claro para muitos.
Eles se sentaram em volta da mesa para cearem. Jesus tomou o pão, partiu-o e os instruiu a tomar e comer. O que Ele quis dizer com isso? Considerando que Ele estava presente na carne, qual foi o significado de partir o pão?
Através deste ato, o Senhor Jesus Cristo declarou diante de Deus, diante dos anjos e diante dos homens que Ele não hesitaria em morrer pelo mundo. Não havia limites. Ele seria fiel até à morte.
Assim como Ele tinha sido fiel em vida e vivido cada dia consciente de tudo o que acontecia ao seu redor, agora Ele cravaria o seu inteiro na cruz. Seria fiel até à morte.
O real propósito de tornar-se cristão não é tão somente ser salvo do inferno e ir para o céu. É tornar-se filho de Deus, assumir o caráter de Jesus Cristo para permanecer diante dos homens, e, caso necessário, até ser sentenciado à pena máxima, à morte, recusando-se a pecar, não aceitando curvar a cabeça diante de Satanás, preferindo morrer a desonrar o Filho de Deus.
Se o caráter de Jesus Cristo entrou em você e em mim, então, em termos de propósito, isso nos tornou como Ele. Fez-nos de fato como Ele. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus por essa mesma fidelidade inextinguível que caracterizou o Filho de Deus” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.51-52).

CONCLUSÃO

O autor da Epístola aos Hebreus exorta-nos a chegar com confiança ao trono da graça, pois assim alcançaríamos misericórdia e acharíamos graça para, num tempo oportuno, sermos auxiliados (4.16). Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, deu-nos esse privilégio para desfrutarmos da presença santa de Deus mediante a fé. Não tenhamos receio de adentrar a presença santa do Pai!
Os governantes antigos, em sua maioria, não eram acessíveis para ninguém que não fizesse parte de seus principais conselheiros (Et 4.11). Em contrapartida, o Espírito Santo pede a todos que se acheguem com confiança ao trono de Deus para receber misericórdia e graça por meio de Jesus Cristo (Hb 7.25; 10.22; Mt 27.51). A arca da Aliança era vista como o lugar na terra onde Deus se assentava em seu trono entre os querubins (2Rs 19.15; Jr 3.16-17). Foi no trono de Deus que Cristo fez expiaçâo pelos pecados, e é ali que a graça é dispensada aos cristãos para todas as questões da vida (2Co 4.15; 9.8; 12.9; Ef 1.7; 2.7). Quando os evangelistas registram que após a morte de Jesus o véu do Templo se rasgou, estão indicando que, cumprida a missão de Jesus naquele momento, Deus abriu o acesso, através de Jesus Cristo, à Sua presença. O véu foi rasgado e o acesso a Deus foi aberto. Agora já não somos mediados por Sumos Sacerdotes, mas cada crente em Jesus Cristo é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus (1Pd 2.9). Somos mediados apenas por Jesus Cristo, ou seja, cada um de nós agora pode se dirigir diretamente a Deus, buscando o perdão dos pecados, sem a necessidade de ninguém (humano) que nos represente. Essa é uma das maiores bênção que foram dadas a nós! E por isso ficou registrado nos evangelhos de forma preciosa essa grandiosa revelação.

“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16)

Francisco Barbosa
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

LIÇÃO 5: A PIA DE BRONZE: LUGAR DE PURIFICAÇÃO



SUBSÍDIO I

A PIA DE BRONZE – A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE (Êx 30.17-21)

Independentemente do “Dia da Expiação”, quando era imolado apenas um cordeiro pelo pecado do povo, e o sumo sacerdote ministrava com o sangue da expiação na presença de Deus no Lugar Santo e no Lugar Santíssimo, as pessoas podiam, uma por uma, entrar no grande pátio do Tabernáculo pela manhã e à tarde acompanhando o sacerdote, primeiramente no altar de sacrifícios. Depois, o sacerdote lavava-se na Pia de Bronze, que tinha uma água limpíssima, e lavava as mãos e os pés antes de adentrar no Santuário. 

A Pia de Bronze Ficava no Pátio entre o Altar de Sacrifícios e o Tabernáculo

Para que os sacerdotes pudessem ministrar tanto no Pátio quanto no Lugar Santo, independentemente do serviço do sumo sacerdote que ministrava no Lugar Santíssimo, eles precisavam fazer as abluções necessárias. O recipiente para conter água, identificado como uma bacia ou pia lavatório, servia como lavabo e recebia água limpíssima, e alguns comentadores bíblicos dizem que eram águas trazidas da rocha de Horebe, ainda que não há nada no texto bíblico que se possa comprovar isso. O importante é que as águas eram limpíssimas, e os sacerdotes, depois de ministrarem no Altar de Sacrifícios e sujarem as mãos e os pés com as vísceras e outros órgãos rejeitados para os sacrifícios, deviam lavar-se com aquelas águas (ver Êx 30.17-21). Os sacerdotes não podiam banhar-se dentro da bacia, mas deviam tirar as águas do interior da bacia para lavarem-se. Depois de lavados, os sacerdotes mudavam suas roupas e, devidamente limpos, podiam entrar no Tabernáculo para ministrarem perante o Senhor no Lugar Santo. A parte interna da pia (ou bacia) tinha que brilhar e refletir como “o espelho das mulheres” para revelar, na exposição ao sol, toda a sujeira da lavagem. A Bíblia diz que a “palavra de Deus” é como “espelho”. Paulo escreveu: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (ver 2 Co 3.18).
Nosso pecado foi expiado por Cristo no altar de sacrifícios, a cruz do Calvário. Porém, a limpeza das sujeiras do pós-sacrifício implica, tipologicamente, na limpeza da imolação, do sangue e das vísceras, a qual tinha de ser feita pelos sacerdotes antes de entrarem no Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ver Sl 24.3,4; Is 52.11; Jo 13.8; 1 Co 6.11). Ora, todos sabemos que, no dia a dia, às vezes ficamos manchados e sujos com as sujeiras de ações carnais (ver 1 Jo 1.8,10), mas temos o recurso purificador e santificador da Palavra de Deus, prefigurada pela água da Pia de Bronze. O sangue de Jesus, mediante nossa aceitação dEle como Expiador, quita a culpa (ver Rm 3.24,25; Ef 1.7), mas todos sabemos que a nossa natureza pecaminosa (“o velho homem”, Ef 4.22) ainda produz o pecado e expõe-nos constantemente às tentações que nos rodeia e assedia (ver Hb 12.1). A Palavra de Deus, porém, é o espelho que mostra quem somos e as obras que praticamos para que nos purifiquemos com a ajuda do Espírito Santo. A Palavra de Deus, portanto, revela nossas impurezas e, por isso, precisamos ver com cara descoberta quem somos. 

A Bacia Era de Bronze Polido (Cobre), e o seu Interior Era como o Espelho das Mulheres (Êx 38.8)

Com a água limpíssima e exposta à luz do sol, toda e qualquer sujeira era revelada no interior daquela bacia. A obra regeneradora do Espírito Santo torna-nos limpos e lavados. Ninguém entrará na presença de Deus no seu santuário com as marcas das sujeiras do pecado (ver 2 Co 5.16,17). Paulo falou aos efésios da obra santificadora e purificadora por meio da “lavagem da água, pela palavra” (Ef 5.26). O interior da bacia como “o espelho das mulheres” sugere uma tipologia especial. Ora, quando os sacerdotes lavavam-se com aquela água, as sujeiras revelavam o estado daquelas pessoas. Assim, também, é o poder extraordinário da Palavra de Deus em revelar a verdade de cada um de nós. Todas as sujeiras morais e espirituais são reveladas nesta “bacia”. Por isso, ninguém deve tentar chegar com as sujeiras da sua vida, mas deve lavar-se pela “lavagem com água” da Palavra de Deus. Aquele receptáculo construído com metal polido podia refletir o rosto das pessoas e, por isso, no exercício do ministério sacerdotal, cada sacerdote precisava conhecer e perceber o estado de sua limpeza para poder ministrar na presença de Deus. 

A Pia de Bronze Tinha um Caráter de Juízo sobre a Vida do Crente

No Altar de sacrifícios, o juízo era aplicado sobre o pecador com a oferta do sacrifício, com a qual ele tinha remissão dos pecados. A redenção do pecador aponta para Cristo, que ocuparia nosso lugar como substituto. Ele assumiu sobre si o juízo que merecíamos e assim o fez pela sua morte vicária (ver 2 Co 5.21; Gl 1.4). Porém, as águas da pia tinham como finalidade lavar aquele que já passou pelo Altar de Sacrifícios, e agora, “as águas” que simbolizam a Palavra de Deus tem o poder de limpar e disciplinar nossas obras para uma vida cristã santa e purificada (ver 1 Co 3.13-15; 5.3-5; 11.31,32; 2 Co 5.10). Mesmo que nossos pecados tenham sido expiados (ver Hb 10.17), tudo quanto fazemos no nosso dia a dia precisa passar pela limpeza para que, quando chegar o juízo para recompensa, sejamos julgados pelas nossas obras. 

Texto extraído da obra “O TABERNÁCULO”, editada pela CPAD. 

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO II

INTRODUÇÃO

A Pia de Bronze, um dos instrumentos do Tabernáculo, tem a ver com a purificação. Nesta lição, estudaremos a respeito desse utensílio, destacando seu uso, em seguida, mostraremos que o sangue de Jesus tem o poder de nos purificar de todo pecado. Ao final, refletiremos a respeito da importância da santificação, a fim de que possamos agradar a Deus, e adentrar ao Lugar Santíssimo.

I. A PIA DE BRONZE
                                                                 
A Pia de Bronze, conforme ordenado a Moisés, deveria servir ao ato da purificação (Ex. 30.18,19). Os sacerdotes, após oferecerem sacrifício, deveria se lavar. O termo hebraico é kyyor, que significa “lugar para se lavar”. Tratava-se de uma bacia redonda, de bronze polido, continha água limpa, na qual o sacerdote lavava as mãos e os pés (Ex. 30.19). Essa pia foi feita dos espelhos de bronze das mulhers (Ex. 38.8), é o único utensílio cujo tamanho ou dimensões não foram especificados. Mais tarde, quando o Templo foi construído, algumas medidas foram dadas (I Rs. 7.23). Em relação ao seu uso, está escrito, em Ex. 30.21, a relevância do ritual de purificação sacerdotal, pois esses não poderiam adentrar a presença do Senhor, sem antes se lavaram: “E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés. Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram” (Ex. 30.19,20).

II. JESUS, EM QUEM SOMOS PURIFICADOS

Jesus é nosso Advogado – parakletos – a propiciação pelos nossos pecados (I Jo. 2.1). Isso porque Deus é gracioso e não deseja estar distanciado de nós por causa do pecado. Essa propiciação não deve servir de motivo para uma vida de pecado (Rm. 6.1). Muito pelo contrário, por causa do amor de Deus, devemos viver em santidade (I Jo. 2.1). O habito pecaminoso não mais pode fazer parte da prática cristã. Ainda que se reconheça a possibilidade do crente cometer algum pecado eventual. Quando isso vier a acontecer, devemos confessar o pecado. A contrição por causa do pecado cometido nos dirige a Cristo, o Justo que cobre, neutraliza, expia, aplaca e anula a culpa do pecado. Ele é o remédio que cura a contaminação e o mal que o pecado nos causa. Esse ensinamento bíblico expressa o sistema sacrifical do Antigo Testamento (Lv. 16.30; Hb. 9.22). Neste tempo, por meio dEle, somos purificados, lavados pela Palavra que nos tem falado (Jo. 15.3).

III. VIDA EM SANTIFICAÇÃO

É preciso destacar que jamais atingiremos nesta condição terrena um estágio que não nos permita pecar, mesmo assim, podemos receber capacidade para evitar o pecado. Para tanto, não somente precisamos da contínua purificação pelo sangue (I Jo. 1.7), dependemos desse para sermos santificados, aguardando o dia da glorificação. Por isso, precisamos ser realistas, e atentar para o que está escrito em I Jo. 1.10: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que não podemos viver na prática contínua do pecado (I Jo. 3.8-10). Isso porque a rejeição persistente à voz do Espírito Santo poderá levar à rebelião e à perda definitiva da salvação, melhor dizendo, à apostasia (Gl. 5.21; Hb. 6 e 10). Devemos levar em conta a recomendação de Paulo: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”. Diante dos fracassos ao longo do caminho, não devemos nos sentir derrotados, pois temos um Advogado junto ao Pai, um Amigo, Jesus Cristo (I Jo. 1.7).

CONCLUSÃO

As Escrituras põem a santificação como condição para se ver a Deus (Hb. 12.14). Mas essa, conforme exigida em I Pe. 1.15,16, somente poderá ser efetivada pelo Espírito Santo, que produz em nós e conosco, o Seu fruto (Rm. 6.1-11,13; 8.1,2,13; Gl. 2.20; Fp. 2.12,13; I Pe. 1.5). Assim, é por meio da Palavra de Deus, a confiança no sacrifício de Jesus, e o poder do Espírito Santo, que somos purificados.


José Roberto A. Barbosa
Disponível no Blog subsidioebd.blogspot.com

COMENTÁRIO E SUBSÍDIO III

INTRODUÇÃO

O nosso presente estudo é sobre a Pia de Bronze. Continuamos a avançar no Tabernáculo. Assim, veremos o simbolismo da limpeza e da pureza que a Pia de Bronze apresenta; estudaremos os dois aspectos do rito de lavagem presentes na função dos sacerdotes; e, finalmente, seremos chamados à responsabilidade acerca da necessidade e urgência de vivermos uma vida santa e irrepreensível diante de Deus e dos homens.
 Os utensílios do Tabernáculo estão sendo expostos de maneira que o leitor possa sentir-se adentrando o santuário e contemplando detalhadamente cada peça. Nesta lição será explorada a única peça do Tabernáculo que não possui detalhes das suas dimensões. Feita “dos espelhos das mulheres que se reuniram para servir à porta da tenda da congregação” (Ex 38.8), estava posicionada “entre a tenda da congregação e o altar” (Ex 30.18). O uso da Pia de Cobre era para Aarão e seus filhos lavar suas mãos e seus pés em água limpa quando entrassem na tenda da congregação, ou quando chegassem ao altar para ministrar (Ex 30.19-21). A água posta na nesta Pia, como a água do batismo, representa a obra de Cristo e sua suficiência para lavar-nos da condenação dos nossos pecados. A água do batismo manifesta como Cristo foi sepultado por nossos pecados e a Sua saída da água como Ele foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai (Rm 6.3-6). Assim “andemos nós também em novidade de vida”! 

I. A PIA DE BRONZE: A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE
                                                                 
1. A pia de bronze e a água (Êx 30.18,19). Deus ordenou a Moisés que fizesse uma pia de bronze. O objetivo era que antes de entrar ou sair do Tabernáculo, Arão e seus filhos lavassem as mãos e os pés. O ofício de apresentar holocaustos ao Senhor era Santo. Não é possível apresentar-se diante de Deus de maneira a não reconhecer sua santidade e justiça. Oferecer um sacrifício a Deus é prestar-lhe um culto santo e reverente. Não podemos perder o senso de piedade e reverência diante de Deus. Por isso, nossos cultos, bem como nossas vidas, devem refletir a santidade de Deus (1Pe 1.15,16).
Lavar as mãos e os pés era obrigatório antes do envolver-se nos deveres sacerdotais. Novamente, a necessidade de estar cerimonialmente purificado é vista na advertência de morte caso essa lavagem fosse negligenciada. Nada era feito casualmente no santuário ou no átrio. A santidade, em essência, define a nova natureza e conduta do cristão em contraste com o seu estilo de vida anterior à salvação. A razão para praticarem um estilo santo de vida é que os cristãos estão associados com o Deus santo e devem tratar a ele e sua Palavra com respeito e reverência. Portanto, nós o glorificamos da melhor maneira quando somos semelhantes a ele (1Pd 16-17; Mt 5.48; Ef 5.1; Lv 11.44-45; 18.30; 19.2; 20.7; 21.6-8)

2. Os sacerdotes e a santidade (Êx 30.20). Ao entrarem no Tabernáculo, os sacerdotes deveriam se lavar “para não morrer”. Fosse para ministrar, fosse para acender a oferta no altar, eles deveriam lavar-se antes. Há que se destacar a expressão “para não morrer”. O ato colocava em risco a vida dos sacerdotes. Apresentar-se diante de Deus sem atentar para a exigência da purificação poderia custar-lhes a vida. Hoje, nós, os obreiros de Cristo, devemos pautar nossas vidas na obra, exercitando-nos na piedade e na santidade. Somos santos porque fomos chamados por um Deus Santo. Somos chamados para ser um modelo de santidade. Não nos esqueçamos: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
“A lavagem das mãos e dos pés dos sacerdotes era muito importante ao Senhor; a atenção ou desatenção ao deste único detalhe fazia a diferença entre a vida ou a morte dos sacerdotes. Tal atenção de Deus Pai sobre os atributos daqueles que ministravam as coisas sagradas nos ensina várias verdades. Primeiramente a santidade de Deus Pai Quem exige tal lavagem constate é manifesta (I Pe 1.16, “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”). Em segundo lugar, entendemos a pureza de Cristo Quem o nosso Mediador entre o homem e Deus (I Pe 2.22) e, finalmente, como o povo de Deus em geral, e o ministrante da Palavra de Deus em particular, devem ser constantemente adentro da Palavra de Deus para manterem-se capazes de entrar e sair da presença de Deus. O salmista nos relembra da necessidade de ser limpos quando diz: “Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação”, Sl 24.3-5). Note também como Davi ensina essa verdade pela sua pratica: Sl 26.6, “Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar”. Essas três verdades são enfatizadas pela qualificação: “será por estatuto perpétuo” (Ex 30.21)” (PALAVRAPRUDENTE). Em Hebreus, “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” é explicado como:
1) voltar-se para Deus com plena fé e consciência limpa (10.14,22) e
2) aceitar de maneira genuína Cristo como o Salvador e sacrifício pelo pecado, que levou o pecador à comunhão com Deus. Os incrédulos não estarão motivados a aceitar Cristo se a vida dos cristãos não demonstrar as qualidades que Deus deseja, incluindo paz e santidade (Jo 13.35; 1Tm 4.3; 1Pd 1.16).

3. A santidade para a vida (Êx 30.21). O versículo 21 traz-nos a ideia de um pacto perpétuo a respeito do rito de lavagem da purificação. Esse rito seria um estatuto perpétuo para os sacerdotes. Disso dependeria a vida deles. Viver a vida de maneira santa, separada, única e exclusivamente para Deus é a vocação de todo obreiro chamado para a sua obra. Santidade ao Senhor gera espiritualidade profunda. Santidade ao Senhor gera uma vida de compromisso com Deus. Santidade gera vida no altar de Deus!
“As mãos e os pés dos sacerdotes tinham que ser lavados constantemente para não morrerem os Sacerdotes quando entraram na tenda para ministrar nas coisas sagradas, ou para não morrerem quando chegarem ao altar para ministrar, nisso aprendemos da natureza de Jesus Cristo (Ex 30.20, 21). Por Jesus ser divino e, ao mesmo tempo, ser homem sem pecado, Ele é completamente e constantemente limpo - I Pe 2.22, “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. A palavra ‘engano’ “dolos” significa no grego engano, traição, deslealdade, cilada astuta, perfídia, (# 1388, Strong’s). Não há como Nosso Mediador ser pego na iniquidade e assim ser condenado e morto algo que resultaria em nós ser deixados sem nenhuma salvação.” (PALAVRAPRUDENTE). “Devemos entender que todo homem precisa passar pela purificação, antes de aproximar-se do Senhor para adorá-Lo e servi-Lo. Esta limpeza acontece, quando a Palavra de Deus penetra em nosso íntimo. É no interior do homem que a Palavra de Deus promove a necessária purificação e limpeza, qualificando-o a estar na presença do Senhor. Jesus quer para si um povo limpo através da Palavra, Ef 5.25-26, "... como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, 26 a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra". Observe ainda como este conceito de purificação é claro nas palavras de Jesus aos seus discípulos em João 15.3, "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado". Somente podemos nos tornar limpos através da ação da Palavra de Deus em nós, tirando-nos toda sujeira e imundícia características do pecado!” (IBVIR)

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Para introduzir a lição de hoje, e enfatizar a Pia de Bronze, apresente a imagem reproduzida nesta página. Entretanto, atente para o tópico II. Nele, há uma explicação conceitual a respeito da pia. A ideia é que, neste primeiro tópico, você apresente a figura com o objetivo de fazer um panorama geral do objeto. E no segundo tópico, você retome essa imagem para explicar o conceito dela conforme a exposição do segundo tópico.


II. A PIA DE BRONZE: LUGAR DE LIMPEZA E PUREZA

1. A Pia de Bronze (cobre) entre o Altar do Holocausto e o Tabernáculo. O termo hebraico para “pia” é kyyor, que significa “lugar de se lavar”. Era uma bacia redonda. É assim que a imagem da Pia de Bronze é geralmente apresentada nas ilustrações. Para entrar no santuário do Tabernáculo, após ministrar no Altar dos Holocaustos, o sacerdote lavava-se na Pia de Bronze com água limpíssima. Ora, o nosso pecado foi expiado por Cristo no Calvário, o que significa que toda a nossa sujeira foi limpa para a glória de Deus. Fomos “lavados” pelo “sangue remidor” de Jesus (1Co 6.11). No dia a dia, encontramo-nos vulneráveis às imundícias das obras da carne. Entretanto, temos um recurso divino, que nos purifica e santifica, prefigurado pela Palavra de Deus (cf. 1Jo 1.7,8,10). O sangue de Jesus quitou a nossa culpa, cuja natureza humana estava condenada a se curvar sempre diante das tentações e do pecado (Rm 3.24,25; Ef 1.7). Assim, a Palavra de Deus é o espelho que reflete a nossa nova natureza e as obras que devemos praticar com a ajuda do Espírito Santo.
“A Pia de Bronze (tvxn rwyk - kiyowr nechosheth) ficava no Átrio do Tabernáculo entre o Altar e a Tenda da Congregação. Era o local onde os filhos de Arão deveriam lavar as mãos e os pés para adentrarem a Tenda. Embora possa haver uma discussão entre os estudiosos em relação ao material utilizado na Pia, se cobre ou bronze, e isto em razão do termo hebraico tvxn, significar tanto cobre, como bronze, parece ser coerente pensar que o mais correto seria traduzir o termo hebraico "tvxn" por "cobre". Citando Cole: "Para sermos coerentes, deveríamos traduzir ‘cobre’. Era provavelmente bronze (uma liga de cobre e estanho), mas o hebraico não dispunha de um termo especial para este material".” (IBVIR)
Em 1Co 6.11, o termo lavastes refere-se à nova vida, mediante a limpeza e regeneração espiritual (cf. |o .1.3-8; 2 C o 5.17; Ef 2.10; T t 3.5). Santificados, resulta num novo comportamento, o qual uma vida transformada sempre produz. A dominação total do pecado é quebrada e substituída por um novo padrão de obediência e santidade. Embora não seja perfeita, essa é uma nova direção (Rm 6.17-18,22). O cristão genuíno tem por hábito andar na luz (verdade e santidade) e não em trevas (falsidade e pecado). Seu modo de andar também resulta na purificação do pecado enquanto o Senhor continuamente perdoa seus filhos. Uma vez que aqueles que andam na luz compartilham o caráter de Deus, eles habitualmente são caracterizados pela santidade de Deus, indicando sua verdadeira comunhão com ele (Tg 1.27). O cristão genuíno não anda em trevas, mas somente na luz (2Co 6.14; Ef 3 : CI1.12-13), e a purificação do pecado ocorre continuamente.

2. A lavagem na Bacia de Bronze. A Pia era de bronze polido, fabricado com o espelho das mulheres (Êx 38.8). Assim, exposta à luz do sol, a partir da água limpíssima, toda impureza era revelada no interior da bacia. À semelhança dessa figura, a obra regeneradora do Espírito Santo nos torna completamente limpos das sujeiras do pecado (2Co 5.17; Ef 5.26). Outro ponto que devemos destacar é a consciência de pureza que os sacerdotes deveriam ter para estar na presença de Deus, pois quando se lavavam, as sujeiras desapareciam de seus corpos. Sabiam que, doutra forma, não poderiam celebrar no interior do Tabernáculo. Só a Palavra de Deus é eficaz para revelar o pecado do nosso coração, expô-lo e removê-lo. A imagem dessa bacia nos rememora à santidade de Deus e a necessidade de se buscar uma vida de retidão, tanto na área espiritual quanto na moral. Somos de Deus, ovelhas de seu rebanho.
É importante salientar que os espelhos usados nos tempos antigos não eram de vidro, não se pareciam como os de hoje, mas de metal polido. Bronze era o metal normalmente empregado para este propósito, e era de uso comum no Egito, onde os espelhos eram placas de bronze, redondas ou ovais, com uma alça. As mulheres ofereceram voluntariamente para o serviço de Deus seus espelhos, peças que estavam entre as mais apreciadas entre seus bens. Moisés, para marcar a aprovação de sua devoção, com esta oferta confeccionou o mais honrado de todos os vasos de bronze e registrou o fato para o crédito feminino. As mulheres que se reuniram à entrada da tenda de reunião eram provavelmente mulheres devotas que amavam o serviço público da religião. A desistência de seus espelhos para o uso do santuário era um sacrifício adequado para tais mulheres fazerem (Êx 35.22). Em nota ao texto de Êxodo 38.8, Joseph Benson comenta: “Ele fez a pia de latão — A fonte de latão para os sacerdotes lavarem antes do culto, Êxodo 30:18 . Essa pia significou a provisão que é feita no evangelho para purificar nossas almas da poluição do pecado pelo sangue expiatório de Cristo e do Espírito regenerador de Deus, para que possamos estar aptos a servir a Deus em santos deveres. É dito aqui que são feitos os óculos, (ou melhor, os espelhos, porque não eram óculos) das mulheres que se reuniram à porta do tabernáculo — Espelhos, antes da invenção do vidro, eram feitos de latão polido. Plínio diz que os de latão e lata misturados eram considerados os melhores, antes que os de prata viessem a ser usados. Estes aqui mencionados, sem dúvida, eram do melhor tipo de latão, e as mulheres que os deram parecem ter sido eminentes por devoção, frequentando mais constantemente do que outros no local de culto público, que, aqui, é levado em conta para a sua honra. Na pia, esses espelhos eram artisticamente unidos ou então fundidos e lançados de novo; mas é provável que a pia estivesse tão brilhantemente polida que os lados dela ainda serviam de espelhos, que os sacerdotes, quando viessem lavar-se, pudessem ver seus rostos e assim descobrir as manchas para lavá-lo”.
Por estarmos agora em Cristo, somos novas criaturas, segundo Paulo em 2 Co 5.17. Essas palavras compreendem uma breve, mas a mais profunda afirmação do sentido inexaurível da redenção do cristão, a qual inclui o seguinte:
1) a segurança do cristão em Cristo, que suportou no seu corpo o castigo de Deus contra o pecado;
2) a aceitação do crente em Cristo, apenas em quem Deus se compraz;
3) a futura segurança do crente em Cristo, que é a ressurreição para a vida eterna ao único fiador pela herança do cristão no céu; e
4) a participação do crente na natureza divina de Cristo, a Palavra eterna (2Pd 1.4).
Nova criatura descreve algo criado num nível qualitativamente novo de excelência. Diz respeito à regeneração ou novo nascimento (Jo 3.3; Ef 2.1-3; Tt 3.5; 1Pe 1.23; 1Jo 2.29). Essa expressão abrange o perdão dos pecados do cristão pagos pela morte substitutiva de Cristo (Gl 6.15; Ef 4.24). Depois que uma pessoa é regenerada, os sistemas de valores, as prioridades, as crenças, as paixões e os planos antigos passam a pertencer ao passado. O mal e o pecado ainda estão presentes, mas o cristão os vê a partir de uma nova perspectiva, eles não mais o controlam. A gramática grega indica que essa renovação é uma condição de fato contínua. A nova percepção espiritual do cristão de todas as coisas é uma realidade constante para ele, e agora ele vive para a eternidade, não para as coisas passageiras. Tiago descreve essa transformação como a fé que produz obras (Tg 2.14-25). A graça salvadora torna os cristãos santos por meio da ação da Palavra de Deus (Tt 2.1-9; 3.5); desse modo, eles podem ser a noiva pura.

3. A Pia de Bronze e o caráter de juízo. No Altar dos Holocaustos, o juízo sobre o pecador era aplicado na oferta do sacrifício, cobrindo o seu pecado. Nesse sentido, as águas da pia cumpriam uma função de limpeza dos sacerdotes que passaram por aquele processo. De igual modo, nosso Senhor tomou sobre si o juízo que merecíamos, morrendo vicariamente por nós (2Co 5.21; Gl 1.4). Nesse aspecto, à semelhança das águas purificadoras, a Palavra de Deus tem o poder de limpar e disciplinar nossa vida (Hb 4.12,13). Embora nossos pecados tenham sido expiados (Hb 10.17), ainda temos de nos chegar a Deus, continuamente, para sermos limpos de tudo o que desagrada-o: pensamentos, palavras e obras. Infelizmente, acidentes ocorrem no caminho da jornada cristã, e precisamos nos quebrantar na presença de Deus. Busquemos a santidade em Jesus Cristo.
A pia é de grande significação espiritual em nossa experiência Cristã. No altar de bronze nós vemos nossa justificação. Na pia vemos nossa santificação. Em 2 Co 5.21, Paulo resume o cerne do evangelho, solucionando o mistério e o paradoxo dos versículos 18-20, e explicando como os pecadores podem se reconciliar com Deus por meio de Jesus Cristo. Essas 15 palavras gregas expressam as doutrinas da imputação e substituição como nenhum outro versículo, aquele que não conheceu pecado. Jesus Cristo, o Filho de Deus sem pecado (Cl 4.4-5; Lc 23.4,14,22,47; Jo 8.46; Hb 4.15; 7.26; 1Pd 1.19; Ap 5.2-10). Deus, o Pai, usando o princípio da imputação, tratou Cristo como se ele fosse um pecador, embora não o fosse, e o fez morrer com o um substituto, a fim de pagar o castigo pelos pecados daqueles que creem nele (Is 53.4-6; Gl .3.10-13; 1Pd 2.24). Na cruz, ele não se tornou um pecador (como alguns sugerem), mas permaneceu tão santo como sempre. Foi tratado como se fosse culpado de todos os pecados já cometidos por todos aqueles que creriam, um dia, embora ele nunca tivesse cometido nenhum. A ira de Deus foi exaurida nele e a condição justa da lei de Deus atendida para aqueles pelos quais morrera, justiça de Deus. A justiça creditada na conta do cristão é a justiça de Jesus Cristo, o Filho de Deus (Rm 1.17; 3.21-24; Fp 3.9), Como Cristo não era pecador, embora tenha sido tratado como tal, do mesmo modo os cristãos que ainda não foram justificados (até a glorificação) são tratados como se fossem justos. Ele suportou os pecados deles, por isso eles puderam experimentar a sua justiça. Deus tratou-o com o se ele tivesse cometido os pecados dos cristãos, e trata os cristãos como se tivessem realizado apenas as obras justas do Filho de Deus sem pecado. Ninguém pode evitar o pecado por meio de esforços humanos ou pelo cumprimento da lei (Rm 3.20); portanto, ele deve ser perdoado, o que Cristo realizou por meio de sua morte expiatória na cruz (2Co 5.19-21; 1Pd 2.24).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração’ aparece apenas duas no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece. O Senhor ‘tirará da sua carne o coração de pedra e lhes dará um coração de carne (Ez 11.9). Deus diz: ‘Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados... E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo... E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos’ (Ez 36.25-27). Deus colocará a sua lei ‘no seu interior e a escreverá no seu coração’ (Jr 31.33). Ele ‘circuncidará o teu coração... para amares ao Senhor’ (Dt 30.6)” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.371).


III. DOIS ASPECTOS DO RITO DE LAVAGEM DOS SACERDOTES

1. A lavagem completa. Essa lavagem era mais do que simplesmente lavar mãos e pés. Significava uma “obra regeneradora”, que implicava o primeiro passo para a consagração sacerdotal. Hoje, é inaceitável que um ministro queira servir na Casa de Deus sem ter passado pela obra da regeneração (Jo 13.10). É preciso que os obreiros do Senhor tenham experimentado uma “limpeza completa” da alma e da mente. É preciso nascer da Palavra e do Espírito (Jo 3.5,7; Jo 15.3; Tt 3.5; 1Pe 1.23).
No Antigo Testamento, quando a água é usada de maneira figurada, isso geralmente se refere à renovação ou purificação espiritual, especialmente quando usada em conjunção com "espírito" (Nm 19.17-19; SI 51.9-10; Is .32.15; 44.3-5; Jr 2.13; Jl 2.28-29). A bacia fala de Jesus, que na última ceia lavou os pés de cada discípulo. Jesus é a Palavra. Não precisamos mais de um espelho humano para ver o que há de errado conosco, mas a Palavra é que nos vai revelar o que precisa ser mudado, melhorado. “A própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12.48) Ver também Tiago 1.23-24. A purificação realizada por Cristo na salvação não precisa nunca ser repetida — uma vez que ela tenha acontecido, a expiação está completa. Mas todos os que foram purificados pela graciosa justificação de Deus necessitam de lavagem constante no sentido experimental, na medida em que lutam contra o pecado na carne. Os crentes são justificados e justiça lhes é imputada (Fp 3.8-9), mas ainda precisam de santificação e justiça pessoal (Fp 3.12-14). É necessário experimentara lavagem espiritual ou purificação da alma realizada pelo Espírito Santo por meio da palavra de Deus, e isso no momento da salvação (Ef 5.26; Tt 3.5), requerida para poder pertencer ao reino, então, é inconcebível haver obreiros/ministros que não sejam nascidos de novo.

2. A lavagem progressiva e constante. No dia a dia sacerdotal, a limpeza exigida para ministrar no Lugar Santo era apenas das mãos e dos pés (Êx 30.19). Mas, de acordo com a doutrina do Novo Testamento, o “lavar-se”, aqui, destaca o ato do Espírito que opera em nós a santificação (Ef 5.26; 2Co 7.1). Nesse sentido, a consagração dos sacerdotes dava-se nos termos do compromisso de uma vida santificada. Esse mesmo compromisso é que deve permear a vida do obreiro, que se acha vocacionado para realizar a obra do Senhor.
Água serve para lavar, limpar, purificar. Uma equipe médica, antes de uma cirurgia, passa um bom tempo lavando as mãos e escovando as unhas. Jesus disse a Pedro, em João 13.8 “se eu não te lavar, não tens parte comigo”. Com frequência, a Escritura encoraja os cristãos a agir com base nas promessas de Deus (Rm 12.1; 2Pe 1.3). Cada cristão deve fazer em sua própria vida uma ‘limpeza/purificação’ de toda impureza. Essa palavra grega, que aparece somente em 2Co 7.1 no Novo Testamento, foi usada três ve zes no Antigo Testamento grego para se referir à corrupção religiosa, ou às alianças profanas com ídolos, às festividades idólatras, às prostitutas do templo, aos sacrifícios e aos festivais de adoração, da carne como no espírito. A falsa religião estimula os desejos humanos representados tanto pela "carne" com o pelo "espírito". Enquanto alguns cristãos, por algum tempo, evitam sucumbir aos pecados carnais associados à falsa religião, os cristãos que expõe sua mente ao falso ensino não pode evitar a contaminação das ideologias e blasfêmias diabólicas que atacam a pureza da verdade divina e blasfemam o nome de Deus. É bom ratificar que o termo "Santidade " diz respeito à separação de tudo o que corrompe tanto o corpo quanto a mente. A santidade completa ou perfeita foi concretizada somente em Cristo; portanto, os cristãos devem buscá-lo (Lv 20.26; M t 5.48; Rm 8.29; Fp 3.12-14; 1 Jo 3.2-3). A graça salvadora torna os cristãos santos por meio da ação da Palavra de Deus (Tt 2.1-9; 3.5); desse modo, eles podem ser a noiva pura.

3. Recapitulando verdades importantes. À luz de tudo quanto temos estudado até aqui, devemos assimilar algumas lições apreendias até o presente momento:
1. Sobre o sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo nos livrou da pena do pecado (Mt 20.28; 26.28; 1Pe 4.17); - É interessante notar que em Mt 20.28, a palavra traduzida como “por" significa "em lugar de", enfatizando a natureza substitutiva do sacrifício de Cristo. Um "resgate" é um preço pago para redimir um escravo ou prisioneiro. A redenção não envolve um preço pago a Satanás. Pelo contrário, o resgate é oferecido a Deus — para satisfazer a sua justiça e a sua ira contra o pecado. O preço pago foi a própria vida de Cristo, como expiação com sangue ( Lv 17.11; Hb 9.22). Esse, portanto, é o significado da cruz: Cristo submeteu-se à punição divina contra o pecado em nosso favor (Is 53.4-5; 2Co 5.21). Suportar o impacto da ira divina no lugar dos pecadores era o "cálice" que ele disse que teria de beber!
2. Sobre a Palavra. A Palavra de Deus revela quem somos (Tg 1.22-24); - O fato de Tiago chamar os cristãos professos a ser "praticantes", e não somente a praticar, enfatiza que todos os aspectos da personalidade do cristão deveriam ser caracterizados dessa maneira. Os cristãos professos que se contentam apenas em ouvir a Palavra estão cometendo um sério erro de cálculo em sua vida espiritual. Tiago faz uso de uma palavra forte no grego (contempla) que significa olhar com cuidado e cautela, em oposição a olhar de modo casual. Nos dias de Jesus e de seus discípulos (século 1), os espelhos não eram de vidro, mas metálicos, feitos de bronze, prata ou — para os ricos — ouro. Os metais eram achatados e polidos até adquirirem um alto brilho, e a imagem que refletiam era adequada, mas não perfeita (1Co 13.12). A menos que ajam de imediato de acordo com o que ouvem da Palavra, os cristãos professos irão esquecer-se das mudanças e melhorias que o seu reflexo lhes mostrou que precisavam fazer (“se esquece de como era a sua aparência”).
3. Sobre a limpeza espiritual. Uma vida irrepreensível é prioritária e absolutamente necessária (Jo 15.3). - Por meio da metáfora extensa da videira e dos ramos (Jo 15.1-7), Jesus estabeleceu a base da vida cristã, Jesus usou uma imagem da vida agrícola desse tempo, ou seja, videiras e produção de uvas (Mt 20.1-16: 21.23-41; Mc 12.1-9; I c 13.6-9; 20.9-16). No Antigo Testamento, a videira é comumente usada como símbolo de Israel (SI 80.9-16; Is 5.1-7; 27.2-6; Jr 2.21; 12.10; Ez 15.1-8; 17.1-21; 19.10-14; Os 10.1-2). Jesus se identifica especificamente como "a videira verdadeira" e o Pai como "o agricultor" ou aquele que cuida da videira. A videira possui dois tipos de ramos: 1) ramos que produzem fruto (vs. 2,8) e 2) ramos que não produzem (vs. 2,6). Os ramos que produzem fruto são os crentes genuínos. Embora no contexto imediato o foco esteja sobre os 11 discípulos fiéis, a imagem também engloba todos os crentes de todos os tempos. Os ramos que não produzem fruto são os que se professam crentes, mas a falta de fruto indica que salvação genuína jamais aconteceu e que não recebem vida da videira. Especialmente no contexto imediato, Judas estava sendo visado, mas a imagem se estende além dele para todos os que professam fé em Cristo, mas que, na verdade, não possuem salvação. A imagem dos ramos improdutivos sendo queimados retrata o castigo escatológico e a rejeição eterna (Ez 15.6-8).


SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Cristo Está Preparando a Sua Noiva
O Rei da Glória se casará com a sua Noiva. Será que vocês não sabem que todas as boas coisas que o mundo desfruta, Deus nos fará desfrutar dez mil vezes mais? O grande banquete acontecerá, o evento mais maravilhoso de todos os tempos, em que comeremos pão e beberemos vinho no Reino de Deus. A Noiva está em preparação.
O Espírito Santo é a pomba. O cântico é o arrulhar da pomba antes da tormenta. Você viu como as pombas alertam os seus companheiros para que procurem abrigo antes das tempestades? Pois, da mesma forma, o Espírito Santo está arrulhando e chilrando, chamando-nos para que procuremos abrigo contra as tempestades da tribulação que virá sobre a terra. O Senhor está nos treinando, fazendo os nossos corpos ficarem leves e flexíveis para que possamos subir” (ETTER, Maria Woodworth. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.165-66).

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos que a limpeza espiritual é prioridade absoluta como consequência da obra expiatória de Cristo. Uma vez que Cristo nos salvou, fomos chamados para ser santos. Atentemos para esse precioso chamado de Cristo Jesus!
Conforme exposto até aqui, devemos entender que a “limpeza espiritual” se refere à busca por santidade, caracterizada por uma vida dedicada à causa do Reino. Notemos que os Sacerdotes deveriam lavar as mãos e os pés - as mãos falam do que eles faziam, o seu ministério, o seu trabalho, tudo eles puseram as mãos era importante, e assim as suas mãos precisavam ser limpas sempre, diariamente. Os pés representavam aonde eles iam, suas vidas e caminhos. O seu andar tinha que ser um andar santo, assim os seus pés eram sempre lavados, todos os dias.
- A bacia de bronze fala de Jesus como Juiz, que julga nossas atitudes do dia-a-dia e requer de nós uma santificação também dia-a-dia. Esta santificação diária vem pela Palavra, que é também o nosso espelho. Temos que nos espelhar no Senhor Jesus! A bacia fala do cuidado e da responsabilidade de quem exerce qualquer serviço na Casa de Deus, e fala de morte para quem não observar a orientação de Deus. A Bacia nos lembra que somos chamados a prosseguir em nossa caminhada, porque somos Sacerdócio real.

“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16)

Francisco Barbosa
Disponível no blog: auxilioebd.blogspot.com.br